Quarta-feira, 26 de Dezembro de 2007

Pagina 3

 

 

AMI – 20 ANOS DE

ASSISTÊNCIA MÉDICA

INTERNACIONAL

A AMI lançou recentemente o livro

Fronteiras. "

retrata todo um trabalho de Assistência Médica Internacional, nos 5

continentes.

De um apontamento do Professor Adriano Moreira e publicado neste

livro, transcrevemos e destacamos: "

evolucionou para a comunidade internacional. Esta mudança traduzse

na existência de valores e interesses que não pertencem a nenhum

Estado e constituem um património comum da Humanidade : É o caso

do mar alto, da Antartida, das energias não renováveis, dos outerspace,

dos Direitos do Homem e dos povos. Tal facto exige a

intervenção de órgãos internacionais de diálogo, de cooperação e de

gestão, acima dos Estados " .

" 20 Anos a PassarÉ uma obra admirável, com uma ilustração fabulosa, queA sociedade internacional

Por sua vez, Sophia de Mello Breyner Andresen, em artigo de l994,

escreveu: "

prático e concreto ou é coisa nenhuma. Não basta termos pena – não

bastam a nossa compaixão e a nossa simpatia. Por isso, para mim,

apoiar a AMI é um dever. Porque a AMI é constituída por pessoas que

vão aos lugares onde está a dor, a tragédia e o desastre e consigo levam

a ajuda médica, a ajuda alimentar, o tratamento e a presença. Nós, que

não temos a possibilidade de ir com eles e fazer o trabalho difícil e

exigente que eles fazem, devemos ao menos dar-lhes o nosso apoio e

ajudar ".

A solidariedade com aqueles que sofrem ou é um acto

Por sua vez, o Professor Fernando Nobre, Presidente Fundador e com

toda uma vida de filantropia na Assistência Médica Internacional,

escreveu, neste livro:

por isso mesmo), fez, faz e fará sempre parte da minha vida. Creio

muito sinceramente que a AMI, porque defende com acções concretas

os direitos fundamentais de todos os seres humanos, foi, é e continuará

a ser uma instituição necessária para a construção da paz no nosso

Mundo. Ao fim e ao cabo é esse o seu derradeiro objectivo ".

" Para mim, a AMI é como um filho. Como tal (e

Os outros rostos da AMI deixaram neste livro o seguinte depoimento:

Leonor Nobre – Vice-Presidente:

acolher e abrigar crianças famintas de comida e de

amor, que aprendi o verdeiro valor da solidariedade.

Por este motivo, aceitei, sem hesitar, o desafio de

ajudar a construir do nada, uma obra que

DIGNIFICASSE o ser humano, sem discriminação

de raça, religião ou posição social ".

Foi no exemplo da minha mãe, a

Luisa Nemésio – Secretária-Geral:

Vitorino Nemésio, um excerto que traduz bem a

minha forma de ver o Mundo e de me rever na AMI:

"Sou ao mesmo tempo e acima de tudo português

açoriano europeu, americano brasileiro, e por tudo

isto espânico e ocidental, e gostava de ser homem de

todo o mundo. Eu bem sei que a carta da cidadania é

precisa para voto e passaporte, mas também se passa

sem essas coisas: sem pão e verdade é que não ".

Tomo de empréstimo a meu avô

Carlos Nobre

planetário,

cósmica, que ultrapassa as barreiras separatistas,

pobres, redutoras, negativas e involutivas das raças

,religiões, nacionalidades, línguas, culturas,

ideologias, filosofias e sexos. A acção humanitária é,

na sua essência, servir, ajudar e amar o próximo,

sendo, uma das expressões da espiritualidade maior,

una, fraterna e universal. É por esta razão que estou

na AMI.

Administrador: Estamos num combate pacífico eem nome da consciência espiritual

Serafim Jorge - Administrador:

de vida é exactamente aquela que norteia esta

instituição: Ajudar . Por isso, com a amizade e

colaboração de todos os meus colegas, seguindo o

exemplo do fundador – Dr. Fernando Nobre –, quero

continuar a minha missão.

Escolhi a AMI porque a minha filosofia

José Luis Nobre – Administrador:

seres humanos de todos os continentes e de todas as

condições, a AMI ajudou-me a derrubar obstáculos,

superar provações, ser paciente, vencer a tristeza, o

desgosto e as dificuldades. Permitiu tornar-me senhor

do meu destino e encontrar o meu objectivo de vida que

é o de ajudar os outros. À AMI tudo devo no caminho

de aperfeiçoamento da minha condição humana.

Obrigado.

Ao permitir-me estabelecer laços com

Outro Administrador – Rafael Reis:

não é um aniversário em que se brinde a um futuro auspicioso.

Façamos antes um voto para que o mundo deixe de ser um local cada

vez mais inquieto e perigoso. Há 20 anos que estes nómadas da

fraternidade percorrem o mundo numa viagem inscessante pelos

caminhos do êxodo e do abandono, ao encontro das vítimas da guerra,

das catástrofes, da fome e do subdesenvolvimento, guiados pelo ideal

de uma medicina humanista, mitigando a dor num gesto anónimo.

Infelizmente, a história da AMI não acaba hoje porque, como diria

Alberto Camus, é preciso recusar a tragédia. E essa, continuará.

É preciso recusar a tragédia. Este

O livro –

actividade com sacrifícios humanos que só uma filantropia abnegada dos

médicos sem fronteiras é capaz de suportar. A AMI é em todo o mundo a

organização que mais tem trabalhado na sua área e os países onde a sua

intervenção tem ocorrido rendem-lhe justas homenagens, e o mundo

inteiro não menospreza tudo que tem feito ao serviço do homem.

Importa referir algumas afinidades que temos – a AMI e a APPDH – no

tocante à Promoção e Dignificação do Homem. Enquanto a AMI

desenvolve a sua acção assistencial, a APPDH procura sensibilizar as

consciências e conduzir projectos contra a violência, a xenofobia, a

vingança, a indiferença, a morte pela indigência e a fome, a crescente

degradação, a misantropia, o crime e muito mais. A cooperação entre

organizações ao serviço do homem e de um mundo melhor deve existir

na conjugação de esforços. Da nossa parte, este trabalho que fizemos

sobre a AMI represente prova cabal de que estamos receptivos a todo o

tipo de cooperação quanto à dignificação da superior espécie que somos.

Os sentimentos comuns estão exarados nos depoimentos que já

referimos, nomeadamente: " Tal facto exige a intervenção de órgãos

internacionais de diálogo, de cooperação e de gestão, acima dos Estados

(Adriano Moreira); " Para mim, apoiar é um dever" (Sophia de Mello

Breyner); "A acção humanitária é, na sua essência, servir, ajudar e amar

o próximo, sendo, por isso, uma das expressões da espiritualidade maior,

una, eterna, fraterna e universal" ( Carlos Nobre): " É preciso recusar a

tragédia. Façamos um voto para que o mundo deixe de ser um local cada

vez mais inquieto e perigoso" (Rafael Reis).

Algumas das pessoas que já foram convidadas para sócios da APPDH, a

primeira coisa que pretendem saber é textual: "o que ficam a ganhar?"

Em resposta, sugere-se que a pergunta seja feita ao contrário: o que é que

ficam a perder...

Ao aderir a este projecto, o associado paga uma quota de 5,00 euros

mensais. Diremos que cerca de 50% das pessoas não ficam mais pobres

ao fim do mês com menos cinco euros no bolso. Se tivermos em conta o

dinheiro que espontaneamente ou inadvertidamente gastamos mal gasto,

por vezes em coisas supérfluas ou mesmo fúteis, chegaremos à

conclusão de que a nossa contribuição, ainda que não tenha retorno

directo é todavia bem aplicada, dados os fins nobres que atinge.

Já temos duas razões assinaladas, vamos à terceira.

Não sentimos o prestígio que trazem para Portugal organizações como a

AMI (Assistência Médica Internacional)? E a prestimosa assistência que

realiza em Portugal?

E já imaginamos o trabalho que a APPDH pode realizar com a ajuda de

todos, em Portugal e em todo o mundo, sensibilizando as boas-vontades

e elaborando projectos dos quais podem nascer importantes soluções

para desmesurados problemas?

Quarta razão. Esta Quarta razão responde às pessoas que desiludidas e

descrentes já não acreditam na promoção e dignificação do homem, ao

dizerem: "Isto já não tem solução; não há ninguém capaz de endireitar o

mundo e livrá-lo do abismo". E a resposta, que poderia ser mais ampla,

consiste apenas em factos de si bem concludentes:

Não é verdade que o Homem é o ser mais inteligente, mais capaz e mais

20 anos a passar fronteiras – traça um percurso de intensa

CINCO RAZÕES PARA SE

FAZER SÓCIO

realizador? Que é a superior

espécie? Então vamos procurar

orientar as suas capacidades para

o bem em detrimento do mal, não

em termos absolutos, mas no

máximo que for possível.

Quinta razão.

Ao promovermos e dignificarmos

o Homem estamos também a

dignificar-nos individualmente

porque, como seres humanos e

superiores, estamos a contribuir

para um mundo melhor no sentido

de uma int e rdependênc i a

(irreversível) mais tranquíla, em

satisfatória paz e melhor

segurança. Mesmo que já

estejamos velhos, mesmo que se

pense já não irmos usufruir os

c o n s e q u e n t e s b e n e f í c i o s ,

tenhamos em conta o futuro dos

nossos filhos e a construção de um

mundo melhor.

Para terminar, diremos que as

pessoas com o mínimo de posses,

para além de não terem nada a

perder e ao subscreverem-se

associados, terão o nosso jornal

em distribuição gratuíta, podendo

vir ainda a participar, com

relevantes vantagens em relação

aos não sócios em espectáculos,

em provas desportivas e em

convívios vários organizados por

esta Associação.

Va lá, sejamos cooperantes e

solidários...

Tanto as quotas como os

donativos podem ser deduzidos

nos impostos.

Os nossos Contactos:

APPDH – Rua Arco do Marquês

do Alegrete, Palácio dos Aboim,

nº 2 5.1 – 1100 - 034 Lisboa

Telefones: 213428300

E - m a i l :

associacaoappdh@sapo.pt

Algumas pessoas, ao lhes ser dado

c o n h e c ime n t o d a APPDH,

procuram saber: "para que serve?"

E isto também acontece com outras

pessoas que já leram o nosso

regulamento interno, o qual insere a

matéria base dos nossos estatutos,

sucinta mas algo esclarecedora.

Quanto à promoção e dignificação

do Homem, existe um campo de

acções inesgotáveis, a começar pela

sensibilização, passando pelas

conferências, pela realização de

projectos que visem soluções

contidas nos nossos objectivos, pela

edição do jornal ”O Estafeta” e por

muito mais que nos seja possível

fazer: realizar um trabalho de base

até às altas esferas.

É evidente que iremos elaborar um

programa de actividades tão vasto

quanto a nossa capacidade

financeira o permitir

Continuação página. 13

publicado por promover e dignificar às 23:51

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