Sexta-feira, 8 de Fevereiro de 2008

Pagina 13

Radiações Atómicas

Perigos a exigirem profunda reflexão

 

Nenhuma forma de vida é possível sem a existência de condições ambientais. Todos temos plena consciência desta realidade, mas a indiferença existe, mesmo sabendo-se que o mundo corre sérios perigos. Nas plantas, como nos animais, são indispensáveis elevado numero de substâncias e energias oferecidas pelo ambiente. Cabe aos líderes mundiais, com sensibilidade e forte pertinencia, defenderem o ambiente e enterrarem, de uma vez por todas, as dizimadoras armas nucleares.

     As armas químicas  trazem venenos e substâncias inflamáveis destinadas a  inalações, ou a serem depositadas na pele, nas plantas e  nos alimentos, em que se inclui a  água. Estas armas têm vindo a ser utilizadas há mais de 600 anos antes de Cristo, com extrema fatalidade. Com a evolução resultante de armas mais sufisticadas  emergentes ao longo do tempo os perigos são mais assustadores, cuja interdição tem de mobilizar todos os exércitos  de salvação.

Conhecemos, um pouco, o efeito das explosões nucleares no Japão em l945. Suponhamos agora, qual seria a gravidade na actualidade, com armas milhares de vezes mais potentes. Nesta peça vamos reportar-nos, um pouco, aos perigos biológicos.

 

     PERIGOS BIOLÓGICOS

     Os perigos biológicos abrangem microorganismos e os venenos por eles produzidos. Os vírús podem ser lançados por aeronaves pulverizados por foguetões ou granadas, por transmissores humanos ou animais, incluindo insectos e também por sabotadores. A guerra de vírus tem normalmente por objectivo a população civil. O botulismo, aplicado estrategicamente, pode matar todos os infectados no espaço de seis horas. O ponderar quanto ao que pode acontecer numa guerra moderna será o único modo de lhe sobreviver. Não é tão difícil como possa parecer, já que certas ocorrências são consequência automática de outras. Doenças associadas à subnutrição e vivência em promiscuidade são próprias de situações bélicas, comprovado pela guerra do Vietname, tendo-se registado oito casos de peste naquele país em l96l.
     O Antraz contamina seres humanos e também os animais, em especial os herbívoros, cuja contaminação é transmissível pelas espécies infectadas – peles, pêlos, carne e pela água por eles contaminada. A doença apresenta-se sob duas formas: externa, quando o bacilo penetra o corpo através de gretas ou cortes na pele; interna, devida à inalação de poeira vinda dos animais. Quando interna, a doença pode matar em três dias, se não for tratada atempadamente.
     Há outras formas de contaminação, nomeadamente pela brucelose, cólera, difteria, salmonelas, febre de lassa, peste negra e bubónica, poliomielite, hidrofobia, varíola, triquinose, tifo, febre amarela, entre outras.

 

     EFEITOS DAS EXPLOSÕES NUCLEARES

     Os estragos variam  em função da construção da arma e da sua potência. Também segundo a altitude a que for lançada, as condições climatéricas, as caractirísticas e relevo do terreno. Nas zonas urbanas com a dimensão e estrutura dos edifícios e materiais empregues, além de outros factores. Mas dada a sofisticação a que estas armas chegaram não haverá condições especiais que contem substancialmente, dados os efeitos castratóficos. Tendo em conta uma explosão de dez megatoneladas, a 48 km a pele exposta ruboriza-se; a 38 km a pele empola; a 32 km as casas ficam danificadas pelo sopro  com o risco de incêndios; a 19 km o sopro destroi ou danifica seriamente as casas; a 12 km. os automóveis capotam; a 8 km caem as pontes, mesmo as de aço; a 6 km os abrigos são danificados;  a 5 km morrem todas as pessoas expostas;  a 3 km é atingido o limite da bola de fogo; a 2,5 km acontece o bordo da cratéra; No ponto central da explosão, é indecifrável o que acontece.
     As formas de radiação diminuem em relação ao raio da distância da sua fonte. Qualquer que seja a potência  da radiação e a distância do ponto onde a arma nuclear rebentou, terá um quarto dessa potência quando atingir o dobro dessa distância. Quando chegar ao triplo, terá baixado para um nono. Os abrigos ou refúgios proporcionarão mais ou menor protecção em função da distância a que a arma for deflagrada.
A radiação baixa para um décimo da sua potência em cada factor sete de tempo. Os sobrevivente passam a defrontar-se com outras situações tormentosas: os saqueadores, a sede e a fome. Têm mais hipóteses de sobrevivência aqueles que conseguem manter-se nos abrigos  o mais tempo possível e com provisões suficientes.
    
     As radiações podem ser avaliadas por electromagnéticas e corpusculares. Átomos e moléculas tranmitem à sua volta energia, podendo variar substancialmente. São utilizadas nas práticas médicas na radioscopia do corpo humano e também para destruição de tumores malignos. Usam-se ainda  nos exames de peças de máquinas. As radiações corpusculares  propagam-se no vácuo com a velocidade da luz, constituídas  por partículas materiais que são projectadas. Enquanto uma das partes é constituída por cargas eléctricas, a outra por partículas neutras como, por exemplo, os neutrões. É de realçar  o facto de a simples técnica  medir as radiações numa envolvência complexa mas útil no emprego de unidades de medidas em função  das exigências físicas. Mas as indicações numéricas não são determinantes nas medidas  numéricas  quanto à existência ou não de perigo para o organismo humano.
     Ao entrarmos em conceitos fundamentais, tenhamos em conta a acção dos raios ionizantes – a esfera  da célula e dos tecidos celulares. As dimensões dos organismos superiores  ficam muito acima do nível microscópio vulgar. Para a avaliação das acções radiantes nesta esfera é necessário recorrer a métodos diferentes dos da investigação celular para aferir a acção radiante sobre as células de um tecido
Os raios podem chegar ao organismo de duas formas. Vindos do exterior, só a parte das radiações que atinge os órgãos tem significado biológico, sendo necessário distinguir-se entre a dose superficial e a dose de órgão. De outra forma, a possibilidade consiste em o organismo, os órgãos e as células  absorverem substâncias radioativas que se fixam nos órgãos e nas células por processos metabólicos.  O emprego de energia nuclear e que faz penetrar material radiante no organismo suscita particular atenção. Os isótopos radiativos podem estar no ar que se respira; no meio ambiente podem encontrar-se em  solução aquosa ou aderir como substâncias sólidas à superficie das coisas que se contactam. Os isótopos são admitidos, sob diferentes formas na biosfera: nas plantas e nos animais e nas plantas que servem de alimento ao homem.
     Os  compostos insolúveis, como as poeiras radioactivas do urânio, que chegam à superfície da pele  ou aos pulmões, só desenvolverão efeitos nos locais em que se encontrarem. Tratando-se de substâncias solúveis transportadas pelo organismo, elas entram nas vias sanguíneas e linfáticas e desta forma atingem todo o corpo, intervindo nos processos metabólicos e, como substâncias de reserva, ficam armazenadas nos vários órgãos.
   
                                              continua no próximo número

 

A importancia de ser voluntário

Por Inês Abreu

A sociedade actual compõe-se de realidades bastante diversificadas, que sem dúvida a enriquecem culturalmente, mas possibilitam também a ocorrência de injustiça e de desfragmentação social. Multiplicam-se as situações de pobreza, de abandono, de abstencionismo. De forma a minorar estas circunstâncias, é cada vez mais urgente ter consciência da importância do voluntariado no mundo contemporâneo, sendo este o exercício da cidadania na sua mais verdadeira essência.
Por definição solidariedade é responsabilidade mútua, reciprocidade de interesses e obrigações, sentimento de partilha do sofrimento alheio, adesão a uma causa, a um movimento ou a um princípio. Importa ter presente a ideia de reciprocidade, pois não há duvida de que ao darmos, ainda que sob um altruísmo autêntico e que nada pede em troca, recebemos muito. O resultado não é simplesmente a assistência ao outro, mas o crescimento de ambos.
Todo o voluntariado contraria a ideia de que o que se faz deve ser pago. O segredo está na gratuidade absoluta das várias actividades, as quais representam uma mais valia inequívoca. O voluntariado social implica um esforço para a acção centrada no outro, o qual requer implicitamente responsabilidade. Criam-se ligações e relações que faz todo o sentido manter até que se alcancem objectivos concretos. É algo diferente de um simples voluntarismo pontual.
Há por todo o mundo grupos de pessoas, que para lá dos seus deveres profissionais e sociais, dedicam parte do seu tempo aos outros. Fazem-no com um objectivo que não se esgota na própria intervenção, mas que pretende erradicar ou modificar as causas da necessidade e da marginalização social. Este esforço centra-se em acções que procuram a promoção dos excluídos e em medidas concretas que ponham fim à sua dependência.
O conceito de solidariedade e de justiça tem de ser prático, sob pena de se tornar vazio e sem conteúdo. A importância do voluntariado não decorre só do beneficio de quem dele mais precisa, mas também da nossa experiência e crescimento pessoais, os quais saem verdadeiramente fortalecidos.
Há diversas instituições de cariz social, ao serviço das pessoas, das famílias, das comunidades, das quais podemos vir a fazer parte, contribuindo para uma melhoria da qualidade de vida e do bem-estar das populações. Sem dúvida tantas quantas as causas que nos podem mover.
Inequivocamente as acções tomadas no presente vão repercutir-se na forma como a sociedade se irá organizar no futuro, e a garantia de que essa forma será positiva é contribuirmos hoje mesmo para um futuro mais solidário.

 

FICHA TECNICA

O Estafeta – registo no E.R.C com o número 125321
Director: Valdemiro E. Sousa
Proprietário e editor: APPDH - Associação Portuguesa para a Promoção e Dignificação do Homem.
Sede e Redacção: Rua Arco do Marquês do Alegrete, Palácio dos Aboim, nº 2  –  5.1, 1100-034 Lisboa
e-mail: associacaoppdh@sapo.pt
blog:http://promoveredignificar.blogs.sapo.pt
Telefone: 213428300
NIF: 508263840
Colaboradores nesta edição: Fernando Nobre, João Carlos Fonseca,  António Jorge Lé, Inês Pais de Abreu, Hélia Alves, Ana Cabrita , Carlos Machado ,Cecilia Correia, Ricardo Molino, rita Almeida e Philippe Burnay
Tiragem desta edição:  7200 exemp.
Impressão: Grafedisport – estrada Concilim e Pedros, nº 90, Queluz de Baixo
Distribuição: Logista,  expanção da área ind. do Passil Lote 1 – A  - Tel.219267800 Palhavã - Alcochete
     

publicado por promover e dignificar às 16:48

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