Sexta-feira, 8 de Fevereiro de 2008

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  BREVE HISTÓRIA SOBRE A MÚSICA

    O desenvolvimento da música ao longo da história insere-se na evolução cultural, já que ela é, também, uma parte da cultura dos povos. Tem um denominador artístico nos seus fundamentos da arte, sendo a musicologia e a teoria musical objecto de estudos por parte de historiadores e dos musicólogos que se vieram a revelar com explendor êxito.
    Em termos evolutivos, está popularmente associada à história da música erudita ocidental e frequentemente se afirma que a sua história tem origens na música da Grécia antiga, vindo a desenvolver-se através de movimentos artísticos ligados às grandes eras artísticas de tradição europeia, em que se destaca a era medieval, renascimento, barroco, clássico, até à musicologia moderna, em que países como a Itália, França, Portugal, Espanha, Inglaterra,  USA, Brasil e outros países da América Latina vieram a ocupapar destacado espaço.
    Nas suas diversificadas proporções, o destaque europeu  deixou de fazer proeminente sentido em termos ocidentais. A disciplina a ela associada passou a ter  desenvolvimento em todas as épocas e civilizações e pode considerar-se que a música se desenvolveu em todas as épocas e civilizações na envolvência de toda a humanidade e em todo o mundo, desde a pré-história.
    Valerá a pena transcrever o que Marius Schneider escreveu em 1957: " Até poucas épocas atrás o termo "história da música" significava meramente a história da música erudita europeia. Foi apenas gradualmente que o escopo da música foi estendido para incluir a fundação indispensável da música não européia e finalmente da música pré-histórica".
     Poderá dizer-se que há tantas histórias da música quanto há culturas no mundo e todas as suas vertentes têm desdobramentos e subdivisões. Pode-se assim falar da música do ocidente, mas também se poder desdobrá-la  na histórica da música erudita do ocidente, história da música popular do ocidente,  história da música do Brasil, história do samba  e assim por diante.
     Os fenómenos musicológicos expressam fortes conotações com as formas de ser, sentir e vivências do ser humano, sendo através da música e da canção que se expressam muitos dos sentimentos e da forma de estar na interdependência social, moral, política e filosófica. De tal forma que, se a música nos faltasse, ficaríamos amputados de uma boa parte das nossas formas de comunicação e da  condição superior a que pertencemos.
   Tanto mais que só os seres humanos dispõem da capacidade de evoluir musicalmente: os outros animais que cantam mantêm-se estáticos.

 

Orquestra Gulbenkian

Foi em 1962 que a Fundação Calouste Gulbenkian decidiu estabelecer um agrupamento orquestral permanente, no início constituído apenas por doze elementos (Cordas e Baixo Contínuo), sob o nome de Orquestra de Câmara Gulbenkian. Esta formação inicial foi sendo progressivamente alargada, contando hoje com um efectivo de 60 instrumentistas, que pode ser pontualmente expandido de acordo com as exigências dos programas executados. Em cada temporada, a Orquestra Gulbenkian realiza no Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, uma série regular de concertos, por outro lado percorre todos os anos em digressão um elevado número de localidades de Portugal, cumprindo desta forma uma significativa função descentralizadora. No plano internacional, por sua vez, a Orquestra tem vindo a ampliar gradualmente a sua actividade, tendo até agora efectuado digressões na Europa. Tendo tocado com os mais importantes artistas do mundo musical (maestros e solistas), a Orquestra Gulbenkian gravou já dezenas de discos, de onde ressalta o destaque dado à música portuguesa. Esta sua actividade foi distinguida desde muito cedo com diversos prémios internacionais de grande prestígio.

 

Orquestra Nacional do Porto

A Orquestra Nacional do Porto (ONP) engloba um número permanente de 94 instrumentistas, o que lhe permite executar um grande repertório sinfónico. Centra a sua actividade na realização de concertos sinfónicos e acompanhamento de ópera, abrangendo um período histórico que se estende desde o Classicismo ao Século XXI. Passou a residir na Casa da Música desde a sua inauguração, em Abril de 2005, e é parte integrante da Fundação Casa da Música desde Julho de 2006.

 

CORO GULBENKIAN
Fundado em 1964, o Coro Gulbenkian conta presentemente com uma formação sinfónica de cerca de 100 cantores, actuando igualmente em grupos vocais reduzidos, conforme a natureza das obras a executar. Na música do século XX, campo em que é particularmente conhecido, tem interpretado, frequentemente em estreia absoluta, inúmeras obras contemporâneas de compositores portugueses e estrangeiros. Tem sido igualmente convidado para colaborar com as mais prestigiadas orquestras mundiais.
Para além da sua apresentação regular de concertos da Fundação, em Lisboa, e das suas digressões em Portugal, o Coro Gulbenkian actuou em numerosos países em todo o mundo, tendo também participado em alguns importantes festivais internacionais.Tem no plano discografico ao longo dos anos registado um repertório diversificado, com particular incidência na música portuguesa do século XVI ao século XX, tendo algumas destas gravações recebido prémios internacionais.

 

JOGOS OLIMPICOS
Foi em honra de Zeus que a Grécia se reunia em cada 4 anos no Peloponeso, na confluência dos rios Alfeu e Giadeo, com a cidade Olímpia a erguer-se. Foi a partir do ano 776 a.C. que cedeu o seu nome à maior competição desportiva na história da humanidade – os jogos olímpicos.
O primeiro vencedor foi foi o atleta Coroebus, que recebeu uma coroa de folhas de louro.
O seu início terá ocorrido l94 anos a.C., mantendo o seu espírito desportivo com o objectivo da disputa de desafios corajosos, até ao ano 394 d.C., quando o imperador Teodósio II ordenou a sua interrupção, parecendo então condenada ao desaparecimento, a se transformar apenas num acto histórico. Interrupção que durou quase 1500 anos. Foi o idealista francês Barão Pierre de Cobertin, com a sua intervenção (1492 que impulsionou a retoma.

 

OTTO GLORIA

 Otto Glória nasceu no Rio de Janeiro em 19l7. Jogou no Vasco da Gama e Botafogo.  Estudou ciências e direito, sendo pessoa de cultura, que estendeu ao futebol na qualidade de treinador. Antes de chegar a Portugal em 1954 já tinha sido treinador de sucesso no Vasco da Gama e o América.

 Foi dos treinadores mais importantes em Portugal, passando pelo Benfica, FC do Porto e Sporting. Na Europa também treinou o Marselha e Atlético de Madrid. Foi com ele que o Benfica evoluiu significativamente com importantes resultados nacionais e internacionais, tendo tido uma crónica sua na Rádio, muito apreciado pelas pessoas do desporto.
   Quando era seleccionador naqcional Manuel da Luz Afonso, ele foi o treinador de campo e levou, em 1966, os Magriços  à conquista do 3º lugar no mundial de Inglaterra. Foram-lhe reconhecidos méritos no seu trato humano, a par de disciplinado e disciplinador, competente e aplicado. Regressado à América do Sul, esteve no México e mais tarde na Nigéria.
     Em 1983 assumiu o cargo de trinador nacional, tendo mais tarde sido substituído pelo ajunto Fernando Cabrita.
     O futebol português ficou a dever muito a este homem que  vai continuar a ser relembrado pelas altas figuras do desporto português: dirigentes, atletas, outros treinadores e adeptos em geral.

 

EUSÉBIO – O PANTERA NEGRA

Eusébio da Silva Ferreira nasceu em Lourenço Marques (actual Maputo). Depois de jogar em Moçambique  no Sporting de Lourenço Marques, filial do clube leonino de Lisboa.
Com 18 anos de idade transferiu-se para o Benfica em 1960.
-Disputado pelo Sporting numa acesa luta pela sua contratação. Era na altura trinador Bella Gutman, que insistiu com os dirigentes encarnados para "não deixarem fugir o menino", quando ainda mal se sabia que iria estar ali um dos maiores jogadores do mundo.
  Logo na primeira época ajudou o Benfica a conquistar a segunda taça dos campeões europeus. No jogo da final venceu o Real Madrid e Eusébio marcou 2 golos. A partir daqui a fama internacional estava à vista, cujas principais características eram a velocidade e o remate fortíssimo. Foi muito pretendido pelos maiores clubes da Europa, mas o governo português impediu a sua saída com o seu envio para a tropa, tendo-o como tesouro nacional.

No Mundial de 1966 em Inglaterra acentuou-se a sua condição de estrela mundial. Marcou 9 golos, sendo o melhor marcador do mundial e ajudou a equipa portuguesa a conquistar o 3º lugar. Portugal só perdeu com a a equipa da casa – a Inglaterra. Esta derrota foi tida como grande injustiça e o encontro ficou marcado pelo jogo das lágrimas. Neste campeonato, a equipa portuguesa afastou o favorito e credenciado Brasil de Pelé.
 Na fase final da sua carreira, Eusébio veio ainda a jogar no Beira Mar e em duas equipas norte-americanas. Actualmente é figura de destaque no clube da Luz, acompanhando ainda a Selecção Nacional nas suas deslocações ao estrangeiro.
    Foi 1 ver campeão europeu e 3 vezes finalista nesta prova. Ganhou 11 campeonatos nacionais e 5 taças de Portugal, recebeu 7 vezes a bola de prata e 2 vezes a bota de ouro, tendo marcado ao longo da sua carreira 733 golos. Um palmarés inesquecível.

publicado por promover e dignificar às 16:56

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