Sexta-feira, 8 de Fevereiro de 2008

Pagina 10

                                                                      

Ladrão Comedido

    Um assaltante norte-americano recusou uma nota de 10 dólares (cerca de 7,25 euros) da sua vítima, mandando-a trocar numa pizzaria, porque disse necessitar apenas de 4 dólares (2,90 euros). As autoridades de Nova Iorque acabaram por detê-lo. Segundo o capitão Joseph DeCarlo, da polícia nova-iorquina, tudo começou quando um jovem de 18 anos saiu de uma loja com uma rosa artificial na mão. Nessa altura, foi abordado pelo suspeito, que, de acordo com a polícia, lhe terá pedido inicialmente para ficar com a flor. Perante a recusa, o homem terá exibido uma arma branca e exigido da sua vítima tanto a rosa como dinheiro. Nessa altura, o rapaz tentou entregar-lhe uma nota de 10 dólares, que foi recusada. O suspeito ter-lhe-á dito que só necessitava de 4 dólares e mandou-o trocar a nota numa pizzaria. O jovem voltou com o dinheiro e o suspeito colocou-se em fuga. Contudo, a polícia foi alertada do assalto e acabou por deter o homem a alguns quarteirões do local do crime. A polícia referiu-se a este como um caso insólito, mas que não deixa de ser um assalto, não adiantando as razões pelas quais o homem de 48 anos pretendia apenas 4 dólares.

Ladrões com a boca doce
de, no centro do Reino Unido, acreditam ter conseguido reduzir a criminalidade na região ao distribuir doces à saída dos bares.
Segundo a polícia, pesquisas sugerem que as pessoas que saem dos bares e das discotecas após terem bebido uma grande quantidade de álcool ficam frequentemente agressivas devido ao baixo nível de açúcar no sangue.
Os chupa-chupas, distribuídos pelas autoridades locais da cidade de Aylesbury Vale, ajudam a aumentar os níveis de açúcar no sangue.
Um dos polícias afirma que para além de aumentar o açúcar, a distribuição dos chupa-chupas deixa as pessoas mais alegres, além de impedir discussões e gritos, por terem a boca cheia de guloseimas.
A polícia da região acredita que as outras medidas, não-convencionais, tomadas recentemente, como a instalação de câmaras de vídeo nos capacetes dos polícias, pode ter ajudado a reduzir a criminalidade na cidade.

 

O maravilhoso mundo das borboletas

O niverso das borboletas é tão belo e fascinante, havendo pessoas que são capazes de dar volta ao mundo para reunirem o maior número possível. São coleccionadores, à procura de algumas das 150.000 espécies conhecidas.
 Por vezes damos por nós a pensar na perfeita e complicadíssima máquina que somos enquanto animais inteligentes.

 O fenómeno borboletas leva-nos também a pensar como uma larva que, nesses estados pode parecer horrorosa, se transforma na beleza colorída e diversificada que a gostávamos de ter na gola do casaco por tempo indeterminado.
 
   A metamorfose é espectacular neste grupo de insectos, com mudanças radicais. Do ovo nasce uma larva. Passados dias e durante a sua evolutiva metamorfose, nascem finalmente as asas e aí temos o insecto voador, belo e admirável. Num só organismo acontecem duas fases distintas, morfológicas.

     Tal como nos humanos, as hormonas estão no centro dos segredos, de toda a espectacular transformação. É já no estado de borboleta completa que se dá o acasalamento, e daí emergem novas larvas e novas borboletas. É na Primavera que mais são vistas, mas elas desenvolvem processos para se adaptarem às intempéries e velam pela sua sobrevivência. Em condições climatéricas desfavoráveis, as lagartas hibernam e só voltam ao seu desenvolvimento e à sua actividade no momento próprio.

    As ciências naturais satisfazem a curiosidade do homem. Mas pela ciência investigativa ficamos a saber também que, tal como acontece com outros insectos – como as abelhas – , elas são dizimadas, ainda que em parte, pelos produtos químicos, em especial os insecticídas. E também vão sendo destruidos alguns dos seus habitats, em especial

os prados florídos. Por outro lado, enquanto lagartas, passam todo o tempo a comer e a destruir a folhagem de hortículas e de árvores, ao ponto de as despirem. completamente. Aí o homem defende a sua propriedade utilizando venenos para quase todos os insectos. Tal como se plantavam pomares de Amoreiras para alimentarem o bicho-da-seda, também se deviam implantar áreas de cultivo com espécies de que as borboletas gostam. A diferença reside no facto de, enquanto o bicho da seda é obreiro produzindo o famoso tecido, as borboletas apenas nos proporcionam a sua beleza.

    Todavia ainda existem refúgios, em especial nos jardins. Pela cultura biológica as borboletas poderão sobreviver e reproduzirem-se em maior número, tanto mais que elas consomem algumas plantas infestantes, como as urtigas. Cremos que em Portugal não existem estas espécies, mas podem ser introduzidas para ajudarem o homem a combater as plantas daninhas, tal como acontece com outros insectos, que estabecem o controlo biológico. Os admiradores e defensores das borboletas deviam instruir os agricultores no sentido de introduzirem nos seus campos de cultivo espécies que sirvam de alimento às borboletas.

      Ao defender a biodiversidade, o homem concede o direiro de viver a espécies como os lobos que atacam os rebanhos, as serpentes e os escorpiões que matam muitas pessoas, os felinos que também matam pessoas e outros animais, pela necessidade de se alimentarem. Posto isto, mais razões temos para defender as exuberantres borboletas que, dado nunca nos morderem nem transmitirem doenças, nos são gratas. Tanto mais que elas estabelecem fácil convivência connosco, não necessitando de espaços reservados.

 

Camões - O Épico

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades


Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.
O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.
E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.

 

Sempre a Razão vencida foi de Amor
Ao desconcerto do Mundo
Os bons vi sempre passar
No Mundo graves tormentos;
E pera mais me espantar,
Os maus vi sempre nadar
Em mar de contentamentos.
Cuidando alcançar assim
O bem tão mal ordenado,
Fui mau, mas fui castigado.
Assim que, só pera mim,
Anda o Mundo concertado.

Julga-me a gente toda por perdido
Julga-me a gente toda por perdido,
Vendo-me tão entregue a meu cuidado,
Andar sempre dos homens apartado
E dos tratos humanos esquecido.
Mas eu, que tenho o mundo conhecido,
E quase que sobre ele ando dobrado,
Tenho por baixo, rústico, enganado
Quem não é com meu mal engrandecido.
Vá revolvendo a terra, o mar e o vento,
Busque riquezas, honras a outra gente,
Vencendo ferro, fogo, frio e calma;
Que eu só em humilde estado me contento
De trazer esculpido eternamente
Vosso fermoso gesto dentro na alma.

Ditoso seja aquele que somente

Ditoso seja aquele que somente
Se queixa de amorosas esquivanças;
Pois por elas não perde as esperanças
De poder nalgum tempo ser contente.
Ditoso seja quem, estando absente,
Não sente mais que a pena das lembranças,
Porque, inda mais que se tema de mudanças,
Menos se teme a dor quando se sente.
Ditoso seja, enfim, qualquer estado,
Onde enganos, desprezos e isenção
Trazem o coração atormentado.
Mas triste de quem se sente magoado
De erros em que não pode haver perdão,
Sem ficar na alma a mágoa do pecado.

publicado por promover e dignificar às 17:02

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