Sexta-feira, 8 de Fevereiro de 2008

Pagina 6

LUSOFONIA

Do achamento do Brasil em 1500 até ao sec. XXI

 

Aos países lusófonos, unidos pela língua e pela cooperação, cabe-lhes dar ao Mundo um Novo Mundo, onde as populações se sintam dignificadas, com bom nível de vida, em paz, promoção cultural e económica. E, pedagogicamente, assimilarem e divulgarem o projecto da APPDH.

     Neste primeiro tema alusivo à Lusofonia, vamos ocupar-nos do Brasil, afinal o maior país lusófono e também o que tem vital importância na esfera mundial, ainda que Portugal, na qualidade de Pátria-Mãe, não regateie esforços no sentido da união e do entendimento.

     Pêro Vaz de Caminha, na sua carta dirigida a D. Manuel, deu uma notÍcia com forte impacto para a posterioridade – a descoberta da Terra de Vera Cruz. "Os seus habitantes passeiam-se nus, na pureza original, sem nenhuma coisa que lhes cubra suas vergonhas". Fez menção das moças que viram, " bem gentis, com os cabelos pretos que chegam até às espáduas e as suas vergonhas altas e cerradinhas que, de muito as olharmos, não tinhamos vergonha nenhuma. Gentes mansas e pacíficas". Esta carta continua a existir, reproduzida em imensas  publicações.
    Mais de quinhentos anos depois, a carta de Pêro Vaz de Caminha, num conteúdo revelador da capacidade intelectual do minucioso escrivão, continua a ser um documento histórico relativo ao nascimento de um grande país. Pedro Alvares Cabral, comandando os restantes capitães da frota, iria completar a narrativa desse feito causador de enorme surpresa aos olhos das figuras mais destacadas do ocidente.
     D. Manuel I reinou de 1495 a 1521, numa época de franca prosperidade, chamada por muitos a "idade do ouro". Morreu a 13 de Dezembro, vítima de uma febre letágica que já havia feito muitas vítimas. Era tido como "pai da Pátria", senhor de poder absoluto e de muita sabedoria, governando o reino com sentido de justiça. Sucedeu-lhe D. João III, que dividiu os portugueses e provocou o fim da "idade do ouro".
      Mais tarde, tiradas as reais medidas, ficou a saber-se que o Brasil era uma terra gigante, com a superfície de 8.456.508 km2 de área terrestre e 55.457 de águas internas, num total de 8.511.965 km2. Na actualidade corresponde a l,7% do globo; 5,7% de terras emersas; a um quinto das regiões tropicais; a 41,5 % da América Latina e a 47,3 % da América do Sul.
       O povo índio, constituído por várias etnias (envolvidas em guerras pela posse de territórios, em especial do litoral), era o dono da terra à chegada de Pedro Álvares Cabral.
     Quinze meses depois do achamento foram contabilizados os custos desta aventura – 6 navios afundados e a morte de cerca de 600 homens entre a tripulação, que deixaram D. Manuel II desgostoso, e Pedro Álvares Cabral, não obstante o seu feito, passou a ser desautorizado e muitas vezes humilhado, vindo a cair em desgraça. Todavia, o Rei concedeu-lhe 200.000 reis. Desta forma não teve problemas económicos até ao fim da vida, vindo a falecer por volta do ano 1519.
      A soberania Portuguesa ocorreu até 1822, ano da declaração da independência por D. Pedro de Bragança.
     De 1501 a 1526 foram realizadas várias expedições de reconhecimento; de 1530/36 iniciou-se o plano de colonização com a criação de capitanias; em 1549 foi criado o governo-geral do Brasil, atribuído a Tomé de Sousa; em 1549/50 foi criada a primeira capital, São Salvador da Baía; 1560 é expulsa uma colónia francesa da região do Rio; l564, Estácio de Sá funda a cidade do Rio de Janeiro; 1583/95 ingleses atacam portos brasileiros; a partir de 1613 houve batalhas de portugueses com franceses e holandeses até por volta do ano 1654, com vitórias dos portugueses; em 1673 chegaram ao Pará os primeiros casais açoreanos para a colonização; em 1676 foi criado o primeiro bispado do Rio de Janeiro; a descoberta do ouro ocorreu em 1696; São Paulo ascende a cidade em 1711; a introdução da cultura do café ocorreu em l727.
     No prosseguimento da consolidação da presença de Portugal, em 1739 foi celebrado o primeiro contrato de exploração de diamantes; em 1750, com Marquês de Pombal ministro do reino, são definidas as fronteiras portuguesas e espanholas na América do Sul; em 1751 ocorre a emancipação dos índios; o Rio de Janeiro ascende a capital do Brasil em 1763; em 1776 a população brasileira é avaliada em 1.900.000 habitantes; em 1807 é estabelecida a corte portuguesa no Rio, na sequência das invasões napoleónicas; o Brasil é elevado a reino em 1815; a declaração da independência ocorre em 1822 e em 1823 dá-se o tratado de paz entre Portugal e o Brasil; o reconhecimento por Portugal da soberania do Estado brasileiro ocorre em 1825 e, em 1830, acontece a abdicação de D. Pedro I a favor de seu filho, D. Pedro II, então com 5 anos de idade. Até 1840, o Brasil foi administrado por diversos regentes, enquanto D. Pedro II era menor.
      Foi em Maio de 1823 que ocorreu a instalação da Assembleia Constituinte, que restringiu os poderes imperiais. D. Pedro II foi destituído em 1889 pelo Marechal Deodoro Fonseca, já ao serviço da República de Espanha e o nome de país mudou de Império do Brasil para Estados Unidos do Brasil.
A produção de café proliferou nos finais do século XIX, tornando-se numa riqueza que atraíu muitos imigrantes, em especial de Itália e Alemanha. Foi nesta fase que o desenvolvimento se estendeu ao interior
     Em 1930, Getúlio Vargas foi eleito pela Assembleia Constituinte presidente do Governo Provisório. Em 1934 o país ganha uma Constituição. Getúlio Vargas é eleito presidente e nos 3 anos seguintes foi governante constitucional. Os anos que se seguiram foram conturbados pelas disputas politico-partidárias. Vargas é forçado a renunciar em Outubro de l945, pelo poder das forças armadas. Em 1946 foi promulgada nova Constitução, mais democrática, restaurando direitos individuais. Em 1950 Getúlio voltou a ser eleito presidente pelo voto directo mas foi pressionado por uma série de eventos e em 1954 suicidou-se dentro do Palácio de Catete. João Fernandes Campos Café Filho, que era vice-presidente, substituiu Getúlio Vargas.
     Juscelino Kubischek de Oliveira foi eleito presidente, tomamdo posse em l956, iniciando um cíclo de desenvolvimento com avanços técnico-industriais e com abertura de estradas. Foi Juscelino Kubitschek que em l960 inaugurou Brasília, a nova capital do país.
     Em 1961, Jânio Quadros assumiu a presidência mas renunciou no decurso do mesmo ano, forçado pelas contradições em que se envolveu a nível político. João Goulart, que era vice-presidente, substituiu Jânios Quadros até 1964, sempre pressionado pelo poder militar, que realizou um golpe e extinguiu os partidos políticos. Em 1967, o General Arthur da Costa e Silva assumiu a presidência, mas em 1969 sofreu uma trombose e ficou incapacitado, tendo sido substituído por uma junta militar. Nesse mesmo ano foi eleito presidente o general Médice, com um perturbado percurso de agitação política, tendo havido muitas prisões. **

     Em l974 assumiu a presidência o General Ernesto Geisel, enfrentando uma forte crise económica e com a dívida externa demasiado elevada. Foi um período de grande taxa de  inflação. Todavia, foi Geisel que iniciou a abertura democrática, tendo transmitido o cargo ao General Figueiredo em 1979. Este manteve-se no cargo até 1985.
        Em Março de 1985 José Sarney assumiu interinamente a presidência, vindo no mês seguinte a ocupar o lugar em difinitivo.
Segue-se um período com agravada taxa de inflação, tendo sido lançado o "Plano Bresser", com congelamento de preços. Em Janeiro de 1988 Bresser é substituído po Maílson da Nóbrega que, em em Janeiro de l989 institui o "plano verão", com o lançamento de uma nova moeda, o cruzado. Fernando Collor de Mello foi eleito em 1989, perdurando até 1992, quando renunciou devido ao processo de "impeachment" que foi movido contra ele.
       O Brasil iniciou uma nova fase de equlíbrio com a eleição de Fernando Henrique Cardoso, em 1994, tendo sido reeleito em 1998. Manteve-se no cargo até 2003, que transmitiu ao actual presidente Luis Inàcio Lula da Silva. Este foi reeleito em 2006 e matém-se no cargo, tendo pela frente muito trabalho a realizar para que o grande Brasil territorialmente, venha também a ser um grande país económica e socialmente, para o que tem de vencer enormes dificuldades neste período de recessão económica a nível mundial, cuja crise se espera seja desanuviada.
          Lula da Silva tem exercido forte acção diplomática não apenas pelo Continente Sul-Americano mas também pelos países lusófanos e outras partes do mundo, existindo a indicação de que o Brasil está a renascer para ocupar o espaço a que tem direito universalmente.
       Enquanto no passado o Brasil era destino dos emigrantes portugueses, na actualidade são os brasileiros que mais  emigram para Portugal, adquirindo permissão para demandarem outros países de U.E. Todavia as maiores indústrias portuguesas estão a investem no Brasil, ainda perante a dificuldade originada pelas franjas de pobreza e pelo clima de insegurança. Todos os países lusófunos necessitam de sair do marasmo em que se encontram, pelo que a cooperação global pode – e deve – inserir-se, com progressos a todos os níveis na globalização em curso, com Portugal a abrir as portas à U.E. e, por inerência, ao mundo. Compete ao Brasil explorar as potenciais riquezas do solo e subsolo, mobilizando o imponente capital humano de que dispõe, combater as assimetrias e a desertificação, desenvolvendo o interior para que S. Paulo e Rio não continuem a crescer demograficamente num tom assustador.
      Assimilando os ideais e o projecto da APPDH, a lusofonia, com Portugal e Brasil na linha da frente, pode dar ao mundo bons exemplos pelo trabalho incessante  que ainda está por fazer e que importa realizar a toda a força.

  

   Valdemiro E. Sousa

 

2007: Pior Ano para o Ambiente

O gelo dos polos derreterá completamente em meados deste século, de acordo com as previsoes climatericas do Office Haddley Centre. Enquanto os politicos debatiam em Bali como chegar a um acordo em relaçao às alteraçoes climatericas, cientistas do outro lado do mundo depararam-se com os piores resultados para o aquecimento global de sempre.
A reunião da American Geophysical Union em São Francisco é uma das maiores conferencias cientificas do mundo. A principal e mais alarmente conclusão desta foi que 2007 foi o ano dos piores números de sempre, com o maior degelo no Artico e nos glaciares do Kilimanjaro e o mais rapido declinio de neve na Gronelandia.
Alguns consideram que a Terra se encontra agora num ponto máximo, sem retorno, que levará a humanidade a um futuro de cheias, temperaturas altissimas e subida alarmante do nivel das aguas do mar.
Algumas das mais alarmantes mudanças ocorreram no Artico. O gelo está 23% mais reduzido do que alguma vez desde que as medições começaram, com 1.6 milhoes de kms quadrados reduzidos a agua.
As temperaturas do ar e da agua superaram as máximas previstas. D. Walsh, cientista especialista na materia, afirma termos atingido nos ultimos 4 ou 5 anos numeros record, com tendencia a piorar.
Muitas cientistas acreditam que o Artico está pois num ponto limite, que nao poderá ser evitado a menos que se lute por diminuir as elevadas temperaturas verificadas nos ultimos anos.
É dever de todos lutar pelo ambiente de forma a regredir ao maximo esta situação.
Não obstante os dados fornecidos na reuniao de São Francisco, os Estados Unidos da América continuam a ser uma das potências mais poluidoras, quando deviam situar-se na linha de frente da minoração detes atentados à natureza e à sobrevivencia humana.
O máximo que se possa fazer para inverter a degradação do ambiente é sempre pouco em função da premência que existe em se promoverem soluções, porque a melhoria do homem deve contar com a insistente preservação da natureza.

 

O LIvro Biblia do Futuro

Com a Associação Portuguesa para a Promoção e Dignificação do Homem em actividade, muitas pessoas passaram a sentir interesse em lerem o lívro que lhe serve de ideário. Quem desejar adquiri-lo poderá dirigir-se à APPDH e levantá-lo, ou encomendá-lo por e-mail, por via postal ou pelo telefone e recebê-lo em casa. Trata-se de uma oferta do autor, a quem presentear a Associação com um donativo igual ou superior a 16 euros. Tem 278 páginas. Não é um livro religioso nem professa tendências religiosas.

Também não procura demover quem quer que seja das suas convicções qualquer que seja a sua natureza, nem exercer nenhum tipo de instrumentalização. Tanto as quotas como os donativos podem ser deduzidos nos impostos.
Podem utilizar o e-mail:
associacaoppdh@sapo.pt
 ou  telefone: 213428300

publicado por promover e dignificar às 17:14

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