Sexta-feira, 8 de Fevereiro de 2008

Pagina 3

O RUFAR DOS TAMBORES DA GUERRA E A FORTALEZA CONTRA O APOCALIPSE

 

Do Professor Fernando Nobre inserimos expressiva e talentuosa mensagem por um mundo mais humano, um tema intemporal que defende os princípios éticos e morais, um apelo à vivencia urgolhosamente feliz.
     A miséria que choca e humilha, a aplicação de regras mais éticas emanadas dos principais órgãos mundiais, a independência e transparência das Nações Unidas, a escuta dos cidadãos, o cinismo e a ignomínia a encerrar. Trata-se de um grito de alerta dirigido a quem tem a responsabilidade de mudar o mundo para melhor, desde o simples cidadão  às altas esferas  onde reside o poder de decisão.

a APPDH, c) do Artigo 3º, Capítulo II, destinadas à sensibilização dos directos responsáveis para o combate às situações degradativas das pessoas e do mundo. Um grito para que a Promoção e Dignificação do Homem sejam uma inadiável realidade.

O título deste texto não é nenhum conto para crianças, mas também o poderia ser se o propósito fosse mostrar-lhes uma janela de esperança e impedir que repetissem os erros já cometidos pelos seus pais e avós.

A janela de esperança, efectivamente, ainda existe! Embora estreita, representa o sonho que está sempre presente em cada um de nós e que está a permitir a edificação de uma fortaleza contra o apocalipse. Essa fortaleza é constituída pelos cidadãos conscientes e informados do mundo que não abdicam dos seus valores e que por isso mesmo pugnam de forma determinada por um Mundo mais Humano, onde a Cidadania Global deverá ser uma realidade e onde os princípios éticos e morais deverão ser decisivos na tomada de decisões coerentes e de salvaguarda da Humanidade.

Nesse novo Mundo possível, a miséria absoluta, de que padece diariamente um quinto da população do Planeta Terra, seria erradicada e já só seria possível de ser vista num museu construído para o efeito, como sonha o último Nobel da Paz, o Professor bengali Muhammad Yunus.  Esse museu, como o do holocausto Nazi, seria a prova viva da nossa memória colectiva sofrida, mas iluminada. Sofrida porque nos confrontaria com o facto de termos sido suficientemente inaptos e insensíveis para aceitar viver durante uma eternidade num mundo onde a "miséria assassina" vitimizava milhões de seres humanos todos os anos, qual verdadeiro genocídio silencioso e esquecido. Iluminada, porque ao conseguirmos eliminar tamanho absurdo, poderíamos enfim viver orgulhosos e felizes, pois teríamos, enfim, conseguido o maior feito alguma vez realizado pelo ser humano.
Se acabássemos com a miséria que tantas vezes me choca e humilha, daríamos um passo decisivo na caminhada para uma Paz sustentada e duradoura. Seriam depois necessários outros passos – mas disso as gerações vindouras se responsabilizariam, incentivadas pela nossa acção – até que um novo paradigma humano que impediria de uma vez por todas os desvarios presentes e os hediondos actos que infelizmente já se vislumbram, florescesse e iluminasse novos caminhos e entendimentos.
 Mas de momento, infelizmente, de novo os tambores de guerra já rufam e, desta vez, anunciam-se armas atómicas!
Sessenta e dois anos depois do holocausto de Hiroshima e Nagasaki, ouve-se falar novamente, como um dado inevitável e sem possibilidade de retrocesso, da utilização de armas atómicas, desta vez com início no Médio Oriente...e fim no...
É contra esse crescente rufar ensurdecedor de tambores enfurecidos que a nossa Muralha (todos nós) se deve erguer e gritar um rotundo NÃO!
Enquanto médico humanista, pai, filho e irmão de todos os seres humanos da nossa Humanidade, peço que estejamos atentos por forma a, no momento oportuno, lançarmos em comum um grito global que imobilize os arautos da guerra espúria que desde já se preparam.
Não pudemos e não soubemos ser escutados de forma a impedir a absurda e criminosa guerra contra o povo iraquiano. Não nos é permitido voltar a falhar.  As crianças de todo o mundo e as gerações vindouras não nos perdoariam. Desta vez, a nossa Muralha, a nossa Fortaleza tem que conseguir travar os dois genocídios já em curso – o da fome e o da dívida (duas armas de destruição massiva, como justamente as apelida Jean Ziegler) -, mas também o genocídio que resultaria obrigatoriamente de uma deriva militar atómica. Se não o fizermos, não só destruiremos as nossas vidas, mas hipotecaremos, de forma duradoura, o futuro da nossa Terra.
Tirando esses combates tremendos, evitar um conflito atómico com contornos indefinidos e incontornáveis e pugnar pelo fim dos dois genocídios silenciosos já referidos, há ainda outras batalhas muito prementes e essenciais a travar pela nossa Fortaleza Cidadã, Cívica e Humanista.  O fim da corrida às armas, o fim dos governos corruptos e ditatoriais, a implementação de um comércio mais justo, a elaboração e aplicação de regras mais éticas, equitativas e equilibradas por parte do Fundo Monetário Internacional, do banco Mundial, da Organização Mundial do Comércio e do G8..., o reforço da educação e da saúde no mundo, a gestão equilibrada dos recursos do Planeta e o fim da sua mortífera poluição, o fim da exploração sexual infantil e da antiga e nova escravatura , o fim do comércio sujo das pedras preciosas, o respeito dos Direitos Humanos, o reforço da acção, independência e transparência das Nações Unidas e de todas as suas agências, a construção de uma União Europeia mais aberta e transparente e com dirigentes credíveis, de preferência, e preocupados em escutar os seus cidadãos...
Como vêem, meus Amigos, as tarefas e os desafios – e fiquei longe da enumeração exaustiva – são hercúleos, ciclópicos! A Humanidade não precisa e não suporta mais nenhum desvario como aquele que insistentemente ouço, nos últimos tempos: um conflito atómico! Como se se tratasse apenas de comer um gelado ou beber um whisky e, seguidamente, virássemos simplesmente uma página, mais uma, do livro "danos colaterais", aberto por alguns inconscientes e incompetentes globais.

Importa encerrar este livro de cinismo e de ignomínia quanto antes. A Fortaleza, a Muralha constituída por nós Cidadãos Globais informados, atentos, humanistas e interventivos pode consegui-lo. Tal será muito mais fácil e evidente se a nossa Fortaleza Global estiver alicerçada em Governos democráticos, éticos e responsáveis e em forças do Mercado Cidadãs e Solidárias. É isso que temos que conseguir. É por esse fim que temos que pugnar! É esse, penso eu, o nosso dever indeclinável de Seres Humanos Livres e Sequiosos de Paz, em prol do Mundo sustentado que sonhamos.

Não nos esqueçamos o que o sábio Pitágoras dizia: "Educai as crianças e não será preciso castigar os homens".  Invista-se, pois, na educação, informação, sensibilização para a cidadania e bom senso, a fim de evitarmos mais guerras e indizíveis sofrimentos que castigam os inocentes e os esquecidos de sempre!
Entre a denominação de "Pacifista" ou de "Utópico", quantas vezes pronunciada com superior desdém e desprezo por alguns, e o de "Assassino" (politico, económico ou ...) a quem nada perturba o sono, eu já escolhi.
E vocês, meus Amigos?

Mais: não aceito, não quero, não permito que os meus filhos, os biológicos e os do Mundo, sejam carne para canhão, numa guerra atómica ou outra qualquer, inventada e conduzida por objectivos inícuos. Este é o meu grito!

Ouçam-no, por favor, em nome de uma Humanidade que sonho e quero humanista e solidária.

 

PRESADO LEITOR
     Na 1ª e nesta 2ª edição do jornal O ESTAFETA  já lhe demos informação suficiente sobre as acções que estão programadas de natureza filantrópica, para a Promoção e Dignificação do Homem.
     Face à degradação crescente da condição humama  protagonizada pela violência, xenofobia,vingança, indiferença, morte pela fome e falta de cuidados de saúde, misantropia, crime e muito mais, são necessários gritos de alerta para se dar a volta por cima. A APPDH nunca desistirá, antes vai insistir com toda a energia que emanar das vontades, do senso estimulador e da nossa determinação.
     Para além das acções directas que empreendermos iremos forçar, no bom sentido, os responsáveis pelos destinos do mundo a terem em conta o nosso propósito filantrópico e a segui-lo, porque são eles mesmos que também estão em causa. Pode ler os nossos estatutos e regulamento interno no nosso blog.
Para tal, necessitamos da sua ajuda e solidariedade. Junte-se a nós inscrevendo-se associado. Pagará uma quota mensal de 5 euros, que não irá afectar o seu orçamento económico mas que é relevante  para o cumprimento da nossa missão.
     E se, face à sua sensibilidade de benemérito/a nos quiser presentear com um donativo, pode fazê-lo através da nossa conta bancária com o NIB 0010 0000 38994810001 50.
     Quer as quotas quer os donativos podem ser deduzidos nos impostos, mediante o recibo que emitiremos.
     Pode contactar-nos por e-mail: associacaoppdh@sapo.pt ou pelo telefone 213428300. Também pode aceder ao blog  httph://promoveredignificar.blogs.sapo.pt, onde pode encontrar notícias nossas.
     Ficamos à espera da sua adesão, imensamente reconhecidos.

 

VIVA E SAIBA VIVER

A vida é a infância de
 nossa imortalide (Goethe)

 

 Há pessoas que choram por saberem que as rosas têm espinhos; outras há que sorriem por saberem que os espinhos têm rosas.
De que vale querermos ser aquilo que não somos?
Para quê correr sem saber qual é a meta?

A vida é uma longa caminhada recheada de aventuras e desventuras. Para a vivermos temos de ser curiosos, aventureiros e até exploradores. A vida não se resume a sobreviver, cabe-nos desbravar este mistério fantástico que é a razão de viver!
A nossa passagem por este planeta não deve ser visto como mero acaso animalesco de sobrevivência. Por algum motivo somos dotados de racionalidade, e o raciocinio é uma “arma” poderosa que nos distingue dos outros seres vivos.
O que tem feito pela sua vida?
Tem passado o tempo a tentar agradar aos seus semelhantes de forma a “arrancar-lhes” um sorriso de mera contemplação? Tem fingido ser uma pessoa diferente do que realmente é para se sentir mais integrado no ambiente social que o rodeia? Tem apenas lutado por aquilo que lhe ensinaram e incutiram?
Então pergunto: -vive na vida real ou é um mero actor num cenário imposto por outros?
O que distingue um ser humano do outro é a sua personalidade, os seus objectivos e o seu papel social. Não temos de ser todos iguais, com a mesma forma de viver, com os mesmos objectivos e com as mesmas convicções. As diferenças fazem a evolução, o progresso.
Que graça tem um “quadro só com uma côr”, a beleza está na diversidade, nas várias “cores e traços”.
Não queira ser mais um entre tantos! Temos o dever de fazer com que a nossa existência e passagem por esta vida aumente a beleza deste planeta!
Não seja conformista, lute pela sua vida, estipule metas, lute por algo real em que acredita e que lhe dá prazer. Não foque a atenção apenas para o seu “umbigo”, pois isso a longo prazo não lhe trará nada de novo e belo. O belo está no conjunto, no todo!
Tente perceber qual o seu papel na sociedade e faça com que esse papel tenha a devida importância. Não desista perante os contratempos, estes são apenas obstáculos que o vão fortalecer e tornar um “lutador” mais astuto.
“Há pessoas que choram por saberem que as rosas têm espinhos; outras há que sorriem por saberem que os espinhos têm rosas. “ (Autor desconhecido)
Não passe a vida a sobreviver, viva e saiba viver, tendo em conta que isso requer uma aprendizagem constante com os nossos semelhantes e connosco mesmos.
Não queira acrescentar dias à sua vida, mas vida aos seus dias.(Harry Benjamin).
Os homens perdem a saúde para juntar dinheiro, e depois perdem o dinheiro para a recuperar. Por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem o presente, de tal forma que acabam por nem viver no presente nem no futuro.

 

Por Ana Cabrita (Psicologa Clinica)

publicado por promover e dignificar às 17:28

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