Quarta-feira, 12 de Março de 2008

Pagina 10

A Fisiologia Animal

 

Entre os seres vivos existem, inevitavelmente, situações fisiológicas quase comuns, em que apenas a anotomia faz a diferença. Também há sensibilidades diferentes e o ser humano é dos mais sensíveis, tanto mais sensivel quanto maior for o seu patamar civilizacional e social.
Todos os animais possuem defesas próprias e a sua robustez, dentro da sua constituição fisiológica. E também adaptações vivenciais dentro da sua natureza fisiológica. Os bovinos e os cavalos, habituados a terem o seu habitat inteiramente em campos de pastagens suportam – ainda que dolorosamente –, intempéries com temperaturas demasiado altas, bem como fortes geadas, a que o homem não sobreviveria.
Todavia, os hábitos vivenciais proporcionam aos humanos o suporte de intempéries algo drásticas. O homem primitivo – caso dos índios – não dispondo de habitação condigna, está adaptado às diferentes condições climatéricas e não se constipa com a facilidade daqueles que, inseridos na vida moderna, possuem habitações climatizadas e vestuário específico para cada estação do ano.
A natureza fisiológica faz também a diferença no que toca à alimentação. O animal humano consome vegetais mas não os converte em proteínas, como o fazem os ruminantes. Os animais carnívoros dispõem de capacidades próprias para neutralizarem a toxidade das carnes, por vezes putrefactas, a que o homem rapidamente sucumbiria. Entretanto, todos os animais – racionais e irracionais –  adoecem e necessitam de cuidados de saúde. A Medicina Veterinária é concebida para tratar os diferentes animais. Mas também aqui as sensibilidades têm a ver com as condições vivenciais. Um grupo de galinhas que vive ao ar livre e longe da contaminação por vírus, não necessita, sequer, de cuidados de saúde. Mas as que são produzidas em aviários e aí vivem em enorme densidade necessitam de ter, permanentemente, o veterinário junto de si. Ainda assim, ao mínimo descuido, pode sucumbir todo o aviário.
Ressalta aqui a vantagem das galinhas que vivem ao ar livre e sem o consumo de químicos, razão pela qual, quando são sacrificadas para a alimentação humana, os galináceos de aviário são preteridos em relação aos outros.
No nosso tempo não é possível ao homem isolar-se longe das selvas urbanas, para se proteger das viroses, porque tem de viver em comunidade e nos meios sociais, beneficiando das vantagens dessa vivência. Tem de unir esforços para as defesas colectivas e a possível vivência com saúde. E colocam-se-lhe permanentes desafios à defesa do seu organismo: quando se descobre o remédio para determinada doença, logo surge uma nova doença, obrigando os profissionais de saúde a uma permanente vigilância.
Não obstante as diferenças fisiológicas, os animais podem, em muitos casos, ser tratados pelos mesmos remédios destinados ao homem, quer em uso interno, quer externo.
Tenho também algo a dizer sobre os seres vivos do reino vegetal. As plantas alimentam-se pelas raízes, enquanto o homem tem de se alimentar pela boca. Mas existem necessidades comuns à sobrevivência quer das plantas, quer do homem: o ar, a água e o sol. Também as plantas necessitam de cuidados de saúde e de uma nutrição adequada. Tem de se realizar o combate às pragas e promover o seu equilíbrio fisiológico através das adequadas podas. E quando sofrem feridas, elas próprias se encarregam de as tapar, recorrendo à sua auto-regeneração. Nas pessoas, as feridas também podem ser resolvidas pela auto-regeneração mas, quando são profundas, podem conduzir à morte, acontecendo o mesmo com as plantas.
Compete ao Homem, enquanto ser racional, prestar auxílio a toda a Natureza – esse "Deus" que clama pela nossa protecção. Ela está na origem da existência dos seres vivos. Cuidando deles, o Homem está também a cuidar de si mesmo.
Achei por bem dissertar, sucintamente, sobre os seres que formam os dois reinos, para que não esqueçamos o que há de comum e de divergente. Nada que o leitor minimamente instruído não saiba; mas convém nunca nos dissociarmos da interdependência forçosamente relevante. Mas é da fisiologia humana que falamos e por aqui vamos caminhar.
Na fisiologia, enquadra-se frequentemente a componente anatómica, reveladora dos elementos do corpo humano – essa máquina prodigiosa e complexa, cuja essência da sua constituição morfológica não foi ainda identificada na totalidade pelas investigações. Dispenso-me de alusões técnicas e científicas, já que os leitores interessados encontrarão nas publicações próprias, essas sim, da autoria de insignes especialistas, as descrições concernentes.
O Homem está permanentemente exposto às mais amplas vulnerabilidades, que importa evitar, prevenindo-se. As pessoas que se gabam com exagerado auto-elogio de que não necessitam de tomar seja o que for, devem ter em conta dois princípios básicos: a realização periódica de exames clínicos e a prevenção. Muitas dessas pessoas que nunca foram ao médico e que estão de boa saúde, quando surge o primeiro problema, ele vem com extrema gravidade, ao ponto de não resistirem e deixarem o mundo dos vivos mais depressa do que as que exteriorizam permanentes queixas.
Bastam as adversidades do meio ambiente e o desgaste biológico resultante do decorrer da idade, para nos prevenirmos. Aliás, necessitamos de cuidados de saúde desde que nascemos até à idade mais avançada, seja aos 50 ou 100 anos. E nunca devemos desiludir-nos quando atingimos a chamada terceira idade, porque não raras vezes, pessoas com setenta anos, estão menos mal em relação a alguns jovens.
Fisiologicamente, devemos ter em constante vigilância toda a estrutura óssea, toda a parte mole, as artérias e as articulações (desenferrujadas), o sistema nervoso fortalecido e nunca debilitado, o coração de feição atlética, o aparelho gastrintestinal em regular funcionamento e sem mazelas, e o stress bem afastado. Dormir tanto quanto necessitamos é condição essencial. Convivermos e cultivarmos a boa disposição é outra meta que devemos ter em mira no dia-a-dia.

 

COLECÇÃO DE CONCHAS
  O Fascínio da enorme diversidade

atraentes. Foram encontradas algumas em túmulos de figuras proeminentes da antiguidade. Contemporaneamente, muitos são os coleccionadores que emchem gavetas com extraordinárias colecções de exemplares seleccionados - as mais perfeitas são as que são apanhadas com o animal vivo - e devidamente seleccionados.
     Os coleccionadores sabem da existência de exemplares raros. Alguns, como as cipreias, vivem nas profundezas do mar e só foi possível reuni-las, tirando-as da barriga dos tubarões. Como todas as raridades, essas têm maior valor e os coleccionadores têm de pagá-las pelo alto valor do mercado. Outras são tão acessiveis que apenas custam o trabalho da apanha. Mas quem pretenda ter uma colecção a sério tem de reunir exemplares de todo o mundo, capturar algumas e adquirir outras nas lojas de coleccionismo. Em muitos casos recorrem à permuta, processo este que exige menor investimento.
     Todos os coleccionadores adquirem livros especializados, escritos por bons cientistas. É que não basta juntar muitos exemplares, é necessário catalogá-los e seleccioná-los, sabendo-se que para cada colecção basta um exemplar de cada variedade.
     As conchas são designadas por famílias e cada família tem a sua diversidade. Entre os vários grupos designados sob o nome científico, apresentamos alguns: gasterópodes, bivalves, escafópodes, cefalópodes, anfineuros, etc. Algumas famílias  das  gasterópodes: pleurotomariidae, haliotidae, fissurellidae, patellidae, trochidae, turbinidae, neritidae, littorinidae, architectonicidae, turritellidae, cerithiidae, xenophoridae, strombidae, cypraeidae, ovulidae, cassididae, cymatiidae, bursidae, tonnidae, muricidae, buccinidae, fasciolariidae, olividae, mitridae, vasidae, terebridae, harpidae, marginellidae, volutidae e conidae
      Bivalves: arcidae, glycymeridae, mytilidae, pteriidae, pinnidae, spondylidae, pectinidae, limidae, ostreidae, chamidae, cardiidae, tridacnidae, mactridae, solenidae, tellinidae, donacidae, glossidae e veneridae.
      Escafópodes: dentaliidae.
      Cefalópodes:  nautillidae, argonautidae e spirulidae.
      Anfineuros:  chotonidae.
   
  No prosseguimento dos artigos que dedicaremos às conchas nos próximos numeros deste jornal iremos pormenorizar, um pouco, sobre cada família. Por agora terminaremos com algumas indicações aos coleccionadores que desejarem iniciar-se nesta aliciante e atraente  modalidade de coleccionismo.
  Muitas são as pessoas que no seu passeio pelas praias apanham conchas, muitas das quais já roladas que servem de ornamentação. Mas os verdadeiros coleccionadores optam por aquelas que são retiradas do fundo do mar ou que vêm nas redes dos pescadores, normalmente intactas, sem desgaste e no estado perfeito. Quando se reúne um número considerável começa a surgir a vontade de coleccionar, cujas diferentes cores e a beleza de cada uma servem de incentivo. Nesta fase nasce também o interesse em saber mais e mais: o nome, a cor, a classificação e a forma de as dispor e guardar. Uma cómoda com gavetas é o local mais apropriado. As gavetas devem ficar fechadas para preservar os exemplares da luz intensa e até do possível calor. Assim, as cores podem manter-se sem alterações.
      Quanto à classificação, as conchas têm um nome conhecido pelo povo, como sejam as ameijoas, os búzios, as harpas, os canivetes, os cones etc. Mas um coleccionador deve saber o nome científico, que é universal. Por exemplo, no que respeita às cipreias existe um vasto numero de diferenças e a cada uma deve dar-se o nome próprio. Há quem vá mais longe, colocando o nome do cientista que classificou cada espécie. É também boa regra do coleccionador dispor as conchas por espécie: cipreias no mesmo grupo, a mesma coisa para as olivas, cones, pectens, búzios, etc.
      continuação no próximo número

 

publicado por promover e dignificar às 10:54

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