Quarta-feira, 12 de Março de 2008

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AUMENTO DA PRODUÇÃO DE CEREAIS 
E A REVITALIZAÇÃO DA AGRICULTURA

Finalmente, deixou de existir a tremitente preocupação quanto ao excesso da produção de cereais. Não há muitos anos atrás, alguns países produtores destruiram stocks para a manutenção do preço, já de si pouco compensador em relação aos custos de produção. Por outro lado, os subsídios governamentais ajudavam a manter a actividade cerealífera de pé. Tudo isto acabou com o biodiesel de primeira geração, proveniente dos cereais, ao ponto de já se temer pela escassez deles.

     Os tempos mudam. Hoje a produção de cereais faz-se por processos mecânicos e não pode existir outro, como acontecia nas encostas das Beiras e de Trás-os-Montes, onde em alguns lugares a terra só podia ser trabalhada com a enxada. Em algumas circunstâncias podia ser utilizada a charrua puxada por animais. Todas as colheitas eram feitas manualmente, porque não havia ceifeiras que pudessem ter acesso
ao acidentado dos terrenos. Consequentemente, só em face de elevados sacrifícios se produziam cereais, todavia suficientes às necessidade de consumo do país.

      Por outro lado, a produção de milho predominava em terrenos do Douro Litoral e da Beira Litoral. Aí os terrenos são planos e propricios à tracção animal e mecânica e as operações de cultivo  eram - e são -  mais facilitadas.
     Os cultivos intensivos e em grande escala em outros países vieram criar superproduções de tal forma que em Portugal, mesmo nas áreas mais vocacionadas, muitos dos terrenos ficaram abandonados.
Por um lado o baixo preço a que os cereais eram pagos, por outro a baixa produtividade (em certos casos menos de metade), comparada com a americana  e francesa, como exemplo. Todavia, a conclusão a que se chega relativamente às causas do insucesso situam-se na falta de actualização: terrenos mal preparados e não suficientemente fertilizados, sementes impróprias, a não irrigação, etc.
     Alguns profissionais da agro-pecuário estrangeiros - caso de holandeses - que aqui se instalaram, vieram provar-nos que em Portugal  a agricultura e a produção de carne e leite dispõem das mesmas possibilidades de países estrangeiros onde estas actividades desfrutam de brilhante sucesso.
    Assim sendo, havendo défice de produção e melhores preços, já não é admissível continuarmos a ver excelentes terrenos de cultivo abandonados. Antes se deve retirar a maior e melhor rentabilidade deles, seguindo os processos mais modernos e actualizados, não sendo desculpa para ningém dizer-se que neste país as produções são baixas sem se assumirem as culpas, a avaliar pelo exemplo já frisado em relação a  agricultores estrangeiros.

      É altura de o Ministério da Agricultura  e os proprietários de terrenos aproveitarem  a boa vaga  já há vista e promissora no longo prazo. Saliente-se que a agricultura, sendo por vezes ingrata e desmotivadora, trabalhada articuladamente com os processos modernos se torna na maior riqueza que um país pode ter, porque é dela que se alimentam pessoas e animais, numa palavra, constitui a base da sobrevivência.

     O PESSIMISMO  INIBIDOR

     Ninguém pode ser pessimista ao ponto de querer fazer crer que Portugal tem de criar a sustentabilidade da sua economia  em outros ramos de actividade que não sejam as actividades agro-pecuárias. Mesmo com todo o desleixo e inacção que se opõe ao uso da terra, Portugal conseguiu exportar Em agro-alimentares  cerca de mil e quinhentos milhões de euros por ano. Muito mais exportaria  se as empresas dos diferentes sectores se dimensionassem  de forma a entrarem na competição internacional. Condições não faltam, a começar pelo clima e pela qualidade dos nossos produtos, também beneficiados pelas favoráveis condições climatéricas.

Maçãs, peras e outras frutas dos planaltos das Beiras e de Trás-os-montes, têm sabores e poder de conservação inegualáveis. Os vinhos são quase a 100% generosos porque generosa é a sua qualidade, sendo, claro está, os do Porto e oriundos das margens do Douro - esse impressionável património mundial - o mais generoso e o impulsionador do valor das vendas. Temos seguidamente a cortiça, madeiras e seus derivados.

     Este tema tem como motivação o aumento da produção de cereais que, de deficitários a nível interno, podem sobrar, um pouco, ou mais do que pouco, para ajudarem a engrossar as exportações e os respectivos valores. A oportunidade é dada pela produção dos biocombustiveis com base nos cereais, que podem tornar-se no nosso petróleo, a par do turismo.
       

 

PORTUGAL

Está no Centro do Mundo

Portugal fica (quase) no centro do mundo por duas razões inquestionáveis. A primeira é geográfica: tem proximidade com  os outros continentes, excepção para a Oceânia, um pouco mais distante; a segunda  consiste na organização de eventos à escala mundial, com Lisboa a servir de anfitriã, cuja credibilidade e unanimidade já se cimentaram.

    Portugal, situado nesta faixa ibérica mais a sul da Europa, que mal se vislumbra no mapa mundo, até aqui desconhecido por alguns cidadãos de outros países mais afastados, passou a constar na memória universal. Do seu timbre histórico como das nações mais antigas e dando novos mundos ao mundo na epopeia  das descobertas, passa a ser notícia noutros âmbitos  por razões e actos prestigiantes.

    Efectivamente, Portugal fica (quase) no centro do mundo por duas razões inquestionáveis. A primeira é geográfica: tem proximidade com os outros continentes, excepção para a Oceânia, um pouco mais distante; a Segunda consiste na organização de eventos à escala mundial, com Lisboa a servir de anfitriã, cuja credibilidade e unanimidade se cimentaram. Afastado das intempéries  equaturianas e dos gelos polares, as figuras mundiais participantes em cimeiras e em outros eventos encurtam distâncias na sua deslocação a Lisboa e encontram aqui bom clima, boa recptividade e organização que surpreende pela positiva, ao ponto de, no futuro próximo, Portugal ser o mais escolhido para a decisão dos destinos do mundo.

    Dispondo de edifícios e instalações que oferecem excelentes condições de acolhimento e de trabalho, este país deixa as melhores impressões, fortalecidas com a boa organização e capacidade de mediação por parte das figuras intervemientes do Estado. Deixamos de ser olhados com a menoridade de um país pequeno que se intromete na primeira linha dos assuntos mundiais. A Cimeira Europa/África, bem como anteriores reuniões à escla mundial  e o êxito da Presidência Europeia, deram a  prova cabal do contributo que podemos prestar no sentido de se trabalhar para um mundo melhor.

    Para além do mais, Portugal tornou-se num país que previligia a paz, o entendimento entre organizações e países, e o povo português  está a contribuir com organizações e acções minimizadoras dos problemas dos povos e das sociedades. Organizações essas que se suplentam muitas vezes a si próprias, mercê das boas-vontades e da pertinácia afirmativa, já que os meios de que dispõem não são compativeis com os arrojados programas estabelecidos.

    Para que possamos continuar a credibilizar-nos como povo de boa-fé apostado na cooperação e no entendimento dos povos, falta-nos evoluir no desenvolvimento económico e na ascendência social. É esta a primeira aposta que deve mobilizar os nosso políticos e governantes. O centro do mundo já não nos foge, se continuarmos a dar provas do que somos capazes.
  

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publicado por promover e dignificar às 10:59

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