Quarta-feira, 12 de Março de 2008

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EVOLUÇÕES SOCIO-ECONÓMICAS INTEMPORAIS

A antropologia  manifesta comportamentos que vão desde o real, palpável, até às reconditas utopias. Os especialistas antropólogos dispõem de vasta matéria para assinalarem as mais diversificadas semelhanças  de ordem socio-económica, política e gestão dos recursos, das ideias e das formas de estar. Com a exuberância autoritária de uns e a filosofia e conceitos subtis de outros.
    Caberá dizer-se  que as teorias não são monopólio dos intelectuais modernos nem das engenharias pragmáticas dos que se consideram ter as maiores capacidades de pensar e agir. Tanto mais que herdaram teorias e virtudes ancestrais que ainda lhes servem de exemplo, em que se contam povos primitivos, índios e aldeões que fizeram as suas leis e formas gestivas dos seus estatutos socio-económicos.
     Mas têm de se compreender os climas de mudança e as aprendizagens que ao logo dos milénios e dos séculos nos vão tornando diferentes num mundo em constante mutação e que, infelizmente, nem tudo evolui nos melhores sentidos. Caminhamos para um mundo globalizado que, não obstante a uniformização de teorias e de métodos, vamos ter de nos defrontarmos com as diferenças em equação, como as que verificamos actualmente nas evoluções operadas pela China, Rússia, Cuba, no mundo árabe e em tantos outros lugares. O capitalismo de Estado passou a dar permissão ao enriquecimento oportunista de cidadãos que aproveitam as oportunidades para definirem as suas estratégias de se tornarem grandes empresários e passarem a ser donos de muito dinheiro, ao mesmo tempo que a pobreza marca passo e não raras vezes retrocede. Estamos a assistir  ao domínio dos espertos e dos audazes, ao mesmo tempo que outros ficam parados no tempo, indolentes e indiferentes às vagas de mudança com o assinalar das evoluções que no dia-a-dia assumem caracter intemporal e a revelar-nos a necessidade de acertar o passo. Nem sempre isto é fácil, quando as consciências deontológicas desejam ser elas mesmas, com toda a vaga de imoralidade.
       Que fazer perante a intemporalidade das utopias que passaram pelas antigas civilizações, o domínio dos mares, por Galileu, Marx, Lenine, Mao, Estaline, Hitler, Fidel, ao desabrochar da China e aos novos caminhos de Putin? Não é crime ganhar dinheiro  nem ser-se rico e viver abastadamente, mas é imperioso que os novos regimes ganhem consciência da necessidade de ter em conta o homem não na perspectiva do salve-se quem puder , antes na imperiosa necessidade de dotar as populações e as sociedades com vivência mais dignificante pela recuperação do homem e com salutar consciência de que nós também somos o outro e termos vergonha da indigência, da extrema pobreza, da violência que grassa e da insegurança que obriga aos separatismos com descomunais brigadas de guarda costas, quando a tranquilidade e a ordem pública adquiridas pela dignificação dos outros pode resultar para as elites do poder político e dos hegemónicos detentores de riquezas  possam também eles ter uma vivência em liberdade, sem o receio de serem molestados. E de todos termos a noção da desmesurada riqueza que representa uma sociedade sem carências básicas e consequentemente coesa e dignificada.
      Em termos da intemporalidade futura iremos necessariamente assistir à queda de hegemonias, de alguns modelos socio-econónicos, sendo imperioso que os novos e futuros estrategas da vida pública e  privada, a quem cabem as decisões na condução e gestão do mundo, pensem, antes de decidirem, a necessidade de resolver os erros passados. E os presentes, que são avultados.

 

 

 

A ARTE NO FEMININO

Por: Cecilia Correia - Historiadora de Arte


Obviamente, as Artes, em todas as fases do seu percurso evolutivo, têm demonstrado a real progressão da Promoção e Dignificação do Homem. Valerá a pena darmos uma dignificante nota à Arte no Feminino.

Os conventos da Europa Medieval contribuíram para a emancipação da actividade artística da mulher na medida em que lhes proporcionaram condições básicas de protecção e suporte para o exercício das mesmas, que desempenhou de forma inteligente e talentosa, nos campos da arte e da literatura.

Este fenómeno reveste-se de maior interesse no momento em que, num contexto social Ocidental secular canalizado para a ausência de relevância da actividade artística da mulher, ela já desenvolveu um processo de continuidade de produção especializada e profissional conducente à construção de um universo cultural de valores e significados assentes na educação e na formação.

Intra muros conventuais as mulheres habilitadas copiavam, escreviam e ilustravam manuscritos. Datam, provavelmente, do século XII os primeiros registos de autoria de uma mulher em obras de arte. Diemudis faz o seu auto-retrato no interior da letra inicial S de um manuscrito, um segundo exemplo surge com o auto-retrato Guda no interior da letra inicial D de um manuscrito. Em 1453 Maria Ormani produz o seu auto-retrato com inscrição e afirma a sua autoria num texto intitulado Breviarium Cum Calendário, afirmando-se como marca viva do amor filial de Deus em relação ao passado glorioso, cujas virtudes de devoção são ilustradas na composição pela expressão de orante.

Estas senhoras foram as pioneiras do Auto-Retrato feminino, as suas vidas ficaram pautadas pela modéstia, a devoção e a transmissão dos conhecimentos a outras mulheres.
A arte produzida nos conventos pelas mulheres resultou da ausência de modelos veiculados por uma tradição de mulheres na pintura, escultura, desenho ou arquitectura. Os retratos produzidos pelos artistas formados em escolas obedeciam ao modelo clássico de S. Lucas, patrono dos artistas, pintando um modelo figurativo no seu "atelier" em que os artistas se faziam auto retratar pelo próprio Santo.

Referência Bibliográfica: Borzello, Francês, Seeing Ourselves Women´s Self-Portrait, Thames and Hudson, 1998.

CAMPANHA
“NOVOS ASSOCIADOS”

Pelo sócio José Proença*

Como conquistar novos adeptos para a causa da APPDH.

Antes de iniciar esta campanha deve o nosso consócio estar, devidamente, inserido nos princípios que estão na base da existencia da Associação, principalmente, no tocante á Solidariedade!

Uma vez, certo de que os assume convictamente, deve adoptar uma atitude credível aos olhos das pessoas a sensibilizar e levá-los a interiorizar os benefícios da missão humanizadora que a nossa Associação pretende levar a efeito.

Em termos práticos deve dirigir a sua actuação, preferencialmente, aos seus amigos, familiares e colegas sem prejuízo de âmbito mais alargado, caso sinta que um hipotético interlucotor mereça a sua confiança!

Os escolhidos devem ser pessoas de carácter, atentas aos fenómenos humanos, sociais e da natureza que afligem este mundo de desvarios, causadores de enormes tragédias, para as quais todos nós não seremos demais para as minorar.

Devem, pois, serem excluídos os que, fingindo estarem atentos a estes problemas e possuírem espírito democrático, só pretendem explorar as boas vontades e consciência de outrem para se catapultarem ou delas tirarem proveito.

Não podemos esquecer que a Associação é um projecto grandioso, cujo raio de acção não se confina à nossa cidade, região ou país, mas que vai ter um âmbito mais vasto, ao nível das ONG como a Cruz Vermelha, Médicos sem Fronteira ou outros similares, se para tanto tivermos garra e força de vontade para o concretizarmos.

Como é sabido "Querer é poder". Caros sócios e leitores, mãos à obra!

*sócio fundador Nº28

 

Assembleia Geral Ordinária
Convocatória

A APPDH - Associação Portuguesa para a Promoção e Dignificação do Homem, vai realizar a sua Assembleia Geral Ordinária no próximo dia 27/03/2008, a ter lugar na Rua Voz do Operarío nº 13, em Lisboa, com inicio às 19 horas, pelo que se convoca a presença dos Senhores Associados.
ORDEM DE TRABALHOS:

- Análise e votação das contas do ano de 2007;
- Apreciação e votação do Orçamento para o ano de 2008;
- Eleição dos corpos gerentes para o triénio de 2008 a 2010;
Os Senhores Associados podem consultar as contas na nossa séde, nas horas de expediente (das 9 às 13 e das 14 às 18 horas), na Rua Arco do Marquês do Alegrete ,Palácio dos Aboim, nº 2 - 5.1, Lisboa. Telefone: 213428300

Até ao dia da Assembleia Geral, as pessoas que desejarem inscrever-se Associados, poderão fazê-lo e participar na referida Assembleia, pelo que se solicita a colaboração dos sócios já existentes.

A Presidente da Assembleia Geral,

publicado por promover e dignificar às 11:05

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