Quarta-feira, 12 de Março de 2008

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O ESTAFETA

 

 

EMPREENDIMENTOS TURÍSTICOS

 

Esta peça do jornal O ESTAFETA que tem por função divulgar as acções da APPDH no que à Promoção e Dignificação do Homem diz respeito, não tem outra pretensão que não seja a da criação de desenvolvimento e de riqueza no sentido de se elevar o crescimento económico para que os portugueses possam desfrutar de melhor vida, face aos contributos daí resultantes, para que a indigência seja minimizada e a promoção das condições de vida das populações seja uma inalienável realidade.

 

Colaboradores desta edição

Fernando Nobre - João Carlos Fonseca - António Jorge Lé - Inês Pais de Abreu - José Proença - Ana Cabrita - Carlos Machado - Cecilia Correia - Ricardo Molino - Philipe  Burnay e Victor Sampaio

 

MICHAEL JACKSON

Do menino prodígio ao homem humanista

 

 

Vanessa Fernandes

O desporto aproxima os povos e dignifica o homem.

publicado por promover e dignificar às 11:30

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O SONHO DA INDIA

 

D. João II – Tem então fim esse continente? Essa costa acaba? Um mundo novo existe por detrás, e é um portuguez, és tu, meu bravo, que o vens dizer ao mundo! Como sou contente e como vos saberei pagar a gloria que me daes. (Dirigindo-se ao grupo dos navegadores) Foi então terrivel a passagem?
Bartholomeu Dias – Dizer-vos o que aconteceu, n`esses treze dias, em que o vento nos atirou da costa para o mar; como navegámos, por onde, em que direcção; a cerração e nevoeiros que nos envolviam; o mar immenso que alagava as naus; as chuvas continuas, os trovões que entonteciam a marinhagem espavorida, eu não o sei, Senhor. Não posso.
D.João II – O passo foi delicado.
Bartholomeu Dias – Eu vol-o juro, Senhor. Um milagre nos salvos, porque todos os nossos esforços se limitaram a Ter coragem e...esperar! Amansou, emfim, o mar e o vento, aclarou o ar. A terra desapparecêra completamente. Sentia que não conhecia aquelle mar. A côr? a vaga? porque? Não sei. Procurámos a costa a leste, não se encontrou. Valeamos ao norte: uma nuvem, ao longe, fixa, sobre o mar... Approximámo-nos: terra!

D. João II – Tinha voltado a Africa.
Bartholomeu Dias - Assim era.
D.João II – Que grande piloto é Deus! E como chamastes ao Cabo?
Bartholomeu Dias – O Tormentoso.
D. João II – Seria justo; mas tel-o dobrado, e tel-o conhecido, enche de tal esperança a minha alma, que vos peço que lhe mudemos o nome.
Bartholomeu Dias – Como quizerdes, Senhor.
D. João II – Chamemos-lhe: Cabo da Boa Esperança.
Bartholomeu Dias – Assim seja.
D. João II – E a costa do outro lado?
Bartholomeu Dias – Arida e deserta, na maior parte. Em angras successivas deixei os vossos padrões. Combatemos na de S. Braz os naturaes que nos aggrediram, e na de Santa Cruz erigi o ultimo padrão.
D. João II – Ahi terminou a viagem?
Bartholomeu Dias – Não meu senhor; mas pouco mais subimos. Os trabalhos e doenças tinham enfraquecido os tripulantes. "É preciso voltar, é preciso voltar", diziam. Fingia não ouvir; mas os rogos tornaram-se em queixas. Viam-se n`um mar desconhecido, pensavam na extensão do caminho percorrido nos trabalhos precisos para voltar á patria. Percebi que o medo começava a invadir a gente. Porventura, transpunham para ali do velho mar tenebroso, as lendas que ouviram, aos avós, contar junto á lareira. Pedi-lhes tres dias mais de viagem, a elles, e a Deus que melhorasse o tempo. Elles ouviram-me, Deus não! Os trabalhos, as doenças tinham morto alguns. Chegava o desanimo ou o desespêro! Ao alcançar um largo rio a que chamei – Infante – tive de parar e...voltar. Ninguem me seguiria mais! Na volta vimos o cabo, eriçado de montanhas, envolto em nuvens tempestuosas. Marcamo-l`o com o padrão de S. Filippe. Um ultimo olhar a essa terra nova e...a caminho da nossa! Eis-nos Senhor; julgae do nosso esforço, e perdoae que mais não tenhamos feito d`esta vez; que pelo futuro, por mim, empenho a minha honra e a minha vida!
D. João II – Muito vos devo Bartholomu e saberei pagar-vol-o; (Ao grupo dos navegadores) e a vós todos, amigos, que não póde muitas vezes o corpo humano com os desejos da alma. (Levantando-se) Ide descançar, abraçar os vossos e voltae amanhã que terei pensado como vos pagarei tantos trabalhos e farei mercê (Bartholomeu e o grupo dos navegadores sae beijando a mão do rei) Mestres José e Rodrigo, Sr. Bispo de Ceuta, o que me dizes á nova?
Mestre José – Senhor, aclarou-se uma duvida de longos séculos!
Mestre Rodrigo – Abriu-se a porta de um mundo novo.
O Bispo de Ceuta -  Sois hoje o maior rei da Terra. Senhor de Portugal e dos Algarves d`aquem e d`alem mar em Africa, senhor da Guiné...
D. João II – E de que mais?
O Bispo de Ceuta – Só Deus o sabe, por ora; mas a audacia dos vossos navegadores vol-o dirá, em breve.
D. João II – Será este, emfim, o caminho do reino do Prestes João?
Mestre Rodrigo – Talvez; o que é certo é que este é o caminho de alguma cousa maior: o caminho do Oriente! O caminho das Indias!
D. Joao II, com a mão sobre a cabeça do filho – Deixae-nos, a sós.
(Os fidalgos saem. O rei abre uma janella gothica que dá para o Tejo) Deus começa a inclinar a cabeça para mim. Queres ver as naus, Affonso?
D. Affonso – Qual era a de Bartholomeu Dias?
D. João II - A maior. (Passeando alegre) Está dobrado o Cabo! E foi esse heóico Bartholomeu a quem hei de encher de honras e riqueza. Sabes, tu, o que quer dizer essa passagem? A realisação do meu sonho! Que dirias de quem fosse rei de Portugal, dos Algarves, Senhor da Guiné... não, imperador da Hespanha inteira e da Italia Hespahola, senhor dos estados do Oriente do Prestes João das Indias...
D. Affonso - Seria um verdadeiro imperador.

. João II - É esse o meu sonho, que hei-de realisar para ti!
D. Affonso - Meu pae.
D. João II - Para que trabalho desde que comecei a reinar? Era preciso levantar um throno, firme, na Europa, para o senhor de tão vastos dominios: levantei-o! És noivo da princeza Izabel de Hespanha, n`um ano será tua mulher: serás rei da Hespanha! (D. Affonso beija-lhe a mão). Não m`o agradeças, tu és o meu filho muito amado, a minha esperança, a minha vida! Quando era de pouco mais da tua idade vi como um filho de um rei póde cair em servo de seus vassallos. Teu avô, meu pae, era o melhor homem do mundo, generoso e valente.E, como era bom, de mais, tudo lhe pediam e tudo dava. Quando subi ao throno o fidalgo mais pobe de Portuagl era eu! Os fidalgos abarrotavam de bens e poderio.Quem era o rei? E que rei póde ser o homem inferior na força e na riqueza aos seus subditos? Então tu vinhas sentar-se no meu collo, e foi beijando a tua cabeça querida que eu senti que tinha o dever de lhe arranjar uma corôa mais valiosa do que ados meus beijos! Para ser rei de vastos dominios é preciso começar por sêl-o em casa. Disse-lh`o, revoltaram-se! Para os dominar foi preciso o cutelo, trabalhou o cutelo: foi preciso o punhal, brandi-o eu mesmo! O poder tive de o crear e tomar por minhas mãos, como Affonso Henriques, tomando a espada e a côroa de sobre o altar! De um principado ridiculo fiz um reino: hei de transformal-o n`um imperio e dar-t`o!
D Affonso- Como sois bom! Como estaes contente e, como eu gosto de vos ver feliz. Que o sois, hoje?
D. João II - Quasi. Tenho um reino, poderoso, respeitado e rico. Esse reino ámanhã será a Hespanha inteira! Bartholomeu acaba de dobrar a Africa, e põe-nos no caminho d`essas fabulosas India, cheias de riquezas e de maravilhas! É têl-as, um dia e veás virem a esse Tejo os embaixadores de todos os senhores da Europa pedir alianças e amizades. Se  nenhum reino nos iguala, já hoje, nas forças do mar, eu te afirmo que coalharei esses mares de naus, com a cruz de Christo, nas vélas.
D. Affonso - E o que farei de tanto poder?
D. João II - O teu presente de nupcias. Quero que me digam: quem é este teu poderoso senhor, ante quem a Europa treme? O imperador, Affonso, senhor de todas as Hespanhas...
D. Affonso - Filho do Rei João...
(Abraçam-se)
D. João II - Desabafei. Que vamos fazer?
D. Affonso - Se fossemos n`um passeio até ao Restello... viamos as naus...
D. João II - E entravamos na Capella a agradecer á Virgem.
D. Affonso - Vamos em mula? (Toca o timbre)
D. João II - Vae como quizeres. Eu vou de mula.
D. Affonso - Irei a cavallo. (Ao credo que apparece). Apparelhem a mula de El-Rei e o meu cavallo alazão. (O creado sae). Vou beijar a rainha. Até já?
D. João II - Até já. (Daffonso sae) Decididamente, Deus começa a inclinar a sua vista para mm! (Fica-se a contemplar o Tejo.)

          Acto Segundo
Quadro Quarto
Salão no paço de D. Manuel (não é o da Ribeira). Os fidalgos esperam o Rei. De um lado um grupo de navegadores; do outro, os cortezãos.

João Infante - Sabeis, sr. Bartholomeu Dias, da escolha de El-Rei?
Bartholomeu Dias - Já sei.
João Infante - Não sois vós que ireis em capitão mór.
Bartholomeu Dias - Pois de outro modo eu vos aseguro que não irei.
João Infante - Heis de permitir-me que a não ir sob as vossas ordens eu me recuse, também.
Bartholomeu Dias - Não receaes o desagrado de El-rei D. Manuel?
João Infante - Não sou do seu agrado; nem vós. Perdoe-me a vossa bondade; no vosso caso eu teria dispensado a honra, de dirigir a fábrica das naus, para outro comandar.
Bartholomeu Dias - Foi cargo d`El Rei D. João, que Deus tenha em gloria. Cumpri-o.
João da Nova, chegando - Disseram-me que não ereis vós, sr. Bartholomeu Dias, quem commanda a esquadra?
João Infante - Está feita a escolha. Decidiu-se hontem emquanto E-Rei jantava.
Diogo de Azambuja - E quem é?
João Infante - Vasco da Gama, o filho segundo do alcaide mór de Sines. Hontem, no mosteiro de Belem, passou, com o judeu Zacuto, largas horas de lição sobre cousas do mar; sobre a viagem.
Pedro Cabral - E o que fazeis sr. Bartholomeu?
Bartholomeu Dias - O que devo. Esperar. Obedecer, se a obediencia não for contra os direitos a que tenho jus. El-Rei é livre de escolher quem quizer para o servir.
João Infante - Sem esquecer os serviços...
Bartholomeu Dias - A isso estamos condemnados, todos nós que fomos os amigos de D. João II. Está acontecendo aos fidalgos que foram da sua côrte quanto mais a nós. Seremos banidos. Os expulsos, os expatriados, readmittidos e reintegrados em seus bens e titulos hão de perseguir os que foram da confiança do «algoz»! Ha muito que o vejo e sinto. Mas agora os olhos podem ver e os ouvidos ouvir, que a lingua deve ser muda. O Rei é novo, quer-se com os novos; rapazes com rapazes. (Fica pensativo)
Pedro Cabral - Em que pensaes?
Bartholomeu Dias - No meu grande Rei que é morto! Esse sim que era um homem. Não quiz Deus que elle visse o fructo completo do seu trabalho; que foi tanto! Que de noites o vi com os mestres judeus, com artholomeu Dias - Dizeis, sonho? Sim, sonho para elle que o não viu realisado. Outros lhe verão a realidade. Em breve...
Pedro Cabral - Em breve? assim o acreditaes?
Bartholomeu Dias - Agora, a empresa é, relativamente, facil. O caminho está marcado até Calicut.
João da Nova - Marcado?
Bartholomeu Dias - Na carta de Pero da Covilhã a El-Rei D.João II... 
João Infante - Pero da Covilhã escreveu? E Affonso de Paiva?
Bartholomeu Dias - Esse morreu. Pero da Covilhã foi para a Abyssinia depois de correr a India, ir a Ceylão, à ilha da Lua, e na costa de Africa a Sofala.
Pedro Cabral - É na costa oriental onde estivestes?
Bartholomeu Dias - A mesma.
Diogo de Azambuja - E que diz?
Bartholomeu Dias - O bastante para decidir El-Rei a mandar, já, a esquadra. Diz isto: «Quem na Cosa Oriental da Africa estiver em Sofala e velejar a leste vai Ter a Calicut». Quereis alguma cousa mais clara?
Pedro Cabral - De sorte que se tendes subido...
Bartholomeu Dias - Teria encontrado, talvez, Pero da Covilhã. Teria ido a Calicut onde elle esteve, e teria trazido a El-Rei D.João... o seu sonhado imperio.
 (Ao grupo dos fidalgos chega D.Jayme, duque de Bragança)
1º Fidalgo - Deus vos salve sr.Duque. Vindes de estar com El-Rei?
D.Jayme - Venho da sua guarda-roupa.
2º Fidalgo - Decidiu-se a viagem à India;
D.Jayme - Inda não.
2º Fidalgo - Inda não?
D. Jayme - Para isso nos reune hoje El-Rei. Quer a opinião e o conselho de todos.
1º Fidalgo - Mas far-se-ha?
D.Jayme - Sem duvida.
D.Ruy de Menezes - Vae começar o novo reinado dos marinheiros. Vamos Ter de novo a nobreza de barrete de pelles e gibões de oleado.
D.Jayme - Onde está o mal?
D. Ruy de Menezes - Onde está o mal? A velha nobreza...
D. Jayme - Que os siga.
1º Fidalgo - Temos a Africa.
D. Jayme - É, já, pouco...
2º Fidalgo - Hão de querer fazer valer seus privilegios. El-Rei D. João não foi avaro, só para elles!
D.Jayme - Premiou serviços.
1º Fidalgo - Porque, vós que sois íntimo de EL-Rei, o não aconselhaes a que nos dê os cargos que açambarcaram?
2º Fidalgo - E que são rendosos.
D.Jayme - Porque El-Rei escolhe quem bem lhe parece, sem preoccupação de classe. Vêde a escolha para capitão mór da esquadra.
D.Ruy de Menezes - Não é Bartholomeu Dias?
D. Jayme - Não.
1º Fidalgo - Nem João Infante?
D.Jayme - É Vasco da Gama.
1º Fidalgo - O filho do alcaide mór de Sines?
D.Jayme - Esse mesmo.
2º Fidalgo - É já melhor; mas a nobreza pouco tem, ainda, ahi, que ver.
D.Jayme - Sois difficeis de contentar. A escolha é de El-Rei, vem ahi e vae pedir-vos conselho.
 (Entra D. Manuel e toma assento com o sequito)

D.Manuel - Reuni-vos para que me concedaes o favor dos vossos conselhos sobre minha resolução de mandar pela India a esquadra que está presstes. Esta empreza, que foi a ambição e o trabalho de toda a vida de El-Rei D.João II, me parece Ter cehgado ao tempo de se conseguir. El-Rei meu tio, me deixou aplanadas as maiores difficuldades. A esquadra é prompta, as informações de Pero da Covilhã e o conselho de nossos astrologos e mathematicos leva-me a pensar determinado o caminho da maravilhosa terra que Colon descobriu, em serviço do rei de Hespanha. Tantos trabalhos passados, tantas luctas, não é justo que fiquem esquecidas. Desejarei apoiar a minha resolução nos vossos conselhos. Dae-me as vossas opiniões.
D.Luiz da Silva - A empreza é digna de vós, Senhor, dos bravos capitães que vos escutam, a cujo esforço de seve a conquista do mar e a passagem do temeroso cabo que marca, no Atlantico do sul, o fim da terra! Chegar à India é um sonho de gloria: conquistal-a antepõe-se-me como louca aventura.
D.Manuel - Encontral-a para vêl-a, apenas, seria um pueril empenho.
D.Luiz da Silva - Digo conquista, por dominio commercial. O desejo da riqueza é profundamente humano; mas é preciso contêl-o... riqueza, o oiro: pois olhae que não vamos perder-nos na miragem!

 

Continuação no próximo número

publicado por promover e dignificar às 11:26

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Pagina 3

  E D I T O R I A L

IDEOLOGIAS  -  TENDÊNCIAS   - NEUTRALIDADES


   Quando os destinos de uma nação  ou do mundo estão em causa, as tendências ideológicas de direita, esquerda, centro e dos extremos, não podem ter direitos exclusivos de denunciarem problemas carentes de urgente resolução. Tais  como haver milhões de pessoas a viverem diariamente coma  ganharem milhares de vezes mais; os capitalismos que são de Estado ou de direita; se as máfias têm conotações políticas; e se a culpa do tráfico de droga é da direita ou da esquerda. Porque, a resolução dos problemas deve estar acima de todas as tendências e protagonismos.    

Não somente em Portugal, mas também aqui, os destinos do homem são discutidos e geridos segundo as ideologias, as conotações partidárias, os interesses pessoais e pela conquista de protagonismos. Estes não se compadecem do mal que graça e se repercute.
     Todos os cidadãos têm direito – e mesmo o dever – de pensarem com a sua cabeça, defenderem o modelo de sociedade que acharem melhor, adoptarem a religião e a doutrina que mais lhes agradar, pertencerem ao clube desportivo da sua simpatia, dizerem o que a sua filosofia de vida e a sua integridade lhes aconselhar. Mas muitos de nós somos influenciados pela fatídica instrumentalização.
    A alegada participação democrática  - e com a democracia a ser assumida sob contornos duvidosos – centra-se nos partidos políticos. Estes querem crescer e fortalecer-se. Daí a implementação de estratégias  para capatação da adesão das massas que não raras vezes cedem à demagogia e não tanto à vontade pessoal e a ideais próprios. E os líderes, nos actos públicos, defendem em primeiro lugar os interesses politico-partidários em detrimento dos interesses do país e dos cidadãos. Por vezes dão maus exemplos comportamentais, mesmo em representação do povo.
     Todavia, existem excessões à regra. Por vezes as coisas correm bem ou menos mal, principalmente quando o poder de decisão  está do lado das maiorias, com a aprovação de moções e projectos na gestão da vida pública e privada, sem as oposições a atrapalhar. Mas tudo tem de mudar nas consciências de quem exerce poderes decisórios. É necessário que a integridade deontológica e a moral se situem à frente de tudo o mais.
     Na defesa das melhores decisões e dos direitos e interesses dos cidadãos, a defesa dos interesses politico-partidários deve situar-se num quinto lugar. Primeiro os interesses do colectivo dos cidadãos e a sua dignificação; em segundo a garantia da sobrevivência a todos os níveis: nutrição, cuidados de saúde, escolaridade, coesão na condição familiar; em terceiro a construção da paz local e mundial; em quarto  a implementação de uma justiça que promova  o civismo e o entendimento entre as pessoas; e só em quinto se deve tolerar a defesa das questões ideológicas e politico-partidárias, que entretanto devem revelar coesão na defesa do meio ambiente  e de um mundo melhor.
      Situando-nos em questões locais e não só, não devem ser questionadas nem comentadas avaliações inoportunas, tais como:  dizer-se que  Cavaco Silva faz discursos de esquerda; que Sócrates faz politica de direita; que determinado gestor é conservador; que Putin  deixa enriquecer os que não se metem com ele; que a China surpreende pela oportunidade dada ao amealhar de riquezas. Porque, o que importa decisivamente é o alcance das soluções, sem entraves resultantes da demagogia ou da doutrina partidária.
     Está na moda o desejo, por parte dos políticos, de fazerem coisas sem consistente sentido, como os referendos. Se os deputados foram eleitos para representarem o povo, são eles que devem decidir as matérias que se pretende referendar, evitando trabalho desnecessário e a oneração dos cofres do Estado.Tanto mais que muitos são os cidadãos que não têm opinião formada nem dão significativa importância ao voto que lhes é pedido, razão pela qual a votação fica, em muitos casos, a baixo dos 50%. E de acordo com o que atrás ficou exposto sobre a postura que se pretende dos políticos, os cidadãos devem conceder-lhe o direito  da mais ampla representatividade, já confirmada nas eleições legislativas.

     Posto isto, nenhum de nós deve olhar para a outra pessoa procurando descortinar ideologias, doutrinas  ou clubismo diferente  e que essas diferenças sejam motivo de incompatibilidade, quando em primeiro de tudo se deve ver nelas um ser igual a nós e promover a aproximação e a amizade.                                 E quando discutirmos situações tendenciosas, que tal não sirva para a criação de animosidade, antes consideremos desfrutar de um direito que nos cabe dentro das diferenças que mentalmente nos distinguem.

   Entre a aprendizagem em que nos envolvemos vida fora,  não esquecemos crescente melhoria comportamental que ajuda, a nós e aos outros, a sermos mais sociáveis e mais superiores, com base na inteligência de que somos dotados. Quem aprender a compreender e a tolerar o mundo, pode tornar-se juiz da razão; e carecemos de escolas onde eficientemente se ministre também a psicologia suficiente para a coesão entre os diferentes níveis sociais.
  As pessoas tornam-se agradáveis e prestáveis se psicologicamente  as soubermos compreender  e as ajudarmos a ultrapassar barreiras. E se somos pouco contemplados  pelas atenções alheias a culpa é nossa, por não sabermos, com absoluta integridade deontológica, falar ao coração dos outros. Poucos são os que sabem devidamente definir a razão, mas são muitos os que pensam saber criticar.A auto-análise é tão deficiente quanta for a incapacidade para se reconhecer os méritos dos outros. Falar das virtudes pessoais é algo duvidoso, principalmente quando as não sabemos avaliar.
   Aliando estas considerações à necessidade de se colocar em primeiro lugar o interesse dos países e dos cidadãos com a abdicação dos interesses politico-partidários e assumindo uma postura de neutralidade, todo o trabalho que se fizer vai resultar na economia de tempo e da não oneração dos cofres do Estado. E no mais rápido e melhor alcance de resultados.

O Director

Um Conto para os mais Jovens

FEZ-SE LUZ NUM DIA NEGRO

O dia apresentava-se morno. O calor sufocante dos últimos tempos parecia ter terminado.
Uma brisa suave fazia sentir-se, o que proporcionava um bem-estar físico e causava uma sensação agradável que nos fazia estar bem com a vida.
O Sr. Mota, como de costume dava início ao seu passeio matinal dos fins-de-semana com o seu cachorro, o Traquinas, um Samoiedo de origem nórdica, nomeadamente da Sibéria e Alasca, sem sonhar o que lhe viria a acontecer nessa manhã.
O Traquinas não conheceu os seus progenitores e chegou a uma loja de animais, num centro comercial, ainda com os olhos fechados. E quando os abriu viu-se rodeado de outros cachorros que também aguardavam novos donos. Foi ali que o Sr. Mota o descobriu, se apaixonou por ele e o adquiriu.
    Com o pêlo farto e branco de neve, mais parecia uma pequena ovelha, de olhitos muito azuis, nariz arrebitado, sinal de bem dotado de faro – naquelas paragens os odores são pouco diversificados – atraía qualquer pessoa. O Sr. Mota achou o preço um tanto exagerado quando o adquiriu, mas hoje não o cedia por dinheiro nenhum. Eram inseparáveis. Como quase todos os donos de canídeos, também já admite que ao Traquinas só falta falar. Todas as manhãs, às oito horas, levava-o à rua, dava a volta ao bairro da sua residência, para satisfazer as necessidades do seu companheiro. Nos fins-de-semana, porque o dono se atardava, o Traquinas já sabia que o passeio se alongava pelo Parque. Ficava mais alegre e excitado, dando pulos em volta do dono, com sinais de grande contentamento.
     Aquando da sua aquisição e apresentação à família -mulher e filha-  D. Mafalda e Ana Rita,
pôs-se de imediato a questão do nome a atribuir ao recém-chegado. Depois de várias sugestões, vingou a proposta da filha, que lhe deu o nome de Traquinas, por ser o que os pais frequentemente lhe chamavam quando era mais nova, embora a Ana Rita seja ainda uma criança de seis anos.
Foi crescendo e brincando com os seus brinquedos, os ossos para roer, foi sendo educado a não ladrar, a deixar-se lavar, a fazer as suas necessidades a horas e lugares certos e a estar à
mesa. Chegado aqui já era um "senhor". Entretanto o tempo foi passando. Já tinha um ano quando aconteceu o primeiro desgosto na vida feliz que o Traquinas levava.
Como era hábito o Sr. Mota levava o seu amigo pela trela, enquanto não atingiam o Parque,
onde o Traquinas era dispensado dessa tirania.        Como era normal a travessia da rua faziam- na pela passadeira e foi nesta última "etapa" que se deu o imprevisto. Dois carros a par pararam para lhes dar passagem, porém um terceiro carro por distracção ou por não se dar conta que transeuntes estavam atravessando, só travou quando notou a presença do animal.
Tarde demais, porque ainda apanhou um pé ao Sr. Mota, levando-o a dar uma cambalhota, por rodopio, que o prostrou na via. O Sr. Mota perdeu os sentidos.
De imediato, juntou-se um grande número de mirones. Logo se ouviram vozes de protesto aos condutores, em geral, e aos aceleras em particular. Uns eram de opinião que o culpado deveria conduzir o sinistrado ao hospital, outros que não, poderia haver algum inconveniente, que somente pessoal especializado deveria socorrer a vítima, etc.
Entretanto, um popular mais avisado utilizando o telemóvel ligou ao 112 informando do que se passava, outros procuravam uma autoridade para tomar conta do caso.
O incauto causador do acidente dizia mal à sua vida, ao seu azar, levando as mãos à cabeça, enquanto tentava desculpar-se perante os protestos e as vaias dos circunstantes. O Sr. Mota ali estava prostrado, sem sentidos, ao que parecia. Inconsolável estava o Traquinas. Quando ladrava e uivava junto do dono, como que a chamá-lo a si, corria de um lado para o outro, virava o focinho para toda a gente, como a pedir-lhe que fizessem qualquer coisa em auxílio do dono. Não sei se os cães tem o dom de pensar, mas estou em crer que sim. O Traquinas devia estar e a perguntar porque é que aqueles paspalhos não ajudam o dono? Não compreendia tanta desumanidade.
    Alguns minutos passaram, até que chegou a ambulância do INEM e logo após, o carro da Polícia. Com eficiência e rapidez o Sr. Mota foi colocado na ambulância que de imediato se pôs em marcha para o Hospital. Do Traquinas ninguém se lembrou. Ali ficava se não tomasse a decisão de não abandonar o dono e eis que se lança na perseguição da ambulância. Com grande esforço, arrastando a trela, conseguiu assistir ao transporte do dono para o Serviço de Urgência.  Ainda tentou segui-lo mas também o impediram. Era demais. Ali ficou à porta a uivar baixinho, chorando a sua desdita.
     Em casa, a D. Mafalda depois de dar banho à filha e de lhe servir o pequeno-almoço, preparava-se para sair. Como era habitual, passava pela banca dos jornais, comprava o DN,
Juntava-se ao marido para tomar o café e ler o jornal, enquanto a Ana Rita tomava conta do Traquinas. Toca o telefone. Era do Hospital. O pai foi atropelado, grita para a filha, veste-te depressa. Apanharam um táxi e em poucos minutos chegaram ao Hospital. À porta encontraram o Traquinas que lhes fez entusiástica recepção. A dona acariciou-o ligeiramente, mas logo o abandonou, por estar ansiosa por saber do marido. O Traquinas mais uma vez não compreendia este afastamento.
    O Sr. Mota entretanto foi submetido a observações médicas, a exames de RX, sobretudo ao pé directamente atingido. Decorridas duas longas horas apareceu, já recomposto, com o pé engessado, usando um estribo de marcha, por cautela, disse o Médico, que mandou voltar dentro de oito dias. Regressaram os quatro para casa, dando graças a Deus, por não ter sido
um desastre ainda pior.
Tenho a certeza de que o Traquinas era o mais contente. A sua alegria era indescritível por isso escuso-me de a relatar.

NOTA. Se algum menino ler esta história deve aconselhar os pais a ter mais cuidado ao atravessar as ruas.                    

J. Proença.


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ACTOS DE FORÇA
 A Violência

Por Ana Cabrita - Psicóloga Clinica

A violência está presente no instinto do ser humano. No entanto, tal não significa que tenhamos de a utilizar em detrimento do próximo.

Violência é uma palavra que provém do latim violentia, tendo como origem o termo vis que significa força, ou força empregue contra alguém. A violência indica automaticamente o recurso à força para atingir o outro na sua integridade física e/ou psicológica. Esta está presente em todo o ser humano, sendo uma pulsão de vida que permite a auto-conservação do indivíduo, desde que não seja em detrimento do próximo, mas que também se pode tornar em pulsão de morte. Tal facto, leva-nos a questionar se o Homem tem evoluído ou involuído, visto que ao mesmo tempo que se evolui a nível científico e de técnica, se "evolui" nocivamente no campo da destruição, nomeadamente na destruição do nosso semelhante. A violência, é uma coacção física ou moral, de carácter individual ou colectivo, exercida pelo homem sobre o homem, na medida em que é sofrida como um ataque ao exercício de um direito reconhecido como fundamental ou a uma concepção do desenvolvimento humano possível num dado momento (Économie et Humanisme, 1969).
Como dizia João Paulo II "A violência destrói o que ela pretende defender: a dignidade da vida, a liberdade do ser humano".
Somos violentos quando não conseguimos ser suficientemente fortes para nos impormos revelando apenas cobardia. Assim "a violência , seja qual for a maneira como se manifesta, é sempre uma derrota"(Jean-Paul Sartre). Ao contrário do que muitos pensam nada trás de bom e nem é sinal de força, mas sim de fraqueza, acabando por ser destruidora e incitadora de conflitos.
Muitos alegam a violência em prol da defesa, mas a verdade é que podemos ter comportamentos agressivos mas não violentos. Podemos expressarmo-nos de forma agressiva, podemos por exemplo partir objectos mas tal não implica que sejamos violentos com os outros. Muitos dizem que os seus comportamentos agressivos libertam a sua raiva e frustração. Em última instância, se isso os faz sentirem-se melhores (este descontrolo emocional) ganhem consciência de que ficam inferiores para com a condição superior que somos; e  tenham em atenção as pessoas que os rodeiam de forma a não as tornarem o foco da sua raiva/frustração. Não as tratem como meros objectos que depois de partidos se deitam para o lixo ou se colam. As pessoas têm sentimentos e esses não se "colam" nem se desprezam ou eliminam!
Há quem diga que o Homem é um ser violento por excelência mas existem várias formas de violência, estando todas elas na base animalesca que se encontra nos genes que herdamos dos nossos antepassados. No entanto, devemos recorrer à racionalidade e emocionalidade de forma a controlarmos esses instintos animais que não justificam a crueldade de provocar sofrimento no nosso semelhante! Quem acha que ser violento é ter poder sobre o outro esse é apenas o argumento dos que não têm razão. Na maior parte das vezes, por de trás de um acto violento vem um pedido de desculpas, como se tal remediasse o mal gerado que está na base de um prazer morbido de através da dor (física ou psicológica) mostrar sua força/virilidade. Há quem somente pense na violência física mas por vezes a violência psicológica é pior e mais destruidora provocando "feridas" dificeis de sarar! "A violência psicológica consiste em um comportamento (não-físico) específico por parte do agressor. Seja este agressor um indivíduo ou um grupo específico num dado momento ou situação "(wikipédia). As formas mais comuns deste tipo de violência são a regeição, indiferença, desrespeito, discriminação, insultos..... que por vezes perduram no tempo provocando na vítima danos irremediáveis.
Desta forma, pensem duas vezes antes de terem comportamentos violentos, esses não vão fazer com que tenha razão nem que atinja os seus objectivos. Não se esqueça,  o importante é que as pessoas o respeitem e não que tenham medo de si! E o respeito ganha-se através dos seus actos racionais e não de forma bruta e insensata. Se não concorda com os comportamentos ou opiniões dos seus semelhantes tente transforma-los e não extingui-los, e não se esqueça que muitas vezes nem tudo o que você acha correcto é o que realmente deve ser feito ou dito! Lembre-se que também erra, que tem defeitos e que está nesta vida para aprender...sobretudo com aqueles que o rodeiam.
Uma das coisas importantes da não violência é não se buscar destruir a pessoa, mas transformá-la (King, Martin). E um Homem sensato deve transformar-se com as aprendizagens e ensinamentos,sendo esta a melhor herança de algo tão jenuino a que chamamos vida e vivência digna em sociedade.

 

Amor, Compaixão e Liberdade:

vale a pena viver e lutar!

Por: Fernando Nobre


Não sei quanto tempo me resta de vida. Nenhum de nós sabe ao certo e é bom que assim seja. Quando temos 20 anos, pensamos ter a eternidade terrena e ainda bem! Temos então forças e sonhos, ou pensamos ter!, para mudar o Mundo, torná-lo muito melhor, se possível no paraíso reencontrado.

Não há então montanha inacessível, obstáculo inultrapassável, desafio impossível. Já tive 20 anos. Era de aço, dizia o meu Pai, e tinha muitos sonhos. Foi lindo. Pensava que nascíamos todos puros, ingénuos e bons. Magnífica primavera com miragens idílicas: teria o meu hospital no mato tal Albert Schweitzer!
Hoje, ao completar 56 anos, já não sou de aço, já não consigo ficar três dias sem dormir, sempre a trabalhar a olhar pelos meus doentes, como fazia nos hospitais de Bruxelas… Estou no Outono da minha vida e o Inverno vem a galope… Já não há eternidade terrena, já sonho menos, já só há efemeridade e bastante inquietude pelo estado do Mundo. Numa altura em que às vezes os filhos se afastam, estão no seu direito, em que a morte nos ceifa ou ameaça ceifar, amigos, familiares próximos… as interrogações nos tiram o sono… A nossa pequenez interpela-nos: ainda bem.
Vai-se alguma ingenuidade, fortalecem-se algumas certezas.
Assentadas as poeiras estéreis das vaidades, das importâncias e das ambições, só já a valsa das galáxias e o amor dos nossos entes mais queridos nos encantam. Já sabemos que não vamos endireitar o Mundo (de que enorme arrogância padecíamos!), mas sabemos algumas coisas. Sim, sei com a máxima certeza absoluta que vale a pena ainda continuar a viver e a lutar pelo Amor, pela Compaixão e pela Liberdade. Com Paixão. É indeclinável. Sem apelo.
Aos 56 anos, já tudo o resto é fútil, ilusão. Foi-se o aço mas ficou a certeza: não me acomodar com a insensibilidade, com a indiferença, com a falta de amor, de compaixão e de liberdade com que alguns nos querem prender… Envenenando-nos, envenenando-me.
Numa altura em que folhas secas já começaram a cair da minha árvore, levadas por um vento cada vez mais fresco, há meia dúzia de flores que se agarram ao meu tronco com a tenacidade da perenidade.
São as flores que me acompanharão até ao fim e que vos gostaria de oferecer neste final de ano com o desejo sincero que elas se incorporem no vosso tronco e nunca vos abandonem, estejam vocês onde estiverem e seja qual for a estação que estejam a viver.
Amor, compaixão, liberdade, sensibilidade, harmonia, tolerância. Vivam com elas, lutem por elas. Vale a pena. Eu vou fazê-lo. A AMI vai continuar a expandi-las. É em nome dessas flores que chamo filhos a todas as crianças do Mundo e amigos a todos os seres humanos. Já não consigo viver de outro modo.
É essa hoje a minha luta. É ela que me mantém ainda vivo. Afinal ainda tenho sonhos…

*Presidente da AMI

Toda a criança tem direito a ser criança

 

Por: Inês Pais Abreu
Jornalista e estudante de Direito

 

 É este o tema de uma recente campanha publicitária a um detergente, que apregoa a recuperação da vida ao ar  livre das crianças, em detrimento das crescentes preocupações com a higiene e a saúde, conducentes a uma vida mais sedentária.
Considerações publicistas à parte, independentemente do objectivo comercial e real da campanha, não há dúvidas de que o tema e a forma como é abordado levanta outras questões.
Na nossa época apregoa-se a liberdade, apesar disso esta é cada vez mais reduzida na forma de estar e até de brincar das crianças. Aquilo que há uns anos era considerado bom e saudável passou a ser visto como perigoso e excessivo. A tão apregoada liberdade tornou-se um sufoco de normas e convenções que prometem uma vida quase eterna e livre de mazelas. Tal revela-se na alimentação, na exposição ao sol, nos brinquedos, nas normas de segurança rodoviária...
Mas até que ponto viver sob todas estas regras não oprime e comprime os movimentos?
Os padrões alteraram-se é certo. Exige-se mais quanto à escolaridade e ao grau de aprendizagem, sendo tal cada vez mais impulsionado pela crescente competição e raridade de postos de trabalho. Revela-se um nivelamento do indivíduo pelo fazer e pelo ter e não pelo ser. Este facto concretiza-se até nos brinquedos e na visão consumista que se permite às crianças. É considerado normal pela maior parte dos pais proporcionarem aos seus filhos aquilo que a estes parece da maior urgência: os brinquedos acabados de chegar ao mercado.
A realidade tem vindo a ser progressivamente mais virtual, menos comunicativa e direccionada para o exterior. O ambiente e a natureza tornaram-se verdadeiras incógnitas para muitas crianças que crescem nos meios urbanos.
É importante garantir que as crianças saibam, independentemente dos medos dos pais, experimentar outras realidades que não a virtual, sem a dúvida constante de se tal agride de alguma forma a sua saúde ou segurança, sob pena de mais tarde se tornarem adultos sedentários e constantemente receosos de cometer erros.
As preocupações são plenamente válidas e fazem todo o sentido, mas há que contrapô-las com o outro lado da questão: aquilo que se tem a perder. Perder realidade, perder convivência, perder contacto com o ar livre, são razões mais do que suficientes para ponderar a actual forma de lidar com as crianças e com a percepção do mundo que se lhes transmite.

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Pagina 5

Ficção vs. Realidade

NA ERA DA PLASTIFICAÇÃO GLOBAL

 

Reza a História que a Humanidade, num tempo não muito distante, conheceu um período que ficaria conhecido como a era do plástico…

Por JOÃO CARLOS FONSECA *

Os sentimentos eram de plástico. Os corações de plástico. Ninguém podia imaginar a vida sem uma percentagem, por ínfima que fosse, de plástico. A política estava impregnada de plástico, bem como os discursos, os sonhos, as ideias, o pensamento.
Quem investigasse os mais profundos e recônditos ficheiros secretos do Poder descobriria a existência de uma microscópica oposição. Um punhado de loucos, que havia lutado contra o domínio avassalador do plástico. E contra a ditadura recusara banhar o espírito na onda de plástico que varrera o Universo conhecido. Mas tinham saboreado a liberdade de consciência em silêncio, receosos da morte plastificada, que a todo o instante espreitava ameaçadora. Eram poucos e poucos sabiam da sua existência.
A indústria do plástico dominava a economia e a riqueza estava toda concentrada no dinheiro de plástico. E o estatuto social media-se pela capacidade de ostentação plástica.
A moda nunca como então tinha sido tanto de plástico! O que casava superlativamente com a beleza, totalmente tomada pelos implantes de silicone, elevados ao maior expoente de imaginável perfeição.
O amor, a paixão, o erotismo, o sexo… conheceram a mesma sorte. Nos anais da morte anunciada perdeu-se o registo do perecimento da poesia, palavra subversiva, precocemente banida dos dicionários de plástico.
Mesmo as artes plásticas, absolutamente rendidas à formal plasticidade do material, tinham perdido a essência criativa. Nelas se incluía a gastronomia: a arte de bem cozinhar plástico para estômagos de plástico.

        Nada era perene. Tudo era efemeramente plastificado… e convertido, reconvertido, reciclado, num cíclico processo de transformação da matéria-prima e de viagem de retorno ao estado original.
A justiça conhecia normas, princípios e valores assentes na filosofia do plástico, que impregnava de lés a lés a sociedade. A religião, a ética, a moral há muito tinham igualmente sido tomadas por aquele terramoto imparável, que reduzia todas as consciências a fragmentos de plástico.
Tudo parecia plasticamente perfeito! E sem plástico, a Felicidade não podia ser concebida…
Até que um dia começaram a correr rumores de que o plástico, que (quase) todos julgavam feito para a eternidade, corria o risco de ser atacado por um vírus letal. Da ameaça ao facto consumado bastou um titubeante pestanejar. A doença evoluiu para estado terminal sem que a ciência e a tecnologia tivessem tempo de alcançar o antídoto.
Os primogénitos arautos da desgraça proclamaram que o mundo aproximava-se do fim. Era impossível cogitar tragédia maior!

      Um enormíssimo vazio varreu a sociedade, a política, a ética, a moral, as ideias, os sonhos, os discursos, o pensamento, os sentimentos, os corações… e toda a beleza de plástico se perdeu!
De nada valeram as derradeiras lágrimas de plástico e os finitos assomos de nostalgia plastificada. Sem os princípios e os valores que o formaram e deformaram, o mundo conheceu uma angústia insustentável, a ameaça de condenação do indivíduo ao mais cruel dos suplícios: a solidão eterna, na prisão do absoluto nada.
Foi então, graças a um milagre de investigação laboratorial – levada a cabo, diz-se, pela oposição –, numa associação complexa de uma centelha de esperança e ínfimas memórias do passado, que se deu a conhecer a mais feliz das redescobertas: a essência da existência não estava na materialidade das coisas.
Foi neste período conturbado da sua História que a Humanidade se reencontrou.

Nota: Artigo publicado na revista
de Cultura e Cidadania – HUMANIDADES, n.º 6, Abril/Junho de 2002.

*  jornalista  e  advogado

A COLABORAÇÃO DOS LEITORES


O jornal O Estafeta aceita colaboração dos leitores em todas as áreas da sua temática,  e podem colaborar todos os que tenham jeito para escrever, nomeadamente:

    ESPECIALIDADES
  Na a) do artigo 3º Capítulo 1 do nosso regulamento interno, está prevista a criação de comissões para a realização de conferências para o debate de problemas em equação. Serão elaboradas actas com a recomendação de soluções, a tornar públicas e a enviar a quem de direito. Você que tem formação superior cívica e intelectual, escreva um artigo e poderá vir a integrar as comissões.

   CONTRIBUTOS VÁRIOS
    Diga o que pensa, dê-nos sugestões e escreva o que vai no seu íntimo, sem querer fazer de polícia ou de juíz, sem ferir sensibilidades e criar animosidades, porque só a melhoria do homem nos interessa.
  HISTÓRIAS CONTADAS

   Há muitas histórias de interesse para o leitor, umas arrepiantes, outras que fazem jus às dignas formas comportamentais. Serão bem vindas.

    HUMOR
    Para termos uma vida melhor não podemos pensar apenas nas coisas que nos entristecem, devemos cultivar o riso e a boa disposição. Você que tem sentido de humor, escreva algo com graça e faça rir.
   
    Pode enviar uma foto tipo passe  para integrar o seu artigo.
    Ficamos à espera. "O ESTAFETA" agradece.

  
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  ESTATUTOS  DA  APPDH

   No nosso blog (ver ficha técnica) pode consultar os Estatutos/Regulamento Interno da APPDH, ficando assim a conhecer os princípios básicos que nos norteiam e para que existimos. A materialização do projecto na sua globalidade será tanto célere quanto possível, dependendo, claro está, dos meios que reunirmos e das boas-vontades que nos ajudarem.
   

 

MOMENTO POÉTICO

Luiz de Camões

O tempo acaba o ano, o mês e a hora O tempo acaba o ano, o mês e a hora, A força, a arte, a manha, a fortaleza; O tempo acaba a fama e a riqueza, O tempo o mesmo tempo de si chora; O tempo busca e acaba o onde mora Qualquer ingratidão, qualquer dureza; Mas não pode acabar minha tristeza, Enquanto não quiserdes vós, Senhora. O tempo o claro dia torna escuro E o mais ledo prazer em choro triste; O tempo, a tempestade em grão bonança. Mas de abrandar o tempo estou seguro O peito de diamante, onde consiste A pena e o prazer desta esperança.

 

Ficha Técnica

O Estafeta – registo no E.R.C com o número 125321
Periodicidade: Mensal
Director: Valdemiro E. Sousa
Proprietário e editor: APPDH - Associação Portuguesa para a Promoção e Dignificação do Homem.
Sede e Redacção: Rua Arco do Marquês do Alegrete, Palácio dos Aboim, nº 2  –  5.1, 1100-034 Lisboa
e-mail: associacaoppdh@sapo.pt
blog:http://promoveredignificar.blogs.sapo.pt
Telefone: 213428300
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Colaboradores nesta edição: Fernando Nobre, João Carlos Fonseca,  António Jorge Lé, Inês Pais de Abreu, José Proença, Ana Cabrita , Carlos Machado ,Cecilia Correia, Ricardo Molino, Philipe Burnay e Victor Sampaio
Tiragem desta edição:  7200 exemp.
Impressão: Grafedisport – Rua Consiglieri Pedroso, Casal de Santa Leopoldina, Queluz de Baixo - Barcarena
Distribuição: Logista,  expanção da área ind. do Passil Lote 1 – A  - Tel.219267800 Palhavã - Alcochete

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Pagina 6

  

EVOLUÇÕES SOCIO-ECONÓMICAS INTEMPORAIS

A antropologia  manifesta comportamentos que vão desde o real, palpável, até às reconditas utopias. Os especialistas antropólogos dispõem de vasta matéria para assinalarem as mais diversificadas semelhanças  de ordem socio-económica, política e gestão dos recursos, das ideias e das formas de estar. Com a exuberância autoritária de uns e a filosofia e conceitos subtis de outros.
    Caberá dizer-se  que as teorias não são monopólio dos intelectuais modernos nem das engenharias pragmáticas dos que se consideram ter as maiores capacidades de pensar e agir. Tanto mais que herdaram teorias e virtudes ancestrais que ainda lhes servem de exemplo, em que se contam povos primitivos, índios e aldeões que fizeram as suas leis e formas gestivas dos seus estatutos socio-económicos.
     Mas têm de se compreender os climas de mudança e as aprendizagens que ao logo dos milénios e dos séculos nos vão tornando diferentes num mundo em constante mutação e que, infelizmente, nem tudo evolui nos melhores sentidos. Caminhamos para um mundo globalizado que, não obstante a uniformização de teorias e de métodos, vamos ter de nos defrontarmos com as diferenças em equação, como as que verificamos actualmente nas evoluções operadas pela China, Rússia, Cuba, no mundo árabe e em tantos outros lugares. O capitalismo de Estado passou a dar permissão ao enriquecimento oportunista de cidadãos que aproveitam as oportunidades para definirem as suas estratégias de se tornarem grandes empresários e passarem a ser donos de muito dinheiro, ao mesmo tempo que a pobreza marca passo e não raras vezes retrocede. Estamos a assistir  ao domínio dos espertos e dos audazes, ao mesmo tempo que outros ficam parados no tempo, indolentes e indiferentes às vagas de mudança com o assinalar das evoluções que no dia-a-dia assumem caracter intemporal e a revelar-nos a necessidade de acertar o passo. Nem sempre isto é fácil, quando as consciências deontológicas desejam ser elas mesmas, com toda a vaga de imoralidade.
       Que fazer perante a intemporalidade das utopias que passaram pelas antigas civilizações, o domínio dos mares, por Galileu, Marx, Lenine, Mao, Estaline, Hitler, Fidel, ao desabrochar da China e aos novos caminhos de Putin? Não é crime ganhar dinheiro  nem ser-se rico e viver abastadamente, mas é imperioso que os novos regimes ganhem consciência da necessidade de ter em conta o homem não na perspectiva do salve-se quem puder , antes na imperiosa necessidade de dotar as populações e as sociedades com vivência mais dignificante pela recuperação do homem e com salutar consciência de que nós também somos o outro e termos vergonha da indigência, da extrema pobreza, da violência que grassa e da insegurança que obriga aos separatismos com descomunais brigadas de guarda costas, quando a tranquilidade e a ordem pública adquiridas pela dignificação dos outros pode resultar para as elites do poder político e dos hegemónicos detentores de riquezas  possam também eles ter uma vivência em liberdade, sem o receio de serem molestados. E de todos termos a noção da desmesurada riqueza que representa uma sociedade sem carências básicas e consequentemente coesa e dignificada.
      Em termos da intemporalidade futura iremos necessariamente assistir à queda de hegemonias, de alguns modelos socio-econónicos, sendo imperioso que os novos e futuros estrategas da vida pública e  privada, a quem cabem as decisões na condução e gestão do mundo, pensem, antes de decidirem, a necessidade de resolver os erros passados. E os presentes, que são avultados.

 

 

 

A ARTE NO FEMININO

Por: Cecilia Correia - Historiadora de Arte


Obviamente, as Artes, em todas as fases do seu percurso evolutivo, têm demonstrado a real progressão da Promoção e Dignificação do Homem. Valerá a pena darmos uma dignificante nota à Arte no Feminino.

Os conventos da Europa Medieval contribuíram para a emancipação da actividade artística da mulher na medida em que lhes proporcionaram condições básicas de protecção e suporte para o exercício das mesmas, que desempenhou de forma inteligente e talentosa, nos campos da arte e da literatura.

Este fenómeno reveste-se de maior interesse no momento em que, num contexto social Ocidental secular canalizado para a ausência de relevância da actividade artística da mulher, ela já desenvolveu um processo de continuidade de produção especializada e profissional conducente à construção de um universo cultural de valores e significados assentes na educação e na formação.

Intra muros conventuais as mulheres habilitadas copiavam, escreviam e ilustravam manuscritos. Datam, provavelmente, do século XII os primeiros registos de autoria de uma mulher em obras de arte. Diemudis faz o seu auto-retrato no interior da letra inicial S de um manuscrito, um segundo exemplo surge com o auto-retrato Guda no interior da letra inicial D de um manuscrito. Em 1453 Maria Ormani produz o seu auto-retrato com inscrição e afirma a sua autoria num texto intitulado Breviarium Cum Calendário, afirmando-se como marca viva do amor filial de Deus em relação ao passado glorioso, cujas virtudes de devoção são ilustradas na composição pela expressão de orante.

Estas senhoras foram as pioneiras do Auto-Retrato feminino, as suas vidas ficaram pautadas pela modéstia, a devoção e a transmissão dos conhecimentos a outras mulheres.
A arte produzida nos conventos pelas mulheres resultou da ausência de modelos veiculados por uma tradição de mulheres na pintura, escultura, desenho ou arquitectura. Os retratos produzidos pelos artistas formados em escolas obedeciam ao modelo clássico de S. Lucas, patrono dos artistas, pintando um modelo figurativo no seu "atelier" em que os artistas se faziam auto retratar pelo próprio Santo.

Referência Bibliográfica: Borzello, Francês, Seeing Ourselves Women´s Self-Portrait, Thames and Hudson, 1998.

CAMPANHA
“NOVOS ASSOCIADOS”

Pelo sócio José Proença*

Como conquistar novos adeptos para a causa da APPDH.

Antes de iniciar esta campanha deve o nosso consócio estar, devidamente, inserido nos princípios que estão na base da existencia da Associação, principalmente, no tocante á Solidariedade!

Uma vez, certo de que os assume convictamente, deve adoptar uma atitude credível aos olhos das pessoas a sensibilizar e levá-los a interiorizar os benefícios da missão humanizadora que a nossa Associação pretende levar a efeito.

Em termos práticos deve dirigir a sua actuação, preferencialmente, aos seus amigos, familiares e colegas sem prejuízo de âmbito mais alargado, caso sinta que um hipotético interlucotor mereça a sua confiança!

Os escolhidos devem ser pessoas de carácter, atentas aos fenómenos humanos, sociais e da natureza que afligem este mundo de desvarios, causadores de enormes tragédias, para as quais todos nós não seremos demais para as minorar.

Devem, pois, serem excluídos os que, fingindo estarem atentos a estes problemas e possuírem espírito democrático, só pretendem explorar as boas vontades e consciência de outrem para se catapultarem ou delas tirarem proveito.

Não podemos esquecer que a Associação é um projecto grandioso, cujo raio de acção não se confina à nossa cidade, região ou país, mas que vai ter um âmbito mais vasto, ao nível das ONG como a Cruz Vermelha, Médicos sem Fronteira ou outros similares, se para tanto tivermos garra e força de vontade para o concretizarmos.

Como é sabido "Querer é poder". Caros sócios e leitores, mãos à obra!

*sócio fundador Nº28

 

Assembleia Geral Ordinária
Convocatória

A APPDH - Associação Portuguesa para a Promoção e Dignificação do Homem, vai realizar a sua Assembleia Geral Ordinária no próximo dia 27/03/2008, a ter lugar na Rua Voz do Operarío nº 13, em Lisboa, com inicio às 19 horas, pelo que se convoca a presença dos Senhores Associados.
ORDEM DE TRABALHOS:

- Análise e votação das contas do ano de 2007;
- Apreciação e votação do Orçamento para o ano de 2008;
- Eleição dos corpos gerentes para o triénio de 2008 a 2010;
Os Senhores Associados podem consultar as contas na nossa séde, nas horas de expediente (das 9 às 13 e das 14 às 18 horas), na Rua Arco do Marquês do Alegrete ,Palácio dos Aboim, nº 2 - 5.1, Lisboa. Telefone: 213428300

Até ao dia da Assembleia Geral, as pessoas que desejarem inscrever-se Associados, poderão fazê-lo e participar na referida Assembleia, pelo que se solicita a colaboração dos sócios já existentes.

A Presidente da Assembleia Geral,

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Pagina 7

AUMENTO DA PRODUÇÃO DE CEREAIS 
E A REVITALIZAÇÃO DA AGRICULTURA

Finalmente, deixou de existir a tremitente preocupação quanto ao excesso da produção de cereais. Não há muitos anos atrás, alguns países produtores destruiram stocks para a manutenção do preço, já de si pouco compensador em relação aos custos de produção. Por outro lado, os subsídios governamentais ajudavam a manter a actividade cerealífera de pé. Tudo isto acabou com o biodiesel de primeira geração, proveniente dos cereais, ao ponto de já se temer pela escassez deles.

     Os tempos mudam. Hoje a produção de cereais faz-se por processos mecânicos e não pode existir outro, como acontecia nas encostas das Beiras e de Trás-os-Montes, onde em alguns lugares a terra só podia ser trabalhada com a enxada. Em algumas circunstâncias podia ser utilizada a charrua puxada por animais. Todas as colheitas eram feitas manualmente, porque não havia ceifeiras que pudessem ter acesso
ao acidentado dos terrenos. Consequentemente, só em face de elevados sacrifícios se produziam cereais, todavia suficientes às necessidade de consumo do país.

      Por outro lado, a produção de milho predominava em terrenos do Douro Litoral e da Beira Litoral. Aí os terrenos são planos e propricios à tracção animal e mecânica e as operações de cultivo  eram - e são -  mais facilitadas.
     Os cultivos intensivos e em grande escala em outros países vieram criar superproduções de tal forma que em Portugal, mesmo nas áreas mais vocacionadas, muitos dos terrenos ficaram abandonados.
Por um lado o baixo preço a que os cereais eram pagos, por outro a baixa produtividade (em certos casos menos de metade), comparada com a americana  e francesa, como exemplo. Todavia, a conclusão a que se chega relativamente às causas do insucesso situam-se na falta de actualização: terrenos mal preparados e não suficientemente fertilizados, sementes impróprias, a não irrigação, etc.
     Alguns profissionais da agro-pecuário estrangeiros - caso de holandeses - que aqui se instalaram, vieram provar-nos que em Portugal  a agricultura e a produção de carne e leite dispõem das mesmas possibilidades de países estrangeiros onde estas actividades desfrutam de brilhante sucesso.
    Assim sendo, havendo défice de produção e melhores preços, já não é admissível continuarmos a ver excelentes terrenos de cultivo abandonados. Antes se deve retirar a maior e melhor rentabilidade deles, seguindo os processos mais modernos e actualizados, não sendo desculpa para ningém dizer-se que neste país as produções são baixas sem se assumirem as culpas, a avaliar pelo exemplo já frisado em relação a  agricultores estrangeiros.

      É altura de o Ministério da Agricultura  e os proprietários de terrenos aproveitarem  a boa vaga  já há vista e promissora no longo prazo. Saliente-se que a agricultura, sendo por vezes ingrata e desmotivadora, trabalhada articuladamente com os processos modernos se torna na maior riqueza que um país pode ter, porque é dela que se alimentam pessoas e animais, numa palavra, constitui a base da sobrevivência.

     O PESSIMISMO  INIBIDOR

     Ninguém pode ser pessimista ao ponto de querer fazer crer que Portugal tem de criar a sustentabilidade da sua economia  em outros ramos de actividade que não sejam as actividades agro-pecuárias. Mesmo com todo o desleixo e inacção que se opõe ao uso da terra, Portugal conseguiu exportar Em agro-alimentares  cerca de mil e quinhentos milhões de euros por ano. Muito mais exportaria  se as empresas dos diferentes sectores se dimensionassem  de forma a entrarem na competição internacional. Condições não faltam, a começar pelo clima e pela qualidade dos nossos produtos, também beneficiados pelas favoráveis condições climatéricas.

Maçãs, peras e outras frutas dos planaltos das Beiras e de Trás-os-montes, têm sabores e poder de conservação inegualáveis. Os vinhos são quase a 100% generosos porque generosa é a sua qualidade, sendo, claro está, os do Porto e oriundos das margens do Douro - esse impressionável património mundial - o mais generoso e o impulsionador do valor das vendas. Temos seguidamente a cortiça, madeiras e seus derivados.

     Este tema tem como motivação o aumento da produção de cereais que, de deficitários a nível interno, podem sobrar, um pouco, ou mais do que pouco, para ajudarem a engrossar as exportações e os respectivos valores. A oportunidade é dada pela produção dos biocombustiveis com base nos cereais, que podem tornar-se no nosso petróleo, a par do turismo.
       

 

PORTUGAL

Está no Centro do Mundo

Portugal fica (quase) no centro do mundo por duas razões inquestionáveis. A primeira é geográfica: tem proximidade com  os outros continentes, excepção para a Oceânia, um pouco mais distante; a segunda  consiste na organização de eventos à escala mundial, com Lisboa a servir de anfitriã, cuja credibilidade e unanimidade já se cimentaram.

    Portugal, situado nesta faixa ibérica mais a sul da Europa, que mal se vislumbra no mapa mundo, até aqui desconhecido por alguns cidadãos de outros países mais afastados, passou a constar na memória universal. Do seu timbre histórico como das nações mais antigas e dando novos mundos ao mundo na epopeia  das descobertas, passa a ser notícia noutros âmbitos  por razões e actos prestigiantes.

    Efectivamente, Portugal fica (quase) no centro do mundo por duas razões inquestionáveis. A primeira é geográfica: tem proximidade com os outros continentes, excepção para a Oceânia, um pouco mais distante; a Segunda consiste na organização de eventos à escala mundial, com Lisboa a servir de anfitriã, cuja credibilidade e unanimidade se cimentaram. Afastado das intempéries  equaturianas e dos gelos polares, as figuras mundiais participantes em cimeiras e em outros eventos encurtam distâncias na sua deslocação a Lisboa e encontram aqui bom clima, boa recptividade e organização que surpreende pela positiva, ao ponto de, no futuro próximo, Portugal ser o mais escolhido para a decisão dos destinos do mundo.

    Dispondo de edifícios e instalações que oferecem excelentes condições de acolhimento e de trabalho, este país deixa as melhores impressões, fortalecidas com a boa organização e capacidade de mediação por parte das figuras intervemientes do Estado. Deixamos de ser olhados com a menoridade de um país pequeno que se intromete na primeira linha dos assuntos mundiais. A Cimeira Europa/África, bem como anteriores reuniões à escla mundial  e o êxito da Presidência Europeia, deram a  prova cabal do contributo que podemos prestar no sentido de se trabalhar para um mundo melhor.

    Para além do mais, Portugal tornou-se num país que previligia a paz, o entendimento entre organizações e países, e o povo português  está a contribuir com organizações e acções minimizadoras dos problemas dos povos e das sociedades. Organizações essas que se suplentam muitas vezes a si próprias, mercê das boas-vontades e da pertinácia afirmativa, já que os meios de que dispõem não são compativeis com os arrojados programas estabelecidos.

    Para que possamos continuar a credibilizar-nos como povo de boa-fé apostado na cooperação e no entendimento dos povos, falta-nos evoluir no desenvolvimento económico e na ascendência social. É esta a primeira aposta que deve mobilizar os nosso políticos e governantes. O centro do mundo já não nos foge, se continuarmos a dar provas do que somos capazes.
  

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ASTRONAUTAS DA ANTIGUIDADE

 

Falámos da herança. Encontra-se um número impressionante de relatos de intervenções celestes nos textos antigos, bíblicos, suméricos, egípcios, hindus, chineses e nas lendas e mitos dos mais diversos povos do mundo. E verificam-se muitas semelhanças, muitas concordâncias, entre essas tradições de visitantes vindos do céu, geralmente benfazejos. À ciência oficial apraz-lhe ignorar ou recusar, em bloco, toda essa massa de informações convergentes, atribuindo-as à efabulação ou a alucinações. Indiscutivelmente, exite conflito entre a ciência e a lenda. É, de facto, difícil confrontar conhecimentos científicos com recordações lendárias. Será uma banalidade, mas não poderemos deixar de repeti-la: "Não há fumo sem fogo...".
    Quanto a vestígios, por toda a parte do mundo se encontram monumentos, muitas vezes gigantescos, estelas, desenhos nos interiores das cavernas, nas rochas, que representam seres sobrenaturais com trajes diferentes, com capacetes munidos de antenas, com as suas máquinas, os seus carros voadores. Os arqueólogos não souberam, ou não quiseram, ver aí vestígios de visitantes extraterrestres. Não aceitam, por definição, nenhuma prova. Parafraseando um dito de espírito de Sax Rohmer, "se metêssemos todos os arqueólogos numa retorta e os destilássemos, não obteríamos uma gota de imaginação". Contrariamente, os defensores da astro-arqueologia, possuem um espírito mais aberto. Observando melhor esses vestígios, conseguiram descobrir neles restos técnicos de civilizações avançadas – ou de intervenções exteriores. Verificaram extraordinárias aproximações com a nossa actual tecnologia. Mais ainda, conseguiram construir um motor muito interessante a partir de uma gravura maia e criar inventos inspirados em textos bíblicos. Foram mais longe ainda, chegaram ao ponto de procurar vestígios de uma acção biológica dos visitantes extraterrestres para melhoria da espécie humana. Isto simplesmente porque os antigos astronautas teriam saboreado largamente as delícias do amor das filhas da Terra. O que, finalmente, faria de nós seus descendentes.
    Permanece nos monumentos, como nos mitos, um tal desfazamento em relação ao nível cultural da época em que tais monumentos foram erguidos e tais mitos foram criados, que a ideia de uma intervenção exterior não é de rejeitar à priori. Procurar imaginar para onde vamos sem saber de onde viémos, não tem sentido. E o estudo do nosso passado longínquo, revela-nos ainda, provavelmente, grandes surpresas. Há sábios que põem em pé de igualdade a nossa ignorância presente e a definição do impossível. Mas se pudermos determinar, por forma positiva, a realidade das visitas dos antigos astronautas, obteremos então resposta para um grande número de questões que ainda hoje a não têm.
    A própria ciência, por mais séria, não pode opôr-se a esta conclusão.

Da Lógica à teoria dos Antigos Astronautas

A asserção de de que a Terra foi visitada por seres inteligentes vindos de outras regiões do universo tem sido nos ultimos anos objecto de grande controvérsia, tendo o numero de publicações aumentado consideravelmente.
A reacção do grande público foi agradávelmente favorável, mas a de certos meios académicos e cientificos foi a maioria das vezes, negativa.
A história das ideias está cheia de casos semelhantes, em que o grande público, desejoso de quebrar barreiras das formas tradicionais do pensamento, abraça apressadamente novas concepções, enquanto a comunidade cientifica mostra um grau excessivo de conservadorismo e, consequentemente tenta abafar novos pontos de vista. Casos como os de Galileu, Kant, Darwin e Freud são alguns dos muitos que poderiam cita-se a este respeito. Em 1755 Kant conjecturou que a Via Lactea podia ser apenas uma parte insignificante de um vasto conjunto de "universos ilhas", de que certos objectos, classificados como nebulosas elipticas, eram outros componentes. Foram precisos quase duzentos anos para aceitar finalmente a hipótese kantiana. Sabemos hoje que a Andrómeda não é uma nebulosa, mas um verdadeiro "universo-ilha" a uma distancia de nós superior a dois milhoes de anos-luz. É possivel estabelecer a comparação entre a visão de Kant e a dos partidários das visitas de "astronautas" no passado loginquo. Ambas assentam na base especulativa, para a qual não dispomos à partida de confirmação empírica decisiva; O essencial, presentemente é submeter a teoria dos antigos astronautas à analise lógica, a fim de concluir quais as exactas implicações, quais os seus fundamentos, qual o seu valor lógico e como se adapta ao conjunto dos conhecimentos astronómicos que geralmente aceitamos.
A asserção fundamental da teoria dos antigos astronautas sustenta que a Terra foi visitada por habitantes de outros planetas, provavelmente situados fora do nosso sistema solar. Os factos e as teorias não pertencem ao mesmo plano de entendimento conceitual.Os factos são um estado de coisas ou acontecimentos particulares e especificos, no mundo espácio-temporal. São expressos por formulações que são verdadeiras ou falsas, consoante as mesmas correspondem ou não a acontecimentos reais.
As teorias cientificas devem obedecer a a exigencias estritas, sem as quais valerão apenas como exercicios de imaginação. As teorias que arrastam o espirito humano para vias que nos afastam radicalmente do mundo espacial  e temporal da nossa experiencia não são cientificas. Que um Deus omnipotente, bondoso e transcendente tenha ou não criado o universo, é um tema sobre o qual ciência deve abster-se, por mais que esta ideia empurre o espirito para além dos limites mais generosos do verificável.
Uma teoria deve anda estar em total acordo com o conjunto de acontecimentos aceites, ou pelo menos não esta em desacordo formal com as descobertas da ciência. Naturalmente existe em cada momento da historia da ciencia uma diversidade de teorias que procuram explicar o mesmo conjunto de fenómenos.
Voltando à questão dos antigos astronautas devemos examinar se tal teoria é admissivel ou não de acordo com os criterios da lógica. Considera a nossa teoria que o universo é povoado por mais de uma civilização galáctica, o que equivale a dizer que nós humanos não somos os unicos seres inteligentes no universo. Os cálculos astronómicos levam à conclusão de que não podemos estar em sozinhos no universo.
aceitação do principio cosmológico leva-nos a admitir a existencia de inúmeros mundos. O mesmo quanto ao aparecimento da vida em geral e da vida inteligente em particular. A ideia de que somos únicos, quer pela nossa posição, quer pela nossa natureza, não pode ter sentido dada a imensidade do universo e o postulado do principio cosmológico.
Civilizações semelhantes ou não à nossa devem estar espalhadas, não apenas por todo o nosso grupo galáctico local, mas também através do universo inteiro. Além disso, a idade do nosso sistema solar é apenas de quatro mil e setencentos milhões de anos. Estrelas com uma idade muito maior podem encontrar-se em aglomerações globulares e para o centro da galáxia. Consequentemente os países nessas regiões são muito mais velhos do que a Terra e toda a vida inteligente que aí exista deve já ter atingido niveis de apuramento social e tecnológico que não podemos mesmo conceber.
É cientificamente possivel atingir certas velocidades criticas, talvez acima dos duzentos e cinquenta mil quilómetros por segundo, onde o efeito da relatividade poderia começar a fazer-se sentir. O espaço achar-se-á então reduzido de uma forma significativa, o tempo será alterado por dilatação e a galáxia, senão todo o universo, estará ao alcance de astronautas cósmicos. Tendo isto presente, não podemos deixar de concluir que os contactos espaciais serão absolutamente correntes, e se aceitamos a evidencia estatistica da existencia de civilizações amis antigas, também não podemos deixar de concluir que esses contactos já devem ter sido muito frequentes. A oposição à teoria dos antigos astronautas resulta da incapacidade, para muitos de compreenderem o sinal dos tempos e de procederem ao ajustamento necessário do seu quadro de referencia conceitual.
Resta colocar uma ultima questão, talvez a mais dificil de ver respondida: a teoria dos antigos astronautas relaciona de uma maneira adequada um número suficiente de dados dificeis de compreender de outro modo.
É evidente que somos forçados a recorrer a diferentes explicações para os varios casos em que se julga termos contactado com os antigos astronautas, muitas delas às quais falta a coerencia e a universalidade.  Admitindo pelo contrário que estas antigas visitas do espaço aconteceram, tais casos tomam de repente uma consitencia sistematica e são vistos como manifestações de um único e mesmo facto pré-historico.
É certo que quanto se sabe, nunca foi encontrado um só elemento material de prova empirica, uma antiga astronave por exemplo, que confirmaria definitivamente a teoria. Se fosse encontrado um tal elemento de prova, nao falariamos de teoria mas de facto assente. Mas isto em nada altera a significação e probabilidade da teoria dos antigos astronautas. É possivel que esta só venha a ser confirmada daqui a muito tempo.
Apesar disso importante é esclarecer os espiritos e o pensamento, a fim de compreendermos exactamente o que a teoria das visitas no passado longiquo encerra e conseguir com ela uma maior compreensão do universo em geral e da Terra em particular. Uma compreensão do mundo mais verdadeira do mundo será apanágio de um futuro mais feliz.
 

SAIBA DISTINGUIR
MAGIA BRANCA DA MAGIA NEGRA

Os meus amigos - e não só - telefonam-me a perguntar se o que querem fazer é magia branca ou negra, com receio de fazerem algo errado, com consequências desastrosas. Tenho muito a agradecer aos mestres que tive, pois todos me ensinaram o melhor e a desviar-me de toda a magia negra, pensamentos negros e negativos. Devo-lhes quem sou e por isso não me importo de estar 2 a 4 horas a convencer pessoas a não praticarem o mal, já que as consequências são graves para quem o faz e a quem é dirigido.
    
   São muitas as pessoas que querem amarrar outra pessoa. E eu pergunto: é magia branca ou negra?. Claro que é magia negra. Amarrar uma pessoa a outra, não a deixando escolher a felicidade, a pessoa com quem quer viver, é de certeza magia negra. E eu pergunto: gostava de ser amarrada/o a uma pessoa que você conhece e que pelo desejo de posse (amor loucura) só para ele,, a amarrasse? Ninguém gosta de andar amarrado a outra pessoa, de quem não gosta para casar. Como amiga/o seria agradável, mas por artes diabólicas a pessoa sente-se presa, atraída e contrariada acaba por casar, deixar-se amarrar. Estes casamentos são normalmente infelizes, porque o sonho e o desejo era casar livremente com outra pessoa.
    Essa pessoa está fisicamente presa a quem não gosta, daí não serem felizes. Milhares de vezes, as que fizeram amarração se arrependem e quando querem voltar a trás corrigindo o erro não conseguem, porque existe a tal amarração que  dura para toda a vida e só mesmo um milagre a pode salvar, o que só é conseguido pelo pedido sincero a Deus. Jesus disse que teríamos de pagar por todo o mal que fizessemos  até ao último centimo.
    

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A Fisiologia Animal

 

Entre os seres vivos existem, inevitavelmente, situações fisiológicas quase comuns, em que apenas a anotomia faz a diferença. Também há sensibilidades diferentes e o ser humano é dos mais sensíveis, tanto mais sensivel quanto maior for o seu patamar civilizacional e social.
Todos os animais possuem defesas próprias e a sua robustez, dentro da sua constituição fisiológica. E também adaptações vivenciais dentro da sua natureza fisiológica. Os bovinos e os cavalos, habituados a terem o seu habitat inteiramente em campos de pastagens suportam – ainda que dolorosamente –, intempéries com temperaturas demasiado altas, bem como fortes geadas, a que o homem não sobreviveria.
Todavia, os hábitos vivenciais proporcionam aos humanos o suporte de intempéries algo drásticas. O homem primitivo – caso dos índios – não dispondo de habitação condigna, está adaptado às diferentes condições climatéricas e não se constipa com a facilidade daqueles que, inseridos na vida moderna, possuem habitações climatizadas e vestuário específico para cada estação do ano.
A natureza fisiológica faz também a diferença no que toca à alimentação. O animal humano consome vegetais mas não os converte em proteínas, como o fazem os ruminantes. Os animais carnívoros dispõem de capacidades próprias para neutralizarem a toxidade das carnes, por vezes putrefactas, a que o homem rapidamente sucumbiria. Entretanto, todos os animais – racionais e irracionais –  adoecem e necessitam de cuidados de saúde. A Medicina Veterinária é concebida para tratar os diferentes animais. Mas também aqui as sensibilidades têm a ver com as condições vivenciais. Um grupo de galinhas que vive ao ar livre e longe da contaminação por vírus, não necessita, sequer, de cuidados de saúde. Mas as que são produzidas em aviários e aí vivem em enorme densidade necessitam de ter, permanentemente, o veterinário junto de si. Ainda assim, ao mínimo descuido, pode sucumbir todo o aviário.
Ressalta aqui a vantagem das galinhas que vivem ao ar livre e sem o consumo de químicos, razão pela qual, quando são sacrificadas para a alimentação humana, os galináceos de aviário são preteridos em relação aos outros.
No nosso tempo não é possível ao homem isolar-se longe das selvas urbanas, para se proteger das viroses, porque tem de viver em comunidade e nos meios sociais, beneficiando das vantagens dessa vivência. Tem de unir esforços para as defesas colectivas e a possível vivência com saúde. E colocam-se-lhe permanentes desafios à defesa do seu organismo: quando se descobre o remédio para determinada doença, logo surge uma nova doença, obrigando os profissionais de saúde a uma permanente vigilância.
Não obstante as diferenças fisiológicas, os animais podem, em muitos casos, ser tratados pelos mesmos remédios destinados ao homem, quer em uso interno, quer externo.
Tenho também algo a dizer sobre os seres vivos do reino vegetal. As plantas alimentam-se pelas raízes, enquanto o homem tem de se alimentar pela boca. Mas existem necessidades comuns à sobrevivência quer das plantas, quer do homem: o ar, a água e o sol. Também as plantas necessitam de cuidados de saúde e de uma nutrição adequada. Tem de se realizar o combate às pragas e promover o seu equilíbrio fisiológico através das adequadas podas. E quando sofrem feridas, elas próprias se encarregam de as tapar, recorrendo à sua auto-regeneração. Nas pessoas, as feridas também podem ser resolvidas pela auto-regeneração mas, quando são profundas, podem conduzir à morte, acontecendo o mesmo com as plantas.
Compete ao Homem, enquanto ser racional, prestar auxílio a toda a Natureza – esse "Deus" que clama pela nossa protecção. Ela está na origem da existência dos seres vivos. Cuidando deles, o Homem está também a cuidar de si mesmo.
Achei por bem dissertar, sucintamente, sobre os seres que formam os dois reinos, para que não esqueçamos o que há de comum e de divergente. Nada que o leitor minimamente instruído não saiba; mas convém nunca nos dissociarmos da interdependência forçosamente relevante. Mas é da fisiologia humana que falamos e por aqui vamos caminhar.
Na fisiologia, enquadra-se frequentemente a componente anatómica, reveladora dos elementos do corpo humano – essa máquina prodigiosa e complexa, cuja essência da sua constituição morfológica não foi ainda identificada na totalidade pelas investigações. Dispenso-me de alusões técnicas e científicas, já que os leitores interessados encontrarão nas publicações próprias, essas sim, da autoria de insignes especialistas, as descrições concernentes.
O Homem está permanentemente exposto às mais amplas vulnerabilidades, que importa evitar, prevenindo-se. As pessoas que se gabam com exagerado auto-elogio de que não necessitam de tomar seja o que for, devem ter em conta dois princípios básicos: a realização periódica de exames clínicos e a prevenção. Muitas dessas pessoas que nunca foram ao médico e que estão de boa saúde, quando surge o primeiro problema, ele vem com extrema gravidade, ao ponto de não resistirem e deixarem o mundo dos vivos mais depressa do que as que exteriorizam permanentes queixas.
Bastam as adversidades do meio ambiente e o desgaste biológico resultante do decorrer da idade, para nos prevenirmos. Aliás, necessitamos de cuidados de saúde desde que nascemos até à idade mais avançada, seja aos 50 ou 100 anos. E nunca devemos desiludir-nos quando atingimos a chamada terceira idade, porque não raras vezes, pessoas com setenta anos, estão menos mal em relação a alguns jovens.
Fisiologicamente, devemos ter em constante vigilância toda a estrutura óssea, toda a parte mole, as artérias e as articulações (desenferrujadas), o sistema nervoso fortalecido e nunca debilitado, o coração de feição atlética, o aparelho gastrintestinal em regular funcionamento e sem mazelas, e o stress bem afastado. Dormir tanto quanto necessitamos é condição essencial. Convivermos e cultivarmos a boa disposição é outra meta que devemos ter em mira no dia-a-dia.

 

COLECÇÃO DE CONCHAS
  O Fascínio da enorme diversidade

atraentes. Foram encontradas algumas em túmulos de figuras proeminentes da antiguidade. Contemporaneamente, muitos são os coleccionadores que emchem gavetas com extraordinárias colecções de exemplares seleccionados - as mais perfeitas são as que são apanhadas com o animal vivo - e devidamente seleccionados.
     Os coleccionadores sabem da existência de exemplares raros. Alguns, como as cipreias, vivem nas profundezas do mar e só foi possível reuni-las, tirando-as da barriga dos tubarões. Como todas as raridades, essas têm maior valor e os coleccionadores têm de pagá-las pelo alto valor do mercado. Outras são tão acessiveis que apenas custam o trabalho da apanha. Mas quem pretenda ter uma colecção a sério tem de reunir exemplares de todo o mundo, capturar algumas e adquirir outras nas lojas de coleccionismo. Em muitos casos recorrem à permuta, processo este que exige menor investimento.
     Todos os coleccionadores adquirem livros especializados, escritos por bons cientistas. É que não basta juntar muitos exemplares, é necessário catalogá-los e seleccioná-los, sabendo-se que para cada colecção basta um exemplar de cada variedade.
     As conchas são designadas por famílias e cada família tem a sua diversidade. Entre os vários grupos designados sob o nome científico, apresentamos alguns: gasterópodes, bivalves, escafópodes, cefalópodes, anfineuros, etc. Algumas famílias  das  gasterópodes: pleurotomariidae, haliotidae, fissurellidae, patellidae, trochidae, turbinidae, neritidae, littorinidae, architectonicidae, turritellidae, cerithiidae, xenophoridae, strombidae, cypraeidae, ovulidae, cassididae, cymatiidae, bursidae, tonnidae, muricidae, buccinidae, fasciolariidae, olividae, mitridae, vasidae, terebridae, harpidae, marginellidae, volutidae e conidae
      Bivalves: arcidae, glycymeridae, mytilidae, pteriidae, pinnidae, spondylidae, pectinidae, limidae, ostreidae, chamidae, cardiidae, tridacnidae, mactridae, solenidae, tellinidae, donacidae, glossidae e veneridae.
      Escafópodes: dentaliidae.
      Cefalópodes:  nautillidae, argonautidae e spirulidae.
      Anfineuros:  chotonidae.
   
  No prosseguimento dos artigos que dedicaremos às conchas nos próximos numeros deste jornal iremos pormenorizar, um pouco, sobre cada família. Por agora terminaremos com algumas indicações aos coleccionadores que desejarem iniciar-se nesta aliciante e atraente  modalidade de coleccionismo.
  Muitas são as pessoas que no seu passeio pelas praias apanham conchas, muitas das quais já roladas que servem de ornamentação. Mas os verdadeiros coleccionadores optam por aquelas que são retiradas do fundo do mar ou que vêm nas redes dos pescadores, normalmente intactas, sem desgaste e no estado perfeito. Quando se reúne um número considerável começa a surgir a vontade de coleccionar, cujas diferentes cores e a beleza de cada uma servem de incentivo. Nesta fase nasce também o interesse em saber mais e mais: o nome, a cor, a classificação e a forma de as dispor e guardar. Uma cómoda com gavetas é o local mais apropriado. As gavetas devem ficar fechadas para preservar os exemplares da luz intensa e até do possível calor. Assim, as cores podem manter-se sem alterações.
      Quanto à classificação, as conchas têm um nome conhecido pelo povo, como sejam as ameijoas, os búzios, as harpas, os canivetes, os cones etc. Mas um coleccionador deve saber o nome científico, que é universal. Por exemplo, no que respeita às cipreias existe um vasto numero de diferenças e a cada uma deve dar-se o nome próprio. Há quem vá mais longe, colocando o nome do cientista que classificou cada espécie. É também boa regra do coleccionador dispor as conchas por espécie: cipreias no mesmo grupo, a mesma coisa para as olivas, cones, pectens, búzios, etc.
      continuação no próximo número

 

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Michael Jackson
DO MENINO PRODÍGIO AO HOMEM HUMANISTA

 Michael Jackson começou a sua carreira - veja-se o prodígio - com 5 anos de idade. Continua a ser um dos artistas mais famosos do mundo. Uma estrela a que muitos desejariam ter acesso, na galáxia em que vive, e não conseguem, tal a distância que o separa  dos seus admiradores.
     Mas é também pessoa de carne e osso, um ser humano, um cidadão do mundo terreno que tem alguns defeitos - como todos temos - mas também o seu lado humanista.
      Partindo do menino criança pertencente a uma família pobre com dificuldades de sobrevivência, Michael Jackson ganhou e ganha milhões de dólares, de tal forma que a abundância se tornou numa condição banal. Apesar disso tem noção das dificuldades que o mundo passa e dá o seu contributo.  E se as proeminentes figuras têm dificuldade em chegarem até si, ele relaciona-se, não raras vezes, com gente humilde, no seu manifesto sentimento de solidariedade. Tem contribuído na ajuda a muita gente necessitada, revelando com expressiva filantropia o seu lado humanista.
     Eis um pouco da vida e  do percurso artístico do aclamado Rei da Pop : 

   Michael Jackson (29 de agosto de 1958), é um músico norte-americano, actuante como cantor, compositor, produtor, director, dançarino e instrumentista que começou a carreira aos 5 anos de idade como líder vocal do grupo Jackson 5. Lançou a carreira solo no início dos Anos 70, ainda pela Motown, gravadora responsável pelo sucesso do grupo formado por ele e os irmãos. Em idade adulta, gravou o álbum mais vendido da história, Thriller; acumulou recordes e prêmios; e colocou um total de 20 canções no topo das paradas de sucesso.
   Nos anos 80, foi o criador de um estilo totalmente novo de dança, utilizando especialmente os pés. Nos anos 90 foi acusado de envolvência em escândalos de pedofilia. Interrompeu a carreira em duas ocasiões. Foi julgado e inocentado perante um júri popular.
   Michael é o sétimo de nove irmãos. A família inteira viveu numa pequena casa de dois quartos, e o pai sustentava a casa a duras penas trabalhando num moinho. Por vontade da mãe, mas contra o desejo do pai, as crianças tornaram-se Testemunhas de Jeová e passaram a praticar a evangelização de porta em porta.
  De acordo com as regras rígidas pelo pai, Joseph, as crianças eram mantidas trancadas em casa enquanto ele trabalhava até tarde da noite. Entretanto, as crianças escapavam frequentemente para as casas dos vizinhos, onde cantavam e faziam música. Os irmãos mais velhos mexiam na guitarra do pai  sem sua permissão enquanto ele estava no trabalho. Até que um dia Joseph tomou consciência do talento dos seus filhos e resolveu ganhar dinheiro com isso, e assim sair de Gary e ir para a Califórnia, para mais tarde serem contratados pela Motown.
Carreira solo
   Depois do inesperado sucesso do álbum Destiny, dos Jacksons, em 1978, Michael teve a oportunidade de retomar a carreira solo, que havia abandonado em 1975.Michael  tinha conquistado o respeito da Sony Music depois de compor e produzir sete canções para os Jacksons, entre elas "Shake Your Body (Down To The Ground)", que colocou o grupo de volta às listas dos mais vendidos nos Estados Unidos e no mundo.
    Michael começou a gravar Off The Wall durante a primavera americana de 1979, que causou furor entre o público e a imprensa especializada. 
O álbum mais vendido da história
   Depois de lançar mais um disco com os Jacksons em Setembro de 1980 e cumprir uma apertada agenda de divulgação que incluía especiais na rádio e uma sequência de 39 espectáculos pelos Estados Unidos, Michael tinha pouco tempo para gravar o álbum que sucederia Off The Wall. Ainda assim gravou um magnifico album: Thriller , sendo este  actualmente o álbum mais vendido da história.. Nos dois anos que se seguiram ao lançamento, o álbum foi a maior sensação da América, influênciando não somente a música, como também a dança, a moda e a televisão. 
'We Are The World' e o lançamento de 'Bad'
   Com o sucesso de Thriller, o interesse do público e da imprensa por Jackson era crescente. Tornaram-se notórios não somente os seus hábitos pouco usuais, mas também os trabalhos humanitários de Michael, especialmente em prol de crianças e adolescentes. Em maio de 1984, Jackson participou do lançamento de uma campanha contra as drogas na Casa Branca como convidado do presidente americano Ronald Reagan.
  Para gravar a canção, Quincy Jones convidou 44 celebridades da música e televisão, incluindo Cyndi Lauper, Diana Ross, Ray Charles e Stevie Wonder.  O projeto arrecadou 200 milhões de dólares para a luta contra a fome na Etiópia.
    Jackson lançou Bad em agosto de 1987, com dois anos de atraso. Não tão grandioso quanto Thriller, mas também um grande sucesso.
   Em 1990, durante o American Music Awards, Elizabeth Taylor discursava sobre a vida musical de Jackson quando finalizou: Em minha estima, ele (Michael Jackson) é o único que pode receber o título de Rei do Pop. Desde então o público e a imprensa  refere-se a Michael Jackson como "Rei do Pop".

'Invincible' e a saída da Sony Music
   Em 2000, Jackson recebeu o título de "Cantor do Milênio" durante o XI World Music Awards, realizado no  Mónaco. Na ocasião foram exaltadas vendas de mais de 200 milhões de álbuns durante a carreira de 29 anos.
   Em setembro de 2001, Michael Jackson promoveu dois concertos com lotação esgotada no Madison Square Garden, em Nova York, para celebrar 30 anos de carreira solo. Foi a primeira vez, em 20 anos, que o grupo  Jacksons Five voltou a  reunir-se no palco. Juntos cantaram grandes sucessos, como "I'll Be There", "Can You Feel It" e "I Want You Back".

Casamento secreto
  De acordo com o tablóide sensacionalista "National Enquirer", Michael casou-se em segredo com a ama dos seus filhos, de nome Grace. O casamento realizou-se na cidade americana de Las Vegas.  Segundo consta Grace foi uma das poucas pessoas que ficou ao lado dele enquanto passava por todos os problemas que o afectaram. Se for confirmado, este será o seu 3º matrimónio.

     Como atrás foi dito, Michael participou activamente numa campanha contra as drogas, na luta contra a fome na Etiópia e em muitos outros eventos de solidariedade. Certamente que não ficará por aqui. É bom ter-se conhecimento deste lado bom de uma pessoa que também quer um mundo melhor e que luta por ele,  promovendo e dignificando o Homem.
 

Pintores deficientes

A Associação dos Pintores com a Boca e os Pés, fundada em 1956 por Erich Stegmann, tem providenciado, por mais de 49 anos, uma vida independente para artistas que não têm o uso de suas mãos.
Todos os membros dessa sociedade internacional são incapacitados de pintar usando suas mãos, e todos são beneficiados com a satisfação em poder ganhar o seu próprio sustento, independentes da caridade alheia. Uma vez tornados sócios o seu trabalho deve ser de um padrão que possa competir em estética e base comercial com os trabalhos de artistas convencionais. É-lhes garantida uma renda substancial por toda a vida, mesmo se forem incapacitados de continuar a pintar. Tal sustento é providenciado através da renda derivada da venda dos seus trabalhos: cartões, calendários e outros.

Os artistas associados recusam a caridade, preferindo reter o seu respeito próprio competindo em termos iguais com artistas normais; eles fazem de tudo para assegurar que a sua Associação seja entendida como um trabalho, um negócio, e que não seja confundida com entidades filantrópicas, colorindo assim a apreciação pela sua arte por sentimento.

A renda das vendas também prevê bolsas para pintores com a boca ou com os pés, que não podem atingir os padrões exigidos de um " membro", de modo a desenvolver e encorajar as suas capacidades. Além disso, são feitas subvenções para equipamentos especiais e tratamento em algumas circunstâncias.
A Associação conta com mais de 500 membros em mais de 60 países, e não faz distinção alguma entre nacionalidade, raça e crença.
O sucesso das vendas destes produtos num mercado altamente competitivo, ajuda a assegurar aos artistas um estilo de vida independente que realça a atividade do seu trabalho criativo, livre de preocupação financeira. Para esse fim, os artistas possuem sua própria empresa de edição, ou indicam editores para produzir, distribuir e vender os produtos característicos de seu trabalho.
Para serem reproduzidos, os trabalhos são inteiramente selecionados com base no potencial de vendas artístico, e não nas necessidades dos artistas.

Idosos do amanhã

António Jorge Lé - Jornalista

 

Cada vez mais a sociedade está preocupada com o correr dos dias a uma velocidade estonteante, sendo a carreira e o sucesso profissionais muito importantes. Os filhos vão crescendo, os amigos são de circunstância e de interesse, e a vida vale pelo que tem no dinheiro - a aquisição de prazer, de consumos excessivos e de riquezas extravagantes. Quem ganha acima da média vê o mundo normalmente assim.
O dinheiro gasta-se, dado o leque de opções que o mercado consumidor oferece, e o apego familiar, porque não há tempo, passa ao lado do que outrora fazia a lógica. A velhice é um assunto resolvido: um lar.
Agora temos de pensar: Portugal é um país pobre, que se vai queixando que pode não haver dinheiro para as pensões, e já se sabe que tudo o que é bom custa dinheiro, como por exemplo a saúde privada e noutros acompanhamentos necessários à terceira idade e que são muitas vezes negados a quem trabalhou uma vida.
A injustiça também passa por aí, tema aliás que o Papa reservou para esta Quaresma quando aborda a pobreza.
Ora vamos metendo as barbas de molho, pois o futuro dos que hoje trabalham pode não ser o esperado.Isto para já não falar dos que tristemente estão já no desemprego...
Esta é uma reflexão que faz sentido. Não acham?

publicado por promover e dignificar às 10:50

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