Quinta-feira, 24 de Abril de 2008

Pagina 15

Adivinhação Pirofantástica!

Efeito: Mostram-se as cartas de um baralho por ambos os lados. Baralham-se as cartas e coloca-se o baralho sobre a mesa. Pega-se em seguida, numa folha de jornal, a qual se divide em duas metades. Pede-se a um espectador que indique uma das metades da folha de jornal.
Com a folha de jornal fazemos então uma bola que lançamos para a plateia estando nós virados para o publico. Ao espectador onde essa bola for cair pede-se que diga um algarismo de 1 a 9.
Suponhamos que esse espectador diz o alagrismo 5. Tiramos então cartas do baralho a começar pela parte de cima e, mostramos a quinta carta. Suponhamos que era um 7. Não interessam os naipes, apenas o valor da carta.
Pegamos entao na outra metade da folha de papel que deixámos sobre a mesa e após ter acendido um fosforo, aproximamo-lo do centro da referida folha.  O verá que o papel começa a arder e, pouco a pouco, o lume desenha o algarismo sete, correspondente à carta escolhida!

Explicação: As nove primeiras cartas do baralho, a contar de cima são todas iguais. Isto é, todas ases, todos reis, etc. Não interessam os naipes, somente o valor das cartas.
Para isso é necessário três baralhos de cartas; mas utilizamos só um, claro. Numa sessão far-se-à com nove ases, noutra com nove reis, etc. Numa das metades da folha escrevemos o algarismo que vai ser forçado. No exemplo referido será o sete. Para isso utilizamos uma solução aquosa de nitrato de sodio.


ILUSIONISMO

 

Efeito: Apresentamos um baralho de cartas a um espectador e pedimos-lhe que tire 3 cartas e as ponha de face para baixo na mesa.
Dando o valor de 11 ao Às, 10 às 3 figuras (dama, valete e rei) e tendo as outras o seu valor real, pedimos para colocar sobre cada carta um numerp de cartas igual à diferença entre 15 e o valor da carta em questão. Assim, sobre um oito colocará 7 cartas (15-8=7); sobre uma dama colocará 5 cartas (15-10=5); sobre um Às  colocará 4 (15-11=4), etc.
Feito isto pedimos que nos sejam dadasas cartas que restaram.
Passamos uma a uma, fixando-as com atenção mas rapidamente, e por fim, dizemos o numero total de pontos das 3 cartas escolhidas pelo espectador.
Explicação: Contamos o numero de cartas restantes e diminuimos 4 unidades. O resultado final dá-nos o numero total de pontos das 3 cartas escolhidas.
Quando passamos uma a uma, como que a fixá-las, é só para iludir, pois o que pretendemos é realmente contá-las. Neste efeito mágico empregamos um baralho de 52 cartas.

 

Previsão Incrivel


Efeito: Damos a uma pessoa da assistência um sobrescrito fechado onde, dizemos, está escrita uma previsão.
Pedimos a um espectador para dizer um número entre 10 e 20. Pegamos num baralho e, após o baralharmos contamos tantas cartas como o número citado.
Tomamos este macete e pomos as restantes cartas de parte. Pedimos, então, para somar os dois algarismos que constituem o número escolhido.
Contamos em seguida tantas cartas quanto o resultado da adição. A ultima carta é posta de parte com o dorso para cima. Pedimos, nesta altura, à pessoaque tem o sobescrito para abri-lo e ler a previsão que lá está escrita. Voltamos então a carta.
Com surpresa geral a previsão está certa!
Explicação: Pomos a carta que corresponde à previsão em 10º lugar a partir de cima do baralho.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Contamos tantas cartas quanto o número escolhido pelo espectador. Suponhamos 15.
A soma dos dois algarismos dá 6. (1+5=6)
Contamos agora seis cartas de baixo para cima. A 6a carta é posta de parte. É esta a previsão.
Nota: Quando baralhamos as cartas, fazemo-lo de tal maneira que as 10 primeiras não saiam do seu lugar.

 

Poesia

ANTÓNIO ALEIXO

 

Considerado um dos poetas populares algarvios de maior relevo, famoso pela sua ironia e pela crítica social sempre presente nos seus versos, António Aleixo também é recordado por ter sido simples, humilde e semi-analfabeto, e ainda assim ter deixado como legado uma obra poética singular no panorama literário português da primeira metade do século XX.
No emaranhado de uma vida recheada de pobreza, mudanças de emprego, imigração, tragédias familiares e doenças, na sua figura de homem humilde e simples, havia o perfil de uma personalidade rica, vincada e conhecedora das diversas realidades da cultura e sociedade do seu tempo. Do seu percurso de vida fazem parte profissões como tecelão, guarda de polícia e servente de pedreiro, trabalho este que, como imigrante foi exercido em França.
De regresso ao seu país natal, restabeleceu-se novamente em Loulé, onde passou a vender cautelas e a cantar as suas produções pelas feiras portuguesas, actividades que se juntaram às suas muitas profissões e que lhe renderia a alcunha de "poeta-cauteleiro". Faleceu com tuberculose, em 16 de Novembro de 1949, doença que tempos antes havia também vitimado uma de suas filhas.

 

Forçam-me, mesmo velhote,
de vez em quando, a beijar
a mão que brande o chicote
que tanto me faz penar.   
  
Porque o mundo me empurrou,
caí na lama, e então
tomei-lhe a cor, mas não sou
a lama que muitos são.
Eu não tenho vistas largas,
nem grande sabedoria,
mas dão-me as horas amargas
lições de filosofia.   
  
À guerra não ligues meia,
porque alguns grandes da terra,
vendo a guerra em terra alheia,
não querem que acabe a guerra
Vós que lá do vosso império
prometeis um mundo novo,
calai-vos, que pode o povo
qu'rer um mundo novo a sério.   
  
Que importa perder a vida
em luta contra a traição,
se a Razão mesmo vencida,
não deixa de ser Razão?
P'ra mentira ser segura
e atingir profundidade,
tem que trazer à mistura
qualquer coisa de verdade.   
  
Sei que pareço um ladrão...
mas há muitos que eu conheço
que, não parecendo o que são,
são aquilo que eu pareço.
Enquanto o homem pensar
que vale mais que outro homem,
são como os cães a ladrar,
não deixam comer, nem comem.   
  
Eu já não sei o que faça
p'ra juntar algum dinheiro;
se se vendesse a desgraça
já hoje eu era banqueiro.
A vida na grande terra
corrompe a humanidade.
Entre a cidade e a serra
prefiro a serra à cidade.   
O mundo só pode ser
melhor do que até aqui,
- quando consigas fazer
mais p'los outros que por ti!
Eu não sei porque razão
certos homens, a meu ver,
quanto mais pequenos são
maiores querem parecer.   
  
Bate a fome à porta deles
e é lá mais mal recebida
do que na casa daqueles
que a sofreram toda a vida.
Uma mosca sem valor
poisa, c'o a mesma alegria,
na careca de um doutor
como em qualquer porcaria.  
  
Para não fazeres ofensas
e teres dias felizes,
não digas tudo o que pensas,
mas pensa tudo o que dizes.
Num arranco de loucura,
filha desta confusão,
vai todo o mundo à procura
daquilo que tem à mão.   
  
Vinho que vai para vinagre
não retrocede o caminho;
só por obra de milagre,
pode de novo ser vinho.
Entre leigos ou letrados,
fala só de vez em quando,
que nós, às vezes, calados,
dizemos mais que falando.  

publicado por promover e dignificar às 12:16

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