Quinta-feira, 24 de Abril de 2008

Pagina 11

CONCHAS DE COLECÇÃO
O FASCÍNIO DE ENORME DIVERSIDADE

 

      GASTERÓPODES

       Família Cypraeidae
        São inquestionavelmente as conchas mais coleccionadas do público em geral e pelos amantes da conqueologia. Tal se deve à sua forma típica, ao seu brilho natural e à variedade de cor e desenhos. Em Inglaterra  chamam-lhe "Cowrie", palavra que deriva  de Caurim, o nome dado  às cypraeas que serviam de moeda na Polinésia. Os franceses chamam-lhe "Porcelaines", devido à sua textura e brilho que as assemelha às belas e finas peças de porcelana feitas pelos mestres profissionais.
    As Cypraeas são muito variáveis, quer em tamanho quer em padrão, sendo no entanto inconfundível a sua forma exterior. Ao contrário de outros gasterópodes e no que diz respeito à própria concha, esta é como que enrolada sobre si mesma  dando um aspecto arredondado desta família. A abertura é estreita e dentada, não possuindo opérculo. As dimensões variam entre os sete e os cento e cinquenta milímetros. O seu extraordinário brilho  é devido à acção do manto carnudo que envolve a concha na sua dimensão externa. Este manto faz parte integrante do molusco e é recolhido sempre que o animal é perturbado. Geralmente têm uma marca dorsal, no sentido horiziontal, o ponto onde se encontram as duas partes do manto .
     A família das cypraeas tem cerca de 190 espécies, distribuídas por quase todos os mares, sendo no entanto no Indo-Pacífico que habitam a esmagadora das espécies. No que respeita à alimentação, elas são herbívoras, havendo entretanto algumas espécies  que se alimentam de pólipos de coral e de gorgónias.

      Família Pleurotomaridae
     Esta família de conchas faz lembrar os turbantes dos turcos e os topos dos miranetes. Pertence ao grupo que integra os moluscos mais antigos do ponto de vista evolutivo. São geralmente grandes e médias, cónicas, com um rasgo que começa a meio do lábio acabando um pouco mais atrás na última volta, facto que distingue esta família de qualquer outra, com a concha a apresentar aspecto insólito. A coloração das espécies tem por base o amarelo com manchas que vão do ocre ao laranja.
     Esta família tem poucas espécies a representá-la, estando todas elas distribuídas pela parte ocidental  do Oceano Atlântico, África do Sul e Japão, vivendo surpreendemente a profundidades entre os 100 e os 400 metros. Quanto aos seus hábitos alimentares, pouco se conhece.
    
     Família Haliotidae
     Esta família possui conchas arredondadas com uma espira baixa. A última volta tem uma fila de orifícios junto da margem que vão diminuindo de diâmetro a partir do lábio, até ficarem completamente fechados junto ao apex. É através deles - e quando em vida do animal - que saem os órgãos sensoriais em forma de tentáculo. Não possuem opérculo.
    Esta família tem aproximadamente 100 espécies distribuídas por todos os mares, com maior predominância nas costas da Califórnia, Japão e Austrália. Os animais vivem em águas baixas, agarrados às rochas e alimentam-se de algas. Em certos países são apreciados como um extraordinário petisco.

     Família Fissurelidae
     Estas conchas são cónicas, de base elíptica, podendo ter um orifício  no apex ou um rasgo no lábio. A superfície exterior é lisa ou de relevo finamente reticulado, com uma coloração  variável entre o branco e o castanho escuro. O interior da concha é, em geral, do tipo porcelânico. Não possui opérculo.
     Vivem nas zonas entre as marés de quase todos os mares, agarradas às rochas e alimentando-se de algas. Esta família tem cerca de 500 espécies.

     Família Patellidae
     Trata-se de conchas de forma cónica achatada, com a base geralmente elíptica, fazendo lembrar os chapéus típicos dos chineses, e de dimensões variáveis. A superfície exterior é lisa ou com pequenas estrias, sendo o interior  de cor clara e ligeiramente nacarado. Não têm opérculo.
     Vivem nas zonas inter-marés, fortemente agarradas às rochas e alimentam-se de algas. Encontram-se em quase todos os oceanos do mundo.
                                     Continua no próximo número
         

A JUSTIÇA E A PROMOÇÃO E DIGNIFICAÇÃO DO HOMEM

    

É frequente fazer-se referência ao mau funcionamento do sistema de justiça no nosso país. Aos processos que se alongam no tempo, aos casos que expiram devido ao arrastamento e à demora da resolução. Os Órgãos de Justiça defendem-se referindo o excesso de processos nos tribunais e os escassos meios para os resolver.
Para responder à pendência de tantos processos alteram-se códigos, reformulam-se leis. Inclusivamente, na sede de resolver rapidamente todos os litígios, permitem-se verdadeiras aberrações, como é o admitido recentemente "divórcio na hora pela Internet".
Qualquer desentendimento pode agora deflagrar num divórcio rápido e indolor, que deixa dúvidas quanto à tomada de consciência do casal. Os intervenientes nem têm tempo de se aperceber do início do processo e já este é dado por concluído com um simples "click" – o divórcio dá-se entre 4 e 20 minutos.
O facto de muitas vezes se dificultarem processos como é o caso do divórcio, tem o intuito de fazer as partes repensar e ponderar as razões que os levam aos tribunais. Para além do facto de eventualmente poder haver filhos e de serem quase sempre estes os maiores lesados. O "divórcio pela Internet" não tem minimamente em consideração a protecção destes, pois nem sequer é sugerido que a união seja reconsiderada, nem que as razões sejam avaliadas de forma alguma.

A alegada modernidade e destas normas é bastante discutível. Seria de louvar que a rapidez de resposta e resolução de conflitos aumentasse mas se continuasse a garantir o pleno respeito pelos direitos e deveres dos cidadãos. Este é somente um exemplo de como, ao baixar a fasquia em questões essenciais, como é o casamento, por questões de "celeridade processual", se corre o risco de se perder a credibilidade da própria justiça.
Compete ao Estado garantir também, a par da rapidez de resposta aos processos e do livre acesso à justiça pelos cidadãos, que as condições mínimas de dignidade e promoção humana sejam respeitadas a todos os níveis.
Não se pode dizer que todos os Estados cumpram na perfeição os seus deveres. O acesso a um ensino de qualidade, a serviços de saúde dignos, ao emprego, são prioridades que não podem ser esquecidas, pois a dignidade dos cidadãos depende delas. São bens essenciais.

Não se tratam de opções politicas que este ou aquele governo decide implementar, tal como se faz parecer. São direitos fundamentais dos cidadãos, consagrados na Constituição, cabendo-nos a nós legitimamente reivindicá-los, quanto mais não seja através do direito de voto.
O respeito pela dignidade humana tem de ser imposto em todas as suas vertentes, pois é visível que a falta de condições sociais e educacionais mínimas conduz à pobreza e propicia o crime e a injustiça. Cai-se num ciclo interminável.

A Justiça, a Promoção e a Dignificação do Homem são conceitos inseparáveis. A Justiça promove o Homem, dignificando-o. Mas a promoção do homem e a sua dignificação não se esgotam no cumprimento da Justiça.
A evolução da humanidade não depende só do facto de se verificarem determinados conceitos ou princípios, como a liberdade, a justiça, a igualdade. Estes são direitos fundamentais que constituem a base e cuja garantia deveria ser a prioridade de todos os Governos.

O Homem promove-se e dignifica-se também através do conhecimento, da relação com o outro, da cultura, da possibilidade de desenvolver todas as suas potencialidades intelectuais e morais. Da sua própria humanização e crescente vontade de ser mais e melhor. E estas, apesar de dependerem em primeira instância dos esforços governamentais para aumentarem as condições de vida mínimas dos cidadãos, não decorrem só da competência destes. Dependem também de cada um e da sua vontade de se promover e dignificar. E do altruísmo e da boa vontade em estender esta possibilidade a outros homens.
                                                               *Jornalista e estudante de Direito

publicado por promover e dignificar às 12:49

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