Terça-feira, 3 de Junho de 2008

Pagina 12

LISBOA 

Requalificação adiada

 

Alertas ao Presidente da Câmara 

No mundo conturbado em que vivemos está, felizmente, a formar-se uma mentalidade favorável a princípios de generosidade e solidariedade que se expande por muitas e variadas actividades, mormente políticas, económicas e culturais.

Os exemplos vêem principalmente das Organizações não governamentais, com especial relevo para as fundações, criadas e legadas por detentores de enormes fortunas ou de grandes empresas.
A Solidariedade está expressa na nossa Constituição, faz parte da filosofia politica de todos os partidos e está institucionalizada no Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social. A solidariedade é, pois, um imperativo social e nacional. Impõe-se, portanto, exercê-la. Não sendo os meios disponíveis suficientes para acorrer a todas as situações de carência, torna-se necessário saber a quem se deve dar a primazia, numa profícua acção de solidariedade.

Quanto a nós, achamos que o Governo e as Câmaras Municipais, neste caso a de Lisboa, deveriam dedicar especial atenção àqueles, que por deficiências físicas ou mentais, se vêem forçados a esmolar para poderem sobreviver!

Que dizer das duas dezenas de invisuais que percorrem diariamente, o Metropolitano pedindo "uma moedinha" e outros deficientes que expõem na rua as suas deformações, sujeitos ao sol ou à chuva, para recolher algum dinheiro e fazer face à vida, cada vez mais difícil para quem é pobre? 

Parece-nos ser uma obrigação olhar para estas situações de forma realística, procurando recuperá-los para a sociedade, nos casos em que tal seja possível, ou atribuir-lhes os meios necessários para atenuar as dificuldades sentidas por eles e respectivas famílias.

Impõe-se fazer um levantamento destas situações, estudá-las e resolver caso a caso, de forma a terminar com esta página negra do Governo e da Autarquia, tanto mais que no Orçamento geral do Estado estão inscritas verbas no valor de 370 milhões de euros para "estudos, pareceres, projectos e consultadorias", por vezes de resultados duvidosos! Não haverá dois ou três milhões para resolver tão vergonhosas situações, que levam os turistas a fazerem comentários desagradáveis e fotografá-las, para exibir o que não deveria ser visto numa capital da União Europeia?

Aqui fica o nosso apelo. Oxalá seja atendido. José Proença

 

FUNDAÇÃO CHAMPALIMAUD
DÁ VISÃO NA ÁSIA

 

Champalimaud, tendo falecido quase cego e sentindo quanto a visão faz falta, criou a Fundação com o seu nome,  nomeando a médica Leonor Beleza para presidente. Certamente que todos os deficientes visuais agradeceram o gesto do antigo empresário, já falecido e que com a criação da Fundação deixa, para sempre, o seu nome ligado à medicina oftalmológica.
     Um pouco por todo o mundo morrem pessoas, não sempre pela falta de assistência médica, mas também pela inexistência  de meios económicos e de equipamentos. Outras continuam a viver mas sem resolverem os seus problemas de saúde, como é o caso da falta parcial ou total da visão.
     Na India existem excelentes profissonais na medicina oftálmica, mas faltam-lhe os meios necessários para realizarem as recuperações de que são capazes. Leonor Beleza não está com meias medidas e coloca à disposição desses técnicos a bonita quantia de um milhão de euros. A India com mais cegos no mundo, é também dos países  de maior expansão demográfica; necessita mostrar ao mundo que pode sair desta situação e está a realizar um trabalho exemplar. A recuperação da vista de Partha Saradhi, importante figura nos negócios da bolsa e que depois de ter sofrido um atentado e ficar completamente cego, com o uso de células estaminais conseguiu a regeneração da córnea, surgiu como um feito admirável.
     Este processo de uso de células estaminais  na India para reverter a cegueira, pelo que tem de pioneiro, está a ser acompanhado por especialistas de vários pontos do mundo. Tal facto não ficou despercebido à sensibilidade da presidente da Fundação Champalimaud. Leonor Beleza, sempre disposta a investir na inovação científica na área da visão no sentido de poder ajudar a curar muitos cegos, mais carenciados e desprotegidos nos países subdesenvolvido já em 2006 concedeu a um projecto indiano na área da visão uma ajuda no valor de um milhão de euros, voltando recentemente a investir naquele país outro milhão de  para a dinamização do centro  LV Prasad, que se comprometeu a actuar em outras zonas da Ásia e de África  no combate à cegueira.
     Com este apoio da fundação portuguesa  foi criado o Champaliamaud Translational Center for Eye Research, que já dispõe de  sete cientistas  e mais de trinta oftalmologistas nas ocupações hospitalares, pelo que um maior numero de cegos pode ter assistência e até pode voltar a ver, o que não seria possível sem os meios financeiros disponibilizados; permitiu a aquisição de equipamentos modernos  para a formação da única equipa do mundo  a fazer o rastreio genético e vir a resolver algumas situações de consanguinidade, tradicionalmente frequente no casamento entre membros das famílias e a que se deve a transmissão do gene do glaucoma.
      Com o C-TRACER a funcionar outros progressos serão registados no futuro próximo, com elevado mérito para a Fundação Champalimaud e a sua Presidente. Tentámos saber mais pormenores sobre o funcionamento  e actuação desta fundação, o que a conseguirmos ter-nos-ia permitido ser mais esclarecedores, mas não encontramos a desejada e atempada  disponibilidade. Todavia, o que conseguimos saber é motivo para deixar os portugueses satisfeitos e enobrecidos com a participação do nosso país no combate e  na resolução de problemas que se colocam no mundo, porque também fazemos parte dele.

publicado por promover e dignificar às 10:51

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