Segunda-feira, 12 de Janeiro de 2009

Valdemiro E.Sousa

 

 

 Valdemiro E. Sousa 

 

 

 

 

 

VALDEMIRO E. SOUSA

Fundador e Presidente da Direcção da APPDH - Associação Portuguesa para a Promoção e Dignificação do Homem, Valdemiro E. Sousa é também director do jornal "O Estafeta". Organizador desta Sessão de Conferências, falou-nos da Segurarança e Prevenção dos Crimes e do outro lado da Pobreza, além de deixar uma mesagem ao novo Presidente dos EUA. Na sua óptica não basta falar dos problemas mas também das formas de os resolver, tendo deixado, através do seu tema, várias e válidas sugestões a quem de direito.

 

 

 

Ao iniciar a sua intervenção, este orador começou por aludir aos protestos a decorrer na Grécia, dizendo:

Começo por dirigir, desta sessão de conferências, um pedido e um apelo aos grupos que na Grécia estão envolvidos na destruição de património e de bens vários.

Estes grupos podem ter razão para protestarem e expressarem o seu descontentamento, mas façam isso de forma ordeira e apresentem projectos e soluções para ajudarem a resolver a crise, sejam cooperantes.

Lembrem-se de que envolvidos em acções destrutivas estão a tornar mais vulnerável a situação económica e social, o inverso do que devem fazer. E se todos pretendemos uma vida melhor para nós e para o mundo, só podemos ajudar a edificar as estruturas e o estatuto social. Se os bons exemplos resultam na melhor forma de educar, com os seus actos de força estão a estender um rastilho que invade outros países, portanto, um mau exemplo.

Repito, apresentem ideias, projectos e soluções, ajudem a melhorar as vossas condições de vida e as dos outros. Sigam a linha de rumo desta Associação, Promovendo e Dignificando, sempre pacificamente.

 

Tema da Conferência:

 

 

SEGURANÇA E A PREVENÇÃO DOS CRIMES

.

 

 

 

 

 

 

 

No folguedo cruel da instabilidade envolvendo criminosos, as leis afectas à ordem pública e às autoridades do Estado, os atentados à integridade física dos cidadãos e dos seus bens assumem ocorrências endémicas e de crescente polarização, enquanto se ignoram muitas das origens e das causas. Estas deviam ter prioridade no combate ao crime. Ao invés, as armas falam mais alto num palco de cenas delirantes, ignorando-se os povos famintos. Como nas guerras com crescente poder bélico, a descrição que me ocorre é esta: malditos os que ganham, desgraçados os que perdem!... Os que perdem ficam desgraçados e inferiorizados; os que ganham, ganham o quê? A bandeira da barbaridade e alimento para a inclemência com o sangue derramado de outros?...

 

No estado em que este nosso mundo vive, na guerra como no combate ao crime, muitos são os indivíduos com pretensões a feitos e a eloquências sem reflectirem na condição humana. Quem tem o poder de mandar encontra apoio e consistência nas opções de que dispõe: a declaração de defesa ou de ataque. Invertem-se os valores cívicos, morais e sociais, quando a violência serve para sustentar o argumento da defesa nacional ou da ordem pública, pela moral que se transmite e se assimila na imoralidade.

 

Por esse mundo fora, através das televisões e de toda a comunicação social, é-nos dado a conhecer o terror que grassa em função das guerras entre Estados, e a outra guerra que se move contra o terrorismo e a criminalidade em geral. A indigência pela falta de meios de sobrevivência é uma das causas da criminalidade. Neste aspecto e como exemplo, aludirei ao conhecimento que temos do que se passa no Brasil - uma ilustração de si bem representativa. As favelas mostram-nos a pecha social de onde emana o crime avassalador. Mulheres jovens do interior deslocam-se para as cidades onde a garantia de uma vivência digna não existe e só lhes resta venderem o seu corpo como única forma de sobrevivência; a justiça paralela dispõe de bolsas de jagunços à espera de alguém que lhes pague para assassinarem seja quem for. Muitas das vítimas são pessoas íntegras na sua postura cumpridora das leis e do respeito pelo próximo; alguns ricos usam as estradas do ar para chegarem de helicóptero ao seu local de trabalho; em cada esquina espreita o assalto e a agressão física. Que sociedade é esta em que já se provou que a repressão como única forma de combate à criminalidade não resulta?

 

Dentro dos princípios por que a APPDH se rege, a via para a redução das acções criminosas só pode passar pela assistência às populações necessitadas, quer em meios materiais e sociais, quer pela sensibilização. Aqui as polícias terão em primeiro lugar a missão de acompanhamento das equipas que com fins nobres se ocupem destas causas, para velarem pela segurança, mas sem apresentarem as armas em posição de fogo, antes demonstrando postura pacifica e cooperante. As equipas a que faço alusão devem ser compostas por estrategas na recuperação económica e social, assistentes sociais e por psicólogos, em que se devem integrar representantes do governo, para elaborarem o indispensável inventário das necessidades emergentes, com resposta se não de imediato, no mais curto espaço de tempo possível.

 

Acontecerá inevitavelmente existirem indivíduos que, comprometidos com a chefia da criminalidade e dos guetos, não adiram a estas campanhas, porque só a desordem lhes interessa. Estes sim, devem ter a polícia atrás de si e responderem pelos seus actos. Os resultados positivos acontecerão com a participação das populações, uma vez passarem a desfrutar de uma vida mais dignificante e sem necessidade de se ligarem às chefias criminosas.

 

A par destes programas de assistência e reabilitação, a governação deve criar condições de fixação das populações no interior com programas de desenvolvimento e da criação de emprego. O território brasileiro tem desmesuradas aptidões agrícolas e na época em que vivemos - e devido ao crescente aumento de consumo dos biocombustiveis -, toda a produção de cereais e de oleaginosas têm mercado assegurado e a preços mais compensadores. Nunca se proporcionaram tão promissoras condições para o incremento das actividades agrícolas e do desenvolvimento do interior, seja no Brasil seja em qualquer país com condições e tradições agrícolas. Como todos sabemos as actividades agro-pecuárias estão na primeira linha do desenvolvimento e dos recursos humanos. Um país sem agricultura é sempre um país pobre.Também devem ser implementadas campanhas de constituição de pequenos e médios empresários, face às descomunais possibilidades que o território oferece, sendo imperioso excluir a indigência com uma política assistencial e de sensibilização.

 

Genericamente, os consumidores de drogas devem ser retirados das ruas e de outros locais logísticos para serem tratados em clínicas e recuperados. A prostituição deverá ser drasticamente reduzida mediante a implementação de condições de vida para as mulheres que vendem o seu corpo como único meio de subsistência. Aos sem-abrigo deve proporcionarse-lhes emprego para que estejam ocupados e ganhem o seu próprio sustento. Os desprovidos de capacidades físicas para o trabalho devem ser alojados em estabelecimentos assistências, estatais ou privados. A pobreza extrema deve ser contemplada com meios de uma sobrevivência digna. O Estado social deve demonstrar que toda a pessoa é gente, com o direito de viver dignamente.

 

Chegados a este ponto estou a ouvir vozes discordantes, que me dizem: "Onde vamos buscar tanto dinheiro para contemplar todas estas acções?" A resposta é óbvia e concludente. E quanto custam as acções repressivas e o flagelo social? E os encargos com as prisões e o aumento de processos criminais? E os danos causados por furtos - Companhias de Seguro incluídas - e pela violência atroz?

 

No entanto, todos compreendemos que as capacidades financeiras não dispõem, no imediato, de meios suficientes para o arrepiar caminho nem para alterar as estruturas da justiça no curto prazo. Tudo tem de ser feito com o devido peso e medida. Os programas que sugiro devem ser objecto de estudos e envolver os países mais ricos, com dotações para o efeito. Se o exemplo é a melhor forma de educar e corrigir, estes movimentos de acções visando a Dignificação do Homem vão ter repercussão universal. E se a comunidade internacional promove meios para acudir a situações de catástrofes, devemos entender o significado da grande catástrofe que representam os problemas que atrás mencionei. Diminuam-se os esforços de guerra, as verbas no fabrico de armamento e logo teremos meios suficientes e disponibilidades financeiras para acudirmos ao flagelo social e diminuirmos a criminalidade. Em concreto e falando do Brasil, este país deve elaborar projectos a submeter às organizações internacionais ( a ONU será uma delas), no sentido de conseguir ajudas e apoios para minimizar os flagelos de que padece. Fazendo isto, o Brasil pode constituir bom exemplo para outros países que não consigam por si sós resolver os seus flagelos sociais, devendo proceder de igual modo. No mundo global a solidariedade tem de ser universal, tanto mais que, no fundo, nenhuma pessoa nem nenhum país estão isentos de culpas em relação a todo o mal que grassa, seja em que ponto do mundo for.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Atenção aos brasileiros: não tomem as minhas críticas e os meus conselhos como afronta ao Brasil, podendo ser entendido que, de facto, este país é o cancro da humanidade. Longe disso, situações idênticas - e mesmo mais gravosas - acontecem em vários pontos do mundo, que não valerá a pena especificar. Porque o que nos deve interessar é a resolução dos problemas. Mas as situações anómalas que grassam no Brasil e a que aludi são reais, pecando pela modéstia descritiva. Se tivesse de aludir a outros países e a outras situações no cenário universal não poderia ser menos cáustico. Quero referir-me a nações onde existem populações privadas de pensarem com a sua própria cabeça; interditadas à frequência de hoteisdisponiveis aos estrangeiros; o condicionamento à informação e a proibição ao uso de aparelhos de rádio e de televisão, quando já não podem desfrutar de água potável e de energia eléctrica. O importante é reconhecermos os males existentes e lhes colocamos fim em prol de um mundo melhor e dignificador da espécie superior que somos.

 

Este é um dos modestos contributos que pretendo deixar a quem de direito e que desejo não esbarre em orelhas moucas, dentro dos princípios que me motivaram à iniciativa da criação da APPDH para a Promoção e Dignificação do Homem.

 

 

 

 

 

 

O OUTRO LADO DA POBREZA

 

 

 

 

Em alguns países não haverá recuperação económica nem social enquanto não forem investidos dirigentes sérios e competentes.

Principalmente em alguns países africanos a extrema pobreza não existiria se fossem desenvolvidas as reais potencialidades de desenvolvimento económico, desde as actividades agro-pecuárias aos recursos naturais.

As independências representaram a implantação de soberanias irreversíveis, mas a expulsão dos colonizadores e a ocupação dos lugares da hierarquia dos estados por pessoas que não adquiriram estatuto cultural nem as devidas capacidades morais e cívicas e como tal sem a devida competência para os cargos que assumiram, deitou tudo por terra.

Em muitos casos não apenas se deu continuidade ao desenvolvimento, como se regrediu e nada mais se fez. Não foi reposto o asfalto que saiu dos pavimentos, não se fez a conservação dos edifícios, nem foram reparados os saneamentos na sua constante degradação. Também actividades fundamentais como a cultura de cereais, do café e da cana de açúcar desapareceram.

Por sua vez, os líderes políticos passaram a ver a administração pública como propriedade pessoal. Parte das receitas das matérias primas como o petróleo, diamantes e outras, são tidas como bens próprios e boa parte dos que enriquecem, enquanto a população empobrece, vivem de expedientes sórdidos e da corrupção.

 

Os países mais desenvolvidos envolvidos no combate à pobreza devem, acima de tudo e sem interferências por interesses, reunir com os líderes dos países degradados e sensibilizá-los para a erradicação das causas que estão na origem da pobreza. E definirem acções programáticas para o desenvolvimento, fazendo também sentir a necessidade da admissão, nesses países, de gestores com reconhecidas capacidades para colaborarem nos necessários empreendimentos. O que servirá também de escola para quem tem de aprender a dinamizar a produtividade.

 

Outro problema desses países está, obviamente, na baixa produtividade laboral. Certos operários chegam a demorar a realizar numa semana o trabalho que poderiam executar num só dia. E quando são questionados em relação à baixa produtividade reagem com argumentos de que a escravidão e a colonização já acabaram...
Há também, em certos meios sociais, questões que obstam ao aumento da produtividade e da riqueza, porque as famílias das pessoas que progridem surgem, aos primeiros sinais de riqueza, a querer que os meios sejam divididos com elas. Conhecem-se casos de envenenamento de quem progride, face à recusa da divisão dos bens. Daí a necessidade da implantação de sociedades mistas que possam trocar experiências, fazer formação e erradicar concepções ancestrais.

Tendo em atenção os factos atrás relatados, a assistência às populações empobrecidas não pode ser apenas confinada à doação de bens e à assistência médica, mas principalmente pela formação e pelo exemplo relativamente às necessárias formas de evoluir na cultura, nas capacidades profissionais e nas mentalidades. É este o melhor capital para a assistência aos países empobrecidos e degradados. Tal como está a acontecer os problemas da pobreza jamais se resolvem, porque a incompetência, a inacção e a violência continuam a pairar e a obstar à produção dos bens fundamentais. A dotação por parte dos países mais desenvolvidos de meios monetários e alimentares torna-se improfícua, cai mesmo em saco roto, dado que as estruturas relativas ao desenvolvimento não foram criadas e muito menos assimiladas.

 

                                                             ------------ " ------------

 

Não vou terminar sem deixar um apelo à grande nação americana que são os E.U.A. e ao seu novo presidente, Barack Obama, em quem o mundo ordeiro e civilizado deposita real confiança e quem chamarei:

 

 

O HOMEM CAFÉ COM LEITE  

 

 

 

Porquê o Homem Café com Leite? É que ele tem tanto de negro como de branco, dado que a sua mãe é branca. Acho de todo incorrecto que sempre se fale nele, se diga que é negro. Ele é mulato, ou mestiço, conforme a termonologia que se desejar usar.

 

Mas o próprio Obama tem sido indiferente a essas incorrecções. O apelo que lhe dirijo é que trabalhe para a pacificação entre os povos e nações; que reduza drasticamente as acções de guerra para se darem concretos passos no caminho da paz e também para que os militares que são empurrados para acções bélicas, assassinando pessoas que não conhecem nem lhes fizeram mal, todos possam continuar a viver. Apelo que torno extensivo a todos os países envolvidos em guerra sem qualquer justificação, com os actos de força e as intransigêcias a sobreporem-se ao diálogo firme e sério.

 

Sabemos que as guerras servem de alimento às indústrias de armamento. Mas se reflectirmos mais seriamente, facilmente chegamos à conclusão de que existem boas alternativas a estas indústrias. Trabalhe-se mais na defesa do ambiente e da natureza; no aumento da produção de combustíveis não poluentes; na produção de mais alimentos; no combate à pobreza e na sensibilização das populações no sentido da sua melhoria comportamental, em prol da Promoção e Dignificação. Aqui sim, não há limites para um trabalho de base.

 

Termino para reafirmar os objectivos nobres da Associação Portuguesa para a Promoção e Dignificação do Homem, que jamais deixaremos de perseguir: a defesa da Dignidade e Promoção do Homem, combatendo pacificamente a xenofobia; os nefastos comportamentos; a hegemonia de alguns com a desgraça de outros; a ameaça do futuro com a degradação do presente; a misantropia a ocupar o lugar da filantropia; a morte de crianças e adultos pelas guerras, fome e doenças; os actos criminosos e outros malefícios organizados. Tudo isto sem querermos fazer de polícias ou de juizes, porque não vamos reprimir, prender e condenar, vamos sim procurar que cada indivíduo ajude o mundo e o mundo ajude cada indivíduo, pelas capacidades que possuímos na defesa da superior espécie que somos.

 

Estou convicto de que esta sessão de conferências vai resultar na primeira grande alavanca para darmos a volta ao mundo degradante em que vivemos; para também mostrarmos a quantos acham que tudo está perdido, que não há nada a fazer, e provarmos que não estamos envolvidos numa mera utopia, porque utópico é tudo aquilo que não está ao alcance do homem. No fundo, o que pretendemos é que o homem desenvolva as suas superiores capacidades em prol do bem e em detrimento do mal.

 

O meu sincero e reconhecido agradecimento aos senhores conferencistas que marcaram a sua presença com o seu trabalho, que vieram, com a sua elevada competência e sensibilidade, ajudar a afirmar o que acabo de dizer, cuja oratória que fizeram vai ser exposta a quem de direito, no sentido de sermos escutados face a um mundo melhor.

 

A todos os outros convidados e não convidados, que muito nos honraram com a sua presença ao termos a sorte e o prazer de contar com o seu elevado nível cívico, moral e intelectual, o nosso imensurável reconhecimento e agradecimento, certos de nos terem ficado a conhecer melhor, em concreto, e de nos continuarem a ajudar nesta nossa tarefa, simples e genuína, que é, tão somente, A promoção e a Dignificação do homem.

 

 

   No livro "Bíblia do futuro", editado em 2001, mediante análise aos conflitos no Médio Oriente, inserem-se considerações sobre as medidas a tomar para finalmente se acabar com as guerras em prol da pacificação, do desenvolvimento económico e social e da Promoção e Dignificação daqueles povos. É com base nelas que submetemos este plano a quem de direito.

 

O NOSSO PLANO DE PAZ PARA O CONFLITO ISRAELO - ÁRABE

 

Já muito a.C. os povos que viviam nas terras hoje designadas de Médio Oriente se envolviam em sangrentas guerras, que perduram até aos nossos dias. Basta haver boas-vontades para que a paz e um salutar futuro se estabeleçam.

 

Por detrás dos conflitos estiveram, com preponderante influência, as religiões e os protagonistas Deuses. As doutrinas formam os maiores partidos do mundo, já que não existe religião sem política nem política sem religião. O que pedimos é tolerância, pois nenhuma tendência polica ou regigiosa deve incompatibilizar as pessoas. Quando estamos em frente de alguém devemos observar o ser humano com direitos e deveres universais, no que à Promoção e Dignificação diz respeito.

 

A época bíblica remonta aos séculos 17 a 6 a.C. O que os judeus chamam mistério de Nazaré, ocorreu nos anos 20 a 33 da nossa era, com Jesus Cristo a exaltar as suas pregações e a tornar-se na figura divina que é hoje. Todavia, ele não conseguiu que o homem respeitasse os 10 mandamentos e o entendimento só não tem sido possível devido a teimosia e o rancor falarem mais alto que os sentimentos de paz e os países árabes não têm dado o desejado contributo para que seja posto termo à violência, o que é pena.

 

A disputa pelo espaço territorial tem sido e é responsável pela continuidade das guerras. Mais de 90% do território árabe é desertico e parte dele pode ser recuperado para actividades agricolas e para a vivência humana. Impõe-se que os líderes árabes se entendam e, em vez de se munirem de arsenais bélicos criadores de crescente instabilidade, elaborem planos de paz e desenvolvimento e disponibizem para judeus e palestianos pequena parte do território que lhes sobra, para que as guerras não prossigam devido à falta de terra, porque passará a haver terra de sobra. Quanto mais um país se armar mais ameaçado fica pelo facto de também ser mais ameaçador e as verbas que são canalizadas para as armas mais sufisticadas podem ser dotadas ao desenvolvimento, em que palestianos e judeus podem colaborar. Já se viu que é possível plantar pomares no deserto e até criar Oásis. O povo judeu não deixará de cooperar, com as suas téncicas e poder realizador na recuperação dos territórios, porque também é a terra que lhes falta.

No âmbito destas permissas, deixamos algumas sugestões sobre as regras que devem ser implementadas.

 

1 - Que árabes, judeus e palestianos reflitam nisto: os castigos que estão a sofrer pelo antagonismo latente não devem ser desejados, mesmo aos maiores inimigos;

 

2 - Reconheçam mutuamente que só o esforço pela concórdia e pela paz pode dar lugar ao entendimento e atingir o fim dos conflitos; que dêem as mãos e construam o futuro.

 

3 - Compete a todas as partes assegurar a paz e a disciplina comportamental, com total respeito pela diferença de hábitos e de doutrinas;

 

4 - Com empenho e boa-vontade dos líderes, qualque tentativa isolada de incitamento à desordem e à violência será facilmente neutralizada.

 

5 - formem um tratado com vista à União dos Países Árabes, com a integração dos povos de Israel e da Palestina, à semelhança da União Europeia. Desde logo deve ser facilitada a circulação pelas fronteiras aos cidadãos das diferentes nacionalidades.

 

6 - Que todos os povos desta criada União e quando ela acontecer assumam, com inteira fidelidade, a noção de que toda a pessoa humana, na sua condição superior, seja antes de mais a espécie a defender e a elevar.

 

7 - Que os países árabes com áreas territoriais de sobra não tenham relutância em oferetar alguma terra a judeus e palestianos. E que com esta perspectiva os líderes se reunam numa cimeira para estabelecerem um acordo, o mais rápido, para fazerem calar as armas.

Tudo o mais a estabelecer cabe à imaginação e boa-vontade dos povos envolventes. As regras sugeridas constituirão a base de princípios e, para a APPDH, será motivo de incontida satisfação se elas forem adoptadas.

 

Terminando, desejamos salientar as desmesuradas vantagens quanto ao bom relacionamento entre os povos. Tomamos como exemplo a China. Enquanto este país se manteve fechado ao mundo a sua evolução económica e social manteve-se quase estática e ganhou muito a partir do momento em que se abriu, com a circulação de chineses por todo o globo, com vantagens para a sua sua expansão demográfica e intercâmbio comercial. Se bem que os países que enfrentam a concorrência comercial chinese face aos baixos preços dos seus produtos, o intercâmbio será mais salutar quando a China evoluir significativamente para uma sociedade com melhor poder de compra, maio consumo e passar a ser importante potência no âmbito da importação. Assim se concluirá que tanto a China como todos os outros países ficarão a ganhar com o vasto relacionamento: humano, comercial e cultural.

 

 

 

 

A CRISE ECONÓMICA E SOCIAL DE QUE SE FALA

VENCE-LA É UMA QUESTÃO DE IMAGINAÇÃO

 

Na entrada de 2009 anda toda a gente preocupada e assustada com a crise económica e

social que assola o mundo. Os técnicos estrategas debatem ideias e programas sem consensos que conduzam às medidas plausíveis, ao ponto de sugerirem investimentos para acudirem a dificuldades do momento, todavia contraditórios e sem sentido prático no futuro. Procuram estimular produções de bens industriais cuja perspectiva de mercado não existe, por já haver excedentes com dificuldades de serem absovuidos.

 

Mais uma vez se chega à conclusão de que os técnicos dos diferentes sectores nos dão provas da sua incapacidade futurologista - uma futurologia sustentada nos indicadores -, sendo razão para os leigos ficarem com a ideia de que quem mais sabe é também quem mais falha. No início de 2008 ninguém previu uma recessão capaz de ocasionar tamanha hecatombe, nem a deflacção. Os ases da economia foram mais surpreendidos que os praticantes da economia doméstica que, nas suas contas gota-a-gota, cedo começaram a sentir a crise.

 

Os excessos pagam-se, por vezes muito caro. A inflacção petrolífera foi em parte responsável pela entrada em dificuldades de muitas actividades económicas e são agora os autores da especulação, que haviam pensando que as torneiras continuariam a jorrar petróleo desmedidamente e a preços impraticáveis, que agora sentem a crise, com o merecido castigo de especularem com um produto que deve ser entendido como bem global e não sujeito à especulação. Aliás, o preço do petróleo deveria ter um tecto como prevenção das fragilidades.

 

Também as bolsas, que não dispõem de uma escada para o céu e depois da subida em anos sucessivos, inevitavelmente haviam de cair corrigindo os excessos e, quando tal acontece, o exagero resulta em derrocadas, como é o caso presente. Todavia, os técnicos do sector financeiro não tiveram este facto em conta e surpreendentemente continuaram a arriscar demasiado.

 

Por outro lado, continuou-se a estimular o crescimento da indústria automóvel quando já se sabia existirem veículos a mais nas estradas. O mesmo aconteceu com os texteis, com o calçado e com o imobiliário. Não obstante ter-se ganho consciência do surto da produção industrial muito para além das necessidades insiste-se em proteger estas áreas excedentárias como forma de evitar colapsos, mas no futuro tais colapsos serão inevitáveis por se juntar aos excessos mais abundância.

Então, como resolver as crises?

 

Facilmente se poderá descobrir áreas com possibilidades de crescimento e sem excedentes no futuro imediato. Os economistas têm por obrigação de descobrir essas áreas, em vez de serem eles própros e criarem pânico. Cada país tem sectores a desenvolver, conforme as aptidões e as carências que denota.

Sendo necessário fazer-se investimento como forma de criar emprego e diminuir as fragilidades sociais, importa investir em actividades com retorno a curto prazo. No caso de Portugal temos três áreas a considerar: o turismo, a agricultura e as pescas que, indesculpavelmente, têm registado mais recuos que avanços.

 

Portugal regista na Europa o maior tempo de sol e o clima mais temperado. Esta genuína condição, aliada a outros factores privilegiantes -acolhimento, belezas naturais e gastronomia -, Portugal pode vir a ser o país com maior fluxo turístico, se colocar em marcha os grandes empreendimentos turísticos - que mobilizarão os operadores do sector -, cujos projectos andam emperrados por concepções mesquinhas.

 

Com o clima que temos podemos desenvolver uma agritultura global, em especial na produção temporã. Vejamos como a Holanda, com o clíma desfavorável que possui, inunda o mundo com flores e plantas ornamentais. Vejamos também como os sistemas de rega continuam inaproveitados, como é o caso do Alqueva.

 

Tradicionalmente somos um país de pescadores e nunca devemos deixar de o ser. Temos uma costa atlântica enorme em relação à dimensão do território e não a podemos deixar meramente ao alcance da pesca estrangeira.

Mas temos outro sector nobre enraizado na cultura portuguesa: os artefactos - artes, artesanias e ofícios.

 

Ciclicamente temos de regressar aos velhos tempos. Numa altura em que a imponência industrial denota sinais de queda (quanto mais alto se sobe maior é a queda), temos de voltar à pequena indústria, mesmo à artesanal, para ocupar as populações e proporcionar-lhes meios de sobrevivência. Portugal tem vasta tradição na produção de artefactos: bijutaria e joalharia - como as filigranas -, bordados, tapetes, mantas regionais, trabalhos em osso e chifre, artefactos em cortiça e madeira, olaria, trabalhos artisticos em barro, faiança e porcelana, ect. etc..

 

Mas não basta incentivar as pessoas a produzir, é também necessária organização estrutural: cooperativas, associações e empresas que dêm apoio e recepcionem a pro-

dução. O Estado deverá criar um sector de apoio formativo, logístico e promover canais de exportação. É necessário reunir a produção das diferentes origens para a formação de stocks de dimensão capaz, com vista à colocação nos mercados externos.

 

Um exemplo: em determinada altura surgiu um americano interessado em adquirir cerca de 1000 mantas alentejanas para exportar para os EUA, mas só conseguiu encontar 50 unidades. A exportação ficou inviabilizada porque o pequeno numero de peças encontradas não justificavam o negócio. A par da planificação, a junção da produção é necessária para a entrada no mercado externo.

 

Por esta via, muita gente sem emprego, incluindo a terceira idade, pode arranjar ocupação e meios de subsistência em tarefas de conta própria, resolvendo-se assim muitas situações de desemprego e desonerando a Segurança Social.

 

Ao pensarmos nos problemas da empregabilidade e da subsistência não deixamos os outros países de fora. Cada Estado Suberano deve promover soluções similares e de acordo com a sua tradição, seja através da pequena e grande indústria, seja pelas actividades de pequenos empresários, incluindo a produção artesanal - aquela que proporciona tarefas autónomas. Porque, como se constata na actual crise, a grande indústria não só tem de se retrair como não denota capacidade para resolver todos os problemas de empregabilidade e de subsistência.

 

No fundo, o combate à crise resulta mais da criatividade imaginativa e menos da sustentabilidade do que já existe em excesso.

 

Valdemiro E. Sousa

 

 

 

APPDH - Associação Portuguesa para a Promoção e Dignificação do Homem Email:associacaoppdh@sapo.pt - Blog:promoveredignificar.blogs.sapo.pt Rua Arco do Marquês do Alegrete Palácio dos Aboim, nº 2 - 5.1, Lisboa 213428300 / 914057213 Pessoa Colectiva nº 508263840 NIB: 0010 0000 38994810001 50 (BPI)

 

 

 

Análise à Sessão de conferências e rumo a seguir

 

No dia 19-12-2008, realizou-se a 1ª Sessão de Conferências da APPDH subordinada ao tema A Promoção e Dignificação do Homem.

Foram conferencistas/oradores: Professor Fernando Nobre, da AMI; Professor Adriano Moreira; Dr. Pedro Krupneski; da Amnistia Internacional (Portugal); Dra. Paula Guimarães, da Fundação Montepio; Dr. Guilhermino Pires, da Comunidade Vida e Paz; e Valdemiro E. Sousa, Presidente da APPDH.

 

Dado oo elevado nível dos conferencistas, o conteúdo das suas oratórias reuniu um documento que perdurará para sempre. Fica colocado no nosso Blog e vai ser enviado às instâncias superiores das políticas e da acção social.

 

Sendo a sensibilização e o apoio a outras organizações que se encontram no terreno a principal função da APPDH, iremos realizar outras sessões de conferências em datas mais propícias e com melhor preparação, no sentido de exteriorizarmos o contributo que pretendemos dar quanto à Promoção e Dignificação do Homem.

 

Iremos também procurar ser aceites e marcar a nossa presença em reuniões das superiores instâncias nacionais e internacionais, em que se tratem os problemas humanos e se possam tomar medidas quanto à Promoção e Dignificação do Homem, com a incumbência de usarmos da palavra e expressar os nossos gritos de alerta, sempre no propósito de ajudarmos na conquista de soluções.

 

Desde já faremos sentir que as actuais crises sociais, económicas e financeiras, se devem à pobreza (a rondar os 50% das populações) e em especial à extrema pobreza, motivadora da falta de poder de compra, que faz estagnar o consumo e daí a crise na produção de bens essenciais e industriais. O que, obviamente, afecta as actividades laborais e o aumento de emprego.

 

Cabe às entidades reguladoras e fiscalizadoras prevenirem as fraudes na banca e em outros sectores, função indispensável, sem se esquecer que a dinamização bancária e o crescimento industrial só podem acontecer com o aumento do poder de compra, resultante da ascendência económica e social das populações.

 

A economia global pode - e deve - mobilizar os recursos alimentares, económicos e financeiros suficientes para, se não erradicar a pobreza, reduzi-la drasticamente. Basta que se corte nos esforços de guerra, na produção de armamento, nas acções repressivas com a recuperação de marginais que só o são pela necessidade de meios, e com as economias daí resultantes se promova a ascendência social.

 

No fundo, as soluções serão menos difíceis do que parecem, bastando apenas implementar as medidas.

 

A forma como "dar a volta" encontra-se mais explicita nos conteúdos da Sessão de Conferências acabada de realizar, valendo a pena ler o texto do Presidente da APPDH, no que concerne "À Segurança e Prevenção dos Crimes, e O Outro Lado da Pobreza".

Só na medida em que se produzir riqueza é que esta pode ser distribuída, não no sentido de os ricos ficarem mais ricos, mas para contemplar os mais carenciados.

 

Como "a união faz a força" necessitamos de implementar um grande movimento associativo, já que é através dos associados que podemos crescer e nos tornarmos credíveis e profícuos no nosso trabalho.

 

Valdemiro E. Sousa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por promover e dignificar às 12:38

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