Quinta-feira, 20 de Janeiro de 2011

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DA APPDH – PARA QUE CONSTE ...

Crise? QUE CRISE?...

O MILAGRE  CHAMADO BRASIL

  

O mundo vai entrar no terceiro ano de crises mais acentuadas, com notórios reflexos na gestão dos países e na vida socioeconómica das populações. E sem que se tenha dado a devida importância às causas, quanto a nós com origem mais pronunciada na ESPECULAÇÃO a altos níveis: os mercados bolsistas e os preços do petróleo. Isto porque os activos das empresas são medidos pelas cotações das acções em bolsa e a vida empresarial é duramente afectada pelo alto preço de um bem universal e que não devia ser especulado: O petróleo.

Poder-se-á dizer que o chamado milagre Brasil teve como ajuda o facto de o país irmão possuir petróleo e não ter sido penalizado pelas quedas nos mercados bolsistas. Mas tem também o mérito de, de forma simples e com um presidente que não é letrado nem técnico em coisa alguma, ter dado - e continuar a dar - a volta que surpreendeu o mundo. Se não vejamos:

O Real fortaleceu-se em relação às moedas mais cotadas - dólar e euro; as recusas de crédito foram resolvidas com o integral pagamento da dívida; reactivou a indústria naval; foram construídas 10 universidades estaduais, ampliadas 45 e construídas 214 escolas técnicas; com uma herança de 185 biliões de dólares negativos nas Reservas do Tesouro Nacional, existem actualmente 160 biliões de dólares positivos; os créditos PIB destinados ao povo são já de 34%; existem actualmente 3 grandes vias ferroviárias em construção e o sector rodoviário está em franca recuperação; as reservas do Banco Central permitem manter as operações cambiais e as taxas de juro em bom nível; foram criados 23 milhões de empregos e 23 milhões de pessoas saíram da linha da pobreza; espectaculares investimentos estão a ser operados em infra-estruturas de desenvolvimento. E passando da falta de crédito nos mercados internacionais, hoje o Brasil tem a mais ampla credibilidade por parte das instâncias financeiras universais mais exigentes.

Este é o milagre em que ninguém acreditava quando Lula assumiu o poder e que a perspectivar-se no início do seu mandato seria tido como utopia. E a utopia não mais existe, ao invés, muitos futurologistas perguntam os si mesmos: até onde vai o Brasil na senda do progresso e na ascendência económica e social?

Vamos ser claros: não é com milagres que se conseguem os resultados que nos surpreendem em relação ao salto que o Brasil está a dar, mas sim com um trabalho de mangas arregaçadas e com séria e plena devoção. Honra seja feita a todos que, ao lado de Lula, sem exibirem os seus protagonismos e os colarinhos e gravatas, vestiram o facto macaco e deitaram mãos às obras...


ENQUANTO ISTO – E Para que conste: UM PORTUGAL ULTRAPASSADO!


Que é feito de um país - diz-se o mais velho da Europa - que ao longo dos tempos deu "mundos aos mundos", está presente em todos os continentes, descobriu e fundou países que, pela língua, pelas relações bilaterais e por todas as afinidades se lhe exige boa gestão e determinação com vista ao presente e ao futuro? E que deveria demonstrar ser o Pilar, o Patrono e a Pátria-mãe da lusofonia?


Acontece que várias potências, ao longo dos tempos, tiveram - e vão continuar a ter - altos e baixos e épocas mais notáveis em relação a outras. Portugal também tem passado por essas alternâncias, tem caído algumas vezes mas também tem conseguido levantar-se, e mais uma vez o vai conseguir.

Actualmente o problema crucial de Portugal reside no endividamento, que começou com as erradas e más políticas a seguir ao 25 de Abril e se arrastam até aos nossos dias, com o agravo de muitos dos nossos políticos colocarem à frente dos interesses nacionais os interesses partidários. A gestão de um país é muito semelhante à de uma empresa: quando pela força do endividamento os activos vão sendo delapidados ano-a-ano, só resta a falência. Mas Portugal não pode falir, com o peso da responsabilidade que sustenta quer cá dentro quer lá fora, tem de dar a volta à situação. Tem essencialmente de tomar o exemplo do Brasil e recompor-se no decurso dos próximos 8 anos.
Sem deixar de incrementar as relações a todos os níveis com o resto do mundo, é da maior importância o incremento das relações com os países de expressão portuguesa, em especial com o Brasil. Neste campo Portugal tem trunfos que poucos outros países possuem. Vejamos que a Inglaterra e a França se mantêm na senda dos países mais ricos e esse facto em muito o devem ao relacionamento privilegiado que mantêm com as ex-colónias.
Por sua vez, as políticas de desenvolvimento e do aumento das receitas do Estado têm de mudar, não pelo aumento da carga fiscal nem pelo agravamento do preço dos combustíveis, mas sim pelo incremento das actividades, em que o Estado possa angariar maiores receitas.
Não posso deixar de ficar estupefacto pelo facto de os responsáveis pela governação portuguesa não terem ainda dado conta que o agravamento constante do preço dos combustíveis estar na origem do decréscimo da vida económica e consequente retrocesso, ao diminuir a competitividade. O Estado e o país ganhariam bastante se os preços dos combustíveis fossem nivelados com os de Espanha. O Estado Português obteria as mesmas receitas, ou mais ainda, em função do aumento de consumo, quer interno, quer externo.


Vejamos que muitos são os portugueses que vão a Espanha abastecerem-se, com maior expressão para a camionagem e transportes de longo curso, que praticamente não chegam a abastecer em Portugal. Por sua vez, por cada português que vai a Espanha vêm cerca de 10 espanhóis a Portugal. Estes entram com os depósitos cheios e saem com eles vazios, o mesmo acontecendo com os outros cidadãos comunitários que nos visitam. Mesmo sem uma estimativa de todo fundamentada, é de crer que se os preços estivessem nivelados com os de Espanha, as vendas subiriam na ordem do 40%, com 3 vantagens assinaláveis: o Estado não baixaria a receita...;  as actividades económicas e a camionagem ficariam com maior competitividade; em consequência haveria criação de emprego.
Outras políticas erradas terão de ser corrigidas para as coisas melhorarem na vida portuguesa e mudar também o "palavreado" de quem nos governa: não pedir aos portugueses que apertem o cinto e façam sacrifícios, enquanto na administração se esbanja demasiado. Os próprios líderes da administração pública devem ser mais produtivos e justificarem, na prática, os proventos que auferem.

A  APPDH  não pretende dar lições a quem devia saber a "missa" por inteiro, fazer a pedagogia dos melhores exemplos. Também não nos propomos julgar e condenar. Pretendemos antes alertar quem de direito no sentido de que os recursos existentes a nível universal sejam bem aplicados em prol da Promoção e Dignificação do Homem e, para que todos, um por um, demonstremos o maior empenho no alcance da melhoria da superior espécie que somos.

O Presidente da Direcção – Valdemiro de Sousa

 

A PROPÓSITO DA CIMEIRA DA NATO

DAS GUERRAS À HUMANIZAÇÃO PELA 

PROMOÇÃO E DIGNIFICAÇÃO

   A NATO foi criada em cima de um clima pesado e assustador, perante a ameaça de uma terceira guerra mundial. As potências do Ocidente passaram a temer o poderio bélico do bloco de Leste. A disputa da conquista de hegemonias no espaço mundial estava intimamente ligada ao desejo de conquista e cimentação de posições político-ideológicas. Com o desmantelamento dos regimes marxistas e das estruturas bélicas no bloco de leste, a reconversão dos pactos belicistas em estruturas a favor da Promoção e Dignificação do Homem tem absoluta oportunidade e razão de acontecer. Efectivamente, as bases e os domicílios logísticos da NATO podem dar lugar à criação de outras bases rumo a uma sociedade filantropa nobre e segura dos seus destinos, subscrita pela universalidade das Nações.

    Quando parte dos países do bloco de Leste passou a integrar a União Europeia e a Rússia se senta à mesa com as chefias da NATO na Cimeira de Lisboa, os fundamentos que serviram para a criação desta organização vão deixando de fazer sentido. Não se pretende que a NATO seja extinta, mas que seja reconvertida e passe a promover e a apoiar as forças do bem, uma vez quer as forças do mal se vão extinguindo pela própria extinção dos perigos e ameaças.   

     Na objectividade mais concreta, a NATO está agora basicamente apostada nas acções antimísseis, já que não lhe restam outros argumentos de fundo. Mas há ainda perigos subjacentes nas ideias loucas de alguns pontuais líderes, que não hesitariam em usar a proliferação nuclear com armas de destruição maciça e desencadearem acções de guerra e/ou terroristas de grande magnitude; e materializarem, na prática, os seus vincados desígnios de causarem a desestabilização da ordem pública, política e social, minando as superpotências com maior poder de combate. 

      A NATO NO COMANDO DO POLICIAMENTO DO MUNDO

    Para além das acções antimísseis que terá de assumir num panorama fulcral para a paz no mundo, a NATO não pode deixar de comandar o policiamento do mundo e obstar que as forças apostadas na destruição prossigam com ondas de terror ao ponto de fazerem explodir esta nave (o nosso planeta) em que a espécie humana navega. Somos forçados a concordar na necessidade do prosseguimento de uma luta contra mentes dementes que, brincando com o fogo e sem contemplação pelas vidas humanas, desenvolveriam acções violentas conducentes ao extermínio que também atingiria os protagonistas de tais demências. Num cenário destes uma força como a NATO deve ainda continuar activa, mas surgem no horizonte indicações de que, em paralelo sejam criadas outras forças aglutinadoras que se ocupem da Promoção e Dignificação e possivelmente a prazo a própria NATO desenvolva uma ALA integrante destas forças, ainda que à margem e bem vigilante continue a manter o “policiamento” na defesa da segurança de pessoas e nações.

    Entre as organizações que podem dar corpo a acções de Promoção e Dignificação da espécie humana conta-se a ONU que, diga-se, tem tido um desempenho bastante apagado. Mas também organizações como a União Europeia e outras que se venham a criar nas dimensões continentais – asiática, árabe, americana etc. -, Podem abraçar a filantropia a que urge dar corpo.

     A CONSTRUÇÃO DE UM MUNDO DIGNIFICADO

    Se ainda se justifica – e continuará a justificar – a existência de forças armadas para assegurarem a paz e a ordem pública no mundo, há que erradicar pretensões menos claras no alcance de benefícios com as guerras e com as consequentes desestabilizações. Sabe-se da existência de países com forte poder de produção de armamento interessadas em continuarem na NATO para beneficiarem da oportunidade de alimentarem as suas indústrias de armamento. Na mente de muitos líderes existe ainda a convicta ideia de que o mundo tem o dever de sustentar as máquinas de guerra que criou e como tal não desejam o fim dos confrontos armados nem a paz plena.

    Os líderes responsáveis pela boa sobrevivência dos povos têm de interiorizar uma realidade bem nítida e séria: é que se desejamos a paz e um mundo melhor para todas as populações, temos também de pensar objectivamente em combater os círculos viciosos até à sua extinção. Não mais se podem fomentar guerras para se alimentarem indústrias bélicas vastamente lucrativas; não se pode criar uma justiça pesada porque existem muitos funcionários envolvidos e muita outra gente a viver do exercício das leis, ao ponto de se desejar que a criminalidade aumente para assegurar postos de trabalho e o proliferar de empresas jurídicas; não se pode continuar a fazer crescer os corpos de polícias desejando-se para tal que o trabalho de policiamento continue a crescer, para o que terá de haver mais gente a viver à margem das leis; não se pode pretender promover mais militares de carreira com a nítida preocupação em se criarem maiores e mais poderosos exércitos.  

    Para melhorar o estado do mundo os líderes têm de inverter a aplicação dos recursos: erradicar a fome; promoverem os cuidados de saúde necessários e uma vivência condigna pela habitação; conter o flagelo das drogas e da prostração da condição humana. Com trabalhos de base, é necessário sensibilizar as populações no salutar entendimento de que cada indivíduo ajude o mundo e o mundo ajude cada indivíduo. Valerá a pena reproduzir algumas palavras do nosso associado Professor Fernando Nobre, quando num dos seus escritos diz não ser possível: “ Apostar nos valores universais, tais como o amor, a ética, a equidade, a justiça, a tolerância, o perdão, a solidariedade, a fraternidade, a honra e o civismo… sem o que não será possível o restabelecimento da insubstituível e indispensável confiança entre os cidadãos, o Estado e o mercado”. 

    Os bens essenciais produzidos em todo o mundo - e os demais que se podem produzir – proporcionarão os recursos necessários a uma vivência digna para toda a gente, basta que se minimizem os gastos com as guerras, com as forças armadas, com os pesados fardos da justiça e com a repressão aos crimes que a própria sociedade cria.

   A APPDH apresenta mais este manifesto não para dar lições, julgar quem quer que seja ou condenar, nem impor seja o que for, antes para sensibilizar os cidadãos e as hierarquias para que, de facto - e depois de uma profunda reflexão -, construirmos um mundo melhor e digno da superior espécie que de verdade pretendemos ser.

    Valdemiro de Sousa 

 

publicado por promover e dignificar às 10:33

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