Quarta-feira, 13 de Abril de 2011

COMBUSTIVEIS – PROPOSTA DE SOLUÇÕES EM BENEFÍCIO DO PAÍS, DA RECUPERAÇÃO ECONÓMICA E DAS ACTIVIDADES EMPRESARIAIS

     A  APPDH,  no concreto objectivo de cumprir a sua missão de Promoção e Dignificação, procurando identificar as causas que obstam à estabilidade económica e social a nível universal, não descurando os graves e actuais problemas que ocorrem em Portugal na vertente económica e social, vem apresentar ao governo e às organizações de maior peso na vida do país,  em que se enquadram as empresas inseridas no comércio e consumo dos combustíveis,  esta proposta  com sugestões de soluções no sentido de se minimizarem  os constrangimentos ocorridos pela alta do preço dos combustíveis.

     Pretende-se que o Governo acolha esta nossa sugestão como ajuda e acto de cooperação,  pois não se pretende que o país perca receitas no âmbito da tributação dos combustíveis , antes possa recolher maiores proventos pelo  aumento do consumo, resultante de uma maior competitividade.

     A medida que propomos é a de que as tabelas de preços em Portugal não sejam superiores à da generalidade dos países europeus, o que passa por praticar preços iguais aos que estão em vigor na vizinha Espanha, cujas  vantagens  daí  resultantes  apresentamos:

     São muitos os portugueses que passam a fronteira para abastecerem os seus veículos à procura de preços mais baixos. Tem notória expressão a camionagem de longo curso  que sai com os depósitos vazios para  abastecer em Espanha. Na entrada em Portugal  vêm com os depósitos cheios e muitos dos protagonistas  não chegam a abastecer  do lado de cá, visto que as provisões chegam até à nova entrada em Espanha. Sem uma estimativa concretamente fiável, é de calcular que a fuga  do consumo para  Espanha esteja na ordem dos 25 a 30%.

     Por outro lado, os automobilistas  portugueses e estrangeiros  que entram em Portugal pela fronteira de Espanha  vêem  com os depósitos cheios, havendo aqui uma perda para as gasolineiras portuguesas na ordem de 10 a 12%. Vejamos  os espanhóis – que entram com os depósitos cheios e regressam  com eles vazios – são potenciais visitantes de Portugal. Estima-se que por cada português que visita  Espanha, vêm 8 espanhóis a Portugal  e  praticamente não chegam a abastecer do lado de cá, para voltarem a abastecer  no seu país.

     A conclusão a que se pode chegar é a de que, em função da disparidade de preços se perde à volta de 40% nas vendas, isto é, estas podem subir 40% se os preços em Portugal forem iguais aos de Espanha.

     Assim se poderá concluir que se o governo baixar a tributação sobre os combustíveis  por forma a que os preços fiquem  equiparados aos de Espanha,  ainda que a tributação daí resultante seja inevitavelmente mais baixa por litro, se essa  tributação incidir em mais 40% de vendas,  certamente vai obter maior receita e as actividades económicas ficam beneficiadas porque compram os combustíveis  mais baratos, o que lhes dá margem de competição.

     Coloquemos  um exemplo comercial:  se um comerciante obter  anualmente vendas de 10.000€ de determinado  produto com uma margem  de lucro de 30% e quiser aumentar essa margem subindo os preços em 40%, e se por esse motivo as vendas descerem para 40%, a margem de lucro cai para 24%. Será perceptível  o exemplo que se aponta?  Mediante esta simulação  queremos dizer  que em face do aumento do consumo,  ainda  que a tributação por litro baixe, o Estado arrecadará mais 6%. Os resultados não serão concretamente estes e só serão apurados a médio prazo depois das contas feitas, mas não se afastarão muito da previsão aqui  apresentada. E se o Estado ao fim do ano comercial arrecadar mais 6% nos impostos sobre os combustíveis, é muito dinheiro que não só dará para tapar alguns “buracos” como daí resulta considerável  benefício competitivo para a economia, ajudando ainda a baixar a inflação e a aumentar as exportações.

     Estas contas terão também de ser feitas pelas gasolineiras, que não terão de baixar a sua margem de lucro mas que obterão resultados bem mais elevados, simplesmente porque passaram a vender mais 40%.

     Teremos de prever que, ainda que os preços baixem, vai haver sectores,  como a grande camionagem, a agricultura e a  indústria de maior expressão, queiram ter os combustíveis subsidiados e como tal a um preço mais baixo. Mas neste aspecto nada muda, porque o Estado já contempla  estas  situações.

     E  QUE PERCENTAGEM  RECAIRÁ  NA QUEDA DOS PREÇOS  EM FUNÇÃO DA EQUIPARAÇÃO A ESPANHA?

     Em relação à gasolina, os preços em Espanha têm vindo a ser negociados cerca de 27% mais baixo e  os incidentes sobre o gasóleo 15%. No concreto das duas margens haverá uma diferença em cerca de 20%, de assinalar para a tesouraria das empresas e dos  portugueses em geral.

Vale a pena  ter em  conta a vertente social a vários níveis – populações  em geral, mercado de emprego (também nos postos de venda), preço dos produtos de consumo etc..),  sempre afectada pelas crises e principalmente pela  especulação. Quando os políticos e os gestores cometem erros gestivos, as populações  são  sempre  dolorosamente afectadas.
     A ter em conta a situação de catástrofe dos postos de fronteira, na faixa de 80 kilómetros , pela falta de clientes.

     A  solução que apresentamos cabe basicamente às medidas governamentais e esperamos que o senhor Primeiro Ministro e o Governo não deixem de fazer o que é necessário para a implementação  do que a APPDH propõe.

     Sobre este tema  pretendemos realizar, oportunamente,  um debate numa sessão de conferências com a participação das entidades mais representativas neste sector.

     A APPDH não tem outra pretensão que não seja a de contribuir, com as suas acções nobres e a sensibilização promovida no sentido da melhoria da condição humana, contribuir para que o estado do mundo melhore em cada dia, a bem de todos os seres, em especial o ser humano.
Há outra situação que nos incomoda, que é a especulação, em especial  a alimentada – ou facilitada – ao nível dos  líderes mais influentes  e dos avultados  interesses  dos grandes grupos, como é o caso da especulação  nos combustíveis  e nos mercados bolsistas.

     E  da  especulação  bolsista nos mercados de capitais, iremos   ocupar-nos oportunamente . Universalmente falando a especulação é tida como crime, mas aos grande níveis  ela  é permitida e ignorada…

     Finalmente, a APPDH espera ser bem interpretada e não estar a falar para orelhas moucas.

 

O presidente da Direcção,

/ Valdemiro  de  Sousa /

 

 

 

 

 

 

 

publicado por promover e dignificar às 11:06

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