Quarta-feira, 26 de Dezembro de 2007

Pagina 7

 

 

Ana Cabrita - Psicologa

 

A nossa liberdade termina onde começa a dos outros!

A liberdade define-se como “

indivíduo, considerado isoladamente ou em grupo, em face da autoridade

política e perante o Estado; poder que tem o cidadão de exercer a sua

vontade dentro dos limites que lhe faculta a lei”

o conjunto de direitos reconhecidos ao(Wikiquote,2007).

A liberdade é algo difuso e difícil de definir, no entanto, é algo pelo qual

todos lutamos e ambicionamos.

Será que na realidade somos livres?

Desde cedo lutamos pela nossa indepedência /liberdade. Todavia,

fácilmente confundimos a liberdade com a libertinagem.

Para sermos livres temos de respeitar as leis, mas que leis? - Leis de uma

autoridade que nos impõem, que nos dizem por onde seguir mesmo que

não concordemos! Se não o que fizermos estaremos a ir contra um poder

suberano que nos penalizará!

Somos livres para amar e odiar, para sermos fiéis ou infiéis, mas seja qual

for o caminho que escolhemos temos sempre presente a crítica, quer

construtiva ou destrutiva, a qual, muitas vezes, nos leva a perguntar: -

será que estamos certos? Será que a liberdade implica uma certeza? A

certeza de que estamos correctos?

Numa democracia as opiniões existem porque existe liberdade de

expressão, crítica e divergência , no entanto, para tal ser verdade tem de

haver um universo de valores que é dominante, pois os sujeitos que o

partilham fazem-no de uma forma comum e plural.

Então o que é a liberdade?

humano alimenta que não há ninguém que explique e ninguém que não

entenda...”

“Liberdade, essa palavra que o sonho(Cecília Meireles)

Implica uma escolha? O homem tem no fundo a liberdade de fazer o que

quer ou simplesmente de escolher? Será a escolha livre? Não será que

essa escolha está à partida influênciada por valores que nos são impostos

à priori? Se sim, existe liberdade de escolha mas tal não implica que

sejamos livres, pelo menos livres interiormente!

Estamos presos a uma corrente que não nos liberta durante toda a vida.

Essa corrente é de descendência familiar, social e moral. E por mais

livres que possamos pensar que somos, a verdade é que apenas somos nas

escolhas que fazemos e na realidade só escolhemos o que nos é dado a

conhecer.

Ser livre é lutar pelo desconhecido em que acreditamos, naquilo em que

temos fé, por aquilo que ambicionamos, sem temermos as consequências.

É não ponderar o certo ou o errado, mas sim termos sempre presente a

liberdade e respeito pelo próximo. É seguirmos por caminhos até então

não lavrados, com a certeza que tal luta nos ajudará e consequentemente

auxiliará o próximo. E isso pouca gente faz, o que me leva a crer que

poucos de nós somos livres...

A maior parte de nós não respeita o nosso semelhante, não tem o outro em

conta, vive focado em si próprio e numa gratificação pessoal, confundindo,

na maior parte das vezes, a sua libertinagem com liberdade e

coragem. Liberdade não é só fazer o que se quer mas sobretudo fazer algo

de bom em prol de todos nós, algo que nos faça mais felizes e confiantes,

mais conhecedores e por isso mais livres. Não há liberdade sem confiança,

sem conhecimento profundo de quem somos e do que queremos, não

basta saber o que não desejamos, mas ter bem presente o que queremos,

pelo que lutar!

Neste mundo materialista e consumista em que vivemos, o que vem

sempre em primeiro lugar é o que podemos ter para nos superiorizarmos

ao outro, para o dominarmos sem que no entanto tenhamos a percepção

que vivemos numa prisão imensa, na prisão do egoísmo bruto, que nos

leva a fechar os olhos à dor do nosso semelhante. De que vale ser livre

sem termos ninguém com quem partilhar essa liberdade? O Homem é um

ser social por excelência e precisa do outro para ser mentalmente são. É

com o outro que amamos e odiamos, que competimos ganhando e

perdendo, que procriamos e principalmente que aprendermos e crescemos

com as experiências mútuas!

Para sermos realmente livres temos primeiramente de saber viver em

sociedade e respeitarmos o Homem, pois essa é a única forma de nos

respeitarmos a nós próprios, tendo sempre em conta que nós também

somos os outros!

Ana Cabrita – Psicóloga

“Quando, alguma vez, a liberdade irrompe

numa alma humana, os deuses deixam de

poder seja o que for contra esse homem”

– Sartre

 

Justiça a favor da Comunidade

Inês Abreu - Jornalista

Havendo necessidade de coordenar a liberdade de cada um com a

liberdade dos restantes, o homem serve-se do direito para alcançar uma

adequada ordenação da sua conduta social, de modo a proteger e alcançar

o bem comum da sociedade.

As normas que são efectivamente usadas como padrões de justiça,

variam de indivíduo para indivíduo, de grupo para grupo, de sociedade

para sociedade e muitas vezes são praticamente incompatíveis entre si.

Por exemplo, enquanto o liberal considera a liberdade como o ideal de

justiça (isto é, acredita na norma em que todos devem gozar de liberdade)

o socialista vê o ideal na igualdade (isto é, acredita na norma em que

todos devem gozar do mesmo bem-estar económico). Quando se

descobre que é impossível a realização simultânea desses dois ideais, o

liberal prefere a liberdade ao custo da igualdade, ao passo que o socialista

prefere a igualdade ao custo da liberdade. Uma ordem social que é justa

do ponto de vista do liberal é injusta do ponto de vista do socialista. Algo

é justo ou injusto apenas para um indivíduo para o qual a norma adequada

existe, e essa norma existe apenas para os que, desejam o que a norma

prescreve.

Deste exemplo decorre que cada indivíduo, emergido no meio do qual

faz parte, toma como verdades e meios válidos de conduta aqueles que o

contexto lhe permitiu assimilar, pois nada relativo à existência do

homem, indivíduo ou comunidade, pode pensar-se fora do quadro

temporal e espacial.

Há pois que avaliar a situação de cada indivíduo em particular, ter em

conta o meio em que vive, a sociedade da qual faz parte. Este juízo

valorativo e individual tem principalmente relevância na reabilitação do

indivíduo permitindo a percepção das razões e motivações que o levam a

agir em desconformidade com a lei e o encontro de soluções mais

específicas e funcionais.

Segundo Hans Kelsen, o principio moral que fundamenta ou do qual se

pode deduzir uma doutrina de valores é o principio da tolerância: é a

exigência de compreender com benevolência a visão ou vivência de

outros mesmo que não a compartilhemos. Tolerância que não implica um

juízo de desculpabilidade, mas acima de tudo de verdadeira justiça e de

igualdade.

Pondo em pratica este principio, o nosso país abriu o caminho da

reabilitação através da Prestação de Trabalho a Favor da Comunidade,

que é uma pena substitutiva da pena de prisão até um ano e cuja aplicação

exige o consentimento do arguido. Consiste esta na prestação de trabalho

não remunerado, a favor do Estado ou de outras entidades, públicas ou

privadas, de interesse para a comunidade.

A sua aplicação privilegia um adequado recurso às medidas não

privativas de liberdade e permite o equilíbrio necessário e desejável entre

a protecção da ordem pública e a reparação dos prejuízos causados à

comunidade pela prática da infracção, tendo em consideração as

necessidades especificas de reinserção social do delinquente.

Estas medidas tornam-se menos estigmatizantes e a sua aplicação e

execução têm por base a voluntariedade e co-responsabilização do

arguido ou condenado, exigindo a sua participação activa no cumprimento

da mesma, tendo o seu potencial pedagógico e ressocializador

sido considerados de grande alcance.

A Justiça abre assim as portas à reinserção do delinquente que tem

oportunidade de re-aprender a sociabilizar e re-definir padrões morais e

de conduta.

Sem duvida uma iniciativa que toma em consideração o ser humano que

está por detrás do criminoso e que, com tolerância, lhe proporciona uma

alternativa válida e menos estigmatizante do que uma pena prisional,

garantindo acima de tudo a sua dignificação.

Importa seja qual for o tempo ou a forma de cumprimento da pena,

certificar que a sociedade que o delinquente encontra o acolhe, e em

tolerância lhe proporciona os meios para refazer a sua concepção de

justiça, de liberdade e de respeito pelo próximo, permitindo-lhe vir a ser

parte dessa mesma sociedade.

A justiça é acima de tudo a consagração do

respeito pela personalidade livre de cada um, ou

por cada homem enquanto indivíduo. É a

inequívoca proclamação da liberdade do

indivíduo, cujo limite se encontra na fronteira da

liberdade do próximo.

Por Inês Pais de Abreu

Jornalista e estudante de direito

SUCESSO

LABORAL

PEDIR

COLABORAÇÃO EM

VEZ DE DAR

ORDENS

A empresa – ou empregador –

que procura retirar o melhor e

maior rendimento dos seus

empregados, rentabilizando o

dinheiro gasto com ordenados

e puder contar com trabalho de

qualidade,deve criar bom

ambiente laboral. Não optar

por uma disciplina em que

alguns trabalhadores sejam

polícias de outros nem enervar

aqueles que têm dificuldades

de percepção ou de integração.

Há que usar da tolerância

suficiente em casos específicos,

principalmente quando o

trabalhador necessita de ajuda

ou se defronta com dificuldades

de percepção ou de

execussão.

O trabalhador produz

mais e melhor se ter à sua volta

um ambiente de descontração

e se o relacionamento com os

colegas for pacífico e

cooperante. Por sua vez, a

entidade patronal deve

d i s p o n i b i l i z a r mú s i c a

ambiente – uma sonorização

agradável e adaptada ao

trabalho decorrente. Enquanto

as tarefas podem render mais,

o tempo passa mais depressa e

o

Quanto aos trabalhadores

que têm cargos de chefia e de

condução dos seus subordinados,

também devem usar a

psicologia necessária no

sentido de não serem importunos,

e também para que estes

melhor e de forma mais fácil

apreendam as suas instruções.

E, quando tiverem de dar

ordens pedirem colaboração,

evitando exibir posições de

superioridade. Sempre que

necessário e possível, usar a

tolerância quando tal se

configurar, privilegiando

sempre o entendimento.

Um chefe deve ser também

um professor. Nesta condição

não deve criticar, antes

mostrar-se cooperante e

di sponibi l i z a r os s eus

préstimos. A não ser em casos

extremos, em que os subordinados

não têm mesmo vontade

de se tornar produtivos e

eficientes.

stress é mínimo.

Continuação na página 13

 

UM SENTIMENTO DE LIBERDADE

publicado por promover e dignificar às 23:38

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