Sexta-feira, 8 de Fevereiro de 2008

Pagina 16

 

O lado filantrópico de Bill e Melinda Gates

 

 

A APPDH saúda e enaltece o gesto nobre do casal Gates. Não é habitual verem-se os que ostentam as maiores fortunas do mundo a dividirem os seus bens com os mais necessitados. Os que, como diz Bill, vivem com menos de dois dólares por dia. Trata-se de um extraordinário exemplo que irá contagia, no bom sentido, os detentores de fabulosas fortunas.r

 Ao invés, vemos líderes de países onde catastroficamente se morre de fome e por falta de cuidados de saúde , a enriquecerem com fortunas de que não justificam a sua proveniência, ao mesmo tempo que erguem a bandeira da libertação, quando não fazem mais que escravizar com a mais repugnante insensibilidade.

 

Eis um pouco da história da fundação Bill e Melinda Gates:

 

Em 2000 Bill & Melinda Gates, sua mulher, criaram a Fundação Bill & Melinda Gates para ajudar a reduzir as desigualdades nos Estados Unidos da América e um pouco por todo o mundo. Acreditam que a ciência e a tecnologia têm grande potencial para promover a vida em todo o planeta. A fundação dá prioridade às questões mais negligenciadas, tendo como fundamento o seguinte:

 

"O nosso trabalho começa com a crença de que todas as vidas têm igual valor. Pensamos que todas as pessoas merecem a oportunidade de ter vidas saudáveis e produtivas. Temos desenvolvido um processo que nos ajuda a decidir como gastar o nosso tempo, esforço e dinheiro, de modo a chegar ao maior número de pessoas.

As principais prioridades da fundação são a promoção da saúde e a redução da pobreza extrema no mundo em desenvolvimento e o acesso à escolarização superior nos Estados Unidos.


A primeira coisa a fazer é definir o problema e a oportunidade. Há que perceber mais sobre o problema que está a causar desigualdade, quer estejamos a falar da elevada taxa de mortalidade infantil em alguns países africanos, quer da baixa taxa de graduação em Los Angeles. Começamos por mergulhar na informação, procurar especialistas e filantrópicos. Estamos interessados em saber o que resultou e o que não resultou. Assim que encontramos a melhor perspectiva, procuramos estratégias para a pôr em prática. Ao saber mais sobre um problema, perguntamo-nos até que ponto podemos fazer a diferença com o nosso dinheiro. Só nos envolvemos se acreditarmos que os governos e os negócios são capazes de chegar a alguma solução para o problema.


A nossa estratégia em termos de saúde tem como prioridade as condições de saúde e a prevenção da propagação de doenças nos países em vias de desenvolvimento. A malária, que mata mais de 2000 crianças africanas por dia, é uma das nossas prioridades. Os especialistas apresentaram uma proposta à fundação, que a apoiou.
Guiados pela crença de que todas as vidas têm igual valor, a Fundação Bill e Melinda Gates trabalha para ajudar todas as pessoas a levar vidas saudáveis e produtivas. Nos países em desenvolvimento, foca-se na promoção das condições de saúde, dando a possibilidade às pessoas de sairem da fome e pobreza extremas. Nos Estados Unidos, procura assegurar que todas as pessoas, sobretudo as que têm menos recursos, têm acesso às oportunidades que lhes permitam ter sucesso a nível académico e pessoal.

Todos os dias mais de 1000 crianças morrem porque não têm acesso às doses básicas das vacinas. Quase três biliões de pessoas no mundo inteiro vivem com menos de 2 dólares por dia. Aqui, nos Estados Unidos, só um terço dos alunos que ingressam no 9º ano vão graduar-se com as competências de que necessitam para ter sucesso na faculdade e no trabalho. Um grande número desses que ficam pelo caminho são hispânicos e afro-americanos.

 

A nossa fundação e os seus parceiros tentam solucionar esses problemas porque acreditamos que todas as vidas têm igual valor, independentemente de onde estão a ser vividas – nos países ricos com elevada qualidade de cuidados de saúde ou nos países pobres, com quase nenhuns; nos bairros suburbanos ricos, com escolas secundárias novas ou nas comunidades desfavorecidas, onde a maioria dos alunos abandona a escola.

 

Também acreditamos que daqueles a quem é dado muito, é esperado muito. Nós beneficiámos de boas escolas, bons cuidados de saúde e de um sistema económico vibrante. É por isso que sentimos uma tremenda responsabilidade em devolver algo à sociedade. Tendo esses valores fundamentais como ponto de partida, a nossa fundação guia-se por alguns princípios chave.

 

Em primeiro lugar, concentramo-nos em pequenas área de ajuda, o que faz com que possamos aprender acerca das melhores abordagens e ter o maior impacto possível. Escolhemos as questões perguntando: que problemas afectam a maioria das pessoas e foram negligenciados no passado?

 

O nosso Programa de Saúde Global centra-se nas doenças e nas condições de saúde que provocam mais enfermidade e morte e que recebam a menor atenção e tenham menos recursos – doenças como a tuberculose e a malária, que dificilmente surgem nos países ricos, mas que continuam a matar milhões de pessoas no mundo em desenvolvimento. E a SIDA, que afecta 5 milhões de novas pessoas todos os anos, a grande maioria nos países pobres.

 

Também acreditamos no poder da ciência e tecnologia para promover a vida das pessoas. Nos últimos anos, o mundo fez tremendos avanços em campos que vão desde a biologia até à tecnologia da informação e essas inovações não estão ainda ao acesso de todos. O nosso objectivo é ajudar a aplicar a ciência e a tecnologia aos problemas das pessoas mais necessitadas.

 

Como exemplo, o nosso Programa de Desenvolvimento Global trabalha com uma organização chamada Oportunidade Internacional, utilizando uma tecnologia relativamente simples que está a ajudar as mulheres no Malawi a salvar as suas crianças da destituição. No Malawi a esperaça média de vida é de cerca de 37 anos. Quando um homem morre, os seus parentes dividem as suas posses e dinheiro, não deixando nada para a sua mulher e filhos. A Oportunidade Internacional ajuda través da distribuição de "cartões inteligentes". Esses cartões são semelhantes aos nossos cartões de multibanco e permitem às mulheres manter dinheiro em contas ultra-seguras, que são protegidas por um sistema de reconhecimento de impressão digital. Só a possuidora do cartão pode aceder à conta, utilizando a sua impressão digital. Estes cartões tornaram-se tão populares no Malawi que são frequentemente oferecidos como prenda nos casamentos.

 

Finalmente, a nossa fundação está profundamente associada à importância da parceria. Todas as iniciativas que estamos a apoiar vão requerer o talento e recursos de muitas pessoas e muitas organizações diferentes. Para provocar mudanças profundas, temos de colaborar com governos, empresas e organizações sem fins lucrativos. O nosso trabalho com as escolas secundárias nos Estados Unidos, por exemplo, envolvem dezenas de parceiros, desde organizações comunitárias até às entidades legisladoras nacionais. Mudar as escolas secundárias requer o esforço dos pais, professores, administradores escolares, uma grande quantidade de organizações relacionadas com a reforma escolar e os líderes governamentais. Precisamos deste tipo de abordagem coordenada como forma a garantir que preparamos todas as crianças para a universidade, o trabalho e a cidadania.

 

Estas são só algumas das formas que usamos para pensar acerca do trabalho que fazemos. Somos optimistas em relação ao futuro. [...] Alguns dos problemas em que trabalhamos, têm solução e o nosso foco tem de ser em colocar essas soluções nas mãos de quem mais precisa delas. Outros problemas nunca tiveram a atenção que merecem e acreditamos que o ênfase nesses esforços pode levar a avanços fantásticos. Os desafios que encaramos são enormes, mas também o é a oportunidade de promover as vidas das pessoas".

 

Bill Gates

Melinda French Gates

 

É espantosamente admirável ver o casal mais rico do mundo a relacionar-se com a gente mais humilde e com a indigência extrema, enquanto outros, com poder económico semelhante, se isolam na elite da sociedade e vivem faustosamente, o que não é exemplo para o casal Gates, que não se deixa influênciar por quantos sustentam que o mundo está irremediavelmente perdido e não haver volta a dar. Também não se podem atribuir ao Estado todas as funções de Promoção e Dignificação do Homem porque, todos nós, dentro das nossas posses, podemos ajudar. E ganharmos consciência de que ninguém está isento de culpas em relação a tudo de mau que se passa no mundo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por promover e dignificar às 16:07

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