Sexta-feira, 8 de Fevereiro de 2008

Pagina 12

Recordando Carmen Duarte

Por António Jorge Lé

 

Lembramos hoje uma figura das letras já falecida – Maria Carmen Canellas de Castro y Daza Duarte.
Natural da Figueira da Foz, Carmen Duarte inicia os seus estudos no então Colégio Moderno. De espírito liberal e aberto a todo o fenómeno de manifestação artística e de vocação autodidacta, bem cedo se interessa pela leitura dos melhores autores e dramaturgos nacionais e estrangeiros.

Simões, grande amiga da família. Em 1943 Carmen Duarte participa e é premiada num concurso literário de Loulé. A partir daí foi uma sucessão de prémios e distinções, e escreve também letras para canções, algumas que ainda integram vários repertórios.
Colabora praticamente em todos os jornais da Figueira. Assina vários artigos de carácter social e humano.
Na poesia, assinando muitos inspirados sonetos, Carmen Duarte é destacada em órgãos de comunicação de relevo e regularmente passa a escrever para o Diário de Coimbra.
Com o saudoso jornalista de Coimbra José Castilho promove acções de solidariedade e activamente participa no dinamismo que permitiu a recuperação da sede da Sociedade Filarmónica Figueirense (com Judite Mendes de Abreu e Joaquim de Sousa) aquando da derrocada do telhado na década de 70.
A bondade acompanhava-a. E vem a propósito citar (com licença) José Castilho, um dos grandes jornalistas do nosso tempo. "Ajuda aquelas crianças às quais a vida não concede um mínimo de conforto e andam por aí à deriva, como floritas que o vento arranca para as espalhar depois pelas bermas sombrias dos caminhos".
Carmen Duarte escreveu sobre o mar, exaltou poeticamente o crepúsculo e a Figueira de que tanto gostava.
Fica a homenagem à guisa de doce recordação.

 

LIBERDADE E IGUALDADE NA DEMOCRACIA

Aristóteles, A Politica

O princípio do governo democrático é a liberdade. O primeiro carácter da liberdade é a alternativa no mando e na obediência.
Na democracia, o direito político é a igualdade, não relativamente ao mérito, mas segundo o número. Uma vez assente esta base de direito, segue-se, como consequência, que a multidão deve ser necessariamente soberana e que as decisões da maioria devem ser a lei definitiva, a justiça absoluta; porque se parte do princípio que todos os cidadãos devem ser iguais. E assim, na democracia, os pobres são soberanos com exclusão dos ricos, porque são em maior número e a vontade da maioria é lei.
Este é um dos caracteres que distingue a liberdade, a qual é para os partidários da democracia uma condição indispensável do Estado. Segundo o seu carácter é a faculdade de cada um viver como lhe agrada, porque, como costuma dizer-se, isto é a característica da liberdade democrática. Disto resulta que na democracia o cidadão não está obrigado a obedecer a qualquer um, ou se obedece é com a condição dele mandar também por sua vez; eis como neste sistema se concilia a liberdade com a igualdade.

 

O HOMEM MAIS VELHO DO MUNDO

Tomoji Tanabe, o homem mais velho do mundo completou o 112º aniversário este mês, afirmando ao jornalistas que esperava viver eternamente.
Nascido em 1895, Tanabe foi nomeado o homem mais velho do mundo após a morte do porto riquenho Emiliano del Toro, que faleceu tendo completado 115 anos de idade.
Com um estilo de vida ascético e moderado, Tanabe tem boas possibilidades de prolongar a sua longa vida. Tanabe tem uma boa saúde e uma alimentação regrada, evitando beber alcool.
0 Japão tem o maior número de casos de pessoas que atingem idades record, devido principalmente a alimentação saudável baseada em arroz e peixe.
0 numero de japoneses que ultrapassam os 100 anos de idade quadruplicou nos últimos 10 anos, prevendo-se que este numero alcance em 2050 um milhão de individuos.
Estes números podem tomar-se alarmantes para o sistema de pensões, que tera cada vez mais dificuldade em chegar a toda a população.

 

 

 

COMUNIDADE VIDA E PAZ

 

REINSERIR E REABILITAR

 

Quase a comemorar duas décadas de existência, a Comunidade Vida e Paz visita todas as noites os sem-abrigo lisboetas para lhes dar comida e roupa. Mas o trabalho da instituição não visa apenas suprir as necessidades básicas dos mais carenciados.

"Feche os olhos. Imagine a sua vida despojada dum tecto, de meio de transporte e de posses materiais. Não há cá telemóvel e muito menos e-mail. Agora adicione uma dependência que lhe perturba o comportamento e o leva a ter atitudes que lamenta, e a solidão de ter falhado a tanta gente e tanta gente lhe ter falhado. Já está? Sente o frio, a fome, a sede, a tristeza e o desespero? Agora multiplique o que imagina pelos milhares de vezes que o experimenta." São estas dificuldades que a Comunidade Vida e Paz (CVP) procura diminuir através do apoio que presta aos sem-abrigo, explica Elizabete Cardoso, uma das voluntárias da instituição.

Todas as noites três equipas percorrem as ruas de Lisboa, distribuindo comida e roupa a cerca de 450 sem-abrigo. Mas o objectivo não passa apenas por colmatar as necessidades básicas desta população carenciada. A relação criada permite conhecer a situação de cada um e encorajá-los a entrar no programa de recuperação também promovido pela CVP. Com a inserção num dos três centros terapêuticos os sem-abrigo passam por tratamentos de desabituação de álcool e drogas, no caso de dependentes, e apoio psicológico, mas adquirem também uma nova atitude na vida e competências para encontrarem um emprego, através de formação profissional, e serem assim inseridos de novo na sociedade.

Dificuldades, apesar dos apoios

 

Natal ameaçado

O evento mais emblemático da CVP é a festa de Natal. Este ano a Cantina 1 da Universidade de Lisboa recebeu quase três mil visitas ao longo de três dias, distribuindo roupa e comida, mas também conforto emocional. No entanto, este ano um incidente pôs em causa o trabalho da instituição. "Quando, na manhã de 9 de Dezembro, a 5 dias da Festa de Natal, nos apercebemos que o armazém tinha sido assaltado, não queríamos acreditar. Roubar bens que são para proporcionar um momento de conforto e partilha a quem nada tem é surreal", recorda a voluntária Elizabete Cardoso. Mas apesar do choque inicial, não perderam a esperança e puseram mãos à obra. Felizmente, não foram apenas os voluntários da instituição que vestiram a camisola para que ainda assim fosse possível a realização da festa de Natal. Os apoios chegaram de todo o país: empresas, grupos sociais e particulares contribuíram como puderam. O balanço só pode ser positivo, visto que a CVP ainda conseguiu entregar parte dos donativos ao Banco Alimentar.

"A atenção da comunicação social também trouxe prendas de Natal antecipadas: concursos televisivos entregaram prémios avultados à Vida e Paz que, apesar de não chegarem a tempo da festa, colmatarão as necessidades que surgem no final do Inverno. Assim, e com a ajuda de Portugal inteiro, transformámos o que podia ter sido um desastre no que tínhamos almejado desde sempre: a melhor Festa de Natal com os Sem-Abrigo de sempre!" Conta Elizabete entusiasmada.

Apesar de todo o trabalho que faz actualmente, a CVP tem em mente novos projectos. Prevenção é a palavra de ordem e por isso a instituição quer evitar situações futuras de pessoas na rua. Assim, alargar o apoio que já presta a famílias carenciadas, dedicando-lhes mais recursos humanos e tempo, é um dos objectivos. Nesse sentido, a direcção já validou um plano de acção que aguarda a implementação.

 

COMUNIDADE VIDA E PAZ

geral@alvalade@cvidaepaz.org

CONTACTOS:

Telefone - 912340222

Mail -

 

Texto: Rita Almeida

 

 

Os apoios de particulares e benfeitores, através do voluntariado, oferta de comida e donativos monetários, ajudam a fazer face aos encargos das actividades da instituição, tanto na distribuição feita diariamente pelas ruas, como nos gastos dos centros terapêuticos, que contam com 250 pessoas internadas.

No entanto, esses apoios nem sempre chegam. "Infelizmente, já tem acontecido sairmos para as voltas sem leite ou fruta. Por outro lado, a falta de verba impede-nos de contratar mais profissionais e dar resposta a mais pessoas", refere Elizabete Cardoso. Nesse sentido, conseguir parcerias regulares com empresas para o fornecimento de bens alimentares, angariar mais voluntários e conseguir mais apoios financeiros são essenciais para que a Comunidade Vida e Paz continue a dar resposta às necessidades dos mais carenciados e não baixar a qualidade do serviço prestado.

publicado por promover e dignificar às 16:51

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