Quarta-feira, 26 de Dezembro de 2007

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O SONHO DA INDIA

Esta peça teatral de 1898, é uma preciosidade rara escondida nos escaparates, na

altura impressa em papel de linho e de algodao de 1

Nacional, que nos conduz a uma epopeia de grande significado historico e cujos

personagens como D. Joao II, seu filho D. Manuel, Bartolomeu Dias, Diogo Cão, Vasco da

Gama e Bispo de Ceuta, nos transportam à época dos descobrimentos até final do seculo

XIX.

As peripécias envolventes são de relevante interesse documental e de um retrato fiel

das formas de vida dessas épocas. Por sua vez, esta peça dá-nos as mais exactas aventuras

no dominio dos mares, com Portugal no topo do mundo em materia de navegação.

Retrato este que será inserido sucessivamente nas paginas deste jornal e que

constitui um presente valioso aos nossos leitores, que não deixarão de ler, tal o fascinio que

nos suscita. Vamos à transcrição:

QUADRO PRIMEIRO

Um salão no paço. Uma meza com papeis, tinteiros, mappas, livros, um globo. Janella

gothica que dá para o Tejo. À meza escrevem e lêem Mestre José Hebreu, Mestre Rodrigo

Hebreu, e D. Diogo Calçadilha, bispo de Ceuta.

A scena passa-se em Santarém.

a qualidade, impressa na Imprensa

Mestre José

escolheu melhor.

– Parece-me que d´esta vez, El-Rei

Mestre Rodrigo

– De certo.

O Bispo de Ceuta

mas esqueceu-lhes, a elles e a nós, que não sabendo arabe, difficil lhes seria o passarem

Mestre José

– Nao foi tempo perdido, em todo o caso.

O Bispo de Ceuta

– Sobre tudo para elles que visitaram os logares santos.

Mestre Rodrigo

– Esse Prestes João tem-nos dado que fazer, sr. bispo.

O Bispo de Ceuta

– E continuará, se ainda d`esta vez teimar em nao aparecer.

Mestre José

– É que o teremos procurado mal.

Mestre Rodrigo

– E, quem sabe, até, se nao existe?

O Bispo de Ceuta

viajantes.

– Nao se póde duvidar. Fallaram n `elle Marco Polo e tantos outros

Mestre José

procurâmol-o na Africa. Não foi isto que o bispo de Gabala disse ao papa Eugenio III?

– Mas falaram d`elle, na Asia, alem da Armenia e da Persia, e nós

O Bispo de Ceuta

outros viajantes? É certo que desde o tempo do grande Infante navegador, noticias do

interior da Africa, o fazem mais perto de nós. Dizem que n´uma das Indias. Em qual das

tres? Aonde? É isso que ha a descobrir e saber claramente.

– No s eculo XII. Mas depois d`isso, nao daes fé ao testemunho de

Mestre Jose

Guiné, e que se alguma das suas cidades, d´elle Prestes, for situada junto ao litoral, que

lh`o faça saber, para que se liguem, exaltando a fé de Christo. Pode suppor-se que o seu

reino venha tocar a costa de Africa?

– Mas a carta de El- Rei diz-lhe que os nossos navios correm a costa da

O Bispo de Ceuta

– É bom prevenir todas as hypotheses, se nada sabemos ao certo.

(entra D. Joao II, o principe D. Affonso de 14 anos e o aio. Os tres levantam-se)

Mestre Rodrigo e o Bispo de Ceuta

– El-Rei.

D. Joao II

– Sentae-vos. Nao vieram ainda os emissarios?

O Bispo de Ceuta

– Esperam as ordens de Vossa Alteza.

D. João II, ao aio

– Levae-o a folgar um instante. Tende cuidado. Vae.

(beija o principe que sae)

D. Joao II

– Todas as indicações estão escriptas?

Mestre José

– Todas.

D. João II

– Que me não vão voltar para traz, como fr. António e Pero de Montarroyo.

Mestre Rodrigo

– Não voltarão.

D. Joao II

– Eles seguem de Lisboa a Napoles?

Mestre José

– Sim, meu Senhor.

D. Joao II

– Estão passadas as cartas de credito para o principe Cosme de Médicis?

Mestre José

– Estão, aqui.

D. João II

– Estaes terminando...

Mestre Rodrigo

caminh.

Rhodes, onde os cavalleiros portuguezes de S. João de Jerusalem lhes facilitarão a

passagem para Alexandria. Dirigir-se-hão ao Cairo e ahi procurarão as caravanas, fazendo

por alcançar o mar Vermelho. As informações que colherem ahi e até então, determinarão a

futura viagem de cada um, separadamente. Assentou-se que o ponto de encontro, na volta,

seja o Cairo.

– As ultimas informações sobre a viagem. Pareceu-nos ser este o melhor(Lendo) D`aqui a Napoles, com as cartas de credito que receberão. Passam a

D. João II

procura ha meio seculo, e nos foge como uma sombra!

– E, eu saberei, emfim, quem seja e onde vive esse mysterioso senhor, que se

O Bispo de Ceuta

– E encontrado por terra...

D. João II

nao terei que invejar a todos os reis da Europa, reunidos.

– Eu o encontrarei pelo mar. (Passeia) Se o encontro, amigos, eu vos juro mas

O Bispo de Ceuta

sao habeis e ousados. Vão munidos de todas as instrucções e poderes, estranho será que o

nao achem.

– Nem tereis de quê. Deus fará que se encontre d´esta vez. Os emissários

D. Joao II

Interna-se na Africa á maneira que invadimos Marrocos... É como um rei mouro encantado

na sua fabulosa India, como qualquer walli que o povo julga, ainda, viver encerrado e

Mestre Rodrigo

– Cercado de riquezas...

D. João II

– Como elle.

Mestre José

– Temos de descobrir a fórma do desencantamento.

D. João II

opulenta Veneza. Vêde o que seria o porto da nossa bella Lisboa se conseguissemos desviar

para elle todo o commercio do Oriente! O que elle é hoje, já, exportando apenas os nossos

azeites e vinhos: o que seria se pudessemos fornecer á Europa as especiarias que valem

tanto como o oiro, as perolas, os rubins, as esmeraldas! Hei de conseguil-o. Não me basta o

senhorio da Guiné. A Hespanha vizinha é muito grande e eu tenho um filho!

energico)

a dividir a terra ao meio.

– É esta. Procural-o. Chegar a essa India maravilhosa que enriquece o Turco e(Pensativo eEssa Africa nao tem fim: esse continente não acaba, nunca! É como uma barreira

Mestre José

– Ha de acabar.

D. João II

os emissarios. Eu volto já.

– Um dia, espero em Deus! Havemos de saber o que está do outro lado. Chamae(Sae)

(Entram os emissarios Pero da Covilhã e Affonso de Paiva, e com elles Ruy de Pina, Garcia

de Rezende, Diogo Cão e mais fidalgos)

Mestre José

que ser ordena, se quereis sentar-vos...

– Sr. Ruy de Pina, como tendes de tomar notas, para as vossas chronicas, do

Ruy de Pina

– Cedeis-me o vosso logar, Mestre José?

Mestre José

- Honral-o heis.

Ruy de Pina

– Agradeço-vos. (Senta-se e toma notas)

Garcia de Rezende

– Mais uma tentativa?

Mestre José

– Que não será a ultima. El-Rei nao é dos que desanimam.

Garcia de Rezende

– E ainda menos dos que recuam.

O Bispo de Ceuta

India e d´esse Prestes?

– Na vossa ultima viagem, sr. Diogo Cão, nada de novo soubestes d´essa

Diogo Cão

Seria dificil distinguir que qualquer d´elles fosse o Prestes, e é mesmo quasi certo que

nenhum o seja. Não é natural que principe de tanto poder, christão, tenha o seu reino entre

gentes tao selvagens.

– Nada, serio. Os negros falla sempre, vagamente, de principes, do interior.

Gracia de Rezende

– São gentes de valor.

Diogo Cão

– Como?

Garcia de Rezende

– Como mercadoria. Vendem-se bem por cá.

Diogo Cão

– Gracejaes sempre, sr. Garcia de Rezende.

Garcia de Rezende

partido?

– Uns gracejam, os outros vendem-nos. Quaes ficam de melhor

O Bispo de Ceuta

– Já se não faz .

Diogo Cão

– El-Rei prohibiu-o, severamente.

Ruy de Pina

– Já se não faz? Daes-me a vossa palavra?

Diogo Cão

– Para que a quereis?

Ruy de Pina

– Para o notar na chronica de El-Rei.

Diogo Cão

– Mas podeis pôl-o.

Ruy de Pina

conquistar pela paz e pela amisade e não pela guerra; mas que se não faça...

– Que El-Rei prohibiu, sim; que as suas vistas politicas são mais altas:

Diogo Cão

vão, os colonos da Mina e os das ilhas que lá dão os seus saltos, captivem indigenas, será

verdade; é; mas não por vontade de El-Rei.

– Os navegadores, não. Que os mercadores que armam as suas caravellas e lá

Ruy de Pina

– É o primeiro fruto das colonias.

Mestre José

– O unico por ora.

Garcia de Rezende

– Unico? Então o marfim, o oiro?...

Ruy de Pina

– O mais facil de colher.

Diogo Cão

– Tambem não. A colheita tem custado a vida a muitos dos nossos.

O Bispo de Ceuta

– Até aquelles que só para o bem pretendem alcançal-os.

Ruy de Pina

– Os nossos missionarios? E muito têm feito já pela Guiné?

O Bispo de Ceuta

d`aquellas gentes, levantado feitorias e casas de ensino.

– Bastante. Já vão pelo Congo acima. Têem convertido varios reis, reis

Garcia de Rezende

– E sera vantajoso civilisal-os?

O Bispo de Ceuta

achaes, só n´isto, a maior vantagem?

– São almas para Deus, creaturas que entram na nossa fè de Christo. Não

Garcia de rezende

– Sem duvida.

Ruy de Pina

– Se será christão o tal Prestes?

O Bispo de Ceuta

– Diz-se que sim. A noticia tem tres seculos e não morreu.

Garcia de Rezende

– Isso vamos nós saber em breve.

O Bispo de Ceuta

– Como?

Garcia de Rezende

homem e verem os livros por que resa.

– Pero da Covilhã e Affonso de Paiva se encarregarão de descobrir o

Pero da Covilhã

se elle existe-; ou com a lenda desfeita, se é só o principe de contos esse tal principe.

– Vamos n`esse intuito. Por mim vos affirmo que nao voltarei sem o ve –

Garcia de Rezende

– E procural-o heis na Asia ou na Africa?

Affonso de Paiva

ou vivo!

– Em ambas as partes; e, é o caso de dizer que o havemos de trazer, morto(Entra El-Rei)

D. João II

, aos emissarios – Estaes promtos?

Pero da Covilhã e Affonso de Paiva

– Absolutamente.

D. Joao II

parecer.

minha parte, ao principe Cosme, o banqueiro e, para vosso uso particular – e porque

facilmente as podereis ocultar em caso de alguma necessidade – tamae esta bolsa de pedras

de valor, que trocareis quando vos for mister.

sabeis o que fazer mercê a quem bem vos serve.

– Tendes aqui todas as informações de que vos servireis como melhor vos(Mestre José vae dando) Dae-lhe a ordem para Napoles. Apresental-a-heis, da(Dá-lh´a) Nao poupeis os vossos esforços:

Pero da Covilhã

– Muito bem o sabemos, Senhor.

Affonso de Paiva

nao rejeitemos se a merecermos. É maior o amor por Vossa Alteza do que a nossa ambição.

Por ele, em vosso serviço e empenho, arriscaremos tudo para vos trazer as melhores novas.

– Creia Vossa Alteza que nos não move a mira de recompensa, bem que a

D. João II

onde estiverdes. Recompensarei o portador e terei occasião de serenar a impaciencia em

que fico, desde que partaes.

– E não heis de arrepender-vos.. E, sempre que puderdes mandae-me noticias de

Diogo Cão

– O que pensaes em Bartholomeu Dias!

D. João II

dezassete, e não sei o que terá acontecido...nenhumas noticias...

– Vós o sabeis. Desde que ele partiu. Dia e noite. Já lá vão dezoito mezes, quasi

Mestre Rodrigo

– Que passou pela Mina, sabe-se que iam bem.

D. João II

– Há que tempo.

Diogo Cão

– Bartholomeu Dias é um grande capitão.

D. João II

desconhecidos é quasi andar ás cegas. Não é verdade, Diogo?

– Sabedor e valente; mas os outros como elle lá têem ficado. Andar por caminhos

Diogo Cão

– Quasi que assim é, meu Senhor.

D. João II

– Tendes todas as instrucções e a ordem. A carta para o Prestes?

Mestre Rodrigo

– Eil-a. (Da-lh`a)

Pero da Covilhã

– Que mais manda Vossa Alteza.

D. João II

– Quando partis?

Pero da Covilhã

Pezzano.

– D`aqui? Já. Para Napoles? Amanhã, de Lisboa, na galé do genevez

D. João II

– Pezzano? Não andou já ao nosso serviço?

Mestre José

– Foi com Diogo de Azambuja e mestre Martim à Guiné.

Diogo Cão

– É um marinheiro habil.

D. João II

com a melhor vontade.

– Podeis partir. Se alguma cousa mais quereis que vos faça dizei, que vol-a farei

Affonso de Paiva

– Nada, meu Senhor.

D. João II

– Pois ide e acreditae que me ficaes no pensamento, e que desde já vos sou grato.

Affonso de Paiva

– Tanto nos basta, Senhor.

D. João II

– Adeus. (Da-lhe a mão a beijar) Deus vá comvosco.

Pero da Covilhã

Vozes

emissarios)

– Até à volta. (Saem os dois

D. João II

São habeis, são. Quanto me custa, hoje o

Ter recusado a esse genovez, a esse

Colon, os navios que me pedia. Era mais

uma experiencia e...quem sabe! Elle

tinha uma convicção profunda: lia-selh`

a nas palavras.

– São habeis os genovezes.

Mestre José

homem.

– É um erro o calculo d`esse

D. João II

entre nós. Que estudou largamente com

Perestrello...

– Não sei. Sei que aprendeu

Mestre Rodrigo

– Era uma loucura.

D. João II

que os homens de juizo nunca serviram

para aventuras.

– Quero-me com taes loucos,

O Bispo de Ceuta

Vêde se lhe têem dado os navios.

–Foi para Hespanha.

D. João II

pede ha já tres annos e aqui pediu tres

mezes. Teve pressa. Eu tinha mais do que

pensar n`aquelle tempo.

pensae que elle descobre a India por

onde diz?

– Elle os alcançará; que lá(Pausa) E

O Bispo de Ceuta

, ironico – Talvez.

D. João II

Segui as vossas opiniões e conselhos.

Estaes ahi os tres: Mestre Rodrigo,

Mestre José e vós D. Bispo. Sereis os

culpados. A mim compete-me guiar-me

pelo vosso saber e pelas vossas

consciencias.

– Lavo d´ahi as minhas mãos.

Mestre José

fallamos, sempre , Senhor. Sempre,

desde o grande Infante, que a terra da

India se procura pelo sul.

– Com ella nas maos vos

D. João II

caminho? Não póde haver?

– E não haverá outro

Mestre Rodrigo

por onde elle quer, esse caminho será dez

vezes mais longo do que o do sul. Que

vantagem haverá em o seguir?

– E se houver caminho

D. Joao II

o ter contentado.

– Nao sei. Tenho pena de não

(Um fidalgo entra)

O Fidalgo

– Pordoae, meu Senhor.

D. João II

– Que é?

O Fidalgo

Noronha acaba de chegar de Lisboa e – Onde está?

O Fidalgo

tanta pressa traz que me disse que viesse

prevernir-vos da sua chegada.

– Apeia-se no pateo; mas

D. João II

– Que nova trará?

O Fidalgo

seu rosto. Eil-o

– Boa é por certo a julgar pelo

(Noronha entra; atrás o principe e o

aio).

D. Pedro de Noronha

– Daes licença?

D. João II

entra e beija a mão ao Rei)

tanta pressa?

– Entrae. O que (Noronhavos traz com

D. Pedro de Noronha

desejo de vos dar a mais agradável das

novas.

– Meu Senhor, o

D. João II

– Dizei.

D. Pedro de Noronha

Bartholomeu Dias...

– Chegou

D. João II

– Ah!

D. Pedro de Noronha

Coelho.

– E Nicolau

D.João II

– Bemvindos; e que mais?

SENHOR

ANUNCIANTE

Este jornal tem temáticas

intemporais , vai ser lido

relido e

guardado.

Tenha isso em atenção e dê-nos o seu anuncio.

 

PATROCÍNIOS

Este jornal deseja estabelecer

patrocínios com empresas,

organismos oficiais e outros.

C o r r e s p o n d e r e m o s c o m

reportagens e outras formas de

divulgação ou promoção.

Neste ãmbito, iremos aumentar o

número de páginas nas próximas

edições.

Aguardamos os competentes

contactos.

D. João II

– Meu Senhor, D. Pedro de
– Que elle fique com Vossa Alteza, meu Senhor.

na sua fabulosa India, como qualquer walli que o povo julga, ainda, viver encerrado em

nossos velhos castellos...

– Praza a Deus. Fugiu diante das caravellas do Infante e das de El-Rei meu pae.

para lá de Alexandria.

– Fr. Antonio de Lisboa e Pero de Montarroyo eram bons enviados;
publicado por promover e dignificar às 23:08

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POR UM HOMEM NOVO

NUMA MUDANÇA

FEITA DE MEMÓRIAS

POR JOÃO CARLOS FONSECA *

FELICIDADE

"O que é a felicidade e como a podemos adquirir" constituiu o cerne

da filosofia moral da Antiga Grécia.

O que as leis humanas e os costumes permitiam era considerado o

bem. O que os costumes e as leis proibiam era considerado o mal. O

que os costumes e as leis requeriam era considerado obrigação.

Nem o certo, nem o errado, nem o dever tinham conotações morais.

Tudo dependia da cultura e do meio.

Para os gregos a felicidade era o fundamento da ética. Ela não era

sinónimo de riquezas, glória, honras, alegria, prazer ou contentamento.

A felicidade, que não dependia apenas da vontade do sujeito, era

influenciada e determinada por um vasto conjunto de factores. A

sorte era um deles. Mas, o mais importante era nascer com as

disposições excelentes e certas, como as intelectuais e de carácter.

A aprendizagem podia melhorar as disposições, mas a excelência

estava apenas ao alcance de um pequeno número. E ainda que

alguém possuísse todas as disposições que permitiam alcançar a

excelência, isso também não era garantia absoluta de felicidade,

pois ela podia ficar comprometida por um acidente, uma doença

grave, uma calamidade natural ou a morte prematura de um ente

querido.

A felicidade também não estava apenas associada à posse de

riquezas materiais, pois elas, sendo necessárias para a subsistência,

o lazer e o ócio, para receber e ajudar os amigos, quando ultrapassavam

um certo limite constituíam um obstáculo.

O Cristianismo veio atribuir à felicidade outro significado. A

beatitude – alcançada depois da morte – constituiria para os

cristãos a verdadeira felicidade. Está reservada aos justos e aos

crentes, não necessariamente aos mais excelentes e inteligentes.

Pois, dos simples e humildes será o Reino dos Céus…

Uma máxima impensável na Grécia de Aristóteles.

Ou na ética deontológica de Kant, onde a felicidade é substituída

pelo dever e pela observância incondicional do imperativo categórico.

A lei moral não é ditada por um legislador supremo – Deus –, nem

por um qualquer mortal legislador. Ela pertence ao domínio da

razão pura.

A felicidade encontra novamente uma dimensão ética através dos

utilitaristas. Numa abordagem bem diversa dos gregos antigos e dos

cristãos, a felicidade é sinónimo de prazer, que é tanto maior quanto

maior for o número de pessoas que ele consiga atingir.

JUSTIÇA

A ética dos gregos fazia uma distinção clara entre o que é bom por

natureza e o que é bom por convenção.

A justiça natural não dependia das tradições, costumes e leis.

A justiça convencional não era mais do que aquilo que as leis e os

costumes de uma polis consideram como bons para a manutenção

da ordem social.

A justiça convencional variava de cultura para cultura e dependia

do "ar dos tempos"…

Em Górgias, de Platão, Calícles, personagem fictícia de um político

ateniense, demonstra que as leis e os costumes da polis visam impor

os conceitos convencionais de justiça e de igualdade e essa imposição

é feita pelas massas.

A moral convencional nasce da necessidade dos que não possuem as

virtudes naturais a um nível excelente de se apresentarem tão bons

como os melhores.

As leis morais são uma forma de corrigir a natureza…

Mais tarde, com o advento do Cristianismo, a moral convencional

ficará subordinada à lei divina e a massa dos mais fracos revelar-se-á

mais merecedora do Reino dos Céus do que a elite dos excelentes.

É essa a razão pela qual podemos considerar que a democracia

moderna é neta da ética cristã e filha da Revolução Científica do

século XVII.

PASSOS DE UMA LONGA CAMINHADA

De Platão (A República) a Aristóteles (Ética a Nicómaco), passando por

Hobbes (Leviatã), Locke (Tratado sobre o Governo), Hume (Tratado

sobre a Natureza Humana), Rosseau (Discurso sobre a Origem e os

Fundamentos da Desigualdade entre os Homens), Kant (A Metafísica

dos Costumes), Bentham (Introdução aos Princípios da Moral e da

Legislação), Mill (O Utilitarismo), Marx (Crítica do Programa de

Gotha), Sidgwick (Os Métodos da Ética), Juvalta (Os Limites do

Racionalismo Ético), Hart (O Conceito de Direito), Hayek (Lei,

Legislação e Liberdade), ou Rawls (Uma Teoria da Justiça)… e omitindo

muitos outros ilustres pensadores e obras não menos valiosas… são

muitos os contributos ao longo da História do Pensamento – de Antigos,

Modernos e Contemporâneos – para a compreensão de conceitos,

nomeadamente de Felicidade e de Justiça, e da sua evolução até aos

nossos dias.

Nesta tão vasta e rica viagem limitamo-nos a assinalar alguns pequenos

aspectos e episódios que consideramos importantes para esta reflexão,

tendo como ponto de partida a Grécia Antiga, que soube "inventar" a

Democracia como a resposta possível à Ditadura.

A compreensão na sua essência de conceitos que cruzam a Felicidade e a

Justiça permite-nos atingir muitos outros significados e avaliar melhor a

sua importância na Promoção e Dignificação do Homem.

Olhar para trás, ao longo dos séculos, e sentir os passos dados pelo

pensamento é iluminar o caminho futuro da Humanidade. Um futuro

onde ainda há que reformar ou resgatar muita mentalidade perdida ou

presa no tempo.

UTOPIA E REFORMA

Em nome da Felicidade Colectiva, as expectativas de aperfeiçoamento

do Homem e da Sociedade deviam ultrapassar o curso da História,

permitindo a conquista de sonhos e anseios que não resultassem apenas

da imaginação.

Estaríamos então no domínio da utopia, que funde o passado, o presente e

o futuro, simultaneamente irreal ainda que plenamente preenchido,

altamente perturbador enquanto manifestação totalitária da Razão.

Daí a necessidade latente de contrapor utopia e reforma.

Daí o pensamento reformista, também umbilicalmente unido à razão e à

imaginação, que opera a mudança mediante a avaliação das possibilidades

de aceitação e de compreensão.

Constatada e aceite a impossibilidade de reformar a utopia, deparamos

com um magnífico exercício individual e colectivo: pensar utopicamente

a reforma da sociedade.

É esse o grande desafio, a ideia de transformar a sociedade, munidos da

excelência do conhecimento humano, do progresso e desenvolvimento

da ciência e da técnica.

Há, pois, que reavaliar o passado e o presente à luz do futuro, nos limites

da utopia e da ciência, a meio caminho do sonho de uma Humanidade

melhor. E forjar assim um percurso social e uma aliança cívica que

estabeleçam paradigmas universais de participação e intervenção do

poder político.

Se o homem é ele próprio e a sua

circunstância, basta modificar a

sua circunstância para modificarse

a si mesmo… E se a luta pelo

poder é sempre uma luta entre a

memória e o esquecimento é

fundamental estar atento a estratégias

do esquecimento que ameacem

fazer regredir a História…

P o r Hé l i a Al v e s , L i c e n c i a d a em E s t u d o s E u r o p e u s

(helia.j.alves@gmail.com)

Direitos do Homem e das Liberdades Fundamentais, das Cartas Sociais

aprovadas pela União Europeia e pelo Conselho da Europa e também na

jurisprudência do Tribunal de Justiça da União Europeia e do Tribunal de

Justiça dos Direitos do Homem, incluindo os direitos que decorrem das

tradições constitucionais comuns aos Estados-membros. Assim, e pela

primeira vez, foram aglutinados num único documento direitos que se

encontravam dispersos, conferindo-lhes desta forma visibilidade e clareza.

Revelou-se necessário "reforçar a protecção dos direitos fundamentais, à luz

da evolução da sociedade, do progresso social e da evolução científica e

tecnológica" conforme refere o preâmbulo da Carta.

De facto, um conjunto de

direitos que se assumem como

"fundamentalíssimos" é enunciado

em sete capítulos – dignidade,

liberdades, igualdade, solidariedade,

cidadania, justiça e, por fim,

disposições gerais. A Carta

compila inovadora e simultaneamente

direitos civis, políticos,

sociais, económicos e culturais,

afirmando desta forma o cariz

absolutamente inseparável destes

direitos em relação ao ser humano.

Constituindo-se dessa forma

como um documento abrangente, a

Carta afirma a inviolabilidade da

dignidade do ser humano (art. 1º), a

proibição absoluta da pena de

morte e de execução (art. 2º, nº 2), a

proibição do tráfico de seres

humanos (art. 5º, nº3), o direito de

contrair casamento e constituir

família (art.9º), o direito a exercer

uma p r o f i s s ã o l i v r eme n t e

escolhida ou aceite (art.15º, nº1), a

proibição da discriminação (art.

21º) e afirma também a igualdade

entre homens e mulheres,

nomeadamente no que se refere ao

emprego e à remuneração (art. 23º,

nº1), prevendo ainda a possibilidade

de serem adoptadas medidas

que possam conferir regalias

e s p e c í f i c a s a o s e x o s u b -

representado (art.23º, nº2).

A Carta salvaguarda igualmente

direitos respeitantes a grupos

específicos de pessoas. Pode

encontrar-se no artigo 24º o

reconhecimento às crianças de um

direito ao bem-estar, completandose

a sua protecção com a proibição

do trabalho infantil (art. 32º). Já o

artigo 25º confere às pessoas idosas

o direito a "uma existência

condigna e independente", mais do

que apenas uma abstracta

protecção da terceira idade. De

referir ainda o artigo 26º, que

reconhece às pessoas portadoras de

deficiência o seu direito à

autonomia, à integração e à

participação na vida social.

Na verdade, este documento

pretende também responder aos

eventuais problemas que possam

decorrer do progresso científico

actual e futuro, tanto no que diz

respeito às tecnologias de

informação como à engenharia

genética.

Assim sendo, no artigo 3º pode

verificar-se que a consagração do

direito à integridade física e mental

do ser humano inclui, no domínio

da medicina e da biologia, o

respeito da proibição absoluta de

práticas eugénicas e de clonagem

reprodutiva dos seres humanos.

Inovadores são também os artigos

8º e 10º, nos quais se encontram

expressos, respectivamente, o

direito à protecção dos dados

pessoais e a previsão do direito à

objecção de consciência.

O texto visa igualmente dar

r e s p o s t a à s s o l i c i t a ç õ e s

contemporâneas de transparência

n o f u n c i o n a m e n t o d a

administração comunitária,

consagrando o direito de acesso

aos documentos administrativos

das instituições comunitárias (art.

42º) e o direito a uma boa

administração (art. 41º), essencial

num estado de direito como é o

caso da Comunidade Europeia.

* Jornalista e advogado

“Os povos da Europa, estabelecendo entre si uma

união cada vez mais estreita, decidiram partilhar um

futuro de paz, assente em valores comuns." Assim

começa o preâmbulo do mais importante e actual

catálogo de direitos humanos, a Carta dos Direitos

Fundamentais da União Europeia. Este documento

aglutina os direitos consagrados na Convenção

Europeia para a Protecção dos

12

Lisboa 28.Dezembro.2007

Um passo em frente na protecção dos direitos fundamentais

publicado por promover e dignificar às 23:00

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PAÍSES DEGRADADOS E EMPOBRECIDOS

A REABILITAÇÃO É SEMPRE POSSÍVEL

Por que razão países com excelente clima e com matérias-primas de alto

valor económico estão degradados e empobrecidos, quando alguns

deles desfrutam de paz e não têm sido assolados por catástrofes? E onde

o turismo – uma das maiores indústrias da economia moderna – cresce e

amealha recursos monetários?

As matérias primas, como o petróleo, diamantes e outras

riquezas do subsolo não são, afinal, o suficiente para suprirem as

riquezas que o solo arável produz, a par da indústria moderna e das

tecnologias. A produção destas riquezas só é possível face a um povo

trabalhador utilizando métodos modernos em articulação com a

funcionalidade realizadora.

Na medida em que os povos evoluem culturalmente ficam mais

preparados para produzirem mais e melhor. Condição essencial para a

paz social, harmonia vivencial onde a criminalidade praticamente não

existe, a não ser a que se introduz pelas fronteiras. E onde o Estado não

tem falta de meios para ocorrer à nivelação de uma vivência que, se não

nivelada, isenta de carências básicas.

Muitos são os portugueses que protestam indignadamente e

envergonhados contra o facto de estarem na cauda de muita coisa. Mas

as lamentações e a recriminação para com os que governam não operam

milagres, sem que se faça o trabalho que está por realizar. Tenhamos em

conta a concreta realidade, essa palável, sentindo que estamos a pagar a

apatia que deixamos à rectaguarda e os erros que se cometeram de

ordem laboral, da conjugação de esforços e, acima de tudo, de determinação.

Convenhamos, antes de mais, a necessidade de olharmos mais

em frente, de realizarmos o trabalho que está por fazer. Sem que os

projectos fiquem indefinidamente nas gavetas. Países que agora se

gabam – e são gabados – de serem ricos, também já foram muito pobres

em épocas douradas da opulência portuguesa. Fala-se da Islândia – e

inaltece-se – por estar na vanguarda do desenvolvimento, a par da

Noruega e da Austrália, razão para as populações estarem também na

vanguarda da esperança de vida, na qualidade vivencial e nos níveis

culturais, já que a alfabetização atingiu níveis inigualáveis. A própria

Islândia já foi muito pobre, bem como a Noruega, Inglaterra, Itália e

outros países que agora estão na lista dos mais ricos do mundo, também

foram pobres.

É injustificável o desejo de alguns portugueses de que Portugal

se integre na Espanha, ao vaticinarem não haver volta a dar. Já nos

orgulhamos da meritósa evolução tecnológica, em alguns casos no topo

da evolução mundial; o turismo tem condições para vir a atingir 20% do

PIB, se forem retiradas as amarras das pernas dos potenciais investidores.

Falta ainda dinamizar actividades tradicionalmente de cunho bem

português – a Comunidade Europeia tem de saber disto -, bem como as

actividades agro-florestais, em que se incluem os melhores vinhos do

mundo, a vocação piscatória e a produção de cereais.

Não nos falta capital humano – o mais precioso capital que um país

pode ter. Temos um povo trabalhador, bem comprovado pelos países de

imigração. Temos bons médicos, bons engenheiros, bons técnicos em

informática, e gente pacífica e hospitaleira. Os portugueses são capazes

de realizar o que de melhor se faz em todo o mundo.

Falta ainda poder de competição às empresas portugueses, problema

que será resolvido quando, em função da nossa recuperação económica,

o Estado baixar os impostos e os combustíveis, e resolver entraves de

ordem burocrática.

Quando a globalização prossegue aceleradamente, compete a cada

país – Portugal bem incluído – fazer a sua integração por forma que não

fique absorvido e abafado no meio da concentração do global.

E se a seguir surgir uma Nação Mundial onde todos os países sejam

integrados, as soberanias ficarão sempre autónomas com a sua história

e na vigência da sua preservação. Como tal nada de bom resolveremos

com a integração na Espanha, porque somos um país mais antigo que a

própria Espanha e dos mais velhos do mundo.

Falta ainda poder de competição às empresas portugueses, problema

que será resolvido quando, em função da nossa recuperação económica,

o Estado baixar os impostos e os combustíveis, e resolver entraves de

ordem burocrática.

Quando a globalização prossegue aceleradamente, compete a

cada país – Portugal bem incluído – fazer a sua integração por forma que

não fique absorvido e abafado no meio da concentração do global.

E se a seguir surgir uma Nação Mundial onde todos os países sejam

integrados, as soberanias ficarão sempre autónomas com a sua história e

na vigência da sua preservação. Como tal nada de bom resolveremos

com a integração na Espanha, porque somos um país mais antigo que a

própria Espanha e dos mais velhos do mundo.

Vamos acreditar nas capacidades do homem. Em Portugal e em

todo o mundo. Com a cooperação e ajuda que, de forma solidária, nos

prestigiará. E em que os líderes das governações estejam atentos às

necessidades das populações mais empobrecidas, velando pela sua

promoção e dignificação.

Eis uma das mensagens de -

Um passo em frente

(continuação da página 12)

O artigo 51º determina que a Carta

visa apenas proteger os direitos das

pessoas aquando da aplicação do

direito da União quer pelas

Instituições e órgãos da mesma quer

pelos seus Estados-Membros.

Claramente, não se pretende, de forma

alguma, ampliar as competências da

União nem tão pouco substituir as

constituições nacionais nem a

Convenção Europeia dos Direitos do

Homem, mas sim servir de complemento,

garantindo a existência de um

padrão mínimo de protecção dos

direitos humanos.

Proclamada a 12 de Dezembro de

2007, em Estrasburgo, a Carta dos

Direitos Fundamentais encontra-se

num anexo do Tratado de Lisboa e é,

por fim, juridicamente vinculativa.

No entanto, Reino Unido e a Polónia

decidiram não a adoptar, exercendo o

seu direito de

No discurso proferido na

cerimónia de proclamação da Carta

dos Direitos Fundamentais, no

Parlamento Europeu, José Sócrates

relembrou que a defesa dos direitos

humanos é "um valor essencial à

identidade europeia", mencionando a

importância da Carta visar "um

universo de destinatários que vai para

além dos próprios cidadãos dos

Estados Membros". Esta Carta

representa a "convicção de que um

Mundo melhor é um Mundo onde

estes direitos e liberdades são

unive r s a lment e r e spe i t ados " ,

conforme sublinhou o Presidente do

Conselho, referindo ainda que o

combate pelos direitos fundamentais

"é uma tarefa sem fim.”

 

Sucesso Laboral

Continuação da página 7

Se por um lado as empresas

necessitam de profissionais com

cursos superiores de uma gestão e

evolutiva, existe elevado numero

de jovens com formação universitária

com extremas dificuldades

em se colocarem, obrigando-se,

não raras vezes, a aceitarem

funções inferiores às suas aptidões

e com consequentes remunerações

não compativeis. Respondem aos

anúncios de oferta de emprego,

concorrendo com dezenas ou

centenas de oferentes, cujas

possibilidades de admissão são

extremamente reduzidas.

Os resultados poderão ser

melhores se for o oferetente a ir

directamente às empresas e

solicitar colocação ou, em

alternativa, colocar ele mesmo um

anúncio, porque a ser chamado à

entrevista, não tem de se defrontar

com a concorrência.

Quando em presença do empregador

deve, desde logo, transmitir a

ideia de que procura trabalho em

que possam ser atestadas as suas

capacidades realizadoras e nunca

deixar a imagem que busca mais o

emprego que o trabalho; apresentar

boa imagem e diálogo moderadamente

convincentes; não colocar

hipóteses, antes confiança na

admissão; demonstrar, tanto

quanto possível, honestidade e

sentido de responsabilidade;

atestar as necessárias capacidades

para o trabalho que se propõe

assumir; ter lisura e incutir boa imagem de si mesmo.

 

PARA QUE SERVE ESTA ASSOCIAÇÃO

(continuação da pagina 3)

Não vamos fazer de polícias nem

de juízes porque não pretendemos

fazer acusa-ções nem julgar quem

quer que seja, por acharmos que

no futuro os polícias não existirão

para assustar e terão como tarefa

principal defender e proteger as

pessoas e seus bens, enquanto os

juízes procurarão promover o

entendimento entre os contendores

e evitar as condenações,

sempre nefastas para os autores e

para os réus. Concretamente, não

vamos obrigar quem quer que seja

nem exercer acções pressionáveis,

antes despertar as vontades e as

consciências e mostrar os

caminhos das possíveis e

credíveis soluções.

Por outro lado, o programa de

actividades não vai ser estático

nem condicionado. Vamos

assemelhar-nos aos bombeiros,

que apagam os fogos onde a sua

presença mais se faz sentir. E

iremos também apreciar as

sugestões e propostas que nos

sejam dirigidas.

De resto, os. pressupostos

contidos no nosso regulamento

interno são vastamente abrangentes.

Estaremos atentos e mobilizados

com a devida premência.

Por sua vez, o Estado não vai ficar

prejudicado com estas deduções,

já que a APPDH vai prestar

relevantes serviços ao país e a

curto prazo também no estrangeiro.

Sejamos todos solidários. Veja

a nossa conta bancária nesta

publicação e envie-nos, por e-mail

ou via postal o justificativo para

de seguida lhe remetermos o

respectivo recibo. Aqueles que

desejarem anonimato será por nós

cumprido, cujos valores ficarão

registados no extracto bancário e

contabilizados em receitas.

Lisboa 28.Dezembro.2007

13
opting-out.
O ESTAFETA.
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Pagina 14

 

COELHOS OU GAFANHOTOS?

O mestre Felício – era mestre gelateiro – dirigiu-se a um restaurante para almoçar, acenou para o empregado de mesa,perguntando:

- Têm gafanhotos?

O empregado, com um sorriso de quem não acha graça, respondeu:

- Você não tem graça, mas faz-se engraçadinho. O prato do dia é coelho à caçador...

- Coelho não, nem por sombras, nem por sol...

- Então arranjo-lhe um bitoque. E se quer comer gafanhotos,

tem boa solução: vá à mata e cáce-os- respondeu o empregado.

O mestre gelateiro, interessado, perguntou;

- E como se caçam os gafanhotos?

O empregado já estava irritado e descarregou:

- Leve uma espingarda...

O mestre Felício levou a recomendação a sério. Comeu o

bitoque, foi buscar a espingarda e dirigiu-se para a mata. Aí

encontrou 2 guardas florestais, que o inquiriram:

- Você não sabe que está interdita a caça ao coelho?

- Eu não como coelho desde que soube que é pecado –

respondeu o Felício.

O guarda florestal, cortando um ramo de giesta, deu uma vassourada a um gafanhoto e matou-o, dizendo:

- Já viu como se apanham gafanhotos?

- Muito obrigado – disse o gelateiro. Venham comigo, queromostrar-lhe uma coisa importante...

O guarda virou-se para o colega, dizendo: irá ele mostrar-nos algum guisado de gafanhotos?

Chegados à casa do Felício gelateiro, este abriu a Bíblia Sagrada e mostrou a página onde dizia que o coelho e o porco eram imundos, não se devendo comer; mas os gafanhotos, esses sim, podiam-se comer. E o guarda exclamou:

- Tenho andado a pecar toda a minha vida!... Nunca mais como

coelho; mas também nunca vou engolir gafanhotos...

O mestre gelateiro, agradecido, fez uma oferta:

- Querem comer um gelado?

- E os chocolates não têm gafanhotos? – perguntou um dos

guardas.

- Não têm mas vão passar a ter – concluiu o mestre Felício. Intrigado, diz um dos guardas para o colega:

- Quando fores comprar um gelado, certifica-te de que não tem

gafanhotos. A partir daí, quando passavam pelas gelatarias, advertiam os

clientes:

- Tenham cuidado, porque há por aí gelados com gafanhotos –ao mesmo tempo que deixavam os clientes enjoados. Entertanto, o mestre gelateiro passou a percorrer os restaurantes e, à entrada da porta, gritava:

- Tenho aqui um saco de gafanhotos. Querem ficar com eles

para o prato do dia?...

De imediato, os clientes saíam apressados porta fora. E isto

aconteceu até que um dia, o dono de um restaurante lhe tirou a

vassoura da cintura com que apanhou os gafanhotos, dandolhe

umas valentes vassouradas. E o mestre Felício, entristecido, apenas disse:

- Está tudo perdido, já não se pode cumprir a lei de Deus...

Daí para a frente, os amantes dos gelados, perguntavam sempre:

-Será que os gelados têm gafanhotos? Se têm não quero...

Esta história foi contada pelo senhor Benvindo, que é caçador de coelhos.

ALEGRIAS FRANCESAS

Depois de terem conversado durante muito tempo a respeito da elegância

e bom gosto das suas modistas, as duas gentis coquettes, cujos cabelos

castanhos sobressaíam no claro salão forrado a seda palha, começaram a

conversar sobre as amantes dos seus maridos, enquanto duas chávenas de

chá, sobre uma elegante mesa de charão, espalhavam o seu odorifero

perfume pelo quarto.

A Baronesa – Não me incomoda nada ser enganada pelo meu marido.

Desde que tem uma amante é muito mais amável e atencioso para

comigo. O que os maridos têm de melhor é a ausência. Estou

imensamente satisfeita, porque o meu escolheu para amante uma mulher

encantadora.

A Condessa – Certamente a felicidade dos maridos seria para nós um

grande embaraço! Temos tantas coisas a fazer! As visitas, os jantares, os

bailes, as flirtations, levam-nos um tempo considerável. Eu, como tu,

estou contentissima por ser enganada porque o meu marido fez uma

escolha que muito me lisonjeia.

A Baronesa – Temos muito que fazer, temos um modo de vida diferente

da deles. Há entre nós e aqueles de quem usamos o nome uma espécie de

solidariedade, graças à qual tomamos parte nas suas vitórias e nas suas

derrotas, nas suas alegras e nas suas tristezas; e morríamos de vergonha

por eles e por nós, se se entregassem a indignos amores...

A Condessa – A ternura que lhe dedicámos nos primeiros tempos de

casados, não la retirámos completamente; e a que tem conservado

mistura-se à quantidade de ternura pessoal de que eles podem dispor em

favor de outras pessoas. Seríamos sensivelmente humilhadas se alguma

coisa nossa fosse aviltada com ligações pouco recomendáveis.

A Baronesa – Graças a Deus não tenho nada a temer. A amante do meu

marido é de raça nobre, quase uma princesa, ocupa no nosso mundo um

lugar bastante ilustre, e todos pronunciam com respeito o nome que ele

murmura com amor.

A Condessa – Estou tão orgulhosa como tu, mas por outras razões. A

amante do meu não é princesa, é uma estrela de opereta mas muito

célebre, muito aclamada, muito adorada. Para a verem e ouvirem têm

vindo imperadores do Brasil e príncipes de Inglaterra.

A Baronesa – Ela tem uma beleza divina. Alta, pálida, loiro e como que

transparente! É vaporosa como um sonho!

A Condessa – A do meu tem uma graça endiabrada! Baixa, muito

carnuda e adorável, com covinhas nas faces, os braços muito bem feitos,

lembra uma boneca.

A Baronesa – Tem uma elegância incomparável! Arrasta com magestade

a cauda dos elegantes vestidos e sobre a sua fronte real brilham os

diamantes que se dignou a aceitar da mão do meu marido.

A Condessa – Não é muito elegante, mas é muito elegante. Com um

qualquer enfeite de renda fica logo gentilissima!

A Baronesa – A amante do meu marido ama-o verdadeiramente!

Imagina que é viúva há dois anos e que já recusou, só para não deixar Mr.

De Marsiac, a mão dum reinante de um estado da Alemanha!

A Condessa – A do meu marido também lhe é fiel! Assegurou-me que já

há seis meses que não ceia senão com ele nos gabinetes reservados do

restaurante Voisin ou da Maison Dorée.

Assim conversam familiarmente no salão, forrado de seda palha, as duas

elegantes madames, enquanto as chávenas de chá fumegam ligeiramente

sobre uma elegante mesa de charão; e sentem-se cheias de compaixão,

daquela que despreza e chasqueia, pela pobre madame de Ruremonte,

cujo marido, segundo se diz é amante de uma bonita burguesa em casa de

quem se joga o loto às quartas feiras; e por madame de Levi cujo marido

está apaixonado por essa gorda Constância, que tem uns pés enormes!

FÁTIMA LOPES

UMA CAMPEÃ

Fátima Lopes é uma campeã de audiências. Quando iniciou o programa

"FÁTIMA", pensou vir a correr o mesmo risco de campeã que troxe do atletismo?

Sendo uma mulher que risca e arrisca, O ESTAFETA procurou interpretar o

significado dos seus dois livros, tambémeles campeões.

Amar depois de amar-te,

Vai ser uma nova experiência;

Se não estás bem vai até Marte,

Sempre deixas de me moer a paciência.

Escrever um pequeno grande amor,

A pensar em homens que não se medem

aos palmos;

E se às vezes o amor provoca dor,

ALMERINDO MARQUES E O SUCESSO

Almerindo Marques passou do audiovisual para as rodovias. Dizem as

inconfidências que ele vai transmitir a experiência que trouxe da RTP ásestradas, com duas inovações de génio: decidiu instalar o audio com o disco do

bacalhau do Quim Barreiros, para os

automobilistas não adormecerem. Quanto ao visual, vai instalar moinhos de vento

para afastar o nevoeiro.

No entanto, não aceitou bem a ideia quelhe deram de construir uma estrada

aérea, com cordas feitas de teias de aranha. Tanto mais que tem a oposição

dos defensores da biodiversidade.

FAVOR DUPLO.

Isto passou-se na Sertã. O Malaquis apercebeu-se de que o seu

merceeiro se preparava para viajar até Coimbra. Aproveitando a

ocasião, fez-lhe um pedido:

O senhor José pode levar-me um sobretudo?

- Claro que sim, responde o merceeiro. E entrego-o a quem?

- Se não se importar, eu vou dentro dele...

UM BOM CONSELHO

Estavam dois amigos à mesa de um café. Diz um deles:

- Não acreditas que o Saraiva ainda não me deu os 100€ que lhe emprestei?

- Diz o outro:

- Escreve-lhe a pedir os 200€ que te deve.

- Mas não são 200€....

- Vejo que não és perspicaz... Pedes-lhe os 200 € e ele vai responder-te que são só

100. Assim ficas documentado.

NO TRIBUNAL

Diz o juiz para o queixoso.

- Que fez o agressor depois de lhe dar o primeiro

murro?

- Deu-me o terceiro – responde.

- Então que aconteceu com segundo – inquiriu o juz

intrigado.

- Não, tratou-se de um acto bilateral.

- Bilateral!... Que história é essa?

- Não é história, é verdade... O segundo fui eu quem o

deu.

- Sendo assim, você deu-lhe o quarto...

- Já não me lembro, porque fiquei a dormir depois do

terceiro...

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Jornal Nº 1

 

 

 

DESCANSO, LAZER E DESPORTO
Se construirmos uma sociedade em que possamos trabalhar menos e viver em maior tranquilidade, teremos mais tempo para o descanso e o lazer. Como tudo na vida, estes benefícios também requerem imaginação e programação consonantes.
Para se ter bom descanso, é necessário dormir bem. O sono estabiliza o sistema nervoso e retempera as energias. Depois, temos de procurar descansar de outras formas que não nos cansem. Tanto o descanso como o lazer também requerem gestão adequada, para termos aquilo que melhor nos serve.
Não se esqueça a importante função da veia humorística, que nos distrai, faz rir e alegrar os outros. Pelo humor modificamos os comportamentos estéticos, os semblantes e a disposição. Uma boa gargalhada actua melhor sobre o stress que um bom tónico ou um calmante, libertando-nos de vários estados depressionários.
Através da sua veia cómica e da sua predisposição jocosa, o indivíduo tranquiliza a sua função psíquica e consegue alívio interior. O humor é não só uma grande necessidade de tranquilidade de espírito, como um alimento orgânico. Ele ajuda-nos a conseguir disposição para a coesão, fraternidade, união familiar e para a tolerância. Conseguimos ser ainda mais apreciados se, às boas qualidades que evidenciarmos, adicionarmos um pouco de humor. Os artistas do teatro e das variedades servem-se dele para atraírem mais público e também para expressarem o que não lhes seria possível de forma mais directa. Ele é, nas mais várias circunstâncias, uma válvula de escape para a nossa função psíquica.
Sabia que cada indivíduo é músico no seu género e no seu espectáculo?
Que quem for bom músico pode ganhar mais instrumentos? E quem possuir mais instrumentos pode pôr os outros a dançar ao ritmo que pretender?
Mas a expressão do humor também tem regras de controlo. Quando se utiliza sofisticamente ou por zombaria tem efeitos contraproducentes, sendo necessário, também, evitar os excessos.O descanso, como o lazer, não constituem vício nem preguiça, nem doença. A preguiça sim, é uma doença. Ela tem causas fundadas em problemas orgânicos que inibem o preguiçoso (o doente) de desenvolver as suas energias pelo trabalho. Alguém que se sinta cansado, sem trabalhar, já está doente. Assim, a preguiça pode ser tratada curando a doença pelas causas, ou simplesmente exercitar as energias físicas pela ginástica.
O descanso pode acontecer entre várias opções, tais como: sentados no sofá ou repousando na cama; ler livros e adquirir cultura; ouvir música e ver televisão; contemplando o Sol, a Lua e as estrelas; ouvir os grilos, as rolas e a cigarra a cantarem, vivendo o romantismo.
Se em alguns casos o descanso exige privacidade, noutras a companhia é benéfica. E importante ter companhias, conversar, desenferrujar a língua. A falta de convivência é responsável pela maior parte dos estados depressivos. A pessoa que não tenha nada para fazer e não tenha alguém junto de si, permanecendo várias horas sentada numa cadeira, tem tendência para falar sozinha ou ficar demasiado imóvel, vindo-lhe à memória todos os problemas que tem e não tem. A entrada no estado depressivo acontece inevitavelmente.
Depois de intenso esforço físico é necessário descansar no sofá, ou mesmo na cama. É isto que se aconselha aos atletas, depois dos treinos ou das competições. Se não existe cansaço, já não nos sentimos bem na posição de imóveis, há que dar um passeio, arrumar algumas coisas ou mantermo-nos em actividade de outras maneiras.

Ler é um hábito perdido para muita gente, o que está errado. Nos países mais evoluídos, os jornais e os livros têm maior consumo. E a cultura e o desejo de informação que cria motivação. Como tal, devemos cultivar
essa motivação para também nos colocarmos na classe dos mais evoluídos. O conhecimento e o saber nunca se manifestam por excesso e o interesse por bons livros ajuda significativamente a realização pessoal.
Existem as publicações recreativas, que nos podem dar prazer, mas nunca devemos perder o sentido pela que, pedagogicamente, nos torna mais instruídos.
A música recria o nosso íntimo sentimental, desde a estimulação das energias às sensações românticas. E uma questão de predilecção e de escolha.
Passear activa a descontracção. E necessário empreender passeios, principalmente depois de estarmos algum tempo fechados e de nos sentirmos contraídos. Também aqui as opções existem, desde o dar uma volta pelo comércio, a visita a monumentos e museus, à contemplação da natureza junto ao mar ou no campo.
O descanso e o lazer andam, muitas vezes, de mãos dadas. No entanto, na sua essência, são distinguíveis. Entre as formas de lazer, individualizado ou em grupo, salientam-se as viagens, os períodos de férias, a dança, as confraternizações em romarias e em piqueniques, a frequência dos cinemas, teatros e espectáculos desportivos. A prática desportiva pode representar lazer quando doseada, enquanto os profissionais das modalidades desportivas são trabalhadores. Namorar também significa lazer, principalmente quando o namoro explana sentimentos de cordialidade e de afecto. Quando se viaja existe a tendência para a procura de lugares novos, diversificar os contactos para se aumentar o conhecimento. Trata-se de viagens de estudo, cuja pedagogia enriquece a nossa formação. O contacto com outras gentes, outras culturas e a vivência nesses meios, constitui a melhor forma de evoluir.
Se as férias servem para repousar e retemperar energias, elas devem ser aproveitadas para o descanso no lazer. As férias mal programadas podem provocar que, depois de terminadas, nos sintamos mais cansados do que no dia em que entramos nelas. Nunca as férias devem representar trabalho, nem este deve representar férias. As noitadas e o cansaço de longas viagens deve ser evitado.
Tudo que possa resultar em entretenimento e diversão sem demasiado esforço se enquadra no conceito de férias. Cabe a cada qual escolher os programas mais compatíveis.

 

 
HORIZONTAIS
1 - Dinheiro (Gír.). Mulher negra.Andaria. Espécie de coqueiro do Brasil. 3 - Conexão, laçada.
Cidade. Via dentro de uma povoação. 4 - Espaço de tempo correspondente à revolução da terra em
torno do Sol. Espécie de fivela por onde se enfiam os loros dos estribos. 5 - Tal como foi dito. Acto
de agarrar o touro à mão (pi.). 6 - Alto!. Nota musical. Individual. Prosseguia. 7 - Ao qual lugar.
Insecticida poderoso. 8 - Sacudir, mover brusca e irregularmente. Corta com os dentes. 9 - Lavre
com charrua. Estiveram. Sódio (s.q.). 10 - Manuel (pop.). Líquido muito volátil. 11 -Aromatiza.
Mulher natural das ilhas.
VERTICAIS
1 - Pessoa que faz exercícios ginásticos. Mulher que cria uma criança alheia. 2 -Sarcasmo, zombaria.
Sulcar. 3 - Mil e Um (num.romana). Língua que autrora se falava na França. Diz-se dos vegetais
celulares, segundo alguns naturalistas. 4 - Arca. Caminhou para lá. Entre. 5 - Que rapa. 6 -
Desembrulha. Oferecerá. 7 - Levantara. 8 - Deus-Sol, no antigo Egipto.Abalavam. Suco doce que as
abelhas depositam no favo. 9 - Porção de terreno liso e duro, ou laje em que se secam cereais (pi.).
Doutor (abrev.). Tório (s.q.).10 - Imitativa do estrondo produzido pela queda de um corpo (interj.).
Competente, capaz. 11 - Criada de quarto. Cortara em fatias.


SABIA QUE:
O primeiro violino apareceu em Itália em 1520, sendo apontado como um descendente da lira de Braccio. Com a forma actual e quatro cordas, diferençia - se das violas pela caixa de ressonância quase plana e fendas em “f” 
– Em 1637 foi feita a publicação do “Discurso do Método”  da autoria de
René descartes, filósofo francês

- Em 1642, na França, foi inventada por Blaise a primeira máquina de calcular.
 
  
SOLUÇÃO INTELIGENTE
Chamavam-lhe o "José das Nozes". Desta vez foi à propriedade do vizinho e encheu um cabaz de cerejas. Esse vizinho surpreen-deu-o e ameaçou-o: Deixa lá, meu malandro, que vais ter de pagar com 10 cabazes de nozes...Achando a punição demasiada, o José foi ter com o advogado e contou-lhe o sucedido. Resposta deste:
- Não há nada a fazer – e mostrou-lhe a página do código onde estava o artigo que o condenava por roubo.
O advogado retirou-se por momentos e, quando chegou, o josé diz-lhe, todo triunfante:
- A causa está ganha, senhor doutor!...
-Ganha como? – inquiriu o advogado.
-Já não existe a lei que me condena – ao mesmo tempo que lhe mostra a página que arrancou e
rasgou.

 

 

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Jornal Nº1

 

 

 

 

PARABÉNS, PORTUGAL
A ANÁLISE DE "O ESTAFETA" REPORTA-SE AOS RESULTADOS INTEMPORAIS

 
Esta cimeira resultou no imensurável êxito que os mais reputados analistas e comentadores reportaram de excelente sucesso, tecendo os mais rasgados elogios à organização e aos líderes portugueses. De facto, José Socrates, na qualidadde  de anfitrião, esteve excelente. Difundiu o seu charme de mestria e conduziu a Cimeira com forte espírito de coesão e entendimento. Os dirigentes com propósitos críticos e de dessen-terrarem fantasmas do passado ficaram sensibilizados. Estarão também mais voltados para horiziontes de boa-fé, como convinha e devia ser...                               
Fazemos nossas as palavras do cineasta Manuel de Oliveira, ao dizer que "Portugal é o país mais universalista do mundo". E, de facto, o mundo pode contar com Portugal.
E Durão Barroso? O seu trabalho na U.E. tem sido objecto merecidos encómios, porque a
Europa – e não só – tem ganho muito com o seu desempenho. Soube dizer verdades sem ferir sensibilidades, cuja postura se assemelha  aos delínios da APPDH: procurar soluções para o futuro sem  zurzir qustões do passado com dennúncias e acusações.  
Disse  Durão Barroso que a África está    hoje pior que há 30 anos.
E nós completamos o seu raciocínio. A  maior parte dos dirigente africanos cometeram 2 erros que constituem a constituem a causa do insucesso: correram com os europeus com credenciada competência gestiva. E investiram em  cargos chaves pessoas que, só por terem sido guerrilheiros, tinham direito aos lugares. E provocaram também, pela falta de ordem pública e de condições logisticas, a saída de quadros na  pessoa de cidadãos africanos com atestada competência na administração pública, que fizeram parte do êxodo. Não tiveram em conta que o capital humano é o melhor de todos.
O segundo erro foi deixarem-se influenciar por pretensões ideológicas e de conquistas, de países que nem tinham ponta de experiência da vida  africana e das  suas economias. 
Outra verdade de Durão Barroso – e perante os menores
resultados no sector da economia  -, foi convincente ao revelar que a Europa compra muito mais a África que aquilo que vende, factos que jamais alguém terá argumentos de contestação, perante a evidente realidade
E a Cimeira, conduzida com lisura , deixou os intervenientes convencidos de que doravanteé imperioso dar as mãos com espírito de entendimento, amizade e cooperação. Se alguémnão ficou imbuído deste sentimento, ainda está a tempo...
Aconteceu ainda que alguns líderes participantes dispostos a tecerem acusações moderaram a sua postura e regressaram aos seus países com ideias mais realistas, porque foram bem tratados e algo esclarecidos.
Reportamo-nos basicamente  a Rubert Mugabe: supomos de que vai ser menos intrensigente em relação aos erros passados, dado que só tem a ganhar com  amistosas relações diplomáticas com a Europa e com todo o mundo. Se tal acontecer veremos um Zinbabwe a recuperar algo, ainda que demore imenso.E que dizer de Muammar Kadhafy? Não obstante alguma postura mais intempestiva,  acabou por se integrar satisfatoriamente, com alguma surpresa dos analistas, e firmou alguns acordos económicos muito relevantes. Cremos que jamais olhará para a Europa com o anterior sentimento de desconfiança e as suas relações com o mundo serão mais pacíficas, com  repercussões para um futuro que se pretende melhor, a bem  de saudáveis relações entre os povos.
O êxito de Lisboa vai repetir-se em outras cimeiras, tendo em conta  os
resultados obtidos.
 AS ENTREVISTAS QUE "O ESTAFETA" DESEJAVA FAZER RUBERT  MUGABE :
1ª -  Já concluiu, de alguma forma, que o seu país tem muito a ganhar
com relações pacíficas sem que  os fantasmas do passado estejam
presentes?
2ª -  Se pudesse voltar atrás, seria menos intolerante para com os
europeus que tiveram de abandonar o seu país?
3ª -  Se alguns regressarem, acha que dariam valioso contributo ao
desenvolvimento do seu país?
4ª -  Estará disposto a estabelecer parcerias com empresários que
possam trazer assinalávei mais-valia?
5ª -  Aceitaria ter como conselheiro o ex-estadista que é Joaquim
Chissano?
6ª -   Depois da Cimeira de Lisboa, terá ficado com a ideia de que o
melhor para o mundo, a começar pelo Zimbabwe, é tornarmo-nos
menos intolerante e mais cooperantes?
MUAMMAR  KADHAFY
1ª -  Depois da cimeira de Lisboa, ficamos com a ideia de que vai
passar a ter pacíficas e até amistosas relações com a Europa. Será
que o nosso raciocínio está certo?
2ª -  Estará disponível para ajudar a promover o entendimento entre
países africanos, sem guerras  e contribuir para o seu desencvolvi-
mento,  para a melhoria do estado social das populações? 3ª -  Somos
de opinião que os diferendos entre Israel e os países vizinhos só
podem  ter fim  com a mediação e a cooperação dos países próximos.
Estaria disponível para intervir como medianeiro?
4ª -  Também aceitaria trabalhar para a coesão entre os países do
mundo árabe e contribuir para a desmistificação dos rancores 
politico-religiosos?
5ª -  Tendo em conta que a paz seria um bem preciso para os países
árabes, estará receptivo quanto ao ajudar a resolver os diferendos
com Iasrael, na perspectiva de uma forte cooperação que impulsione
o desonvolvimento económico e social?
6ª - Aceitaria na Líbia a instalação de uma delegação da APPDH-
Associação para a Promoção e Dignificação do Homem?As entrevistas que gostariamos
de fazer não têm propósitos exibicionistas nem a veleidade que alguém lhe possa atribuir.
Estes questionários poderiam ser extensivos a outros líderes, em contextos devidamente adaptados. Estamos certos de que muitos  dos nossos leitores concordarão com a formulação das perguntas, elas mesmas a fazem reflectir e a carecerem de respostas.  Na sua formulação hipotética talvez  os destinatários, que certamente delas vão ter conhecimento, respondam anonimamente ou, se se dignarem enviar-nos as respostas, a sua repercussão seja assinalável e dêem à generalidade dos líderes a convicção de que algo no mundo está a mudar, para melhor, porque é também o
sentido desejo desta Associação, de acordo com o seu ideário.
Foi esta a razão da alusão que fazemos à Cimeira de Lisboa, a destempo em termos noticiosos.
Mas este nosso trabalho não teve o propósito de ter efeito noticioso, antes o de acrescentar algo com  o sentido oobjectivo de que daqui a 2, 5, 2, 50 ou 100 anos sintamos que
aquilo que fazemos hoje seja considerado oportuno e produtivo em prol de um mundo melhor, em que a Promoção e a Dignificação do Homem fiquem a ganhar.
JOAQUIM  CHISSANOUM BOM EXEMPLO EM ÁFRICA

Joaquim Chissano tomou conta de Moçambique quando este país  era considerado o mais pobre do mundo. E enquanto outros líderes fizeram retroceder e empobrecer os seus países,
Moçambique recuperou e continua a recuperar, não obstante haver ainda muito a fazer para que o povo em geral sinta a evolução do seu estado económico e social.
Sem petróleo e sem diamantes, aí temos um país  virado para o futuro e considerado internacionalmente.
Qual o mérito? Joaquim Chissano chegou a acordo com a Renamo, a guerra acabou e nunca fechou as portas ao exterior e sempre se debateu pelo incremento das melhores relações não apenas com os outros países africanos, mas com todo o mundo. É assim que se constroi o progresso, é desta forma que se conseguem melhores condições de vida para o povo. De tal forma que ele é, e continuará a ser, um bom exemplo em África.
CIMEIRA EUROPA – ÁFRICA
16 Lisboa 28.Dezembro.2007

publicado por promover e dignificar às 15:27

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Segunda-feira, 3 de Dezembro de 2007

SECÇÕES TEMÁTICAS PARA O JORNAL " O ESTAFETA "

FILANTROPIA E MISANTROPIA - Acontecimentos nobres relacionados com a melhoria vivencial das pessoas e povos em geral; atentados contra a promoção e dignificação do homem.

 

 

PROGRAMAS DE ACÇÕES A RELIZAR PELA APPDH no curto prazo.

 

SAÚDE E MEIO AMBIENTE – tudo que foi e está a ser feito e o que se pode fazer em beneficio das pessoas.

 

SEM COMENTÁRIOS – falar dos antigos astronautas, da astrologia e outos temas de natureza mística (deixando ao critério dos leitores acreditarem ou não). Fofografias de bons e maus acontecimentos. Serão preenchidas 2 páginas – uma com temas e outra com fotografias.

 

UM POUCO DE HISTÓRIA – falar um pouco de história que suscite o interesse dos leitores.

 

HISTÓRIAS CONTADAS – aceitação por parte dos leitores e colaboradores de histórias curiosas alusivas a bons e maus acontecimentos.

 

MEIO ARTISTICO E DESPORTIVO – biografias de artistas e atletas com potencial destaque nestas áreas.

 

INSTITUIÇÕES E ORGANIZAÇÕES AO SERVIÇO DO HOMEM – fazer um artigo a elas alusivo em cada publicação.

 

APELOS À PARTICIPAÇÃO – dos leitores com artigos de opinião e outros que se coadunem com os objectivos da APPDH; apelar à inscrição de associados e a contributos vários.

 

VAMOS BRINCAR – página humorística.

 

LAZER – palavras cruzadas e outros motivos de entretenimento.

 

 

De forma geral - e face às secções definidas -, a temática vai ser intemporal, para que o jornal possa ser guardado e coleccionado. Passadas algumas décadas, os temas podem continuar a suscitar interesse, visto não perderem a actualização.

 

Pretende-se que as primeiras duas publicações sejam mensais e as seguintes quinzenais,passando para a periodicidade semanal quando tal for oportuno e se justificar.

 

Para incentivar as vendas irá ser distribuido um brinde. No primeiro número será uma pedra Ágata polida. Tiragem inicial: entre 5.000 e 10.000 exemplares, com distribuição nacional e ao preço de 0.80 euros.

publicado por promover e dignificar às 14:06

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