Sexta-feira, 8 de Fevereiro de 2008

Pagina 12

Recordando Carmen Duarte

Por António Jorge Lé

 

Lembramos hoje uma figura das letras já falecida – Maria Carmen Canellas de Castro y Daza Duarte.
Natural da Figueira da Foz, Carmen Duarte inicia os seus estudos no então Colégio Moderno. De espírito liberal e aberto a todo o fenómeno de manifestação artística e de vocação autodidacta, bem cedo se interessa pela leitura dos melhores autores e dramaturgos nacionais e estrangeiros.

Simões, grande amiga da família. Em 1943 Carmen Duarte participa e é premiada num concurso literário de Loulé. A partir daí foi uma sucessão de prémios e distinções, e escreve também letras para canções, algumas que ainda integram vários repertórios.
Colabora praticamente em todos os jornais da Figueira. Assina vários artigos de carácter social e humano.
Na poesia, assinando muitos inspirados sonetos, Carmen Duarte é destacada em órgãos de comunicação de relevo e regularmente passa a escrever para o Diário de Coimbra.
Com o saudoso jornalista de Coimbra José Castilho promove acções de solidariedade e activamente participa no dinamismo que permitiu a recuperação da sede da Sociedade Filarmónica Figueirense (com Judite Mendes de Abreu e Joaquim de Sousa) aquando da derrocada do telhado na década de 70.
A bondade acompanhava-a. E vem a propósito citar (com licença) José Castilho, um dos grandes jornalistas do nosso tempo. "Ajuda aquelas crianças às quais a vida não concede um mínimo de conforto e andam por aí à deriva, como floritas que o vento arranca para as espalhar depois pelas bermas sombrias dos caminhos".
Carmen Duarte escreveu sobre o mar, exaltou poeticamente o crepúsculo e a Figueira de que tanto gostava.
Fica a homenagem à guisa de doce recordação.

 

LIBERDADE E IGUALDADE NA DEMOCRACIA

Aristóteles, A Politica

O princípio do governo democrático é a liberdade. O primeiro carácter da liberdade é a alternativa no mando e na obediência.
Na democracia, o direito político é a igualdade, não relativamente ao mérito, mas segundo o número. Uma vez assente esta base de direito, segue-se, como consequência, que a multidão deve ser necessariamente soberana e que as decisões da maioria devem ser a lei definitiva, a justiça absoluta; porque se parte do princípio que todos os cidadãos devem ser iguais. E assim, na democracia, os pobres são soberanos com exclusão dos ricos, porque são em maior número e a vontade da maioria é lei.
Este é um dos caracteres que distingue a liberdade, a qual é para os partidários da democracia uma condição indispensável do Estado. Segundo o seu carácter é a faculdade de cada um viver como lhe agrada, porque, como costuma dizer-se, isto é a característica da liberdade democrática. Disto resulta que na democracia o cidadão não está obrigado a obedecer a qualquer um, ou se obedece é com a condição dele mandar também por sua vez; eis como neste sistema se concilia a liberdade com a igualdade.

 

O HOMEM MAIS VELHO DO MUNDO

Tomoji Tanabe, o homem mais velho do mundo completou o 112º aniversário este mês, afirmando ao jornalistas que esperava viver eternamente.
Nascido em 1895, Tanabe foi nomeado o homem mais velho do mundo após a morte do porto riquenho Emiliano del Toro, que faleceu tendo completado 115 anos de idade.
Com um estilo de vida ascético e moderado, Tanabe tem boas possibilidades de prolongar a sua longa vida. Tanabe tem uma boa saúde e uma alimentação regrada, evitando beber alcool.
0 Japão tem o maior número de casos de pessoas que atingem idades record, devido principalmente a alimentação saudável baseada em arroz e peixe.
0 numero de japoneses que ultrapassam os 100 anos de idade quadruplicou nos últimos 10 anos, prevendo-se que este numero alcance em 2050 um milhão de individuos.
Estes números podem tomar-se alarmantes para o sistema de pensões, que tera cada vez mais dificuldade em chegar a toda a população.

 

 

 

COMUNIDADE VIDA E PAZ

 

REINSERIR E REABILITAR

 

Quase a comemorar duas décadas de existência, a Comunidade Vida e Paz visita todas as noites os sem-abrigo lisboetas para lhes dar comida e roupa. Mas o trabalho da instituição não visa apenas suprir as necessidades básicas dos mais carenciados.

"Feche os olhos. Imagine a sua vida despojada dum tecto, de meio de transporte e de posses materiais. Não há cá telemóvel e muito menos e-mail. Agora adicione uma dependência que lhe perturba o comportamento e o leva a ter atitudes que lamenta, e a solidão de ter falhado a tanta gente e tanta gente lhe ter falhado. Já está? Sente o frio, a fome, a sede, a tristeza e o desespero? Agora multiplique o que imagina pelos milhares de vezes que o experimenta." São estas dificuldades que a Comunidade Vida e Paz (CVP) procura diminuir através do apoio que presta aos sem-abrigo, explica Elizabete Cardoso, uma das voluntárias da instituição.

Todas as noites três equipas percorrem as ruas de Lisboa, distribuindo comida e roupa a cerca de 450 sem-abrigo. Mas o objectivo não passa apenas por colmatar as necessidades básicas desta população carenciada. A relação criada permite conhecer a situação de cada um e encorajá-los a entrar no programa de recuperação também promovido pela CVP. Com a inserção num dos três centros terapêuticos os sem-abrigo passam por tratamentos de desabituação de álcool e drogas, no caso de dependentes, e apoio psicológico, mas adquirem também uma nova atitude na vida e competências para encontrarem um emprego, através de formação profissional, e serem assim inseridos de novo na sociedade.

Dificuldades, apesar dos apoios

 

Natal ameaçado

O evento mais emblemático da CVP é a festa de Natal. Este ano a Cantina 1 da Universidade de Lisboa recebeu quase três mil visitas ao longo de três dias, distribuindo roupa e comida, mas também conforto emocional. No entanto, este ano um incidente pôs em causa o trabalho da instituição. "Quando, na manhã de 9 de Dezembro, a 5 dias da Festa de Natal, nos apercebemos que o armazém tinha sido assaltado, não queríamos acreditar. Roubar bens que são para proporcionar um momento de conforto e partilha a quem nada tem é surreal", recorda a voluntária Elizabete Cardoso. Mas apesar do choque inicial, não perderam a esperança e puseram mãos à obra. Felizmente, não foram apenas os voluntários da instituição que vestiram a camisola para que ainda assim fosse possível a realização da festa de Natal. Os apoios chegaram de todo o país: empresas, grupos sociais e particulares contribuíram como puderam. O balanço só pode ser positivo, visto que a CVP ainda conseguiu entregar parte dos donativos ao Banco Alimentar.

"A atenção da comunicação social também trouxe prendas de Natal antecipadas: concursos televisivos entregaram prémios avultados à Vida e Paz que, apesar de não chegarem a tempo da festa, colmatarão as necessidades que surgem no final do Inverno. Assim, e com a ajuda de Portugal inteiro, transformámos o que podia ter sido um desastre no que tínhamos almejado desde sempre: a melhor Festa de Natal com os Sem-Abrigo de sempre!" Conta Elizabete entusiasmada.

Apesar de todo o trabalho que faz actualmente, a CVP tem em mente novos projectos. Prevenção é a palavra de ordem e por isso a instituição quer evitar situações futuras de pessoas na rua. Assim, alargar o apoio que já presta a famílias carenciadas, dedicando-lhes mais recursos humanos e tempo, é um dos objectivos. Nesse sentido, a direcção já validou um plano de acção que aguarda a implementação.

 

COMUNIDADE VIDA E PAZ

geral@alvalade@cvidaepaz.org

CONTACTOS:

Telefone - 912340222

Mail -

 

Texto: Rita Almeida

 

 

Os apoios de particulares e benfeitores, através do voluntariado, oferta de comida e donativos monetários, ajudam a fazer face aos encargos das actividades da instituição, tanto na distribuição feita diariamente pelas ruas, como nos gastos dos centros terapêuticos, que contam com 250 pessoas internadas.

No entanto, esses apoios nem sempre chegam. "Infelizmente, já tem acontecido sairmos para as voltas sem leite ou fruta. Por outro lado, a falta de verba impede-nos de contratar mais profissionais e dar resposta a mais pessoas", refere Elizabete Cardoso. Nesse sentido, conseguir parcerias regulares com empresas para o fornecimento de bens alimentares, angariar mais voluntários e conseguir mais apoios financeiros são essenciais para que a Comunidade Vida e Paz continue a dar resposta às necessidades dos mais carenciados e não baixar a qualidade do serviço prestado.

publicado por promover e dignificar às 16:51

link do post | comentar | favorito

Pagina 13

Radiações Atómicas

Perigos a exigirem profunda reflexão

 

Nenhuma forma de vida é possível sem a existência de condições ambientais. Todos temos plena consciência desta realidade, mas a indiferença existe, mesmo sabendo-se que o mundo corre sérios perigos. Nas plantas, como nos animais, são indispensáveis elevado numero de substâncias e energias oferecidas pelo ambiente. Cabe aos líderes mundiais, com sensibilidade e forte pertinencia, defenderem o ambiente e enterrarem, de uma vez por todas, as dizimadoras armas nucleares.

     As armas químicas  trazem venenos e substâncias inflamáveis destinadas a  inalações, ou a serem depositadas na pele, nas plantas e  nos alimentos, em que se inclui a  água. Estas armas têm vindo a ser utilizadas há mais de 600 anos antes de Cristo, com extrema fatalidade. Com a evolução resultante de armas mais sufisticadas  emergentes ao longo do tempo os perigos são mais assustadores, cuja interdição tem de mobilizar todos os exércitos  de salvação.

Conhecemos, um pouco, o efeito das explosões nucleares no Japão em l945. Suponhamos agora, qual seria a gravidade na actualidade, com armas milhares de vezes mais potentes. Nesta peça vamos reportar-nos, um pouco, aos perigos biológicos.

 

     PERIGOS BIOLÓGICOS

     Os perigos biológicos abrangem microorganismos e os venenos por eles produzidos. Os vírús podem ser lançados por aeronaves pulverizados por foguetões ou granadas, por transmissores humanos ou animais, incluindo insectos e também por sabotadores. A guerra de vírus tem normalmente por objectivo a população civil. O botulismo, aplicado estrategicamente, pode matar todos os infectados no espaço de seis horas. O ponderar quanto ao que pode acontecer numa guerra moderna será o único modo de lhe sobreviver. Não é tão difícil como possa parecer, já que certas ocorrências são consequência automática de outras. Doenças associadas à subnutrição e vivência em promiscuidade são próprias de situações bélicas, comprovado pela guerra do Vietname, tendo-se registado oito casos de peste naquele país em l96l.
     O Antraz contamina seres humanos e também os animais, em especial os herbívoros, cuja contaminação é transmissível pelas espécies infectadas – peles, pêlos, carne e pela água por eles contaminada. A doença apresenta-se sob duas formas: externa, quando o bacilo penetra o corpo através de gretas ou cortes na pele; interna, devida à inalação de poeira vinda dos animais. Quando interna, a doença pode matar em três dias, se não for tratada atempadamente.
     Há outras formas de contaminação, nomeadamente pela brucelose, cólera, difteria, salmonelas, febre de lassa, peste negra e bubónica, poliomielite, hidrofobia, varíola, triquinose, tifo, febre amarela, entre outras.

 

     EFEITOS DAS EXPLOSÕES NUCLEARES

     Os estragos variam  em função da construção da arma e da sua potência. Também segundo a altitude a que for lançada, as condições climatéricas, as caractirísticas e relevo do terreno. Nas zonas urbanas com a dimensão e estrutura dos edifícios e materiais empregues, além de outros factores. Mas dada a sofisticação a que estas armas chegaram não haverá condições especiais que contem substancialmente, dados os efeitos castratóficos. Tendo em conta uma explosão de dez megatoneladas, a 48 km a pele exposta ruboriza-se; a 38 km a pele empola; a 32 km as casas ficam danificadas pelo sopro  com o risco de incêndios; a 19 km o sopro destroi ou danifica seriamente as casas; a 12 km. os automóveis capotam; a 8 km caem as pontes, mesmo as de aço; a 6 km os abrigos são danificados;  a 5 km morrem todas as pessoas expostas;  a 3 km é atingido o limite da bola de fogo; a 2,5 km acontece o bordo da cratéra; No ponto central da explosão, é indecifrável o que acontece.
     As formas de radiação diminuem em relação ao raio da distância da sua fonte. Qualquer que seja a potência  da radiação e a distância do ponto onde a arma nuclear rebentou, terá um quarto dessa potência quando atingir o dobro dessa distância. Quando chegar ao triplo, terá baixado para um nono. Os abrigos ou refúgios proporcionarão mais ou menor protecção em função da distância a que a arma for deflagrada.
A radiação baixa para um décimo da sua potência em cada factor sete de tempo. Os sobrevivente passam a defrontar-se com outras situações tormentosas: os saqueadores, a sede e a fome. Têm mais hipóteses de sobrevivência aqueles que conseguem manter-se nos abrigos  o mais tempo possível e com provisões suficientes.
    
     As radiações podem ser avaliadas por electromagnéticas e corpusculares. Átomos e moléculas tranmitem à sua volta energia, podendo variar substancialmente. São utilizadas nas práticas médicas na radioscopia do corpo humano e também para destruição de tumores malignos. Usam-se ainda  nos exames de peças de máquinas. As radiações corpusculares  propagam-se no vácuo com a velocidade da luz, constituídas  por partículas materiais que são projectadas. Enquanto uma das partes é constituída por cargas eléctricas, a outra por partículas neutras como, por exemplo, os neutrões. É de realçar  o facto de a simples técnica  medir as radiações numa envolvência complexa mas útil no emprego de unidades de medidas em função  das exigências físicas. Mas as indicações numéricas não são determinantes nas medidas  numéricas  quanto à existência ou não de perigo para o organismo humano.
     Ao entrarmos em conceitos fundamentais, tenhamos em conta a acção dos raios ionizantes – a esfera  da célula e dos tecidos celulares. As dimensões dos organismos superiores  ficam muito acima do nível microscópio vulgar. Para a avaliação das acções radiantes nesta esfera é necessário recorrer a métodos diferentes dos da investigação celular para aferir a acção radiante sobre as células de um tecido
Os raios podem chegar ao organismo de duas formas. Vindos do exterior, só a parte das radiações que atinge os órgãos tem significado biológico, sendo necessário distinguir-se entre a dose superficial e a dose de órgão. De outra forma, a possibilidade consiste em o organismo, os órgãos e as células  absorverem substâncias radioativas que se fixam nos órgãos e nas células por processos metabólicos.  O emprego de energia nuclear e que faz penetrar material radiante no organismo suscita particular atenção. Os isótopos radiativos podem estar no ar que se respira; no meio ambiente podem encontrar-se em  solução aquosa ou aderir como substâncias sólidas à superficie das coisas que se contactam. Os isótopos são admitidos, sob diferentes formas na biosfera: nas plantas e nos animais e nas plantas que servem de alimento ao homem.
     Os  compostos insolúveis, como as poeiras radioactivas do urânio, que chegam à superfície da pele  ou aos pulmões, só desenvolverão efeitos nos locais em que se encontrarem. Tratando-se de substâncias solúveis transportadas pelo organismo, elas entram nas vias sanguíneas e linfáticas e desta forma atingem todo o corpo, intervindo nos processos metabólicos e, como substâncias de reserva, ficam armazenadas nos vários órgãos.
   
                                              continua no próximo número

 

A importancia de ser voluntário

Por Inês Abreu

A sociedade actual compõe-se de realidades bastante diversificadas, que sem dúvida a enriquecem culturalmente, mas possibilitam também a ocorrência de injustiça e de desfragmentação social. Multiplicam-se as situações de pobreza, de abandono, de abstencionismo. De forma a minorar estas circunstâncias, é cada vez mais urgente ter consciência da importância do voluntariado no mundo contemporâneo, sendo este o exercício da cidadania na sua mais verdadeira essência.
Por definição solidariedade é responsabilidade mútua, reciprocidade de interesses e obrigações, sentimento de partilha do sofrimento alheio, adesão a uma causa, a um movimento ou a um princípio. Importa ter presente a ideia de reciprocidade, pois não há duvida de que ao darmos, ainda que sob um altruísmo autêntico e que nada pede em troca, recebemos muito. O resultado não é simplesmente a assistência ao outro, mas o crescimento de ambos.
Todo o voluntariado contraria a ideia de que o que se faz deve ser pago. O segredo está na gratuidade absoluta das várias actividades, as quais representam uma mais valia inequívoca. O voluntariado social implica um esforço para a acção centrada no outro, o qual requer implicitamente responsabilidade. Criam-se ligações e relações que faz todo o sentido manter até que se alcancem objectivos concretos. É algo diferente de um simples voluntarismo pontual.
Há por todo o mundo grupos de pessoas, que para lá dos seus deveres profissionais e sociais, dedicam parte do seu tempo aos outros. Fazem-no com um objectivo que não se esgota na própria intervenção, mas que pretende erradicar ou modificar as causas da necessidade e da marginalização social. Este esforço centra-se em acções que procuram a promoção dos excluídos e em medidas concretas que ponham fim à sua dependência.
O conceito de solidariedade e de justiça tem de ser prático, sob pena de se tornar vazio e sem conteúdo. A importância do voluntariado não decorre só do beneficio de quem dele mais precisa, mas também da nossa experiência e crescimento pessoais, os quais saem verdadeiramente fortalecidos.
Há diversas instituições de cariz social, ao serviço das pessoas, das famílias, das comunidades, das quais podemos vir a fazer parte, contribuindo para uma melhoria da qualidade de vida e do bem-estar das populações. Sem dúvida tantas quantas as causas que nos podem mover.
Inequivocamente as acções tomadas no presente vão repercutir-se na forma como a sociedade se irá organizar no futuro, e a garantia de que essa forma será positiva é contribuirmos hoje mesmo para um futuro mais solidário.

 

FICHA TECNICA

O Estafeta – registo no E.R.C com o número 125321
Director: Valdemiro E. Sousa
Proprietário e editor: APPDH - Associação Portuguesa para a Promoção e Dignificação do Homem.
Sede e Redacção: Rua Arco do Marquês do Alegrete, Palácio dos Aboim, nº 2  –  5.1, 1100-034 Lisboa
e-mail: associacaoppdh@sapo.pt
blog:http://promoveredignificar.blogs.sapo.pt
Telefone: 213428300
NIF: 508263840
Colaboradores nesta edição: Fernando Nobre, João Carlos Fonseca,  António Jorge Lé, Inês Pais de Abreu, Hélia Alves, Ana Cabrita , Carlos Machado ,Cecilia Correia, Ricardo Molino, rita Almeida e Philippe Burnay
Tiragem desta edição:  7200 exemp.
Impressão: Grafedisport – estrada Concilim e Pedros, nº 90, Queluz de Baixo
Distribuição: Logista,  expanção da área ind. do Passil Lote 1 – A  - Tel.219267800 Palhavã - Alcochete
     

publicado por promover e dignificar às 16:48

link do post | comentar | favorito

Pagina 14

VAMOS BRINCAR

Só por Amizade...
O Alfredo bateu à porta. De dentro, responde uma voz feminina:
- Quem é que me perturba a estas horas?
Abra! – responde o Alfredo.
Alice, não a das maravilhas mas um bom pedaço de mulher, entretanto meio desarranjada, abre a porta até ao meio e barafusta:
- Que ousadia é essa, a esta hora, quando estou a preparar-me para ir para a cama? Já tirei a minha estola  e uma das meias de seda... Não pode entrar, seu atrevido!...
- Deixe que lhe tire a outra meia, vai ser divertido – diz o Alfredo, cheio de malandrice.
- Acha que sou capaz de consentir? Nem sequer o conheço... – riposta a Alice.
Responde o Alfredo, com um sorriso malandreco:
- Deixe-me ajudá-la! Nem imagina como gosto de si...
- Preferia que não gostasse. Não abuse de uma mulher desprotegida – disse a Alice, desconfiada.
- Eu protejo-a! Era capaz de dar a minha vida por si - conclui o Alfredo.
- Dar a vida? Pode morrer que nada me importa!
- Mas não me deixe morrer!... Não vê que ainda sou muito novo?
- E ingénuo, ou mal-intencionado! Vá-se embora - responde a Alice.
- Posso ser ingénuo, mas também bonito! Não acha?...
- Bonito, você? Tôlo sei que é...
- E rico, muito rico!...
- E cada vez mais estúpido. Vá-se embora, ou chamo a polícia para ficar a saber quem é...
- Não chame a polícia, eu digo-lhe: sou o amante da sua amiga Rafaela...
E a Alice, com um sorriso meigo, adiantou:
- Sendo assim já pode entrar, podia ter dito de imediato... Afinal, a Rafaela é minha amiga...
Com o Alfredo já dentro, mirando e admirando a subtileza da Alice, esta adianta:
 - Já que quer ajudar, tome o meu vestido a traga a minha camisa que está em cima daquele 
       cabide...
 A porta fechou-se, e o que se passou a seguir ninguém mais ficou a saber...

 

UM BOM EMPREGO

O manda-chuva chama um dos seus funcionários e fala:

-Tem demonstrado grande capacidade e competência no desempenho de suas funções. Veja que você entrou aqui como escriturário, não faz nem um ano. E tudo isso, apesar de sua pouca idade, pois sequer completou 18 anos, você teve uma rápida ascensão. Apenas dois meses depois de chegar, você logo foi promovido a supervisor. Mais 3 meses e você foi designado chefe de sua secção. Não demorou nem 3 meses e logo recebeu outra promoção: foi designado chefe do departamento. Hoje, apenas 2 meses depois e você já é um de nossos directores. O mais influente deles. Como eu gosto de saber a opinião de nossos colaboradores, eu pergunto: você está satisfeito connosco, com suas actividades, com suas promoções por merecimento e com o seu salário?
- Estou sim, pai.

 

PIADAS BRASILEIRAS

Recém chegado ao Brasil, está Pedro Alvares Cabral a entregar um contrato aos naturais do Novo Mundo. Então o índio brasileiro pergunta:
- Ó Cabral, que está escrito neste contrato?
Cabral responde:
- Que nós portugueses podemos levar o ouro todo, a prata toda, e o pau-brasilque quisermos.
Diz o índio:
- E nós brasileiros o que ganhamos?
Responde Cabral:
- O direito de contarem anedotas sobre portugueses  nos próximos quinhentos anos.

 

 

O nariz de Charlot
Charlot - Mestre, venho pedir-lhe um favor: quer ter a amabilidade me cortar o nariz?
O cirurgião - O quê?!
Charlot - Exactamente o que ouviu. A minha reputação de detective  amador está em jogo. É absolutamente preciso que descubra o desaparecido tronco da mulher cortada em duas. Hà dois meses que o procuro em vão...  Chegou a altura de empregar os grandes meios!
Corte-me o nariz e enxerte-me cirugicamente em seu lugar o de um cão de caça.
Desta forma fico com o verdadeiro faro de perdigueiro, o qual junto com as minhas naturais qualidades de dedução fará com que eu possa desmascarar o criminoso.
O cirurgião (maravilhado) - nada tenho a objectar...genial!! Genial  detective! Passemos à sala de operações!
(em casa do cirurgião uns dias depois...) O cirurgião - Então, meu caro detective já sei que com a nossa  operação de enxertia conseguiu capturar o assassino!

Charlot - Mas bastante me custou! O assassino era um cabeleireiro, e  depois de ter embalsamado, maquilhado e posto uma cabeleireira  postiça da cabeça da vitima colocou-a ao lado das mulheres de cera que ornamentam todas as montras dos cabeleireiros. A ilusão era perfeita, e sem o meu nariz de cão ser-me-ia impossivel descobrir qualquer coisa.
O cirurgião - Deve estar contentissimo! Para mais, agora fica com esse olfacto subtil de canino.
Charlot - Não há duvida. Contudo há um pequeno inconveniente e é por isso que venho pedir-lhe que me restaure o meu antigo nariz.
O cirurgião - Oh! Mas porquê?!
Charlot - Vitima da substituição nasal a que submeteu não posso ver  agora um cão que não vá farejá-lo...

História de dois irmãos siameses

Todos conhecem a fábula de La Fontaine, em que um ancião no seu leito aconselha os seus filhos a que se mantenham unidos se quiserem prosperar na vida.
A quem pode dirigir-se melhor esta recomendação do que a dois irmãos siameses, os quais enquanto se acham unidos podem ganhar uma fortuna num circo e separados dificilmente conseguem arranjar emprego...No século passado havia em Londres dois irmãos gémeos ligados, chamados comumente irmãos siameses e denominados cientificamente xifópagos. Eduardo e Edmundo possuíam uma fortuna bastante consideravel, que os dispensava de se exibirem como fenómenos.
Eduardo e Edmundo nasceram no mesmo sitio à mesma hora, como era de prever! Pareciam-se extarordinariamente, a tal ponto que várias pessoas que confundiam o seu lado direito com o esquerdo não os conseguiam distinguir.
Não obstante ás parecenças, manifestaram-se, com a idade, diferenças morais bastante profundas. Eduardo tinha gostos rigidos e amor ao esudo. Edmundo instintos plebeus.
A este último só satisfazia a companhia dos boémios e do alcool. O desventurado Eduardo, com o seu livro na mão via-se na contingencia de seguir Edmundo por todas as tabernas e bares. E quando Edmundo regressava bebado, Eduardo, a explodir de vergonha via-se forçado a zigue-zague tal como ele. 
 Eduardo chegou a ser um famoso investigador, mas não pode durante muito tempo ser convidado para os jantares das coorporações cientificas, onde mal Edmundo se sentava à mesa partilhava as suas historias obscenas.
Eduardo decidiu casar com Ana, o seu amor de longa data. O casamento decorreu com pompa e circunstancia, não havendo remédio senão convidar Edmundo para estar também presente no altar!
Este admiravelmente portou-se como nunca, durante a celebração.,sério e respeituoso.
Na noite de núpcias, Edmundo manteve a sua correcção. Foi o primeiro a adormecer e na manha seguinte simulou acordar mais tarde. Durante a lua de mel do seu irmão deu-se menos à bebida, cuidou da sua linguagem e vestiu-se com decência, pois estava agora sempre na presença de uma senhora.
A jovem Ana exercia sobre Edmundo uma grande influência. Ao fim de algum tempo Eduardo começou a desconfiar da relação dos dois, eis quando encontrou cartas e apurou o modo inegável como Ana e o seu irmão o atraiçoavam todos os dias.
Que atitude havia de tomar? Bater-se em duelo com Edmundo não era permitido pelos costumes ingleses. Temia também as discussoes ironicas das testemunhas. O duelo à pistola não er muito fácil, nem tão pouco à espada dada a proximidade do corps-à-corps. Além disso que sucederia se matasse o seu irmão? Poderia continuar a existência comum com a sua mulher com os "vestigios" do seu irmão.
Chamou então Ana:
- A partir de hoje não pronarás mais o domicilio congal...Vai!
-  Está bem! – concordou ela.
-  Está bem! – diz Edmundo – Eu acompanho-a.
E o pobre marido viu-se obrigado a segui-los!

 

Opinião pouco honesta

O Zacarias, com 8 anos de idade, passou por uma banca de bolos a não resistiu a, surrateiramente, furtar um pudim de chocolate que levou de imediato à boca. Mas o seu nariz ficou bresuntado. Perante o acontecido, o dono da banca, que conhecia o pai do gatroto, com cara de gorila assanhado, disse-lhe:
- O teu pai não te ensinou a honestidade?
- Não sei o que é, mas vou já perguntar-lhe – responde o Zacarias
Depois de ouvir a pergunta, o pai responde:
- Se encontrares uma nota de cinco euros não a leves aos perdidos e achados. Ninguém vai ligar.
- E se for de 500 euros? – inquere o rapaz.
- Deves levá-la aos perdidos e achados, para que os jornais falem da tua honestidade, que é um valor superior a todos os outros - responde o pai.
- O rapaz pensou, reflectiu e faz nova pergunta:
- E se for uma mala com muito, mesmo muito dinheiro?
- Nesse caso não a entregas. Ficas com ela, porque já não tens necessidade de ser honesto – concluiu o pai.

 

Condescendência Retribuida
Júlia e Rosa tomavam chá num salão chique mudas e impávidas por falta de assunto, até que a Júlia quebrou o silêncio, dizendo:
- Imagine a Rosa o que me aconteceu ontem: fui dar com o meu marido a beijar a empregada...
- E então?- adianta e Rosa. Despediu a empregada?
- Nunca despederia a empregada; mas sensurei o meu marido asperamente.
- E ele, o que fez? Pergunta a Rosa curiosa.
- Não fez nada! Mas ofereceu-me um bonito vestido de seda...
- E a Júlia não vai despedir a empregada?
Resposta  pronta da júlia:
- Eu não sou tola!... Quero que ele me ofereça os sapatos de pele de crocodilo que ando há muito  a namorar ...

 

Tantas qualidades?...

Numa agência matrimonial entra um cliente com ar eufórico. O empregado pergunta-lhe:
- Vém preencher uma ficha de inscrição?
- Venho sim! Desejo que me arrange uma mulher para me casar.
- Que tipo de mulher? Responde o empregado , já com a ficha na mão.
- Bonita, elegante, rica, poupada e inteligente – responde o candidato ar pretencioso.
- É completamente impossível – responde o empregado.
- Porquê? Não têm na vossa agência senhoras com estes perfis?
E o empregado responde:
- Temos com os perfis que deseja, mas para satisfazermos o seu interesse teria de casar-se com 5 mulheres...

 

Que desacerto...

Dois amigos íam apanhar o mesmo comboio quando se encontraram. Mas antes foram comemorar a feliz coincidência e entraram numa taberna, saindo de lá com uma tremenda bebedeira.
  Já dentro do comboio, pergunta um deles ao outro:
- O meu amigo tem horas?
O outro meteu a mão ao bolso e tirou uma cigarreira, para a qual olhau sem poder abrir os olhos, dizendo:
 - Tenho horas, sim! Hoje é Segunda feira...
E o companheiro respondeu polidamente:
- Obrigadinho, muito agradecido: é mesmo esta  estação em que vou sair...


publicado por promover e dignificar às 16:42

link do post | comentar | favorito

Pagina 15

Continuação da pagina 7

 

AS VÁRIAS PROFECIAS

É normal

Pelo que se tem ouvido dizer, os grandes homens de todos os tempos tinham uma espécie de loucura qualquer. Fossem letrados ou analfabetos, como o profeta Trancoso, o famoso Bandarra. Segundo o antigo testamento sempre houve profectas, quase desde o princípio do mundo. Um dos que mais admiro no antigo testamento é Elias. Talvez porque ele anunciou exaustivamente a vinda do Messias, o nosso irmão maior: Jesus Cristo. Anunciou a vinda, o sofrimento, a morte, a ressureição e a glória. E se bem a interpretarmos, vemos lá a sua próxima vinda,

Outra grande professia é a dos Papas. A mais transcendente é de um bispo de cerca do ano 1100. Veio a ser chamado de Santo - o São Malaquias. Nas suas professias do fim dos tempos só se referia à vinda dos Papas e ao que iriam fazer. Se bem estudarmos essas leituras, verificamos não estarem longe da verdade, embora a Igreja Católica possa dizer que, em meia dúzia de Papas, não foi bem assim. Existiram os Papas depravados, como a família dos Bérgias.Existiu Paulo II, do qual refiro as suas 3 últimas profecias. O último, o que está empossado, contestado, às vezes por bispos e padres e pelas orientações que desja cimentar. Quis impor as missas todas em latim. Até hoje, principalmente em Portugal, ninguém levou tal a sério. Todos queremos participar na missa e em latim iriamos ficar mudos, tal como antes de Paulo VI. Quer acabar com os cumprimentos quase no final, de que os católicos tanto gostam, pois por esse acto vêm a família e amigos com quem estão desavindos. Ninguém abdica desse acto. Existem mais directrizes que os bispos não estão a aceitar e a seguir. Depois de um Papa amoroso, bondoso, fraterno, que mais viagens fez e sem saúde para levar o amor de JESUS CRISTO, a palavra, o conhecimento, a paz de Deus a todos os povos. Foi, sem dúvida, o Papa do amor.

Faço uma pergunta nesta altura: quem pensam que foi o Papa João Paulo II? Esta pergunta já está respondida em algumas escolas de grande espiritualidade. E vós, caros leitores? Pensaram que tinha de ter força interior fora do normal para fazer o que fez, escrever o que escreveu, levar Jesus a todo o mundo, mesmo depois de gravemente doente? Ajoelhar-se em todos os países e deitar-se no chão para beijar a terra onde o senhor o levava? No último ano, já não podendo ajoelhar-se não deixou de levar CRISTO a mais países, inclusive à Turquia onde foi avisado de que podia ser morto. Mas foi, sem medo e pediu para lhe chegarem a terra à boca para a beijar. Pergunto novamente: quem pensam que era João Paulo II? Paraferaseando Jesus, que perguntava a Pedro e aos outros apóstolos, após fazer mais uns milagres – historiadores dizem que ele fazia milagres desde criança -, os apóstolos responderam: uns dizem que és Elias, outros que és João Batista, que voltaste, outros Jeremias. Jesus inquiri-os de novo: E vós, quem dizeis que eu sou? Resposta: tu és o enviado, o Messias que Deus tinha prometido, és o filho de Deus.

Ao ler as várias Bíblias e a última feita há poucos anos por várias religiões com o apoio do Papa do Amor João Paulo II, digo eu, nenhum Jesus recriminou por terem dito que era Elias, João Batista, etc. Porque nós somos um conjunto de várias vidas. Talvez numa próxima vez eu aprofunde e explicarei quem terá sido João Paulo II. Voltando às profecias de Malaquias, com quase mil anos e face às visões proféticas deste Santo da Igreja Católica, o fim do mundo – ou o fim deste cíclo de vida – de acordo com várias profecias, termina com o próximo Papa, que será o preparador da segunda vinda de Jesus. Conforme tinha prometido, viria buscar os seus seguidores..

Voltando a Nostradamos, várias pessoas estudaram, nos últimos 50 anos, as profecias no sentido de descobrirem o ano do fim dos tempos, do mundo, do cíclo cristão. Cada autor apontou anos diferentes: 2010, 2012, 2015, 2025, 2045, 2050, todos com interpretações diferentes. Eu não estou virado para nenhuma data nem digo como será, deixo a resposta para Jesus.

Quando os apóstulos conversavam e Jesus lhes disse que voltaria de novo, estes perguntaram:lhe: quando, senhor? E Jesus respondeu: só o PAI que está nos céus e saberá. Mas quando verdes pais matarem filhos, filhos a matarem pais, corrupção alarmante, maus governos, tremores de terra, cheias fora de época, leiam na bíblia os actos dos apóstulos, o apocalípse, leiam as cartas de S. Paulo e tirarão conclusões do fim dos tempos. Esse dia virá. Façam por ser bons, pratiquem a caridade, levem a paz a todos os lares, ajudem os pobres que são cada vez mais devido ao desemprego, ajudem os seres com fome, que serão cada vez mais, e não têm casa.

Todos nós temos pobres na família, vizinhos desempregados e com fome. Cada vez mais a fome está instalada nos países ricos, que no entanto fornecem armas aos mais pobres. Deste assunto falarei mais tarde.

Voltando a Jesus, ele foi ao casamento de um primo e, tendo acabado o vinho, sua mãe lhe disse: Jesus, o vinho acabou! Ele respondeu: que quer que faça? Ainda não chegou a minha hora... Mas, olhando para a mãe fez o seu primeiro milagre inserto na bíblia, transformando água no melhor vinho.

Também eu gostaria de ajudar os ricos – aqueles de que Jesus disse, é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no Reino dos Céus. Sei que alguns vão passar mas ficam sem perceber que é dando aos necessitados que se recebe. Alguns nem à porta do céu chegarão. Deixo uma mensagem a esses ricos insensíveis: que não esqueçam os pobres e criem lares, instituições, fundações e o mais que lhes aprouver com os milhões que Deus lhes proporcionou e não pensem apenas juntar mais e mais ao que já lhes sobra. Uma garantia todos temos: quando partirmos na viagem definitiva fica cá tudo e chaga-se ao encontro de Jesus sem nada, porque fica tudo na Terra, muitas vezes ao abandono. Além do mais muitos são os que perdem a alma, que é ela, a alma, que interessa a Deus. Todos devemos fazer o bem enquanto cá estamos, ricos e pobres, com os recursos de que dispomos: dinheiro, acompanhamento, solidariedade, assistência e tudo o mais para promovermos e dignificarmos o próximo e assim estaremos a preparar o futuro para DEUS. Ou seja, preparar a mala para a última viagem, que a temos certa. Era isto que Cristo queria dizer ao mandar dar de comer a quem tem fome. Eu também aprendi, desde criança, que quem dá aos pobres empresta a Deus. E digo mais: quem dá aos pobres está a prover a sua conta no Banco do Céu.

Tendo aludido ao que julgo suficiente às profecias que estão mais consernentes com o tempo presente, não deixarei de referir outras que para mim são de realçar. Leonardo Da Vince, Maias, do nosso Bandarra, a merecerem análise mais profunda em posterior artigo. Quando era ainda criança, meu pai mandava-me estudar muito, para ter um lugar de relevo na cultura. E, na verdade, se meditarmos bem, quando partirmos rumo ao infinito de onde viemos para prestarmos conta da nossa vida, podemos concluir que a única bagagem que levamos é tudo que conseguimos aprender: lendo, estudando, também a reconhecer os erros que cometemos e dos quais tiramos boas lições durante a nossa vida. Tudo o resto cá fica. Uma só pessoa vale mais de mil, se for mais nobre que estas. Este pensamento tem milhares de anos. Se bem me lembro, era de Horaclito. Outro pensamento mais recente, este de Newton: "se me quiser contradizer, negar o que sei, faça como eu, estude e documente-se".

Termino com cumprimentos a todos que me lerem.

as pessoas lerem os diversos livros sobre profecias, as mais desenvolvidas e interpretáveis, aquelas que levaram mais pessoas, algumas escritores, a estudar o que está por detrás dos enigmas curiosos, que são sem dúvida as profecias de Nostradamos. Um médico para uns iluminado; para outros um louco.

 

Chama bailarina!
Efeito: Convidamos dois espectadores a subirem ao palco. Pedimos um lenço emprestado e convidamos os dois espectadores a pegarem pelas pontas do lenço, de tal modo que este fique esticado.
Mandamos pôr a sala na semiobscuridade. Então acendemos um isqueiro e aproximamos a chama do lado superior do lenço. A chama passará de um lado para o outro da face superior do lenço.
Explicação: Temos outro isqueiro na nossa mão esquerda. Este isqueiro não dá chama, mas somente deixa sair gás.
Quando acendemos o primeiro isqueiro, colocamos o segundo por debaixo do lenço. A chama do primeiro pasa para o gás emitido através do lenço pelo segundo. Passeando com este por debaixo do lenço, a chama acompanha estes movimentos, deslocando-se pela face superior do lenço sem o queimar dando a ilusão de que a chama trespassa o lenço.
Desaparição de um coelho
Efeito: Temos em cima da mesa uma caixa sem tampa e vendo-se através do orificio o interior da caixa. Mostramos a caixa vazia, podendo mesmo passá-la para as mãos dos espectadores. Uma vez observada é colocada de novo na mesa.
Mostramos então um coelho e introduzimo-lo na caixa à vista de todos.Fechamos a caixa e as paredes laterais têm um orificio por onde metemos uma espada de metal, a qual atravessa a caixa de lado a lado. Depois de uma passes de mágica retiramos a espada e a caixa aparece surpreendentemente vazia! O coelho despareceu!
Explicação: A caixa está pintada de preto, o que dificulta a percepção dos espectadores àcerca do seu interior. O segredo está em que, quando fechamos a caixa deixamos soltar uma tábua que está no interior presa e que divide a caixa em duas partes, ficando o coelho completamente tapado. A espada com que atravesamos a caixa serve para tornar a ilusão mais perfeita e, além disso, evita que o animal possa movimentar-se e levantar a tábua que o encobre. Ao virarmos a caixa ao contrario fica à mostra o lado no qual o coelho está, dando a ilusão de que reapareceu!


Previsão de uma carta

porte à vista de todo o publico no qual, pensa o publico, está a previsão de uma carta. Em seguida descemos à plateia levando uma bandeja, um copo e dois dados. Pedimos a um espectador que jogue os dados e some as pintas das faces superior e inferior dos mesmos.
Feito isto, pedimos a um outro espectador para se dirigir ao palco e contar tantas cartas, a partir do cimo do baralho, quantos os pontos somados nos dados. A ultima carta é mostrada à assistencia.
Pedimos em seguida que seja aberto o subscrito e se tire a carta que ele encerra. Com surpresa, as cartas sao do mesmo naipe e do mesmo valor!
Explicação: a soma das pintas das faces opostas de um dado é sempre 7. Em dois dados a soma é 14, em três 21, etc. Podemos utilizar numa sessÃo apenas dois dados, noutra três, etc, e colocamos a carta a prever em decimo quarto lugar ou vigésimo primeiro, respectivamente.

Vem aí a Primavera

 Não obstante ainda vestirmos o sobretudo e a samarra em face do frio que vai subsistindo e da neve que cai, vamos contando pelos dedos os dias que nos faltam para entrar na Primavera. Essa estação em que acontece o desabrochar dos cravos e das rosas, o sol a raiar mais vivo, as pessoas a despirem as roupas pesadas em troca pelas mais leves. Uma estação de ternura e amor, inspiradora dos poetas românticos.

     Depois de se usar e abusar de uma gastronomia mais calórica junto da lareira e nas quadras festivas – Natal, passagem do ano e carnaval, é altura de começar a expelir as gorduras supérfluas, até porque vão aparecer dias solarentos que convidam a visitar o mar e a usar o fato de banho. Mostrar o corpo nu e não decepcionar. Apresentar o peso próximo do ideal, expor os dotes corporais e a elegância. Assim, é necessário fazer uma alimentação mais regrada, esquecer as pastelarias  e não abusar de outros alimetos calóricos. Fazer desporto, andar a pé, subir e descer escadas e correr. Dar movimento às articulações e desenferrujá-las; dar movimento mais operativo ao aparelho circulatório. No fundo, sentirmo-nos melhor e preservar a saúde.

     Vamos envolver os familiares, em especial as crianças, num lazer colectivo e auspicioso. Também elas, as crianças, necessitam de ser educadasno sentido de, tal como nós, consumirem mais frutas e vegetais, controlar o peso porque quando crescerem é mais difícil dar a volta. Não apenas no meio familiar, mas também nas cantinas das escolas, com dietas alimentares regradas e mais saudáveis. Já vimos quantas crianças são obesas a baixo dos 10 anos de idade? E as doenças que consequentemente vão adquirindo fora de tempo?

     Sempre que possível devemos procurar o campo, desfrutar do ar puro, contemplar o evoluir vegetativo das plantas. Não nos esqueçamos das tarefas profissionais que constituem o afirmar das pessoas evoluídas na produção de bens essenciais e que dignificam a nossa condição superior aos olhos da sociedade.

     Mesmo sem sairmos dos meios em que vivemos, todos os anos empreendemos 4 viagens distintas, tantas quantas são as estações do ano. Em cada uma destas viagens temos de fazer a nossa migração em termos de adaptação e da forma de nos vestirmos, de nos alimentarmos, de vivermos em normal actualização. Lá diz o ditado, quem vai ao mar aparelha-se em terra. E não esquecemos de que estamos quase às portas da Primavera, sendo altura de se fazer os necessários preparativos para entrarmos nela.

 

 

 

Carlos Machado – Naturapêuta e Parapsicólogo

publicado por promover e dignificar às 16:31

link do post | comentar | favorito

Pagina 16

 

O lado filantrópico de Bill e Melinda Gates

 

 

A APPDH saúda e enaltece o gesto nobre do casal Gates. Não é habitual verem-se os que ostentam as maiores fortunas do mundo a dividirem os seus bens com os mais necessitados. Os que, como diz Bill, vivem com menos de dois dólares por dia. Trata-se de um extraordinário exemplo que irá contagia, no bom sentido, os detentores de fabulosas fortunas.r

 Ao invés, vemos líderes de países onde catastroficamente se morre de fome e por falta de cuidados de saúde , a enriquecerem com fortunas de que não justificam a sua proveniência, ao mesmo tempo que erguem a bandeira da libertação, quando não fazem mais que escravizar com a mais repugnante insensibilidade.

 

Eis um pouco da história da fundação Bill e Melinda Gates:

 

Em 2000 Bill & Melinda Gates, sua mulher, criaram a Fundação Bill & Melinda Gates para ajudar a reduzir as desigualdades nos Estados Unidos da América e um pouco por todo o mundo. Acreditam que a ciência e a tecnologia têm grande potencial para promover a vida em todo o planeta. A fundação dá prioridade às questões mais negligenciadas, tendo como fundamento o seguinte:

 

"O nosso trabalho começa com a crença de que todas as vidas têm igual valor. Pensamos que todas as pessoas merecem a oportunidade de ter vidas saudáveis e produtivas. Temos desenvolvido um processo que nos ajuda a decidir como gastar o nosso tempo, esforço e dinheiro, de modo a chegar ao maior número de pessoas.

As principais prioridades da fundação são a promoção da saúde e a redução da pobreza extrema no mundo em desenvolvimento e o acesso à escolarização superior nos Estados Unidos.


A primeira coisa a fazer é definir o problema e a oportunidade. Há que perceber mais sobre o problema que está a causar desigualdade, quer estejamos a falar da elevada taxa de mortalidade infantil em alguns países africanos, quer da baixa taxa de graduação em Los Angeles. Começamos por mergulhar na informação, procurar especialistas e filantrópicos. Estamos interessados em saber o que resultou e o que não resultou. Assim que encontramos a melhor perspectiva, procuramos estratégias para a pôr em prática. Ao saber mais sobre um problema, perguntamo-nos até que ponto podemos fazer a diferença com o nosso dinheiro. Só nos envolvemos se acreditarmos que os governos e os negócios são capazes de chegar a alguma solução para o problema.


A nossa estratégia em termos de saúde tem como prioridade as condições de saúde e a prevenção da propagação de doenças nos países em vias de desenvolvimento. A malária, que mata mais de 2000 crianças africanas por dia, é uma das nossas prioridades. Os especialistas apresentaram uma proposta à fundação, que a apoiou.
Guiados pela crença de que todas as vidas têm igual valor, a Fundação Bill e Melinda Gates trabalha para ajudar todas as pessoas a levar vidas saudáveis e produtivas. Nos países em desenvolvimento, foca-se na promoção das condições de saúde, dando a possibilidade às pessoas de sairem da fome e pobreza extremas. Nos Estados Unidos, procura assegurar que todas as pessoas, sobretudo as que têm menos recursos, têm acesso às oportunidades que lhes permitam ter sucesso a nível académico e pessoal.

Todos os dias mais de 1000 crianças morrem porque não têm acesso às doses básicas das vacinas. Quase três biliões de pessoas no mundo inteiro vivem com menos de 2 dólares por dia. Aqui, nos Estados Unidos, só um terço dos alunos que ingressam no 9º ano vão graduar-se com as competências de que necessitam para ter sucesso na faculdade e no trabalho. Um grande número desses que ficam pelo caminho são hispânicos e afro-americanos.

 

A nossa fundação e os seus parceiros tentam solucionar esses problemas porque acreditamos que todas as vidas têm igual valor, independentemente de onde estão a ser vividas – nos países ricos com elevada qualidade de cuidados de saúde ou nos países pobres, com quase nenhuns; nos bairros suburbanos ricos, com escolas secundárias novas ou nas comunidades desfavorecidas, onde a maioria dos alunos abandona a escola.

 

Também acreditamos que daqueles a quem é dado muito, é esperado muito. Nós beneficiámos de boas escolas, bons cuidados de saúde e de um sistema económico vibrante. É por isso que sentimos uma tremenda responsabilidade em devolver algo à sociedade. Tendo esses valores fundamentais como ponto de partida, a nossa fundação guia-se por alguns princípios chave.

 

Em primeiro lugar, concentramo-nos em pequenas área de ajuda, o que faz com que possamos aprender acerca das melhores abordagens e ter o maior impacto possível. Escolhemos as questões perguntando: que problemas afectam a maioria das pessoas e foram negligenciados no passado?

 

O nosso Programa de Saúde Global centra-se nas doenças e nas condições de saúde que provocam mais enfermidade e morte e que recebam a menor atenção e tenham menos recursos – doenças como a tuberculose e a malária, que dificilmente surgem nos países ricos, mas que continuam a matar milhões de pessoas no mundo em desenvolvimento. E a SIDA, que afecta 5 milhões de novas pessoas todos os anos, a grande maioria nos países pobres.

 

Também acreditamos no poder da ciência e tecnologia para promover a vida das pessoas. Nos últimos anos, o mundo fez tremendos avanços em campos que vão desde a biologia até à tecnologia da informação e essas inovações não estão ainda ao acesso de todos. O nosso objectivo é ajudar a aplicar a ciência e a tecnologia aos problemas das pessoas mais necessitadas.

 

Como exemplo, o nosso Programa de Desenvolvimento Global trabalha com uma organização chamada Oportunidade Internacional, utilizando uma tecnologia relativamente simples que está a ajudar as mulheres no Malawi a salvar as suas crianças da destituição. No Malawi a esperaça média de vida é de cerca de 37 anos. Quando um homem morre, os seus parentes dividem as suas posses e dinheiro, não deixando nada para a sua mulher e filhos. A Oportunidade Internacional ajuda través da distribuição de "cartões inteligentes". Esses cartões são semelhantes aos nossos cartões de multibanco e permitem às mulheres manter dinheiro em contas ultra-seguras, que são protegidas por um sistema de reconhecimento de impressão digital. Só a possuidora do cartão pode aceder à conta, utilizando a sua impressão digital. Estes cartões tornaram-se tão populares no Malawi que são frequentemente oferecidos como prenda nos casamentos.

 

Finalmente, a nossa fundação está profundamente associada à importância da parceria. Todas as iniciativas que estamos a apoiar vão requerer o talento e recursos de muitas pessoas e muitas organizações diferentes. Para provocar mudanças profundas, temos de colaborar com governos, empresas e organizações sem fins lucrativos. O nosso trabalho com as escolas secundárias nos Estados Unidos, por exemplo, envolvem dezenas de parceiros, desde organizações comunitárias até às entidades legisladoras nacionais. Mudar as escolas secundárias requer o esforço dos pais, professores, administradores escolares, uma grande quantidade de organizações relacionadas com a reforma escolar e os líderes governamentais. Precisamos deste tipo de abordagem coordenada como forma a garantir que preparamos todas as crianças para a universidade, o trabalho e a cidadania.

 

Estas são só algumas das formas que usamos para pensar acerca do trabalho que fazemos. Somos optimistas em relação ao futuro. [...] Alguns dos problemas em que trabalhamos, têm solução e o nosso foco tem de ser em colocar essas soluções nas mãos de quem mais precisa delas. Outros problemas nunca tiveram a atenção que merecem e acreditamos que o ênfase nesses esforços pode levar a avanços fantásticos. Os desafios que encaramos são enormes, mas também o é a oportunidade de promover as vidas das pessoas".

 

Bill Gates

Melinda French Gates

 

É espantosamente admirável ver o casal mais rico do mundo a relacionar-se com a gente mais humilde e com a indigência extrema, enquanto outros, com poder económico semelhante, se isolam na elite da sociedade e vivem faustosamente, o que não é exemplo para o casal Gates, que não se deixa influênciar por quantos sustentam que o mundo está irremediavelmente perdido e não haver volta a dar. Também não se podem atribuir ao Estado todas as funções de Promoção e Dignificação do Homem porque, todos nós, dentro das nossas posses, podemos ajudar. E ganharmos consciência de que ninguém está isento de culpas em relação a tudo de mau que se passa no mundo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por promover e dignificar às 16:07

link do post | comentar | favorito

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Março 2017

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
16
17
18
19
20
22
23
24
25
26
27
28
29
30

.posts recentes

. A HEPATITE “A” E OS MAUS ...

. TÓPICOS A OBSERVAR NA ORI...

. TÓPICOS A OBSERVAR NA ORI...

. TÓPICOS A OBSERVAR NA ORI...

. TÓPICOS A OBSERVAR NA ORI...

. APPDH – Para que servimos...

. TÓPICOS A OBSERVAR NA ORI...

. O DIFÍCIL E COMPLICADO PR...

. Inserção Humana – PROJECT...

. COMUNICADO AOS ASSOCIADOS

.arquivos

. Março 2017

. Fevereiro 2017

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Janeiro 2011

. Abril 2010

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Setembro 2008

. Junho 2008

. Abril 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

blogs SAPO

.subscrever feeds