Quarta-feira, 12 de Março de 2008

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ENTREVISTA 

VANESSA FERNANDES
 

“O DESPORTO APROXIMA OS POVOS E DIGNIFICA O HOMEM”
      


 Vanessa Fernandes, nascida a 14 de Setembro de 1985, não obstante a sua juventude é considerada um caso notável de sucesso no mundo desportivo. Tendo iniciado a sua participação desportiva profissional em 2000, foi pela mão do seu pai, o ciclista Venceslau Fernandes, que teve o primeiro contacto com o desporto.
   Com apenas 6 anos iniciou a aprendizagem da natação, atingindo mesmo     algumas prestações de relevo em representação do Sporting de Espinho até à idade de 13 anos. Foi justamente nesta idade que também se observou nela um talento inato para a corrida, sendo então integrada na equipa de Atletismo do Futebol Clube do Porto, com participação pontual em competições de corta-mato e pista.
     Os seus dotes naturais fizeram com que aos 15 anos ingressasse no Centro de Alto Rendimento do Jamor onde reside e passa hoje em dia a maior parte do seu tempo a preparar-se fisicamente para as provas de atletismo. Conta actualmente com 19 vitórias em Taças do Mundo de Triatlo, tendo chegado à primeira posição do ranking mundial de triatlo no dia 6 Maio de 2007.
     Na entrevista que concedeu a este jornal, de certa forma sintética, Vanessa Fernandes incentivou-nos a trabalhar para a Promoção e Dignificação do Homem e a lutarmos pelos nossos objectivos.

     O Estafeta: Acha que a sua determinação vencedora pode servir de exemplo para outros jovens?
     Vanessa: Sim, penso que pode ajudar. Não só a minha, também a dos outros desportistas que todos os dias treinam para darem o seu melhor e representarem o seu país.

O Estafeta: Que influência teve Venceslau Fernandes, seu pai, ele também um vencedor e um campeão, no seu rendimento atlético e na conquista de tantos êxitos desportivos?
     Vanessa: O meu pai é tudo para mim. Foi ele que me meteu o gosto pelo desporto, assim como me tem ajudado om o seu acompanhamento e com  primorosos conselhos. Ele viveu muitos momentos de êxitos  ao longo da sua carreira e a experiência dele  transmite-me  muito.

  O Estafeta: Aproveitando a sua imagem mediática, pode deixar-nos uma mensagem para a resolução dos problemas sociais?
 Vanessa: Que se desvaneça o egoísmo que está na origem de muitos problemas sociais  e haja menos inveja e mais solidariedade entre as pessoas.

 O Estafeta: Dadas as competições em que tem participado, já percorreu boa parte do mundo. O que mais lhe chamou a atenção quanto às diferentes culturais e comportamentos que teve a oportunidade de conhecer?
   Vanessa: Infelizmente temos pouco tempo para fazer visítas, registar esses factos que  me coloca e que são interessantes, absorvidos que estamos com toda a envolvência das provas nos países em que competimos, mas a China foi sem dúvida o país que mais me marcou. É uma nação grande  e muito peculiar...

  O Estafeta: Que representa para si  a condição desportiva na Promoção e Dignificação do Homem?
  Vanessa: O desporto aproxima os povos, torna-os a todos mais iguais, o que, obviamente, dignifica o homem.

O Estafeta: A Promoção e Dignificação do Homem constituem o objectivo principal das acções a  realizar por esta Associação. Que acha deste objectivo e que recomendações nos pode dar?
    Vanessa: Não desmoreçam!  Lutem sempre pelos vossos objectivos.

 

Prémio Personalidade do Ano 2007
 
 A benfiquista recebeu a distinção pertencente à Associação de Imprensa Estrangeira em Portugal. «É uma honra enorme. Ainda não estou bem ciente, mas sei que é um prémio muito especial», disse Vanessa Fernandes sobre a distinção de Personalidade do Ano, em prol dos resultados obtidos em 2007 (Campeã do Mundo de Triatlo em Elites e a 19.ª vitória em etapas da Taça do Mundo de Triatlo, igualando o recorde da australiana Emma Carney).


« É uma escolha da imprensa internacional e por isso tem um lugar muito especial, para mim. Seja curta ou longa a carreira, vai estar sempre marcada por isto», disse a jovem atleta de 22 anos que recebeu o prémio das mãos de Carlos Lopes e Rosa Mota, campeões olímpicos da maratona.
A Associação de Imprensa Estrangeira em Portugal já entregou o prémio "Personalidade do Ano" a outros desportistas como Fernanda Ribeiro (1996) e Luís Figo (2000).

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RADIAÇÕES   ATÓMICAS

PERIGOS A EXIGIREM PROFUNDA REFLEXÃO

 

Sobre as radiações nos adultos no seu agudo sindroma, as consequências de uma irradiação total do corpo chegamos a um sinistro quadro, podendo-se atingir a dose letal, num quadro clínico que revela sindroma agudo de radiações levando à morte. Tais radiações podem acontecer sem que se dê conta delas e a morte chega surpreendentemente. Momentos antes, porém, é sentida uma reacção com vómitos, febre, dor de cabeça e com sinais de doença grave, dando-se a seguir rápido enfraquecimento e a inevitável morte.
Em situação de suspeições pode fazer-se o devido diagnóstico e no caso de a doença ser identificada podem usar-se terapias que prolonguem a vida em satisfatório estado físico.  A maior parte dos óbitos ocorrem desde o 4º ao 10º dia após a assimilação da irradiação.
     Não obstante os elevados perigos causados por radiações atómicas, os líderes a quem cabe a missão de porem termo a este flagelo que pode acabar com todas as espécies animais permanecem, se não de todo distraídos, algo indiferentes. Deixam que as ameaças continuem à espera do que acontece, mesmo perante os sinais de alarme de quem percebe do assunto. Assistimos às vozes que se levamtam contra a substituição das tradicionais fontes de energia atómica, dados os resíduos radioactivos  das desintegrações não removiveis, e o infestamento do planeta, em que se inclui o mar e o ar. Além de poderem causar muitas mortes, ameaçam a saúde e causam danos genéticos. As espécies marinhas também são ameaçadas, nomeadamente as algas e os peixes, uma fonte de alimentação do homem que, face à contaminação, tem de rejeitar.
     Em relação ao ar, as nuvens de material radiactivo  levadas à troposfera e estratosfera circulam em volta da esfera terrestre para depois cairem sobre a superfície terrestre. As explosões experimentais, quando se seguem umas atrás de outros em diferentes regiões da terra, a radiactividade  eleva-se gradualmente. No caso das ocorrências radiactivas, em especial o radioiodo  e o radiostrôncio, estão sujeitas ao ciclo biológico da natureza. A contaminação da água condensada e a do subsolo provoca concentração na vegetação e na fauna e, inevitavelmente, o homem fica contaminado.
    
    Seja qual for a perigosidade perspectivada com a ameaça da deflagração de uma arma nuclear, antes de se pensar no irremediável, devem ser tomadas precauções no que toca à defesa e à sobrevivência, não obstante o pessimismo que se instala. Nada fazer é pura incúria, dado que a luta pela sobrevivência não pode deixar de nos mobilizar. Há dezenas de anos que se passaram a construir abrigos atómicos e surgiram empresas especializadas na sua construção, em quintais e em properiedades rurais. Muitos são os já existentes  Por abrigo entende-se todo e qualquer lugar que tenha sido adaptado à defesa do perigo, quimico, biológico ou ainda convencional. Muitos dos existentes estão camuflados e em segredo, afastados da curiosidade alheia. Se não houver necessidade de serem utilizados tanto melhor, mas existem para toda e qualquer eventualidade. Falando um pouco deles, podem ser mais modernos e eficazes. Há que encontrar soluções e estas nascem da necessidade de proteção contra os perigos diferenciados e por períodos dilactados. Sabe-se que durante a Segunda guerra mundial foram desenhados para fornecerem protecção contra armas de alto explosivo nos ataques aéreos de curta duração, no tocante ao sopro: casamata, trincheira, cave, galeria de mina, túnel e grutas. Os materiais empregues foram concebidos para resistirem ao calor e ao fogo.
     Um abrigo subterrâneo, mesmo imponente e arquitectonicamente concebido não está livre de os venenos serem introduzidos pelos sistemas de ventilação. Eles, os venenos, são dispersos pela gravidade , pela chuva e pelo vento, a partir dos andares superiores dos edifícios mais altos . Por sua vez, a precipitação radioactiva  permanece por largo tempo no subsolo e no interior das habitações. Acontece assim que nenhum sistema de segurança oferece totais garantias de eficácia. Na escolha que se fizer, devem ser considerados os seguintes factores:

1 - A natureza das armas a serem usadas;
2 - Objectivo estratégico, escolha do abrigo mais apropriado;
3 - A distância a partir do possivel local da deflagração e a direcção dos ventos dominantes;
4 - Local afastado das possibilidades de desmoronamentos e de inundações, preferencialmente com dunas de terra do lado do vento, taludes, colinas, muros altos etc. Todavia, o local escolhido deve ser plano para não ser subterrado
5 - Construção com estrutura de ferro e betão armado, pavimento fortificado;
6  -  Não usar materiais inflamáveis ou vulneráveis ao fogo e calor;
        Quando a defesa é preparada na própria habitação, nesta devem existir escadas de betão e não contar com os elevadores. Preparar uma sala apropriada, que possa ser calafetada ou uma cave com acesso ao exterior e bem calafetada.
7 - A cobertura do edifício deve ser bem inclinada para que o vento e a àgua removam facilmente a percipitação radioactiva;
8 - Provir o local com provisões alimentares não esquecendo a água devidamente engerrafada, equipamentos protectores, tais como máscaras e extintores para a eventualidade de incêndios;
9 - Ter em conta o espaço necessário ao numero de ocupantes e reunir os valores principais, como o dinheiro.
     Muitos são os países que, perante as ameaças de armas atómicas de que podem vir a ser alvos constroiem abrigos profundos para os membros da governação e, em alguns casos, para a população. Porém, os custos são elevados e os países pobres não têm capacidade financeira para estabelecerem a necessária protecção.
       Em vários países têm vindo a ser preparadas as estações do metropolitano para utilização pública, onde o trabalho já está facilitado. Mas o problema da utilização dos abrigos públicos consiste na velocidade com que as armas modernas podem ser lançadas. Quanto menos antecipado for o alerta  da aproximação delas, mais rápidas terão der ser as entradas no abrigo. Portas que têm de ser abertas do interior e pelos que ali se encontram, facto algo problemático, porque os que lá se encontram procuram fechar o acesso à entrada das radiações.
     Quanto aos abrigos privados não é fácil obter  projectos das autarquias, por falta de estudos e planificação destas. A clandestinidade é a solução, perante os obstáculos que podem ser criados por quem tem o poder de decisão. Acresce dizer que as pessoas abrigadas carecem de contacto com o exterior, via rádio ou televisão, no sentido de saberem quando podem sair. Consequentemente, para o efeito deveria haver inteiro empenho das entidades  públicas com projectos e planificações adequadas às ameaças reinantes, tanto mais que há serviços que carecem de funcionamento, tais como o fornecimento de gás, electricidade, telefone, abastecimento de água, recolha de lixo, etc., que podem ser suspensos havendo ainda o fornecimento dos cuidados médicos, em momentos em que o caos pode ser total. Isto implica que as famílias abrigadas procurem autonomia generalizada a respeito das questões apontadas: alimentação, luz artificial, medicamentos, arrumo do lixo, condições sanitárias, entre outros requisitos.

 

Doenças Rarissimas

O ESTAFETA  SOLICITA A COLABORAÇÃO
 E O CONTRIBUTO DE MÉDICOS

Ao evocarmos doenças raras abrangemos as designadas por incuráveis. Mas determinada doença só é incurável enquanto não se chegar às terapias que conduzam à cura. É desejável que a comunidade científica encontre a cura de algumas doenças raras para que, doentes sem esperança de recuperação, possam ficar em condições de fazerem a sua vida normal sem o impacto da inibição pela doença.

A Associação Nacional de Deficiencias Mentais e Doenças Raras - Raríssimas, existe para apoiar doentes, famílias, amigos que convivem de perto com as Doenças Raras.
Esta Associação tem como objectivos principais a organização de congressos e seminários, a formação de voluntariado, a pesquisa de Doenças Raras, estudos epidemiológicos, apoio domiciliário ao portador e família e a realização de parcerias internacionais, de forma a alertar para a existencia de doenças raras, com necessidades raras. Esta actuação visa a plena cidadania das pessoas portadoras de doenças raras e deficiência mental e suas famílias. A informação nem sempre está disponível nos meios nacionais e a Raríssimas trabalha, junto dos hospitais, para que a mensagem não pare. A recolha e a transmissão são uma das missões da associação.
Uma doença designa-se de "doença rara" quando afecta um número pequeno de indivíduos comparativamente com a população em geral.

No entanto, este estatuto de doença rara pode variar, dependendo da região e da doença considerada. Durante anos a SIDA foi considerada extremamente rara, depois passou a ser doença rara sendo, actualmente, uma doença cada vez mais frequente na população em geral.
Existem milhares de doenças raras. Já estão descritas cerca de 7000 doenças raras, sendo caracterizadas cinco novas doenças raras por semana. A Raríssimas tem, neste momento, registadas perto de 300 diferentes.

   Por serem doenças com prevalências inferiores a 5:10000, torna-se difícil a sua caracterização clínica, a descrição da evolução da patologia e a atribuição de factores de risco, devido ao número reduzido de casos observados. Por outro lado, quando diagnosticadas, requerem estratégias terapêuticas e de tratamento adequadas e definidas quase individualmente, doente a doente, necessitando de cuidados de saúde especializados e continuados.  Para tal, é necessário o envolvimento, a colaboração e a cooperação entre os profissionais de saúde, os doentes, as famílias, as associações de pais e os organismos oficiais de modo a proporcionar a estes utentes, portadores de patologias especificas, uma qualidade de vida digna.

    Esta associação visa, em articulação com o Secretariado Nacional para a Reabilitação e Integração da Pessoa Deficiente, emitir pareceres com vista à criação ou alteração de legislação que vise a plena cidadania das pessoas portadoras de doenças raras e deficiência mental e suas famílias.
Saleienta a FEDRA (Federação de Doenças Raras de Portuagl) que as doenças raras, também designadas como orfãs, são frequentemente alvo de falsos diagnósticos dada a falta de conhecimentos cientificos sobre as mesmas.
Há diversas formas de colaborar com esta causa, possibilitando a maior integração dos cidadãos que sofrem com doenças raras, tais como realizar voluntariado, prestar donativos ou tornarmo-nos socios da Associação Rarissimas.

     Ao mesmo tempo que os Estados e as organizações adstritas colocam mais meios materiais e humanos na investigação, os médicos, especialistas ou não, devem procurar soluções mediante iniciativas próprias e experimentarem terapias alternativas. Sabe-se que alguns clínicos já obtiveram sucesso fazendo isto mesmo, o que convém ser divulgado em termos de cooperação e de contributo. Tem acontecido que alguns doentes considerados incuráveis lhes havia sido dado uma esperança de vida de seis meses e, passados vinte anos, ainda andam por aí a irradiar saúde e alegria de viver. E porquê? Por terem procurado alternativas e nunca aceitarem a derrota face à doença. 
     Por isso deixamos o nosso apelo aos técnicos de saúde que têm algo a dizer neste campo para nos falarem das suas experiências e das opiniões que nos podem dar para a cura ou para a minimização do sofrimento relativamente a doenças raras. Mandem-nos um artigo, que agradecemos e publicaremos. A APPDH reconhece que a Promoção e a Dignificação do Homem também tem a ver com a recuperação da saúde. Daí este artigo e o nosso apelo. 

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O Leão e a Águia foram à bola...

Algures numa selva onde vivem muitos animais e parasitas vários, e onde democraticamente prevalece a Lei da Selva, reinam o Leão e a Águia.
     O Leão domina o território à superfície. Impõe respeito mas não faz nada. Ele inspira-se no modelo selvaticamente prepotente vingente  e subjacente  dos mandões das selvas urbanas. O seu maior prazer consiste em dormir. Nem tempo tem para comer. Só enche o seu bulho de 3 em e dias e quando a sua madame rainha lhe serve a refeição preferida: veado ao natural, com alguns acepipes de formigas, lagartas e moscas varejeiras.
     A Rainha da Selva é uma Leoa que, ás vezes, coabita com o Rei Leão. Mas também é censurada pela Águia e por outros passarões que, lá do alto, enquanto voam, a observam na galderice com outros leões que, para além de andarem muito sujos, muito mesmo, não pertencem áquele meio social, sendo mais feios que os chafordeiros dragões, quando emergem da lâma dos pântanos.
     A Águia gosta de dar nas vistas e de apanhar o ar das alturas. Às vezes planeia, lá do alto, com as asas bem abertas e mostrando as garras na sua intimidação justiceira, mas com muita anarquia. Uma espécie de justiça à portuguesa... Umas vezes julga o rato pelo coelho e outras a galinha pela raposa. Ela dá cada mergulho na atmosfera que até assusta os lagartos  e as gaivotas que, pobrezinhos, vivem desprotegidos pela mata fora.
     Foi prestes a desenrolar-se e a enrolar-se um jogo de futebol selvaticamente civilizado entre os lagartos e as gaivotas, que a Águia acordou o Leão para a acompanhar ao futebol. O mandrião do Leão, todo cheio de sorna, não atava nem desatava. Mas foi obrigado a pôr-se de pé quando a Águia  lhe arrepelou a juba. O Leão barafostou, rugindo:
- Tira as manápolas da permanente!...
Felizes e cheios de presunções clubistas, lá foram ao futebol. O Leão passava e passeava pelo seu território com  movimentos atléticos da sua cintura - uma espécie de dança do ventre. Ele deixava os outros bichos álerta  e meio aterrorizados.
A Águia lá ia puxando pelo Leão, com uns saltinhos mansos e umasacrobaciasquedalivre.
Chegaram finalmente à planicie das tormentas, onde se situava o Estádio do Pantanal.Éuma espécie de Estádio da Luz. De facto tem toda a luz do dia, com uma pequena diferença: não tem bancadas...
Começou a preparar-se o grande desafio. De um lado estavam as gaivotas, do outro os lagartos. As gaivotas pintaram o seu equipamento de encarnado, enquanto os lagartos se apresentaram com o seu verde natural.
O Leão subiu a um ponto mais alto, levantou uma das pernas traseiras e verteu ali a sua urina perfumada de odor fétido. Estava a demarcar o seu território...
A Águia já estava empoleirada num galho da arvore que servia de guarda-sol ao Leão. Achou que o que ele acabava de fazer devia ser investigado. Intrigada, interpelou-o:
   -  Onde é que tu trazes essa água de rato podre?...
O Leão,  numa pose antipática, olhou lá para cima, basculhou bem as partes intimas da Águia e passou a tirar rabanetes da cachola, perguntando:
- Por onde é que tu fazes xixi?...
A Águia, abanando as penas do rabiosque e cheia de maneirismos, respondeu:
- Eu não faço xixi: não ando por aí a poluir a selva...
E o leão prosseguiu:
- Tu só tens um furo no traseiro. 
    Como é que engravidas?
A Águia, não tendo nada a esconder e procurando ganhar aos pontos, esclareceu tudo:
- Eu ponho ovos, que são fertilizados pelo meu macho quando brincamos às cavalitas. E faço tudo pelo mesmo furo!...
O Leão encheu as ventas de ar, respirou fundo e disse, baixinho para si mesmo, batendo com as manápulas numa pedra, que lhe servia de secretária: :
- Bolas, bolas, bolas... Esta está a copiar os maus hábitos dos humanos, que misturam tudo! A Águia tem de mudar. Na minha selva vai ser tudo diferente: não vamos ser tão civilizados...
Mas a Águia quis tirar mais uma dúvida  e perguntou ao Leão:
- Como é que a tua raínha Leoa tem os bebés? Será por um furo igual ao meu?..
O Leão, que tivera esgotado toda a paciência pedagógica, ainda conteve o seu ímpeto feroz, dizendo apenas:
-    É isso mesmo, pelo mesmo furo, com uma pequena diferença: desviado 2 garras...
Esta desinibida conversa foi interrompida porque o jogo estava a começar. O árbitro, bem disfarçado com teias de aranha em cima das escamas, apitou para o inicio do jogo com um sopro de labaredas.
O árbitro era um dragão, que parecia mais uma centopeia em tamanho grande. Aliás, havia ali outro rei, que era mesmissimamente o dragão árbitro: um animal sempre suspeito porque não era visto.
O jogo estava muito equilibrado, fora alguns arrancar de penas e chicotadas de rabo por parte dos lagartos, e várias bicadelas e pisadas de calos por parte das gaivotas.
Mas o capitão lagarto cometeu uma infracção maior: com um malandreco rodupiar de cauda rasteirou a capitã gaivota, que ficou com as pernas para o ar e com as roupas interiores recolhidas.
O árbitro dragão não assinalou a falta, o que procovou um zurzedor piar das gaivotas. Tanto com o bico como com o planear das asas tentaram intimidá-lo. Mas este não reagia e ficou tudo em silêncio ao verificar-se que as pancadas que levava soavam a lata velha. Só se ouvia: tlãn, tlãn, tlãn...
O jogo foi suspenso até ser apurada a origem daquele árbitro: se pertencia a alguma selva deste mundo ou se era algum robot vindo dos mundos dos arredores.
Na manhã seguinte toda a bicharada se aproximou do lago chafordado lá da zona, onde através da água e pela internet da bicharada  eram vistas as imagens e as noticias de toda a actividade do mundo selvático.
Por fim, foram exibidas as imagens de outro mundo: o mundo civilizado. Quando apareceram as do campeonato português, todos os bichos foram unanimes num ponto de exclamação:
- Livra, nunca irei viver naquela selva!!


ASSIM NÃO!...

O autocarro circulava aos solavancos e três senhoras que íam de pé estavam exaustas. Um cavalheiro levantou-se, dizendo para elas:
- Eu cedo o meu lugar à mais idosa ...
- Resposta delas.
- Aqui não vai nenhuma senhora idosa!
Nenhuma se sentando, o cavalheiro retomou o seu lugar.

 

Poesia Satírica

Bocage

Arguto observador da sociedade, Bocage foi a consciência crítica de uma ordem social que se encontrava em profunda mutação. Neste contexto, não surpreende que tenha cultivado a sátira, género que estava em sintonia com a sua personalidade e que servia integralmente os seus desígnios de carácter reformador.
A rivalidade entre Bocage e outros poetas da época transparecia nos  ataques pessoais em quadra ou em soneto, alguns dos quais se caracterizaram por uma extrema violência.
A crítica acutilante de Bocage estendeu-se também ao clero. Em causa estava a incoerência daquela classe social, que apregoava do púlpito a virtude e tinha uma prática quotiana que se encontrava exactamente nos antípodas. Eis uma quadra satírica atribuída a Bocage, que visa o clero:
“Casou-se um bonzo da China
Com uma mulher feiticeira
Nasceram três filhos gémeos
Um burro, um frade e uma freira.”

No século XVIII prevalecia um puritanismo limitador. Pode afirmar-se que a poesia erótica de Bocage adquiriu uma dimensão mais profunda do que a que foi composta anteriormente. Pela primeira vez, é feito um apelo claro e inequívoco ao amor livre.
Só cerca de cinquenta anos após o falecimento do poeta foram publicados pela primeira vez as suas poesias eróticas. tendo  a obra saiu clandestinamente, sem editor explícito e com um local de edição fictício na capa.

       Nascemos para amar
Nascemos para amar; a humanidade
Vai tarde ou cedo aos laços da ternura:
Tu és doce atractivo, ó formusura,
Que encanta, que seduz, que persuade.
Enleia-se por gosto a liberdade;
E depois que a paixão n’alma se apura
Alguns então lhe chamam desventura,
Chamam-lhe alguns então felicidade.
Qual se abismou nas lôbregas tristezas,
Qual em suaves júbilos descorre,
Com esperanças mil na ideia acesas.
Amor ou desfalece, ou pára, ou corre,
E, segundo as diversas naturezas,
Um porfia, este esquece, aquele morre.
        Mais doce 
 “Mais doce é ver-te de meus ais vencida
Dar-me em teus brandos olhos desmaiados
Morte, morte de amor, melhor que a vida"

 

CORRECÇÃO INCORRECTA

- Elvira, vai ao correio entregar estas duas cartas - disse a patroa para a empregada.
 No regresso, pergunta-lhe:
- Meteste cada carta na caixa certa?
- Meti, sim. Mas tive de trocar as moradas...
- Então porquê?
- É que a senhora colocou o selo de menor valor na carta que ía para a América e o de maior valor para a que ía para o Algarve...
- E porque não trocaste os selos, como devia ser?
Minha senhora, eu fiz o que era mais fácil...

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SAIBA DISTINGUIR continuação da página 8

Quando leio no jornal anúncios de pessoas a dizerem que fazem magia branca e ao mesmo tempo amarrações sinto que estão a mentir, porque amarrações são actos de magia negra que os loucos, quando querem algo que de outra forma não conseguem, procuram quem por dinheiro faça tudo. Por isso lembro Jesus Cristo, a quem amarraram para o crucificarem.
Não conheço nenhum casal feliz amarrado. São discussões por tudo e por nada. Arranjam outros parceiros, prova de que a amarração não fez efeito positivo. Será que Jesus não deixou e não permitiu que esse seu filho fosse amarrado, enquanto outros o são, e porquê? A resposta pertence a quem acredita na reencarnação. Esses sabem que tudo que fizeram de mal vão ter de receber na encarnação seguinte o mesmo sofrimento. Porém, quando se tem este conhecimento acessível a toda a gente não custa tanto sofrer. Por isso se vêem pessoas que aceitam esse sofrimento resignadamente. Há centros espíritas espalhados por todo o país, e ainda na internet. Podem também adquirir nas livrarias livros de Allan Kárdec e de outros autores.
Não é complicado, é mesmo fácil perceber e entender Deus. Ao lermos estes livros ficamos com uma vontade forte de nunca fazermos o mal. Mais ainda de, quando nos procuram para fazermos mal a outra pessoa, de aconselhar e explicar que não nos podemos vingar dessas pessoas que nos fizeram mal. Não temos esse direito.
Estamos feridos é certo, porque não mereciamos o mal que nos fizeram, mas ao fazermos o mesmo somos iguais ou piores que essas pessoas. Então pedimos a Deus que nos ilumine, que nos dê força para não nos perturbarmos. A justiça divina chegará.O mal nunca fica sem castigo, como o bem não fica sem prémio divino. É a lei da causa efeito, e esta é divina não tem a ver com as leis de nenhum país.
Deus só quer que lhe rezemos e com fé lhe peçamos o que nos faz felizes. É só termos fé e pedir, e depois errar e esperar, tudo virá, acreditem. Jesus dizia: entra no teu quarto, fecha a porta e reza ao teu pai divino que está no céu e que tudo ouve. Tudo aquilo que pedires ao Pai em meu nome crede e recebeis, porque para todo aquele que bate à porta ela se abrirá e tudo o que pedirdes crede que recebereis. É só termos fé e pedir, e depois orar e esperar. Tudo virá.
Cuidado com o que se pede a Deus. Só podemos pedir coisas boas, com saúde, paz, prosperidade,  AMOR, um casamento feliz, a cura de um familiar ou amigo, etc. Ou seja, tudo relacionado com energia branca. 
Certa vez ouvi numa igreja, junto a Nossa Senhora de Fátima,  onde eu estava a pedir a cura de uma pessoa amiga, que se veio a curar, quando ao meu lado uma voz embargada, pedia exactamente o contrário: que a tia morresse porque era a causa da sua desgraça. È impossível e não passa pela cabeça de ninguem, que Deus fizesse mal a alguém, só porque alguém tresloucado pedia. Deus não anda ao nosso mando, senão o mundo estaria perdido. Mas não a podia deixar a caminho da loucura, só, sem ninguém que lhe explicasse que Deus não ouviria semelhente pedido.
Alguns meses mais tarde, depois de mudar a maneira de pedir a Deus, de lhe pedir perdão, a tia é a melhor amiga dela. Deus está atento, nós é que não.
Um aviso: quando lerem nos anuncios, que fazem magia branca e magia negra, amarrações e separações, não acreditem nessas pessoas. São falsas. Ninguem pode amar aos dois senhores ao mesmo tempo: a Deus e ao diabo. Deus não ouve essas pessoas, pois era comparar Deus ao diabo.
Estas pessoas são enganadoras. Há claramente pessoas ligadas à magia negra, mas que por medo, vergonha, ou porque sabem que têm poucos clientes, porque nem toda a gente quer lidar com o diabo, usam esse método, de fazerem tudo conforme a vontade do cliente. Mas a verdade é que Deus não os ouve. Espero que este esclarecimento seja ouvido.
A magia negra está sempre ligada ao mal: com o diabo, satanás belzebu, e outras personalidades sempre ligadas ao mal. Há pessoas que já venderam a alma ao diabo para terem êxito nos negócios e até para pedirem para matar . Algumas já exposeram os seus trabalhos na comunicação social, afirmando haver pessoas ricas, do jet-set e de todos os quadrantes incluindo artistas, que não só praticam magia negra como recorrem aos seus trabalhos.
O certo é que a quem a pratica não faltam clientes, dinheiro, bons carros... É facil perceber que se as pessoas são dadas a fazer mal aos outros, o mal vem-lhe pelo caminho, é um ditado português e uma grande verdade.
Por isso vamos passar a ser todos bonzinhos de hoje em diante, lembrem-se que Jesus dizia que nos dava 100 vezes mais, mas cuidado que com o mal é igual. As energias que saem de nós, a nós voltam carregadas, com o bem ou o mal que fizermos.
Por ultimo vou dar-lhes um conselho que um mestre fantastico, que é luz, estrela no firmamento celeste, para mim e outros estudantes de ciencias ocultas, nos deu. Quando tivermos duvidas sobre o que quisermos fazer ou pedir, a magia branca ou negra, perguntamos a nós próprios: Jesus era capaz de fazer isto? Se Jesus não fazia era claramente magia negra.
Estou à disposição para palestras, conferências em empresas, associações de qualquer natureza, sobre qualquer assunto relacionado com pensamentos positivos, espirituais, religiosos, ou simples esclarecimentos.

 

Lugares atractivos do
Grande Porto

Este rectângulo que é Portugal, situado no principio da Europa e aberto a todo o Mundo, apresenta-nos algo de novo e atraente nos diferentes espaços de Norte a Sul. Os concelhos limitrofes do Porto (o Grande Porto) dispõem cada qual de comuns caracteristicas mas também de singularidades que marcam cada ponto onde nos quedarmos. Valerá a pena deixarmos aos nossos leitores alguns pormenores, a saber:

Amarante

Cidade desde 8 de Julho de 1986, pertence ao distrito do Porto sendo sede do Concelho de que faz parte. É centro de uma zona produtora de excelente vinho verde, que possui industria de madeira, contraplacado e cerâmica.
Para além da riqueza paisagistica, para a qual contribuem as serras do Marão, Aboboreira e o rio Tâmega, Amarante reúne inúmeros edificios e monumentos, religiosos e aristocraticos, dignos de visita.
No Centro Histórico da cidade merecem referência a Ponte, o Convento e Igreja de S. Gonçalo, as Igrejas de S. Pedro e de S. Domingos, a Casa da Cerca e o Solar dos Magalhães. 
Felgueiras
Situada em pleno centro do Vale do Sousa, o concelho de Felgueiras constitui um território de belas paisagens verdes, rico em património histórico, no qual se pode destacar o Mosteiro de Pombeiro. O terreno fértil, banhado pelos rios Sousa e Ferro, produz milho, fruta e vinho verde. Dos monumentos dignos de visita destacam-se a Igreja Paroquial, o Santuário de Santa Quitéria, o Cruzeiro, os Paços do Concelho e o Miradouro de Santa Marta

 Gondomar

As suas agradáveis praias fluviais, a gastronomia e as verdes paisagens são um convite irrecusável para uma estadia tranquilizante. Também toda a área de Fânzeres se torna agradável no contexto da arquitectura antiga e a moderna.                    .                    
De interesse para uma visita cultural destacam-se a actual Igreja, datada de 1727, que tem na frontaria as imagens dos padroeiros, os cruzeiros do monte Calvário e os Paços do Concelho.  É também o monte Castro, encimado pela capela dedicada a Santo Isidro e a Quinta das Sete Capelas, em Valbom.
     Gondomar, naquilo que à actividade económica diz respeito, destaca-se pelas indústrias de joalharia. As suas filigranas são de primorosa concepção artística, conquistando a admiração internacional dos amantes da  arte joelheira.

Matosinhos
Situa-se no litoral norte, na foz do rio Leça. A cidade guarda as residências onde habitava a burguesia, os quarteirões frequentados pela classe piscatória, as instalações portuárias e o ambiente de veraneio. No património cultural de Matosinhos destaca-se o Santuário do Senhor Bom Jesus (ou Igreja do senhor de Matosinhos). São de referir também o edificio dos Paços do Concelho, o Mosteiro de Leça do Balio e o castro de Guinfões.
A cidade afirma-se igualmente como um pólo sócio-economico de relevo, dinamizado pelo porto de Leixões, a inegualável doca artificial, valendo a pena assistir à abertura e fecho da ponte que dá entrada e saída dos navios;  pelo terimnal TIR do Freixeiro, pelo Aeropotro Farncisco Sá Carneiro e pela Exponor - parque de exposições do Norte. O concelho de Matosinhos é muito mais que o porto-de-mar, a pesca e as conservas, embora também seja isto, com toda a sua originalidade.

Granja
Localidade da freguesia de São Félix da Marinha, de aspecto aristocrático, situada a 14 kms do Porto e uma das praias mais conhecidas do norte do país. As familias endinheiradas ditaram o aspecto desta pequena povoação, com magnificas mansões envolvidas por espaços verdes e canteiros, em ruas arborizadas, um verde nortenho que, aliado à bela e frequentada praia com o mesmo nome, merecem uma paragem de contemplação e de lazer.

 

MAGIA

Mãos em Fogo!

Efeito: Entramos em cena com lume nas mãos, as quais estão a arder com grandes labaredas.
Quando o fogo se extingue, tiramos as luvas que trziamos, colocamo-las sobre a mesa e fazemos uma vénia ao público, prosseguindo com o nosso espectáculo com outro efeito mágico.
Explicação: As luvas, preferencialmente de algodão, são previamente mergulhadas em água, espremendo-se a fim de o tecido ficar apenas molhado.
Um pouco antes da apresentação ao público, as luvas são banhadas em aguardente. Mas atenção, apenas se devem banhar as pontas dos dedos e estando as luvas já vestidas.
O que arderá é o alcool da aguardente e não o tecido. A água impedirá que o tecido das luvas se queime.
Apesar de não constituir perigo algum, convem ensair bastantes vezes.

publicado por promover e dignificar às 10:33

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Pagina 16

EMPREENDIMENTOS TURÍSTICOS

 

O boicote à criação de riqueza nacional por
 fundamentalismos inconsistentes e inadmissiveis.

A economia portuguesa não se pode compadecer de exacerbados boicotes. Sabe-se que Portugal desfruta, na actualidade, de condições impares para se tornar numa das maiores potências turísticas a nível mundial. Temos bom clima, excelentes paisagens e lugares a visitar de norte a sul, uma costa atlântica imensa com assinaláveis e parasidíacas praias, uma vegetação frondosa, uma apreciável gastronomia. No fundo, tudo do que há de melhor para sairmos da cepa torta. Esta peça apresentada pelo jornal O ESTAFETA , que tem por função divulgar as acções da APPDH no que à Promoção e Dignificação do Homem diz respeito, não tem outra pretensão que não seja a da criação de desenvolvimento e de riqueza no sentido de se elevar o crescimento económico para que os portugueses possam desfrutar de melhor vida, face aos contributos daí resultantes, para que a indigência seja minimizada e a promoção das condições de vida das populações seja uma inalienável realidade. Tanto mais que o turismo, que já representa cerca de 12% do PIB pode crescer e ser elevado para um patamar de 20%, representará para Portugal mais que grandes poços de petróleo, dado o desenvolvimento que promove directa e indirectamente em benefício dos diferentes ramos de actividade. Mas inexplicavelmente existem, há mais de uma década, grandiosos projectos à espera de luz verde para avançarem, e que iriam promover o desenvolvimento regional e nacional em grande escala. E esta inacção e a consequente inoperância só existem devido a fundamentalismos demolidores, que evidenciam a criação de protagonismos não pelas boas causas, antes pelas más. As leis existentes, se bem que por si já dúbias e impeditivas da realização de alguns projectos, não são responsáveis pelo marasmo em que se vive, são antes por serem interpretadas com excesso de zelo e servirem de escudo ao boicote. Desde a Fonte da Telha até à ponta de Sagres existem belíssimas praias e outros excelentes espaços de lazer. Vários e grandioasos projectos para emprendimentos turísticos apresentados para os concelhos de Sesimbra, Setúbal e Grândola andam anos sem fim nas gavetas, enquanto os promotores envelhecem e são desmotivados pelos tais fundamentalismos oriundos de gente que fica cara ao Estado e que não fazem outra coisa que não seja prejudicarem o próprio Estado e o interesse nacional. No concelho de Sesimbra existem espaços a preservar, nomeadamente a Mata de Sesimbra e a Unidade Operativa de Alfarim. Nestes espaços não é permitida - e bem - a construção de edifícios sejam para habitação ou para unidades industriais. Mas a lei estabelecida para estas áreas permite a construção de empreendimentos turísticos em propriedades com mais de 200.000m2, com as áreas construtivas num índice de 5% em relaação ao solo, o que, tendo em conta que os edifícios terão de 1 a 3 pisos, a ocupação do solo atingirá apenas 2 a 3%. Esta Lei preserva a natureza, a mata, a biodiversidade, os montados de sobro, a ecologia e a reserva agrícola. De tal forma os empreendimentos turísticos são úteis para estas classificações impostas pela lei que, as empresas promotoras vêem-se obrigadas a defenderem a natureza e a melhorarem o ambiente, já que têm de fazer a defesa contra incêndios e protegerem a mata, esta também de interesse no âmbito dos projectos turísticos. Nos concelhos referidos a actividade industrial, bem como a pesca e a agro-pecuária, debatem-se com ciclicas crises e não servem de satisfatória sustentabilidade económica. Os empreendimentos turisticos virão mudar a face das debilidades e trazerem riqueza e melhor nível de vida. Tanto mais que não basta construir-se mais um hotel ou mais blocos de apartamentos para se dinamizar o turismo. Os grandiosos empreendimentos, com ligações directas aos operadores turísticos internacionais, esses sim, trazem eficácia à actividade. Pequenos impasses deviam ser resolvidos a contento por forma a não se perder tempo e deveriam merecer o mais vasto e rápido apoio das autarquias, do governo e das entidades de quem pendem pareceres, como sendo a DGT, DRARO, CRARO, CCDR e Estradas de Portugal. Compete a estas entidades ajudarem a limar as arestas impeditivas da concretização, em vez de se pronunciarem pelo bota a baixo. Eis um exemplo promotor do impasse e do boicote a que fazemos referência. Temos conhecimento do pedido de uma Informação Prévia colocada à autarquia em 2001 e cujo projecto está bloqueado pelo parecer desfavorável por parte do Conselho Nacional da Reserva Agrícola à abertura de um caminho em terrenos da RAN, ocupando cerca de 3.000 m2, numa àrea da RAN de cerca de 200.000 m2, depois dos pareceres favoráveis da Direcção Geral das Florestas, DGT e Estradas de Portugal. A Lei 196/89, no seu Artigo 9º prevê pareceres favoráveis à utilização de terrenos da RAN nos seguintes casos: a)- Obras com finalidade agricola desde que não existam outras alternativas; d)- Vias de comunicação, seus acessos e outros empreendimentos ou construções de interesse público, desde que não haja alternativa técnica economicamente aceitável. f)- Obras indispensáveis de defesa do património cultural. g)- Operações relativas à florestação e exploração florestal decorrentes de projectos aprovados pela Direcção-Geral das Florestas. h)- Instalações para agro-turismo e turismo rural. i)- Campos de golfe declarados de interesse para o turismo pela Direcção-Geral do Turismo. O pedido de parecer favorável à abertura do citado caminho fundamentou-se nas alíneas a) e b) - a primeira referente às actividades agrícolas e a segunda ao acesso ao empreendimento turístico, construções de interesse público. Acontece que, face às evidências, o parecer favorável se justificava para as actividades agricolas e florestais, dado não haver alternativa e citando-se ainda o necessário acesso a viaturas dos bombeiros, necessário em casos de incêndios. O parecer desfavorável do Conselho Nacional da Reserva Agricola foi lacónico, nele se dizendo que a pretensão se inseria numa actividade meramente privada e que não era de interesse público. E para reforço da posição o CNRA colocou obstáculos e infracções inesistentes, tais como: que havia alternativas; que esistiam ocupações da RAN por construções; a recusa da finalidade agricola; e omitiram elementos vitais que lhes foram enviados. Factos que deixaram transparecer más-vontades com omissões que conduzem à distorção.. Não é admissível que os empreendimentos turísticos não façam parte do conceito de interesse público, tanto mais que o Doutor Jorge Sampaio, enquanto Presidente da República, havia declarado em público que o turismo era de relevante interesse público e nacional. Além de que, a mesma Lei faculta a implantação em terrenos da RAN de campos de golfe de interesse para o turismo, bem como instalações para agro-turismo e turismo rural, motivo suficiente para o turismo ser considerado de interesse público e nacional. O que significa a abertura de um caminho ocupando apenas 3.000 m2 de terreno, comparado com um campo de golfe? E qual a razão de o CNRA para emitir parecer desfavorável com o argumento de que se tratava de acção meramente privada, ao ter presente um empreendimento turístico? Como podem os membros desse CNRA interpretar a Lei de forma tão distorcida? A verdade é que, com este parecer o projecto ficou imobilizado, sem que as entidades governativas tomassem posição perante tal descalabro da distorção... No decorrer de uma reunião com o promotor do projecto no CNRA, um membro deste Conselho argumentou que, a ser emitido parecer favorável, podiam vir a ser processados por uma qualquer organização ambientalista, o que não deixa de bradar aos céus e colocar-se a questão de como o país pode andar em frente com gente desta, entretanto com poderes decisórios tão responsáveis transformados em irresponsabilidades. Todavia, também não pode passar despercebida a forma como algumas organizações ditas defensoras do ambiente, da ecologia, da biodiversidade e da natureza tratam erroneamente situações viradas para o desenvolvimento com argumentos infundados, quando lhes competia - isso sim - questionarem a destruição da natureza e do ambiente por fogos e outras acções calamitosas e chamarem as atenções para a prevenção e também elas terem acção participativa directa. E procurarem participar na análise de projectos que envolvam alguma polémica, não com a impetuosidade do bota abaixo mas ajudando a conciliar o interesse nacional a par do que defendem. Por outro lado, não deixa de ser caricato o dramatismo com que se condena o abate de reduzido numero de sobreiros para a viabilização de projectos quando os mesmos defensores nada dizem nem fazem para salvar as centenas de milhares de sobreiros que morrem anualmente. Não seria esta uma prioridade? Também poucos responsáveis se incomodam com a desertificação de terrenos da RAN ao permanecerem incultos e abandonados anos sem fim, quando tudo se devia fazer para os recuperar e rentabilizar. No caso a que aludimos, a recuperação e a rentabilização terá de passar, inevitavelmente, pela abertura do caminho, sem o qual não será possivel o acesso a veículos de carga e ás necessárias máquinas agricolas, porque em épocas de chuva nem os tractores podem transitar no terreno Também por deficiente conhecimento e impulsionados pela leva contestatária, certos órgãos da comunicação social surgem com temas detractores, publicando inverdades influenciadoras da opinião pública, não tendo como tal nada de formativo nem consistência informativa, mas causam estragos em matéria de desenvolvimento e progresso. Estamos a recordar uma reportagem publicada num jornal diário onde, com título parangónico, se dizia que "a mata vai abaixo". O que estava em causa era a realização de um empreendimento turístico na mata de Sesimbra com total respeito pela lei, dado que o índice de construção estava configurado dentro dos 5% na ocupação do terreno e em que a preservação da mata estava acautelada. Uma má informação que ajudou a bloquear o empreendimento. A APPDA deseja e defende a salvaguarda da natureza e do ambiente como forma de as populações terem uma vida mais saudável e melhor. Mas também não esquecemos que o povo e os países necessitam do desenvolvimento para se livrarem da agonia terceiromundista e das carências de meios básicos, necessários a uma sobrevivência digna. Porque é com a criação de riqueza resultante do desenvolvimento que se cria emprego, se podem pagar melhores ordenados, ser possível tirar os mendigos da rua e promover melhores condições sociais. E se Portugal quer ser um país moderno, sair da cauda da Europa, tem também de demover conceitos fantasistas e demolidores do interesse público e nacional. Nunca nos atreviariamos a realizar este trabalho se não tivessemos como objectivo prioritário a melhoria das condições a que fazemos referência, na busca de melhores condições de vida para todos, sem os fundamentalismos que envenenam as mentes mais incautas e que até atingem os órgãos de soberania do Estado. Não nos motivou o desejo de apenas denunciarmos defeitos, porque também sugerimos soluções. Esperamos ter sido bem intendidos! Valdemiro E. Sousa

publicado por promover e dignificar às 10:31

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