Quinta-feira, 24 de Abril de 2008

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CONCHAS DE COLECÇÃO
O FASCÍNIO DE ENORME DIVERSIDADE

 

      GASTERÓPODES

       Família Cypraeidae
        São inquestionavelmente as conchas mais coleccionadas do público em geral e pelos amantes da conqueologia. Tal se deve à sua forma típica, ao seu brilho natural e à variedade de cor e desenhos. Em Inglaterra  chamam-lhe "Cowrie", palavra que deriva  de Caurim, o nome dado  às cypraeas que serviam de moeda na Polinésia. Os franceses chamam-lhe "Porcelaines", devido à sua textura e brilho que as assemelha às belas e finas peças de porcelana feitas pelos mestres profissionais.
    As Cypraeas são muito variáveis, quer em tamanho quer em padrão, sendo no entanto inconfundível a sua forma exterior. Ao contrário de outros gasterópodes e no que diz respeito à própria concha, esta é como que enrolada sobre si mesma  dando um aspecto arredondado desta família. A abertura é estreita e dentada, não possuindo opérculo. As dimensões variam entre os sete e os cento e cinquenta milímetros. O seu extraordinário brilho  é devido à acção do manto carnudo que envolve a concha na sua dimensão externa. Este manto faz parte integrante do molusco e é recolhido sempre que o animal é perturbado. Geralmente têm uma marca dorsal, no sentido horiziontal, o ponto onde se encontram as duas partes do manto .
     A família das cypraeas tem cerca de 190 espécies, distribuídas por quase todos os mares, sendo no entanto no Indo-Pacífico que habitam a esmagadora das espécies. No que respeita à alimentação, elas são herbívoras, havendo entretanto algumas espécies  que se alimentam de pólipos de coral e de gorgónias.

      Família Pleurotomaridae
     Esta família de conchas faz lembrar os turbantes dos turcos e os topos dos miranetes. Pertence ao grupo que integra os moluscos mais antigos do ponto de vista evolutivo. São geralmente grandes e médias, cónicas, com um rasgo que começa a meio do lábio acabando um pouco mais atrás na última volta, facto que distingue esta família de qualquer outra, com a concha a apresentar aspecto insólito. A coloração das espécies tem por base o amarelo com manchas que vão do ocre ao laranja.
     Esta família tem poucas espécies a representá-la, estando todas elas distribuídas pela parte ocidental  do Oceano Atlântico, África do Sul e Japão, vivendo surpreendemente a profundidades entre os 100 e os 400 metros. Quanto aos seus hábitos alimentares, pouco se conhece.
    
     Família Haliotidae
     Esta família possui conchas arredondadas com uma espira baixa. A última volta tem uma fila de orifícios junto da margem que vão diminuindo de diâmetro a partir do lábio, até ficarem completamente fechados junto ao apex. É através deles - e quando em vida do animal - que saem os órgãos sensoriais em forma de tentáculo. Não possuem opérculo.
    Esta família tem aproximadamente 100 espécies distribuídas por todos os mares, com maior predominância nas costas da Califórnia, Japão e Austrália. Os animais vivem em águas baixas, agarrados às rochas e alimentam-se de algas. Em certos países são apreciados como um extraordinário petisco.

     Família Fissurelidae
     Estas conchas são cónicas, de base elíptica, podendo ter um orifício  no apex ou um rasgo no lábio. A superfície exterior é lisa ou de relevo finamente reticulado, com uma coloração  variável entre o branco e o castanho escuro. O interior da concha é, em geral, do tipo porcelânico. Não possui opérculo.
     Vivem nas zonas entre as marés de quase todos os mares, agarradas às rochas e alimentando-se de algas. Esta família tem cerca de 500 espécies.

     Família Patellidae
     Trata-se de conchas de forma cónica achatada, com a base geralmente elíptica, fazendo lembrar os chapéus típicos dos chineses, e de dimensões variáveis. A superfície exterior é lisa ou com pequenas estrias, sendo o interior  de cor clara e ligeiramente nacarado. Não têm opérculo.
     Vivem nas zonas inter-marés, fortemente agarradas às rochas e alimentam-se de algas. Encontram-se em quase todos os oceanos do mundo.
                                     Continua no próximo número
         

A JUSTIÇA E A PROMOÇÃO E DIGNIFICAÇÃO DO HOMEM

    

É frequente fazer-se referência ao mau funcionamento do sistema de justiça no nosso país. Aos processos que se alongam no tempo, aos casos que expiram devido ao arrastamento e à demora da resolução. Os Órgãos de Justiça defendem-se referindo o excesso de processos nos tribunais e os escassos meios para os resolver.
Para responder à pendência de tantos processos alteram-se códigos, reformulam-se leis. Inclusivamente, na sede de resolver rapidamente todos os litígios, permitem-se verdadeiras aberrações, como é o admitido recentemente "divórcio na hora pela Internet".
Qualquer desentendimento pode agora deflagrar num divórcio rápido e indolor, que deixa dúvidas quanto à tomada de consciência do casal. Os intervenientes nem têm tempo de se aperceber do início do processo e já este é dado por concluído com um simples "click" – o divórcio dá-se entre 4 e 20 minutos.
O facto de muitas vezes se dificultarem processos como é o caso do divórcio, tem o intuito de fazer as partes repensar e ponderar as razões que os levam aos tribunais. Para além do facto de eventualmente poder haver filhos e de serem quase sempre estes os maiores lesados. O "divórcio pela Internet" não tem minimamente em consideração a protecção destes, pois nem sequer é sugerido que a união seja reconsiderada, nem que as razões sejam avaliadas de forma alguma.

A alegada modernidade e destas normas é bastante discutível. Seria de louvar que a rapidez de resposta e resolução de conflitos aumentasse mas se continuasse a garantir o pleno respeito pelos direitos e deveres dos cidadãos. Este é somente um exemplo de como, ao baixar a fasquia em questões essenciais, como é o casamento, por questões de "celeridade processual", se corre o risco de se perder a credibilidade da própria justiça.
Compete ao Estado garantir também, a par da rapidez de resposta aos processos e do livre acesso à justiça pelos cidadãos, que as condições mínimas de dignidade e promoção humana sejam respeitadas a todos os níveis.
Não se pode dizer que todos os Estados cumpram na perfeição os seus deveres. O acesso a um ensino de qualidade, a serviços de saúde dignos, ao emprego, são prioridades que não podem ser esquecidas, pois a dignidade dos cidadãos depende delas. São bens essenciais.

Não se tratam de opções politicas que este ou aquele governo decide implementar, tal como se faz parecer. São direitos fundamentais dos cidadãos, consagrados na Constituição, cabendo-nos a nós legitimamente reivindicá-los, quanto mais não seja através do direito de voto.
O respeito pela dignidade humana tem de ser imposto em todas as suas vertentes, pois é visível que a falta de condições sociais e educacionais mínimas conduz à pobreza e propicia o crime e a injustiça. Cai-se num ciclo interminável.

A Justiça, a Promoção e a Dignificação do Homem são conceitos inseparáveis. A Justiça promove o Homem, dignificando-o. Mas a promoção do homem e a sua dignificação não se esgotam no cumprimento da Justiça.
A evolução da humanidade não depende só do facto de se verificarem determinados conceitos ou princípios, como a liberdade, a justiça, a igualdade. Estes são direitos fundamentais que constituem a base e cuja garantia deveria ser a prioridade de todos os Governos.

O Homem promove-se e dignifica-se também através do conhecimento, da relação com o outro, da cultura, da possibilidade de desenvolver todas as suas potencialidades intelectuais e morais. Da sua própria humanização e crescente vontade de ser mais e melhor. E estas, apesar de dependerem em primeira instância dos esforços governamentais para aumentarem as condições de vida mínimas dos cidadãos, não decorrem só da competência destes. Dependem também de cada um e da sua vontade de se promover e dignificar. E do altruísmo e da boa vontade em estender esta possibilidade a outros homens.
                                                               *Jornalista e estudante de Direito

publicado por promover e dignificar às 12:49

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LISBOA - A requalificação adiada

 

Por José Proença

 

Quando a actual edilidade de Lisboa tomou posse, os seus mais directos responsáveis prometeram dotar a cidade de vários melhoramentos. Para além do saneamento financeiro, esperavam levar a efeito a requalificação da Baixa, cujo estudo efectuado por um grupo liderado por Mª. José Nogueira Pinto, estava pronto para ser implementado; também foi prometido melhorar os bairros mais degradados; tapar os inúmeros buracos dos passeios e arruamentos que se multiplicam como cogumelos, originando quedas com graves consequências para as pessoas – julgo que é em Lisboa que se vê o maior úmero de pessoas usando "canadianas"devido a quedas nas ruas -.
 Salvo o erro, foi o próprio Presidente da Câmara que disse ser prioritária a pintura das passadeiras para peões, pois estavam quase invisíveis. Pintaram-se apenas algumas na Baixa! O tratamento e alindamento dos jardins foram outras garantias dadas aos munícipes mas ainda não concretizadas, exceptuando o de S. Pedro de Alcântara. O jardim do Campo Grande está quase "careca" e num estado desolador. A piscina, coberta de Inverno, há muito que foi encerrada e encontra-se num estado de degradação inaceitável. Os jovens e idosos que a frequentavam para ginástica e natação ficaram sem esse benefício.  

O parque infantil está sendo invadido por rapazolas afastando as crianças ou seus responsáveis de o utilizar. A polícia não se mostra! A GNR a cavalo que por ali aparecia, de tempos a tempos, deixou de se ver. Agora não há patrulhamento de qualquer força de segurança, o que impede a frequência, ou mesmo a passagem de pessoas pelo jardim, por se temer o risco de um assalto, sem socorro à vista. Aproveitamos a ocasião para referir a falta de sanitários, não somente neste jardim, como em tantos outros, onde predomina a presente de crianças e idosos, os quais como é sabido, precisam com frequência de fazer as suas necessidades.

A Av. da Liberdade é outra vergonha da cidade. Nas esplanadas fora de serviço amontoa-se lixo de toda a espécie. Dorme por ali gente sem abrigo, acumulam-se cartões, papeis, fezes e sabe-se lá ratos e pulgas, além de um cheiro nauseabundo! No Rossio, há quanto tempo um dos repuxos, de belo efeito, está inactivo? E sujo, por vezes com água estagnada, cheio de detritos de vária ordem! E já agora uma referência à célebre calçada à portuguesa. Quem lhe acode? E a nós?

Espero que o senhor Presidente aceite este rol de prioridades como um simples alerta, na tentativa de cooperação e não um ataque à sua pessoa porque, nós, na APPDH, não condenamos, desejamos sim uma vida melhor para a cidade e para a população.

 

Alicerces de uma Nação

Nascido provavelmente em 1109, D. Afonso Henriques é o grande propulsionador da independencia de Portugal. Para o efeito, tem de enfrentar D. Teresa, sua mãe. Esta, depois de ter ficado viúva do conde D. Henrique passa a usar o titulo de rainha (1117), confiando o governo do Condado Portucalense ao fidalgo galego Fernão Peres de Trava (1121). A situação gera descontentamento entre os nobres de Portugal, que são afastados da corte, mas ganham um precioso aliado no infante Afonso Henriques, armado cavaleiro em Zamora com 16 anos.
Principais Batalhas:
- Cerco de Guimarães (1127) - Por D. Afonso VII, de Leão. O exército sitiante retira graças ao papel desempenhado por Egas Moniz, o qual promete que D. Afonso Henriques prestará a vassalagem requerida pelo imperador das Espanhas.
- Batalha de São Mamede (1128) - Travada em consequência da revolta de D. Afonso Henriques e dos barões portucalenses contra o governo de D. Teresa e de Fernão Peres de Trava. O exército galego sai derrotado. D. Afonso Henriques proclama "Eu, o infante Afonso, filho do conde D. Henrique, livre de já toda a opressão e, pela providência de Deus, na posse pacifica de Coimbra e de todas as cidades de Portugal..."
- Reabertas hostilidades (1130) - Expedição a Portugal de D. Afonso VII primo de D. Afonso Henriques, que almeja tornar-se unico senhor da cristandade penisular.
- Paz de Tui (1137) - Após fundar o Castelo de Leiria (1135) e de ocupar os condados galegos de Toronho e Limia (1137). Afonso Henriques é forçado a algumas cedências, causadas pelo avanço mouro a sul do território. Assim, assevera ao imperador Afonso VII "fidelidade, segurança e auxilio contra os inimigos".
-  Batalha de Ourique (1139) - Primeiro grande triunfo de D. Afonso. É Dia de Sant`Iago, 25 de Julho. As suas forças desbaratam as do chefe islâmico intitulado rei Esmar, que se apresenta em maior número. Muitos consideram a vitória um milagre, que atribuem à Divina Providência. À luz de investigações posteriores, despido o manto da lenda, Ourique não passaria de um simples fossado. Só que o mito cresceu, cristalizou-se. Afonso Henriques faz-se proclamar rei no campo de batalha e escolhe as armas e o escudo nacionais.
- Represália (1140) - Os muçulmanos arrasam, em represália, o Castelo de Leiria, que será reconquistado em 1145.
- Independência de Portugal (1143) - Na presença do cardeal Guido de Vico, celebra-se a paz entre D. Afonso Henriques e D. Afonso VII de Leão. Em Zamora, ao infante português é reconhecido o titulo de rei, pelo que presta vassalagem ao papa a troco de um tributo anual. Acto fundamental da independencia de Portugal do reino de Leão.
- Mouros escorraçados (1147) - Primeiro de Santarém, seguidamente de Lisboa, após cinco meses de cerco. O reino dilata-se.
- Rei ferido e preso (1169) - Em Badajoz, no campo de Batalha, D. Afonso Henriques na fuga, parte uma perna. Tem 32 anos e nunca mais pode montar a cavalo. Feito prisioneiro, o rei de Leão concede-lhe liberdade contra o compromisso de suspender as ofensivas à cidade e de devolver terras à Galiza.
- Independencia (1179) - Através da bula Manifestis Probatum, a Santa Sé reconhece formalmente o titulo de rei a D. Afonso Henrqiues, declarando Portugal independente. O monarca português planteia Roma com mil moedas de ouro.

- Os relatos da época – descontados os elogios de praxe - delineiam um perfil justo, generoso e irreverente. Retratam o caráter corajoso, sujeito a crises de cólera, capaz de atos de violência e de reconhecer seus erros. Elogiam a frugalidade à mesa e ressaltam a tendência conquistadora. Não apenas de poder e terras. De mulheres, também. Ou principalmente.
Casado com a discreta Mafalda de Sabóia - com quem tem sete filhos, entre eles, o herdeiro Sancho –, Afonso Henriques abençoa quatro bastardos. Um documento de 1184, descortina o inesperado pai carinhoso. Quando uma de suas filhas legítimas casa com o conde de Flandres, Afonso Henriques não titubeia. Para alegrar a noiva, enche vários navios com o que existe de mais fino. As naus saem do porto de Lisboa abarrotadas de vestidos bordado a ouro, jóias preciosas, sedas, mais ouro, mais jóias, tudo que pudesse alegrar a menina alegre, filha de pai poderoso.
O testamento de Afonso Henriques, primeiro rei do primeiro país europeu a adquirir consciência de nacionalidade, revela que, até na morte, ele se comporta como estadista. Sua imensa fortuna, amealhada em mais de meio século de guerras e saques, confunde-se com o próprio tesouro português. O rei a destina ao fortalecimento da nação. Por ordem dele, centenas de milhares de maravedis são entregues à defesa - El Rei pressente que os mouros preparam um contra-ataque. Outra centena de milhares constróem hospitais e sustentam ordens religiosas e militares. Os mais pobres recebem seu quinhão. Erguem-se igrejas e catedrais. Conventos acolhem doações e sustentam-se anos.
Ao herdeiro, Sancho I, Afonso Henriques deixa a única recomendação geopolítica: a construção de uma ponte entre o norte e o sul do país para não se perder a unificação que ele custara fazer e manter. Pena que não existam registros se Sancho obedeceu, ou não, às ordens paternas.
Afonso Henriques, o pai da pátria portuguesa, morre no dia 6 de dezembro de 1185 com 76 anos, em Coimbra, mesma cidade onde nasceu. O seu corpo foi enterrado no Mosteiro de Santa Cruz.

 

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publicado por promover e dignificar às 12:45

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PERIGOS A EXIGIREM PROFUNDA  REFLEXÃO

 

A radiobiologia só abrange certos sectores do campo da fisica e da quimica, mas reivindica da biologia, no mais lato sentido do termo, todas as suas linhas de trabalho.A radiobiologia era uma ciencia auxiliar da radiologia médica, de um ramo da medicina clinica.
Com a descoberta da energia atómica e o seu emprego cada vez mais vasto na guerra e na paz, a situação e também a esfera de acção da radiobiologia sofreram uma alteração decisiva. Até certo ponto formam-se como produtos secundários na fissão do átomo, radiações muito fortemente ionizantes das mais variadas naturezas, mas principalmente também certas espécies de átomos, os isótopos radioactivos, que eles mesmos emitem radiações.
O resultado deste facto, bem como todas as maneiras por que, desde 1945, a energia atómica passou a ser empregada, fazem que hoje, já não apenas um pequeno grupo da população, mas todos os organismos, e entre eles o Homem na Terra, estão expostos a um excedente de carga de radiações que ultrapassa a radiação fundamental natural. A radiobiologia passou assim, a ser, em vez de uma ciencia auxiliar da clinica médica, um dominio essencial de alto significado para a saúde e o destino futuro dos seres vivos.
A radiobiologia actual trabalha por isso,em primeiro lugar, no seu decisivo problema fundamental de saber quais são os pontos de ataque das radiações num sistema vivo e que processos especiais se seguem automaticamente à consequente absorção de radiações.A partir da radiobiologia propriamente dita e já dentro da esfera da radiologia médica, leva-nos finalmente a questão relativa aos sintomas de uma doença das radiações, ligeiras ou fortes, à possibilidade diagnóstica aqui existente, principalmente, de discernir com segurança o sintoma inicial e de o distinguir de toda a outra sintomática. A radiobiologia tem ainda de aprender a interpretar os danos retardados, tão de temer, das radiações, e com isso de considerar o mais depressa possivel o seu possivel desencadeamento.
Se, porém, os organismos e, com eles, o homem, estão expostos a uma carga suplementar que exceda a radiação fundamental, então caberá também aos problemas intrinsecos da radiobiologia conceber os modos e os meios de diminuir tanto quanto possivel as influências deletérias das radiações sobre os seres vivos e, assim contribuir para a defesa contra as radiações. Como é o caso dos abrigos privados. Tudo tem de ser planeado na implantação destes. Outra questão é a de saber o intervalo de tempo em que os abrigados podem sair após a deflagração das armas. A falta de informação pode criar situações criticas, o que obriga cada qual à tomada de medidas isoladas e de acordo com o desenrolar das situações.
Não obstante os conflitos mundiais indiciarem a provável utilização de armas nucleares, a humanidade tem tido a sorte do adiamento e por consequência as populações não tiveram experiências dos efeitos e das defesas mais apropriadas a implementar. A acontecer uma catástrofe ninguém será capaz de usar os meios de defesa mais adequados para cada situação, o que causará enorme embaraço em face da ignorância latente.
A não utilização de armas nucleares tem fundamentalmente a ver com o receio de os seus possiveis utilizadores virem também a sofrer ataques da mesma espécie e serem vítimas dos seus próprios actos. Mas a loucura e os actos irreflectidos pairam em diferentes pontos do mundo, pelo que ningém pode afirmar categoricamente que estaremos livres de uma catástrofe nuclear. A tal acontecer, o mais provável é ninguém sobreviver e todas as espécies de animais e plantas desaparecerem por completo. E a haver sobreviventes, estes ficarão irremediavelmente condenados a um sofrimento maior ao dos que socumbiram.
Importa, pois, que o homem se torne mais racional e mais respeitador da vida humana não apenas para não serem produzidas mais armas, mas também para se enterrem, em definitivo, as existentes. As potências que dispõem destas armas mantêm-nas como meio dissoasor no que respeita aos candidatos à sua construção, a avaliar pelas últimas guerras em que não foram utilizadas. Mas para que nenhum país se julgue no direito de as vir a possuir com o fundamento de que outros as têm, o mais racional seria a irradicação de todas as existentes. A partir daqui poder-se-há partir para uma cuidada vigilência no sentido de que nenhum país ou organização terrorista tente munir-se delas.
Se pretendermos partir seriamente para a promoção e dignificação do homem temos de começar por eliminar os perigos que nos atormentam e, em simultâneo, criar a paz e o entendimento entre países e pessoas. E este artigo tem por fim isso mesmo: apontar para os incalculáveis perigos de uma guerra nuclear e suas radiações, ao mesmo tempo que se sugerem as devidas soluções para se viver em paz e melhoria da condição humana.

 

APOIO À REINSERÇÃO

ACEITA-SE A PRTICIPAÇÃO DE RECURSOS HUMANOS

A APPDH  realizou um projecto para apoio à Reabilitação, Promoção e Dignificação de cidadãos que vivem na Indigência  e em áreas degradadas.

População alvo: mulheres vítimas de prostituição e os sem-abrigo.
Zona de actuação: a começar por Lisboa e grande Lisboa.

A reinserção destas populações passa por acções de apoio e encaminhamento  aos cuidados de saúde, condições sócio-habitacionais, aliemtação, vestuário e mercado do trabalho; ainda na mobilização dos recursos necessários para cada caso, face a um projecto de vida digna adequado no que à integração social diz respeito.

Para o efeito, esta Associação apela à participação, em regime de voluntariado, de técnicas/os nas áreas de saúde, da psicologia clínica e mental e na assistência social.

A APPDH apela também à participação de patrocinadores.

A Aderência a este projecto pode ser comunicada a esta Associação presencialmente na nossa séde, pelo telefone nº 213428300 ou pelo e-mail associacaoppdh@sapo.pt.

A Associação para A Promoção e Dignificação do Homem  agradece a disponibilidade de quntos se dignarem adirir a este projecto, e todos serão bem-vindos.

Fome e pobreza fazem cancro
aumentar nos países do 3º mundo

 

O crescimento do tabagismo e da pobreza vão fazer com que os países em desenvolvimento registrem até 2050 cerca de 27 milhões de casos de cancror por ano, mais do que o dobro da média actual.
O cancro já é a segunda principal causa de mortes no mundo, atrás apenas das doenças cardíacas e à frente da SIDA, da malária, da tuberculose e de outras enfermidades.
O aumento da longevidade e de hábitos ruins, como o tabagismo, ainda farão com que os casos de cancro cresçam mais, segundo Nancy Davidson, da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, também presidente da Sociedade Americana de Oncologia Clínica.
Segundo ela, o cancro responde por dez por cento das mortes. De acordo com estudo publicado nesta semana pela Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer, 7,6 milhões de pessoas vão morrer dessa doença neste ano no mundo, sendo 5 milhões delas nos países em desenvolvimento.
A estatística contraria a percepção de que esta é uma doença de países ricos. Entre 2002 e 2004, o número de vítimas fatais nos EUA caiu 2 por cento.
'Ainda haverá 12 milhões de novos casos diagnosticados mundialmente em 2007. Até 2050, o número vai mais que dobrar, para 27 milhões, mesmo que as taxas não mudem', disse por telefone Lynn Ries, do Instituto Nacional de Oncologia dos EUA.
Desses, 5,4 milhões de novos casos serão em países desenvolvidos, e 6,7 milhões nos países em desenvolvimento, segundo Ries.
O cancro é provocado por vários factores, como os genes, a dieta, o sedentarismo e, raramente, a exposição a substâncias químicas. Mas o principal factor é o fumo.

Estas são as consequências da pobreza, que conduzem à fome à doença e à indigência, que têm de merecer particular atenção dos líderes das governações.

publicado por promover e dignificar às 12:42

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UMA OLARIA PARA FABRICO
 DE BEBÉS


   O mestre Tareco Vinhas vivia em Alcáçovas e via regularmente a Roda dos Milhões na televisão. Um dia, inspirado por uns copitos do vinho tinto que produzia, foi assistir ao concurso  convicto de trazer de lá muito dinheiro. Foi ter com o apresentador Gabriolas, a quem, numa incontida inconfidência, expôs as ideias já amadurecidas na sua mente, uma espécie de computador programado pelos sonhos que tinha depois de dormir uma boa soneca, mas já acordado. Queria ganhar muito dinheiro para  levar de trás  para a frente a concretização dos seus projectos
.
   Chegado ali encontrou-se com o Gabriolas e a conversa  começou a desenrolar-se, embora um pouco enrolada pelo segredo  que não desejava revelar, que sabia ser a "alma do negócio".
   Tareco Vinhas:
- O Gabriolas é o dono deste concurso?
Gabriolas:
- Não sou dono, mas sou eu que ponho e exponho.
Tareco Vinhas:
- Ouvi dizer que aqui há uma roda dos milhões... É verdade?
- Sim, é verdade e damos muito dinheiro! Até 100.000 euros - respondeu o Gabriolas.
Tentando impressionar persuasivamente, o Tareco Vinhas começou por revelar-se sem se deixar enrolar, dizendo:
- Só 100.000 euros? Sabe, eu sou bastante pobrezinho e queria comprar as herdades que estão à venda. Não é para ficar rico; é só para não serem abarbatadas pelos espanhois... Mas 100.000 euros não chegam. Não pode aumentar qualquer coisita?
- Aqui há regras a cumprir e não podemos dar mais dinheiro - responde o Gabriolas.
- Eu também tenho uns tostões lá em casa, mas receio que ainda falte algum. Você tem ares de boa pessoa. Não é capaz de me emprestar algum? Eu até era capaz de lhe emprestar algum terreno para você cavar  e semear o que quiser...
Responde o Gabriolas, com toda a determinação:
- Livra, eu se lá estivesse cavava de lá! Também não lhe posso emprestar dinheiro. Posso parecer uma pessoa rica, mas contento-me em ser uma rica pessoa...
Mudando de conversa, diz o Tareco Vinhas:
- Vendo bem as coisas e as lousas, comprar as herdades não é o que mais quero. As herdades era só para despistar. O que eu quero mesmo  é ser dono de uma fábrica de bebés...
- Uma fábrica de bebés? Isso é assim tão fácil? - responde intrigado o Gabriolas.
- Claro, basta montar uma boa olaria - revela o Tareco Vinhas.
- Uma olaria? - responde o Gabriolas cheio de curiosidade.
- Olarila! - responde o Tareco Vinhas.
- Se quer que eu acredite, tem de me explicar melhor  - resposta firme do Gabriolas.
O Tareco Vinhas, procurando tornar-se convincente:
- Quando Vossa Alteza souber que o Adão e a tal Eva foram feitos do barro, já vai acreditar. Vai ser uma revolução, eu vou fazer nascer um novo mundo....
Gabriolas:
- Mas quem é você para ter poderes de Deus para dar vida a um boneco de barro? De onde lhe veio tal ideia?...
Segredando baixinho, adianta o Tareco Vinhas:
- Eu vou contar-lhe tudo, mas tem de guardar segredo! E prosseguindo:
- Estava eu a beber um copito de 3 x 3  na tasquinha do meu compadre Inocêncio, quando entrou a Dª. Miquelina.  Ela é uma mulher de ginjeira que bebe muita ginja. Já se casou mais de 10 vezes  e nunca teve nenhum filho. Ela acusou ali mesmo todos os maridos  de serem uns impotentes incompetentes, por nenhum deles ser capaz de lhe fazer um filho. Ficou lá num canto a palrar com uns folanos com cara de muita ginja, e a certa altura descoseu-se com esta:
- Eu era capaz de dar todo o dinheiro do mundo a um homem que fosse capaz de me dar um filho...
E o Tareco Vinhas prosseguiu:
- Não é por me gabar, mas tenho alguns dotes de inteligência.  O que me vale é ser esperto! De tal modo que descobri logo  estar ali um grande negócio. Eu posso arranjar muito dinheiro! Ter bons ganhos por esse mundo fora... Até pode ser que venha algum dos arredores: de Badajoz, de Malta, da Lourinhã e até de Paris - a terra das cegonhas...
-  Ainda não sei onde quer chegar - responde o Gabriolas.
E o Tareco Vinhas prossegue:
- Saí dali e fui logo a uma livraria comprar  um livro sobre olaria. Nem de propósito, estava lá um com 3 bebés na capa. Mas eram muito imperfeitos. Um trabalho mal acabado, talvez feito por quem já tinha bebido ginja a mais e não media a responsabilidade de fazer um trabalho perfeito. Figuras de principes e princesas, por exemplo. Um tinha bochechas a mais, outro parecia ter a boca cheia de papa, esticada para um dos lados, e o outro tinha os pés chatos e descalços, e ainda as pernas tortas. Lembra-se do Garrincha?... Até fiquei a pensar que podia ser ele mesmo - o Garrincha do futebol...
E prosseguindo:
- Além disso, eu apercebi-me logo de que o barro tinha sido mal amassado. Falta de prática ou de jeito!... Agora vou dizer-lhe uma coisa importante: já descobri um barro especial. Um barro cheio de vida, fabricado por umas formigas a quem chamam cantáridas. Com este nome fiquei persuadido de que cantam. Ainda não sei bem se cantam, porque algumas morderam-me e tive de cavar dali. Mas é mesmo possível que cantem. Hoje em dia vê-se tanta coisa esquisita!...
Todo convicto, o Tareco Vinhas prosseguiu:
- Mas com este barro, quem cá canta são os bebés. Os homens e as mulheres que nunca tiveram filhos compram-me o barro. Com ele fazem uma valente sopa, aconchegam-se e aprochegam-se, amassam-se bem amassadinhos com uns truques que eu cá sei, e passados 10 meses aparecem os bebés, lindos e alegres!...
- O Gabriolas ficou mais curioso, dizendo:
- Esta conversa já me está a interessar mais. Não é que queira ter filhos desse barro, mas gostava de ficar a saber até que ponto posso amassar mais barro... Mas há aqui uma coisa em que você está a falhar!... Os bebés nascem ao fim de 9 meses, e não de 10...
Fez-se uma pausa e o Tareco Vinhas, depois de meditar e inspirando-se, responde:
- Você acha que eu não pensei em tudo?... São 10 meses, sim, porque os oleiros têm de fazer a digestão. Um barro daquela qualidade  deixa-os empantorrados... Levam um mês a digeri-lo....
Aqui abriu a boca o Gabriolas, dizendo:
- Ainda não estou muito convencido, embora esteja interessado na sopa desse barro. Não quero estar a duvidar, mas só acredito  quando vir o primeiro bebé nascido desse processo olarico, ou olarila, ou lá o que é que você anda para aí a engendrar...
E o Tareco Vinhas, apercebendo-se da ingenuidade do Gabriolas, perguntou-lhe:
- Por acaso, ou ao acaso, você sabe como se fazem os bebés? Sabe?...
Resposta do Gabriolas:
- Já tenho umas luzinhas, dessa forma é que não! Pelos vistos, você inspirou-se no nascimento de Adão e Eva...
Resposta pronta do Tareco Vinhas:
- Sim, mas os tempos são outros. O meu barro é melhor e o processo é mais evoluído. No tempo do Adão, os bebés nem sequer tinham a roupa à sua espera quando nasciam...
No entanto, procurando saber algo mais, pergunta o Tareco Vinhas:
- A despropósito!: Você sabe dizer-me se o Adão e a Eva foram os primeiros banhistas da praia do Meco?..
O Gabriolas ficou sem resposta, apenas dizendo:
- Um apresentador está sujeito a cada resposta mais difícil....
A conversa estava interessante, mas chegou a hora do início do concurso, ficando adiada para mais tarde. Mas sem que o Gabriolas deixasse de pensar na sopa de barro das cantáridas...
 

CONTOS ALEGRES FRANCESES
O Coronel Batalha acabara de almoçar. O impedido entregou-lhe um telegrama.O coronel leu:
"Em vista de se realizarem brevemente as grandes manobras, no próximo Sábado, às três horas, irei passar revista ao vosso regimento."
                           
Barreto Guerra (Brigadeiro)
Imediatamente o coronel Batalha mandou chamar os 4 comandantes do 119 de Infantaria.
- Meus senhores, - explicou o coronel - acabo de receber neste instante um telegrama do nosso brigadeiro Barreto Guerra. Vem passar revista ao regimento, no sabado...no próximo sabado às...às...
O coronel hesitou um momento. "Eu estou em excelentes relações com obrigadeiro - pensava - É evidente que, se ele quiser, pode ajudar-me na minha promoção. Tenho que preparar tudo para que só mereça elogios. Ora, eu sei o que são estes oficiaizinhos mandriões...São capazes de não ter tudo preparado à hora marcada..."
- Sim...dizia eu - continuou ele - que o nosso brigadeiro vem passar revista ao nosso regimento, sabado..sabado ao meio dia. É preciso que a essa hora os vossos 4 batalhões estejam formados na parada do quartel.
Apressadamente retiraram os 4 comandantes do batalhão, e logo cada um deles mandou chamar os quatro capitães das Companhias.
- Meus senhores - declara cada um dos majores aos seus subordinados - o nosso coronel acaba de nos chamar para prevenir que o novo brigadeiro vem passar revista no próximo sabado às...às...
Cada um dos majores hesitou um momento: "O comandante tem optimas impressoes a meu respeito. Se ele quiser pode dar boas informações a meu respeito...
- Bem...então, já sabem - continuou o comandante do batalhão - o nosso comandante vem cá sabado às 8 da manhã. É preciso que as vossas companhias estejam formadas a essa hora em impecável asseio e ordem, na parada do quartel.
Em grande velocidade, os 16 capitães foram para os seus respectivos aquartelamentos. Cada um mandou chamar os alferes e tenentes, comandantes de pelotões, e disseram-lhes:
- Meus senhores o nosso major preveniu-me agora que o nosso brigadeiro vem passar revista ao regimento Sabado às...Quero dizer, Sexta feira! Sexta às 4 da tarde. A essa hora devem os vossos pelotões estar devidamente uniformizados e em formatura na parada do quartel.
E foi por isto que no Sabado, o brigadeiro Barreto Guerra, chegado ao quartel do 199 de infantaria, com duas horas de atraso se fartou de praguejar, enquanto passava revista às tropas que estavam formadas na parada do quartel havia 1 dia, ao sol e à chuva, com as armas e os equipamentos às costas, e ofereciam o aspecto dos granadeiros de Napoleão na retirada da campanha da Rússia:
- Mas que tropa fandanga! Com mil raios! É uma vergonha! Parecem maltrapilhos! Não tenho outro remédio senão comunicar já ao Ministro o estado de desleixo dos seus homens coronel! Que falta de aprumo militar, francamente!

publicado por promover e dignificar às 12:32

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Pagina 15

Adivinhação Pirofantástica!

Efeito: Mostram-se as cartas de um baralho por ambos os lados. Baralham-se as cartas e coloca-se o baralho sobre a mesa. Pega-se em seguida, numa folha de jornal, a qual se divide em duas metades. Pede-se a um espectador que indique uma das metades da folha de jornal.
Com a folha de jornal fazemos então uma bola que lançamos para a plateia estando nós virados para o publico. Ao espectador onde essa bola for cair pede-se que diga um algarismo de 1 a 9.
Suponhamos que esse espectador diz o alagrismo 5. Tiramos então cartas do baralho a começar pela parte de cima e, mostramos a quinta carta. Suponhamos que era um 7. Não interessam os naipes, apenas o valor da carta.
Pegamos entao na outra metade da folha de papel que deixámos sobre a mesa e após ter acendido um fosforo, aproximamo-lo do centro da referida folha.  O verá que o papel começa a arder e, pouco a pouco, o lume desenha o algarismo sete, correspondente à carta escolhida!

Explicação: As nove primeiras cartas do baralho, a contar de cima são todas iguais. Isto é, todas ases, todos reis, etc. Não interessam os naipes, somente o valor das cartas.
Para isso é necessário três baralhos de cartas; mas utilizamos só um, claro. Numa sessão far-se-à com nove ases, noutra com nove reis, etc. Numa das metades da folha escrevemos o algarismo que vai ser forçado. No exemplo referido será o sete. Para isso utilizamos uma solução aquosa de nitrato de sodio.


ILUSIONISMO

 

Efeito: Apresentamos um baralho de cartas a um espectador e pedimos-lhe que tire 3 cartas e as ponha de face para baixo na mesa.
Dando o valor de 11 ao Às, 10 às 3 figuras (dama, valete e rei) e tendo as outras o seu valor real, pedimos para colocar sobre cada carta um numerp de cartas igual à diferença entre 15 e o valor da carta em questão. Assim, sobre um oito colocará 7 cartas (15-8=7); sobre uma dama colocará 5 cartas (15-10=5); sobre um Às  colocará 4 (15-11=4), etc.
Feito isto pedimos que nos sejam dadasas cartas que restaram.
Passamos uma a uma, fixando-as com atenção mas rapidamente, e por fim, dizemos o numero total de pontos das 3 cartas escolhidas pelo espectador.
Explicação: Contamos o numero de cartas restantes e diminuimos 4 unidades. O resultado final dá-nos o numero total de pontos das 3 cartas escolhidas.
Quando passamos uma a uma, como que a fixá-las, é só para iludir, pois o que pretendemos é realmente contá-las. Neste efeito mágico empregamos um baralho de 52 cartas.

 

Previsão Incrivel


Efeito: Damos a uma pessoa da assistência um sobrescrito fechado onde, dizemos, está escrita uma previsão.
Pedimos a um espectador para dizer um número entre 10 e 20. Pegamos num baralho e, após o baralharmos contamos tantas cartas como o número citado.
Tomamos este macete e pomos as restantes cartas de parte. Pedimos, então, para somar os dois algarismos que constituem o número escolhido.
Contamos em seguida tantas cartas quanto o resultado da adição. A ultima carta é posta de parte com o dorso para cima. Pedimos, nesta altura, à pessoaque tem o sobescrito para abri-lo e ler a previsão que lá está escrita. Voltamos então a carta.
Com surpresa geral a previsão está certa!
Explicação: Pomos a carta que corresponde à previsão em 10º lugar a partir de cima do baralho.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Contamos tantas cartas quanto o número escolhido pelo espectador. Suponhamos 15.
A soma dos dois algarismos dá 6. (1+5=6)
Contamos agora seis cartas de baixo para cima. A 6a carta é posta de parte. É esta a previsão.
Nota: Quando baralhamos as cartas, fazemo-lo de tal maneira que as 10 primeiras não saiam do seu lugar.

 

Poesia

ANTÓNIO ALEIXO

 

Considerado um dos poetas populares algarvios de maior relevo, famoso pela sua ironia e pela crítica social sempre presente nos seus versos, António Aleixo também é recordado por ter sido simples, humilde e semi-analfabeto, e ainda assim ter deixado como legado uma obra poética singular no panorama literário português da primeira metade do século XX.
No emaranhado de uma vida recheada de pobreza, mudanças de emprego, imigração, tragédias familiares e doenças, na sua figura de homem humilde e simples, havia o perfil de uma personalidade rica, vincada e conhecedora das diversas realidades da cultura e sociedade do seu tempo. Do seu percurso de vida fazem parte profissões como tecelão, guarda de polícia e servente de pedreiro, trabalho este que, como imigrante foi exercido em França.
De regresso ao seu país natal, restabeleceu-se novamente em Loulé, onde passou a vender cautelas e a cantar as suas produções pelas feiras portuguesas, actividades que se juntaram às suas muitas profissões e que lhe renderia a alcunha de "poeta-cauteleiro". Faleceu com tuberculose, em 16 de Novembro de 1949, doença que tempos antes havia também vitimado uma de suas filhas.

 

Forçam-me, mesmo velhote,
de vez em quando, a beijar
a mão que brande o chicote
que tanto me faz penar.   
  
Porque o mundo me empurrou,
caí na lama, e então
tomei-lhe a cor, mas não sou
a lama que muitos são.
Eu não tenho vistas largas,
nem grande sabedoria,
mas dão-me as horas amargas
lições de filosofia.   
  
À guerra não ligues meia,
porque alguns grandes da terra,
vendo a guerra em terra alheia,
não querem que acabe a guerra
Vós que lá do vosso império
prometeis um mundo novo,
calai-vos, que pode o povo
qu'rer um mundo novo a sério.   
  
Que importa perder a vida
em luta contra a traição,
se a Razão mesmo vencida,
não deixa de ser Razão?
P'ra mentira ser segura
e atingir profundidade,
tem que trazer à mistura
qualquer coisa de verdade.   
  
Sei que pareço um ladrão...
mas há muitos que eu conheço
que, não parecendo o que são,
são aquilo que eu pareço.
Enquanto o homem pensar
que vale mais que outro homem,
são como os cães a ladrar,
não deixam comer, nem comem.   
  
Eu já não sei o que faça
p'ra juntar algum dinheiro;
se se vendesse a desgraça
já hoje eu era banqueiro.
A vida na grande terra
corrompe a humanidade.
Entre a cidade e a serra
prefiro a serra à cidade.   
O mundo só pode ser
melhor do que até aqui,
- quando consigas fazer
mais p'los outros que por ti!
Eu não sei porque razão
certos homens, a meu ver,
quanto mais pequenos são
maiores querem parecer.   
  
Bate a fome à porta deles
e é lá mais mal recebida
do que na casa daqueles
que a sofreram toda a vida.
Uma mosca sem valor
poisa, c'o a mesma alegria,
na careca de um doutor
como em qualquer porcaria.  
  
Para não fazeres ofensas
e teres dias felizes,
não digas tudo o que pensas,
mas pensa tudo o que dizes.
Num arranco de loucura,
filha desta confusão,
vai todo o mundo à procura
daquilo que tem à mão.   
  
Vinho que vai para vinagre
não retrocede o caminho;
só por obra de milagre,
pode de novo ser vinho.
Entre leigos ou letrados,
fala só de vez em quando,
que nós, às vezes, calados,
dizemos mais que falando.  

publicado por promover e dignificar às 12:16

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Pagina 16

ANUNCIADOS GRANDES PROJECTOS DE
 DESENVOLVIMENTO PARA O CONCELHO DE SESIMBRA

No número 3 deste jornal publicámos um artigo fazendo mensão dos boicotes fundamentalistas ao desenvolvimento turístico, em que se falava da Mata de Sesimbra e da Unidade Operativa de Alfarim. Tivemos como principal objectivo aludir aos grandes projectos de empreendimentos turísticos apresentados para esta região, como forma de criar riqueza e emprego para a Promoção e Dignificação das populações através da melhoria de condições de vida.
Finalmente surge a boa notícia: O plano de pormenor da Mata de Sesimbra foi aprovado em Assembleia Municipal e vai ser publicado em Diário da República. Não sem ter sido alvo de críticas mal fundamentadas, ou por falta de conhecimento ou por má fé, acabando por levantar dúvidas e confundir a opinião pública.
Na recente publicação do Município de Sesimbra, é dada nota destas grandes decisões com parceiros favoráveis das entidades envolvidas.
Nesta publicação são colocadas várias questões, tais como:

Vai haver carga turística excessiva?
O número máximo de camas previsto é de pouco mais de 19 mil camas. O nível médio de ocupação deste tipo de empreendimentos é de 40 por cento, o que se traduz numa ocupação média de 8 mil turistas, muito inferior ás dezenas de milhares de pessoas que visitam as nosssas praias, só ao fim-de-semana, sem os impactos positivos na actividade económica do concelho que a actividade túristica pode representar. O emprego e desenvolvimento económico são também elementos fundamentais da sustentabilidade.

Os empreendimentos que vão surgir:
Estão previstos 4 hoteis, 11 aldeamentos turísticos  e 3 ou 4 campos de golf, para além de equipamentos desportivos, culturais, religiosos, de saúde, comércio e recreio.

Contributo para o desenvolvimento do concelho e da região:
Para além da utilização de mais de 50% de materiais de construção e de bens alimentares provenientes de um raio de 50 quilómetros, o empreendimento prevê a criação de cerca de 11.000 postos de trabalho directos e indirectos. Ao nível dos serviços, o plano previligia a oferta  dos fornecedores locais. A concretização da rede viária prevista terá efeitos multiplicadores sobre as restantes actividades: o relançamento e sustentabilidade da exploração florestal serão uma realidade.

Vai haver mais turismo ao longo do ano?
O projecto permite ao município, utilizando as suas características  territoriais naturais, ser líder no turismo sustentável e reorganizar a sua oferta turística para os mercados internacionais, potencializando a regular presença de turistas ao longo do ano.

Vantagens no plano ambiental:
O plano tem objectivos ambientais ambiciosos, pioneiros e nunca alcançados em nenhum outro projecto  turístico conhecido. A utilização de mais de 50% de materiais recicláveis, a eliminação de mais de 90%  de materiais tóxicos, em comparação com casas típicas, a redução  de 40% de energia eléctrica  através da instalação de aplicações  de classe energética A, ou a redução de 44% da ventilação  energética através de soluções movidas a ventos, são algumas das metas. Existem ainda soluções ambiciosas  para a redução do lixo, para a produção  de energia renovável, para a conservação e reutilização da água.

Depois de ter sido aprovado por unanimidade pelo executivo municipal e por maioria  pela Assembleia Municipal,  o plano vai agora ser publicado em Diário da República , seguindo-se a avaliação  de impacto ambiental, a aprovação das obras de urbanização e a celebração do contrato de urbanização.
Não obstante a demora que ainda vai acontecer até ao início das obras dos grandes projectos enunciados, a boa notícia está aí, com a provável garantia de que nada recuará. Certamente vão ser colocados alguns obstantes fundamentalismos, que não serão suficientemente impeditivos da obra que vai surgir em prol do desenvolvimento regional e do país.
É também a convicção do Presidente Arquitecto Augusto Pólvora, embora ainda magoado com a desinformação e a demagogia, pelo que se pode ler no seu Editorial, que transcrevemos:

 

"Nas últimas semanas,

É legítimo discordar da carga construtiva prevista no Plano, mas não é legítimo afirmar que o mesmo viola o PDM neste aspecto ou não cumpre os pareceres das entidades que sobre o mesmo se pronunciam.

É legítimo discordar do modelo turístico proposto, mas não é legítimo dizer que estamos perante um projecto imobiliário e não turístico.

Augusto Pólvora É legítimo achar que era preferível deixar tudo como está,

Presidente da Câmara de Sesimbra

expansão descontrolada dos areiros, mas não é legítimo afirmar que uma ocupação exclusivamente turística de apenas 10 por cento da mata, associada a um Plano de Gestão Ambiental e a um Plano de Acessibilidades com financiamento garantido, põe em causa o desenvolvimento sustentável do concelho.

Há uma diferença substancial entre opinião e faltar à verdade. Ao disponibilizar no seu síte da Internet todos os documentos mais significativos sobre o Plano de Pormenor da Mata de Sesimbra e seus antecedentes, a Câmara Municipal pretende contribuir para estreitar o limite entre a desinformação e a demagogia, entre quem estando de boa fé tem uma opinião crítica e quem insiste na mentira".

com uma mata não sustentável, com um pinhal doente e a

A postura do arquitecto Augusto Pólvora, na qualidade de Presidente de um concelho com vastas potencialidades no desenvolvimento turístico e às portas de Lisboa, demonstra estar seriamente interessado em realizar obra, lutando contra todas as adversidades em prol do desenvolvimento da região e do país, bem como da promoção das condições de vida das populações, o que representa também um acto dignificante.
     E "O Estafeta" aplaude.

 

A Associação Portuguesa para a Promoção e Dignificação do Homem promove o Prémio 2008 para Estudantes de Jornalismo "PROMOÇÃO E DIGNIFICAÇÃO DO HOMEM", destinado a estudantes do ensino superior de jornalismo, e que visa incentivar e premiar os melhores trabalhos em língua portuguesa realizados sobre este tema, só podendo participar no concurso estudantes do ensino superior de Jornalismo/Comunicação Social.

Serão admitidos a concurso os trabalhos, individuais e inéditos, que incidam sobre o tema -  Promoção e Dignificação do Homem.
Os candidatos farão acompanhar os seus artigos ou reportagens com elementos de identificação e morada completa, com prova da sua situação de estudante do ensino superior de Jornalismo, indicando o estabelecimento de ensino. Ao concorrer, os participantes autorizam a APPDH a publicar os seus trabalhos no Jornal O ESTAFETA, fazendo menção de que o trabalho enviado se destina ao concurso "Prémio de Jornalismo 2008".
Os artigos e/ou reportagens devem ser enviados para a sede da APPDH - Associação Portuguesa para a Promoção e Dignificação do Homem - Rua Arco Marquês do Alegrete, Palácio dos Aboim nº2 - 5.1 1100-034 Lisboa, ou ainda em mão própria e pelo
e-mail: associacaoppdh@sapo.pt.

Os trabalhos submetidos ao concurso 2008 podem desde já começar a ser enviados, sendo a data limite de recepção o dia 25 de Novembro do corrente ano, se bem que os recepcionados depois desta data poderão ser admitidos ao concurso 2009, se este for instituído.
A direcção do jornal O ESTAFETA irá publicar alguns trabalhos recepcionados, mediante prévia selecção.

Será constituído um Júri por 5 membros:
- 1 representante da APPDH, que presidirá;
- 3 de reconhecida notoriedade e competência na área da Comunicação Social;
- 1  representando o Clube ou Sindicato de Jornalistas;

Todos os trabalhos, já publicados ou não à data de 25 de Novembro, serão candidatos aos prémios e à apreciação do Júri.

Os trabalhos premiados serão publicados no Jornal O Estafeta em edições posteriores, ainda que já tenham sido inseridos em edições anteriores.
Desde já ficam definidos os valores mínimos a atribuir aos premiados, a saber:
- 1º - 1.500 €;
- 2º - 750 €;
- 3  - 500 € ..

Aos três trabalhos premiados será ainda atribuída uma medalha e o respectivo certificado.
A APPDH vai promover patrocínios relativos a este concurso, podendo os prémios ser elevados no seu valor, a decidir em função dos resultados dos patrocínios.
O anúncio dos premiados será comunicado aos próprios e os seus trabalhos serão publicados no Jornal nas edições imediatamente a seguir.

Por decisão do Júri poderá não ser atribuido qualquer dos prémios referidos, se nenhum dos trabalhos tiver qualidade que o justifique.
Estas são as condições básicas do concurso desde já definidas e que servirão de texto base para a elaboração do regulamento, a tornar público e a publicar até 31 de Outubro de 2008.

Subscreve este comunicado,
O Director do Jornal " O Estafeta".
      / Valdemiro E. Sousa /

            

depois da aprovação do plano de pormenor da Zona Sul da Mata de Sesimbra pela Assembleia Municipal, têm proliferado na comunicação social local os mais diversos artigos de opinião sobre o mesmo. O direito a ter opinião é legítimo e não se contesta. O que já não é legítimo e deve ser contestado é a falta de rigor e desinformação, quando não a mentira ostensiva, que prolifera nalguns desses artigos.
publicado por promover e dignificar às 12:10

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