Terça-feira, 3 de Junho de 2008

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CONCHAS DE COLECÇÃO
O FASCÍNIO DE ENORME DIVERSIDADE

 

No seguimento do número anterior, prosseguimos com a descrição de algumas famílias dos GASTERÓPODES
Família Trochidae
Trata-se de uma vasta família com conchas bastante variáveis em forma e em cor, predominando a forma cónica. A abertura é circular e o interior de madrepérola. São moluscos comestíveis e possuem um opérculo córneo e circular. São herbívoras , alimentando-se de algas. As centenas de espécies distribuem-se por todos os mares. Destacamos : Gibula umbilicalis, de dimensões até 2 cm - Costas da Europa e Mediterrâneo; Gibula Magus, dimensões até 3 cm. - Costas Europeias, Mditerrâneo e Norte da Costa de África até ao Senegal; Clanculos Corallinus, até 10 cm. - Costa do Algarve e Mediterrâneo; Clanculus Puniceus até 2 cm. - Costa Oriental de África; e Calliostoma Zizyphinum, até 3 cm. - Costas Europeias, Mediterrânneo e Norte da Costa de África até ao Senegal.

 

Família Turbinidae
Família a que os ingleseas chamam "Turban Shells" (turbantes), possui espécies grandes e sólidas, com a parte exterior rugosa ou lisa, com coloração externa variável. A abertura é circular e a superfície interna é em madrepérola. Possuem um opérculo calcário e rijo. São moluscos vegetarianos e vivem entre os 5 e 50 metros de profundidade. Estão representados em quase todos os oceanos, com maior incidência no Indo-Pacífico. Destacamos: Astraea Rugosa, até 6 cm. - Mediterrâneo e zona adjacente do Atlântico; Guildfordia Triumphans, até 9 cm. Japão; Turbo Fluctuosus, até 7 cm. - Costa Ocidental da América Central.

 

Família Neritidae
Trata-se de conchas esféricas com poucas voltas, sendo a última bastante desenvolvida, com abertura semi-circular. A parte exterior é lisa ou ornada com finas caneluras. Têm opérculo. Família que conta com várias centenas de espécies espalhadas por todos os mares, vivendo na zona inter-marés e alimentando-se de algas. Destacamos: Nerita Plexa, até 4 cm. - África Oriental; Nerita Longispina, até 2 cm - Ilhas Maurícias; Nerita Peloronta, até 3 cm. - Caraíbas; Nerita Polita, até 4 cm. - Indo-Pacífico; Nerita Albicilla, até 3 cm. - Indo-Pacífico.

 

Família Littorinidae
Trata-se de conchas pequenas ou médias, arredondadas, parte exterior lisa ou ornamentada de escultura fina e com abertura ovulada, com opérculo córneo. Reúne cerca de 100 espécies que vivem normalmente sobre as rochas nas zonas inter-marés de todos os mares, alimentando-se de algas. Destacamos: Littorina Littorea, até 2,5 cm. - Costas Atlânticas da Europa; Littorina Saxatitillis, até l,5 cm. - Costas Europeiasediterrânicas; Littorina Obtusata, até 1,5 cm. - Europa e Mediterrâneo; Littorina Angulifera, até 3 cm. - Atlântico tropical.

 

Família Architectonicidae
Conchas que chamam a atenção pela forma e pela cor, bastante achatadas, apresentando na parte exterior diversos desenhos coloridos que percorrem toda a espira, com opérculo córneo. Trata-se de um reduzido número de espécies, de que destacamos: Architectonica Maxima, até 8 cm. - Indo-Pacífico.

 

Família Turritellidae
Família cujas conchas em geral fazem lembrar parafusos devido à sua forma alongada e espiralada. São normalmente de cor clara, podendo ter ou não ornamento exterior em forma de estrias. Possuem opérculo córneo e a abertura é circular. Vivem em todos os mares, enterradas na areia, alimentando-se de detritos vegetais. Destacamos: Turritella Communis, até 5 cm. - Costas Europeias e Mediterrânicas; Turritella Triplicata, até 7 cm. - Mediterrâneo e zona Atlântica adjacente; Turritela Terebra, até 12 cm. - Indo-Pacífico.

 

Família Cerithiidae
Conchas espiraladas cuja principal característica é o canal sifonal bastante desenvolvido. A superfície exterior pode ser lisa e também apresentar um ligeiro ornamento, com cor bastante variável. Está representada em todos os mares, vivendo em águas baixas e fundos lodosos ou arenosos, alimentando-se de detritos vegetais. Destacamos: Cerithium Articulatum, até 4 cm. - Oceano Índico; Cerithium Guinaicum, até 4 cm. - Costa Ocidental de África; Cerithium Vulgatum, até 5 cm. - Costas Europeias e Mediterrâneo.

 

SER OU NÃO SER – EIS A QUESTÃO!


Por: Anabela Pedreira

 

"O que queres ser quando fores grande?" é a questão que vulgarmente nos colocavam enquanto crianças, que compreendia uma resposta para um horizonte profissional e por isso ouvíamos das pequenas bocas palavras como "médico, professora, “bombeiro", profissões que muitas vezes estavam relacionadas com figuras presentes no subconsciente, que de alguma forma nos marcavam sempre de forma positiva e que representavam um estatuto a alcançar na sociedade, pelo papel que desempenhavam como sábios e protectores pelas respectivas profissões.
Algo mudou…
Actualmente ainda se coloca a mesma questão mas as pequenas bocas respondem "jogador de futebol; cantor; actor; modelo" associando inclusive profissão/nome, tal como "quero ser como o Cristiano Ronaldo", "quero ser actor nos “Morangos com açúcar", "quero ser como a Luciana  Abreu".
Sem menosprezar qualquer profissão pois independente da intensidade cultural ou social "tudo o que luz é ouro"e os nomes citados como exemplo são, até agora, exemplos positivos enquanto pessoas e profissionais, o que é um facto é que as mentes se viram agora não para as verdadeiras qualidades dos respectivos profissionais mas simplesmente para o simples facto de se poder ser figura pública, para o que é noticia, para o que faz capa de revista, para o que é ser o centro das atenções, que transmite "glamour" e poderá oferecer bem estar material, sendo este último factor muitas vezes ilusório.
Nunca é tarde para tentarmos semear nas tenras cabecinhas que para ser nobre, ilustre, "glamouroso" e produzir bem estar, é fundamental começar por nós próprios na qualidade de Ser Humano e Ser Racional.
Honestidade, Lealdade, Ambição e Produção de Paz, Amor e Respeito Universal de forma a Promover e Dignificar o Ser Humano, eleva-nos a um estatuto de consciência que, por si só, nos motivará certamente, a alcançar certas metas que surgem como acréscimo.
Nada se deve construir esquecendo bons materiais e alicerces para que, ao mínimo sinal de tempestade, não se corra o risco de ruir.
Esses materiais e alicerces estão na forma como aprendemos e ensinamos a olhar e participar no Mundo.

 

 

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LISBOA 

Requalificação adiada

 

Alertas ao Presidente da Câmara 

No mundo conturbado em que vivemos está, felizmente, a formar-se uma mentalidade favorável a princípios de generosidade e solidariedade que se expande por muitas e variadas actividades, mormente políticas, económicas e culturais.

Os exemplos vêem principalmente das Organizações não governamentais, com especial relevo para as fundações, criadas e legadas por detentores de enormes fortunas ou de grandes empresas.
A Solidariedade está expressa na nossa Constituição, faz parte da filosofia politica de todos os partidos e está institucionalizada no Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social. A solidariedade é, pois, um imperativo social e nacional. Impõe-se, portanto, exercê-la. Não sendo os meios disponíveis suficientes para acorrer a todas as situações de carência, torna-se necessário saber a quem se deve dar a primazia, numa profícua acção de solidariedade.

Quanto a nós, achamos que o Governo e as Câmaras Municipais, neste caso a de Lisboa, deveriam dedicar especial atenção àqueles, que por deficiências físicas ou mentais, se vêem forçados a esmolar para poderem sobreviver!

Que dizer das duas dezenas de invisuais que percorrem diariamente, o Metropolitano pedindo "uma moedinha" e outros deficientes que expõem na rua as suas deformações, sujeitos ao sol ou à chuva, para recolher algum dinheiro e fazer face à vida, cada vez mais difícil para quem é pobre? 

Parece-nos ser uma obrigação olhar para estas situações de forma realística, procurando recuperá-los para a sociedade, nos casos em que tal seja possível, ou atribuir-lhes os meios necessários para atenuar as dificuldades sentidas por eles e respectivas famílias.

Impõe-se fazer um levantamento destas situações, estudá-las e resolver caso a caso, de forma a terminar com esta página negra do Governo e da Autarquia, tanto mais que no Orçamento geral do Estado estão inscritas verbas no valor de 370 milhões de euros para "estudos, pareceres, projectos e consultadorias", por vezes de resultados duvidosos! Não haverá dois ou três milhões para resolver tão vergonhosas situações, que levam os turistas a fazerem comentários desagradáveis e fotografá-las, para exibir o que não deveria ser visto numa capital da União Europeia?

Aqui fica o nosso apelo. Oxalá seja atendido. José Proença

 

FUNDAÇÃO CHAMPALIMAUD
DÁ VISÃO NA ÁSIA

 

Champalimaud, tendo falecido quase cego e sentindo quanto a visão faz falta, criou a Fundação com o seu nome,  nomeando a médica Leonor Beleza para presidente. Certamente que todos os deficientes visuais agradeceram o gesto do antigo empresário, já falecido e que com a criação da Fundação deixa, para sempre, o seu nome ligado à medicina oftalmológica.
     Um pouco por todo o mundo morrem pessoas, não sempre pela falta de assistência médica, mas também pela inexistência  de meios económicos e de equipamentos. Outras continuam a viver mas sem resolverem os seus problemas de saúde, como é o caso da falta parcial ou total da visão.
     Na India existem excelentes profissonais na medicina oftálmica, mas faltam-lhe os meios necessários para realizarem as recuperações de que são capazes. Leonor Beleza não está com meias medidas e coloca à disposição desses técnicos a bonita quantia de um milhão de euros. A India com mais cegos no mundo, é também dos países  de maior expansão demográfica; necessita mostrar ao mundo que pode sair desta situação e está a realizar um trabalho exemplar. A recuperação da vista de Partha Saradhi, importante figura nos negócios da bolsa e que depois de ter sofrido um atentado e ficar completamente cego, com o uso de células estaminais conseguiu a regeneração da córnea, surgiu como um feito admirável.
     Este processo de uso de células estaminais  na India para reverter a cegueira, pelo que tem de pioneiro, está a ser acompanhado por especialistas de vários pontos do mundo. Tal facto não ficou despercebido à sensibilidade da presidente da Fundação Champalimaud. Leonor Beleza, sempre disposta a investir na inovação científica na área da visão no sentido de poder ajudar a curar muitos cegos, mais carenciados e desprotegidos nos países subdesenvolvido já em 2006 concedeu a um projecto indiano na área da visão uma ajuda no valor de um milhão de euros, voltando recentemente a investir naquele país outro milhão de  para a dinamização do centro  LV Prasad, que se comprometeu a actuar em outras zonas da Ásia e de África  no combate à cegueira.
     Com este apoio da fundação portuguesa  foi criado o Champaliamaud Translational Center for Eye Research, que já dispõe de  sete cientistas  e mais de trinta oftalmologistas nas ocupações hospitalares, pelo que um maior numero de cegos pode ter assistência e até pode voltar a ver, o que não seria possível sem os meios financeiros disponibilizados; permitiu a aquisição de equipamentos modernos  para a formação da única equipa do mundo  a fazer o rastreio genético e vir a resolver algumas situações de consanguinidade, tradicionalmente frequente no casamento entre membros das famílias e a que se deve a transmissão do gene do glaucoma.
      Com o C-TRACER a funcionar outros progressos serão registados no futuro próximo, com elevado mérito para a Fundação Champalimaud e a sua Presidente. Tentámos saber mais pormenores sobre o funcionamento  e actuação desta fundação, o que a conseguirmos ter-nos-ia permitido ser mais esclarecedores, mas não encontramos a desejada e atempada  disponibilidade. Todavia, o que conseguimos saber é motivo para deixar os portugueses satisfeitos e enobrecidos com a participação do nosso país no combate e  na resolução de problemas que se colocam no mundo, porque também fazemos parte dele.

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O TRABALHO

A FORÇA DA CIVILIZAÇÃO E DO CONFORTO

 

 

Se não devemos ser escravos do
 trabalho, também não devemos
 escravizar-nos por falta dele.

 

De "Biblía do futuro"
                  ( transcrição autorizada)

 

Só os animais irracionais sobrevivem sem ttabalhar. Os herbívoros pelos vegetais, os carnivoros pela caça. E se as formigas e as abelhas  também produzem os seus alimentos, é porque são racionais.
     O homem já viveu nas condições em que vivem os irracionais. Sem casa, sem lume, sem roupa, sem instrumentos de trabalho e com pouca inteligência. Todavia era engenhocas e, na sequência do tempo, foi-se aperfeiçoando e chegou ao que é hoje. Já vive de forma civilizada, em que o conforto obriga ao trabalho para a produção e aquisição dos meios para a habitação, vestuário, alimentação, saúde e higiene.
     Estéticamente, o homem revela-se um ser devidamente civilizado e exprime, pela sua postura, bom nível intersocial. O que mais lhe falta para completar a sua condição superior é a construção da paz e a melhoria da prática da humanização.
Os povos que vivem em zonas tropicais ainda pautam a sua vivência por um misto de primitivismo e pré civilização. Muita gente vive em cabanas, casas de palha e de tijolos de barro. Sentem-se bem assim, fazem a comida à porta de casa e os lugares em que vivem possuem condições térmicas por vezes melhores que as dos edificios arquitectonicos. Os seus dirigentes consideram que o problema habitacional não é dos mais preocupantes, já que os cidadãos o resolvem pelos seus próprios meios. Algumas moradias que ficaram abandonadas devido à fuga de estrangeiros em face da violência que foi criada a seguir às descolonizações, foram ocupadas pelos nativos.Alguns meteram as ovelhas e as cabras nessas moradias e passaram a viver fora delas, porque era assim que se sentiam bem.
Para essas populações o trabalho não é para se fazer, é para se ir fazendo. Vivem envolvidas por alguma indolência e por vezes sobrevivem através de produtos de auto-suficiência, como sendo a mandioca, o milho, o peixe, a caça e o óleo dos frutos das palmeiras. Para se vestirem bastam as pequenas receitas da venda de alguns produtos agricolas. Mas esta paz e esta tranquilidade têm sido perturbadas com a eclosão de guerras entre movimentos e grupos étnicos.
Por vezes são assaltadas e levam-lhes tudo o que têm. Concretamente, há muita coisa a mudar neste estado de coisas, quer se trate da ascendência à civilização real, quer no que toca ao aumento de produtividade, mercê do processos laborais mais desenvolvidos.

PRODITIVIDADE
Nem sempre a produtividade aumenta pela necessidade de maior esforço fisico. Os métodos e os meios empregues, de forma evoluída, são os que expressam a virtude da rentabilidade. Por vezes a culpa não é toda dos métodos e dos meios, é também da inacção em que os trabalhadores e os que neles mandam se deixam envolver. Aqui impõe-se a disciplina, a educação perante os factos e a conscencialização.
Em Portugal, a produtvidade situa-se em cerca de 50% em relação a outros países como a Espanha, França, Alemanha, Inglaterra e os da América do Norte. É essa  a razão de muitos trabalhadores portugueses ganharem menos que os de outros países. Por seu lado, a rentabilidade menor conduz à falta de competitividade.
Também deparamos com a manifestação do que, pouco trabalhando, reclamam da sua condição de alegados escravos. Ficam aquém da produção normal, mas não têm esse facto em conta. Quando têm necessidade de emigrar e já empossados das funções nos países que os recebem, não têm a mesma postura, pois, se a a tivessem, tinham de regressar ao seu local de origem. Assim se compreende que os portugueses são avaliados pelo seu trabalho no estrangeiro, enquanto os que cá ficam são criticados.O mesmo acontece com os trabalhadores de África vindos para a Europa. Ou trabalham com afinco, ou regressam à miséria em que estavam envolvidos
No trabalho não pode funcionar a fantasia nem a demasiada indolência. Quando vemos grupos a defenderem insistentemente a condição dos trabalhadores, esses são os que menos trabalham. Porque os que trabalham de verdade assumem seriamente as suas funções e não necessitam de reivindicações para serem bem remunerados em função do que fazem.
Já a outra escala, os tecnocratas e os intelectuais perdem muitas vezes terreno em relação áqueles que, designados práticos ou autodidactas, aliam a vontade e o empenho à experiência. Nesta condição até é possivel suprir algumas deficiências. O saber não se revela se não for posto em prática na devida dimensão. Esta conclusão não tem vinculo geral nem sequer da maioria, porque estou cônscio de que a modernização e a evolução do trabalho só se materializarão com a formação técnica e através dela. Além do mais, os indolentes e os distraídos enquadram-se numa ridicula minoria, como é ridiculo o seu desempenho.
Outra caracteristica que pesa negativamente nos valores do trabalho é o exercicio dos cargos pela mediocridade. Aqui as repercussões são bem mais elevadas. Os maiores índices d instabilidade e de desorganização têm sido provocados por individuos que atingem o topo da hierarquia da regência, sem nunca se desprenderem da sua condição de mediocres, sendo também responsaveis pelo arrastar da mediocridade. Conseguem o poder à custa de processos marginais à competencia e bom senso. Os saberes e as competências não se revelam eficientes se não forem moderados pelo bom senso.
Lamentavelmente, a mediocridade tem um peso nefasto muito grande e contrapõe-se às competencias e às indoles saudáveis. São muitos os que não aceitam cargos onde a mediocridade reina. Ela tem sempre uma seta apontada aos de maior valia. Chega a formar uma teia que asfixia. Teia essa que avoluma a mediocridade onde se instala. Estas teias instalam-se mais nas repatrições do Estado e estatizadas, e nas empresas estatais onde o compadrio se faz notar.
O efeito nefasto é ainda maior quando a mediocridade atinge as chefias dos Estados. Todos nós sabemos um pouco quem são, mas não é necessário designar nomes para se encontrarem. Basta olharmos para os países mais atrasados na economia, na acção social e na pacificação, enquanto continuam a dar laras à violência, aos dogmatismos e fanatismos, e às mentes poluídas pela insensatez dos costumes e da perversão.

O  CAPITAL  MAIOR
O maior capital que um país pode amealhar, reside no capital humano. Vejamos países de poucos recursos que conseguem progredir mais que alguns dos que comportam elevadas riquezas. Acontece que a necessidade de evoluir e prosperar não se compadece da mediocridade.
Na medida em que a competência e o bom senso destronarem a mediocridade, o mundo passará a ser bem melhor.
Entremos no campo da especialização. O selectismo e a especialização tornaram-se, em muitos casos, contraproducentes para as melhorias. Um médico de clinica geral pode ser mais util e eficiente em relação a um gastrologista, que para tratar ulceras ou gastrites, cujas causas assentam na degradação do sitema nervoso, mandam os seus pacientes para os especialistas do sistema neuro-psiquico. Ora o clínico geral, sem ajudas, trataria estas doenças pelas terapias adequadas: os sintomas - das úlceras e das gastrites - com medicamentos depurativos e cicatrizantes. Por sua vez o stress e o sistema nervoso como causas, seriam tratados com moderadores e bons tónicos, se tivermos em conta que o sistema nervoso necessita mais de ser fortalecido do que combatido. Neste caso, como em outros,os doentes ficariam favorecidos com a consulta do clínico geral.
     No mesmo âmbito, podemos exemplificar a função jornalística. Um profissional  da imprensa que, mesmo não sendo licenciado mas tenha versátil experiência em diferentes campos de acção, desde as simples ocorrências policiais e judiciais ao desporto, política e economia, pode produzir trabalho mais meritórico  que um seu colega que se formou numa única área. É que o primeiro consegue congregar os aspectos interligados com o tema principal, dando ao seu trabalho conclusões inerentemente de maior globalidade.
     Mas não tenhamos dúvidas, a especialização é irreversível e em muitas áreas justifica-se. O que se pretende é que o especialista, na medida do possível, possa reunir conhecimentos mais vastos relacionados  com a área da sua especialixação para poder ser mais útil e também para que as pessoas  necessitadas dos seus serviços não se colocoquem na qualidade de simples bolas de pingue-pongue e se desloquem, injustificadamente, de lado para lado perdendo tempo e dinheiro. E também para que as especializações não sirvam de mero intercâmbio na área dos negócios...

RELAÇÕES PATRÕES / EMPREGADOS
     Entrando nas relações laborais, acho de interesse mútuo que os patrões e os empregados formem uma família  na melhor das coesões. Numa óptica egoísta ninguém dá nada sem que tenha algo em troca. Mas sem egoísmos, a recipricidade de interesses tem de funcionar. A amizade também tem a ver com a troca de interesses e em algumas empresas essa recipricidade já funciona, embora possa melhorar.
     O patrão não pode ser amigo do empregado quando este não zelar pelos interesses em comum. Porque o empregado também fica prejudicando quando, em vez de executar um trabalho sério e rentável, cria cisões nos seus colegas e os atrai para as confrontações. Por sua vez, quanto maior for a rentabilidade  de uma empresa, melhor é a possibilidade de aumento dos ordenados. São os empregados que, pelo seu trabalho, têm de garantir as remunerações. Se acontecer o contrário, a empresa degrada-se e os empregados ficam em piores condições. Não se diz que amor com amor se paga?...
     No que respeita aos patrões, devem entender bem o que atrás ficou dito. Em primeiro lugar porque são os seus interesses que saem beneficiados, em segundo porque a paz laboral e o entendimento criam estabilidade, respeito e a amizade que nunca é de mais Ter presente. É de significativa importância que o empregado se sinta no seu local de trabalhlho como se estivesse em sua casa. Desta forma cria-se um estado de espírito de bem-estar e de solidariedade. E os patrões só têm a ganhar com a tranquilidade dos empregados.
Esta família também pode sofrer convulsões várias relacionadas com a concorrência e com a falta de escoamento, ou com um desastre qualquer. Convulsões que obrigatoriamente criam mal-estar e que até podem levar ao encerramento da empresa. Mas é nestas situações em que mais se faz sentir o entendimento e a solidariedade. Com o esforço conjunto pode ser possível assegurar o funcionamento até à vinda de melhores dias. Por vezes evita-se o pior dividindo os esforços e os prejuízos. Quando tudo melhorar  todos têm a ganhar.
     Por vezes, a instabilidade da empresa fica a dever-se a uma das partes, ou conjuntamente às duas. Os empresários não se podem esquecer de que os empregados  fazem parte da sua família  e que não devem cometer devaneios  ou aventiras conducentes à agitação e desastibilização familiar. Cada pessoa que inicia uma empresa e dá emprego tem de partir desse estatuto irreversível para sempre. Incumbe-lhes também a boa gestão, como imperativo de responsabilidade.
     De outra forma, se os empregados baixarem deliberadamente a produção e não se sintonizarem com os interesses da empresa, estão nitidamente a prejudicar os seus postos de trabalho. E a relação entre empregados deve estabelecer-se sempre no âmbito das boas intenções e não das más. O trabalhador que sob a influência dos outros seja despedido, fica a dever o seu afastamento aos colegas que não lhe pagam o ordenado quando estiver no desemprego. O conluio contra a entidade patronal é sempre desastibilizante e nunca favorece qualquer das partes.
     Existem as grandes empresas designadas de S.A., onde o patrão em concreto não existe. Os próprios empregados podem ser patrões na condição de sócios, depois de adquirirem acções. Funcionam sob um mecanismo em que os gestores principais também são empregados. A diferença entre estas e as outras não é significativa para os trabalhadores e as formas de comportamento  devem ajustar-se, quer se trate de pequena ou grande empresa.

SINDICATOS E GREVES
     Normalmente, os trabalhadores filiam-se nas organizações sindicais como base de apoio. Este direito existe e vai continuar, mas há muita coisa a mudar nos sindicatos, também em favor dos trabalhadores.
     Os sindicalistas são dirigentes cujo comportamento não se afasta muito do dos políticos na sua condição partidária. Se não organizarem protestos e greves podem até ser ignorados e perdem protagonismo e razão de existir. Gostam de dar a cara, discursar e aparecer na televisão, nem que seja por má causa ou por reivindicações oportunistas.. Têm de colocar em relevo a função que desempenham, mesmo que apenas não haja mais em causa que a simples rotina. Os sindicatos são necessários e devem ganhar crescente importância. Em funções bem definidas e específicas. Os seus filiados têm de contar com permanente apoio  quanto às informações de caracter social, na relação com o fisco e em todas as questões  interligadas com a entidade patronal. E podem convocar greves, quando houver razões para se entender que o diálogo se esgotou. Sempre em função das causas justas e nunca com propósitos rotineiros ou como promoção da imagem.

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Anedotas   

 

 DUPLAMENTE CASTIGADA

 

      A Miquelina tinha casado há 2 meses. Muito sentida foi ter com o pai apresentando queixa:
- Paizinho, o Francisco, meu marido, bateu-me...
- Bateu? Que lhe fizeste para tamanha ousadia? - inquiriu o pai, indignado.
    Resposta da Miquelina:
- Não fiz nada demais: ele é que não gostou da sopa de minhocas que lhe fiz...
   O pai, ainda mais indignado:
- Foi só por isso?  Devia era agradecer um pitéu desses... Ele já vai ter a paga que merece.
   E com toda a força, dá uma bofetada na Miquelina.
- Também o pai me bate, porquê? Por não lhe trazer a sopa de minhocas?
- Não é nada disso: volta para esse patife e diz-lhe que se ele bateu na minha filha, eu bati na mulher dele... A vingança está feita.

 

CORRECÇÃO INCORRECTA

- Elvira, vai ao correio entregar estas duas cartas - disse a patroa para a empregada.
No regresso, pergunta-lhe:
- Meteste cada carta na caixa certa?
- Meti, minha senhora, mas tive de trocar as moradas...
- Então porquê?
- É que a senhora colocou o selo de menor valor na carta que ia para a América e o de maior valor para a que ia para o Algarve...
- E porque não trocaste os selos, como devia ser?
- Minha senhora, eu fiz o que era mais fácil...


 
O MALANDRO DO HOSPEDE DO QUARTO 31

 

     O Zeca Morato é um indivíduo natural de Abrantes que passa a vida a rir, rir debochadamente com as partidas que prega aos outros, sendo ainda amigo da borga. Um dia apanhou o comboio e veio até Lisboa, percorrendo o Bairro Alto, o Parque Eduardo VII e ainda a Mouraria. Era noite de Santo António e muitas foram as raparigas que convidou para casamento. Dançou, brincou e riu imenso daquelas que, com ar sério, lhe responderam:
- Não posso aceitar, já estou casada!
  E ele, com zombaria, respondia a todas da mesma maneira:
- É pena, perde uma boa oportunidade de ficar bem casada...
Inesperadamente interrompeu uma gargalhada de orelha a orelha, para protestar todo desconsolado:
   -      Lá por lhe dar um beijo, é motivo para me dar com a mala na cara?...
 Já bastante exausto  pelas tropelias que cometera,  entrou num hotel, pediu um quarto para aquela noite e foi informado de que lhe fora atribuído o quarto 31. Olhou em frente e viu pendurara uma ardósia, como as que as crianças usam na escola, onde os viajantes marcam a hora em que desejam ser acordados. De imediato, marcou 6,5 horas. Mas para que não fosse o único a ser castigado pelo acordar cedo e em sobressalto, marcou a mesma hora para os quartos contíguos: os números 30 e 32. Não lhe custava tanto a sair dos lençóis, com os hóspedes vizinhos já em reboliço.
Sentiu que por este processo o despertar é menos brusco. Dormiu bem, teve sonhos cor de rosa.
      De madrugada, ruídos espantosos despertaram-no
do sonho, uma ilusão que não passou disso mesmo. Era o 30 que assim agradecia ao recepcionista do hotel tê-lo acordado à hora marcada.
      O Zeca Morato ria-se, de tal forma que mal podia manter-se em silêncio. A coisa foi ainda mais épica quando o recepcionista bateu à porta do 32: Pan... pan...  pan...
- O que é? - disse estremunhado o hospede do 32. Quem está aí?
- São seis e meia...
- Ah!... Tinha-me esquecido que me devia levantar cedo!
- O Zeca Morato encostou o ouvido ao tabique do 32 e ouviu o hóspede a murmurar:
- Seis horas e meia! Seis e meia! Mas que terei eu de fazer urgente esta manhã, de que não me lembro?
Depois, o desgraçado levantou-se, vestiu-se, sempre a  murmurar: seis horas e meia! Seis e meia! Mas que diabo tenho eu a fazer tão cedo?
Saiu do hotel ao mesmo tempo que o Zeca Morato. Aparentemente calmo, não disfarçava, palidamente, aquela preocupação matinal.
O Zeca Morato dirigiu-se para a estação de Santa Apolónia para apanhar o comboio. De vez em quando olhava na sua retaguarda e via o hospede do 32 a magicar e a esbracejar; enquanto o Zeca ria e se vangloriava. Mas, ao chegar à estação o comboio acabava de partir. Ele deixou de rir, de sentir graça, dizendo por fim para consigo mesmo:
- Toma, para não te arvorares em malandro! Se não perdesse tempo a  mangar do 32, não perdia o
comboio.

 

  UM LEÃO DE ORELHAS BAIXAS

Um leão passeava pomposa e arrogantemente pela savana, rugindo de rabo alçado. Encontrou uma zebra e perguntou-lhe:
- Quem é o rei da selva?
Resposta da zebra:
- Sois vós, rei leão.
A seguir encontrou-se com um grupo de hienas e fez-lhes a mesma pergunta:
- Sois vós, grande leão - responderam as hienas, assustadas.
Logo a seguir encontrou um elefante e perguntou-lhe:
- Dizei-me, grande animal feio e desajeitado: Quem é o rei da selva?
E o elefante, sem nada dizer, agarrou o leão pelo pescoço e atirou-o pelos ares, vindo a cair desamparado uns metros à frente. Este levantou-se e, a rastejar, disse com ar humilde:
- Lá por não saberes a resposta, não precisavas de ser bruto...


 POBRE CANÁRIO...

      Dois homens foram instalar uma alcatifa numa sala de uma cliente. Quando deram o trabalho por terminado  notaram haver um alto no meio do aposento. Surpresos tentaram  descobrir o que seria, dizendo um deles:
- Devem ser os meus cigarros! Procurei-os por todo o lado e não os encontrei...
   Diz o outro:
- Nem pensar levantarmos a alcatifa por causa de meia dúzia de cigarros. Vamos saltar-lhes em cima, a pés juntos, até o alto desaparecer.
   Quando já tinham acabado o trabalho  apareceu a dona da casa, muito simpática, que lhes disse:
- Trouxe-lhes um café e também os cigarros que tinham ficado na cozinha. Ando é preocupada porque o canário desapareceu e não o encontro. Por acaso não terão ideia de onde se possa ter metido?


ACONTECEU MAIS QUE O SUSTO


     Um citadino foi dar um passeio pelo campo e ficou encantado com um cavalo que encontrou. Resolveu comprá-lo. O dono não queria vendê-lo mas não resistiu perante a oferta que lhe foi feita. O novo dono quis montá-lo ali mesmo mas, quando tentou que ele andasse, o cavalo não obedeceu. Mas tudo se resolveu, com a devida informação do vendedor:
- É que este cavalo pertenceu a um padre e agora só anda quando lhe dizemos: "louvado seja Deus!" Para o parar é preciso dizer-lhe: “Amén".
   O novo dono lá disse "louvado seja Deus" e o cavalinho começou a galopar elegantemente. A certa altura estavam frente a um precipício e, já à beira da ravina puxou as rédeas, em pânico, mas o cavalo não parou. Lembrou-se entretanto de dizer "Amén", e o animal lá parou. Aliviado, o homem suspirou, dizendo:
- Louvado seja Deus!
   O cavalo retomou o galope, sem que o dono tivesse tempo de dizer "Amén"...

  SÓ O DINHEIRO VALE...

     Um contribuinte dirigiu-se a uma repartição de finanças e disse para o funcionário:
- Vou fazer-lhe uma surpresa a que o senhor não está habituado. Vou pagar-lhe com um fervoroso sorriso...
E o funcionário carrancudo:
   -   Deixe-se de conversa fiada. As finanças só aceitam dinheiro...

ANIMAIS QUE FALAM

     Um elefante passou pela esplanada de um restaurante e pediu um prato de arroz com grelos. O empregado, muito admirado serviu-o e o elefante pagou com uma nota de 100 euros,  pedindo o troco . Pensando que o elefante não percebia nada de dinheiro deu-lhe 10 euros de troco, dizendo-lhe:
- Obrigado,  não estamos habituados a clientes assim.
Resposta do elefante:
- Não admira, nenhum outro cliente aceitaria pagar 90 euros por um prato de arroz...

 

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Pagina 15


Ilusionismo

 

Adivinhar um número escolhido por um espectador

Efeito: Convidamos um espectador a vir ao palco.
Pedimos-lhe que pense num número e o escreva, sem que ninguém veja, numa pedra escolar (ardósia). Dizemos-lhe que a pouse sobre a mesa, com a face onde está escrito o número virada para baixo.
Entregamos-lhe um bloco de papel e pedimos-lhe para fazer as seguintes operações aritméticas:
1º Multiplicar o número que escreveu por 5;
2º Juntar 6 ao resultado;
3º Multiplicar por 4 o total obtido;
4º A este ultimo produto juntar 9;
5º Multiplicar este novo total por 5;

Feito isto pedimos para nos dar apenas o último resultado.
Imediatamente nós dizemos o número que está escrito na ardósia. Esta é mostrada ao publico, que confirma a exactidão do facto.
Explicação:
Seja qual for o número escolhido, uma vez efectuadas as operações anteriormente referidas, o resultado final é sempre um número terminado por 65. Pondo de parte este 65, ficamos com um outro número ao qual basta tirar uma unidade para obtermos o número escolhido pelo espectador.
Assim, suponhamos que o espectador escolheu o número 38.
Façamos as operações aritméticas:
1º 38x5=190
2º 190 +6 =196
3º 196 x 4=784
4º 784 + 9 =793
5º 793 x 5 = 3965
Uma vez conhecedores deste resultado, excluímos o número 65 e ficamos com 39.
Por fim:
39-1 =38 que é o número que foi escrito na ardósia.

Adivinhação do mês de nascimento e da idade de um espectador

Efeito: Pedimos a um espectador que escreva o número de ordem do mês em que nasceu e faça, a seguir, com esse número, as seguintes operações aritméticas:

1º Multiplique por 2;
2º Adicione 5;
3º multiplique por 50;
4º Adicione a sua idade;
5º Subtraia 360;
6º Adicione 110;

Feito isto pedimos que nos dê o resultado final.
Imediatamente dizemos o mês do nascimento e a idade actual do espectador!
Explicação: A idade é fornecida pelos dois algarismos da direita do resultado final e o mês pelos algarismos que ficam à esquerda.
Exemplo:
Suponhamos que a pessoa tem 54 anos de idade e nasceu em Fevereiro.
Assim:

Numero de ordem do mês = 2

2 x 2 = 4
4 +5 = 9
9 x 50 = 450
450 + 54 = 504
504 - 360 = 144
144 + 110 = 254

Resultado final que nos é fornecido pelo espectador:

2 54

Logo o espectador tem 54 anos e nasceu em Fevereiro.

 

Sugestões de férias
Bragança

O concelho de Bragança é atractivo pela riqueza das suas tradições e do seu artesanato. Assim, ao longo do ano o visitante pode contar com festas muito animadas.
O visitante não poderá partir sem degustar as delícias gastronómicas típicas da região, representadas nos diversos restaurantes locais.
O concelho de Bragança, repleto de história e de património, merece, por todas as suas características e potencialidades, uma visita mais atenta que permita descobrir as verdadeiras riquezas desta região tipicamente transmontana. Vale a pena visitar toda a províncias de Trás os Montes e Alto Douro, um “mundo” a redescobrir.

 

Poesia
António Aleixo


Continuação do número anterior


As suas quadras (populares)

 

Quando os homens se convençam
que a força nada faz,
serão felizes os que pensam
num mundo de amor e paz.

 

Porque será que nós temos
na frente, aos montes, aos molhos,
tantas coisas que não vemos
nem mesmo perto dos olhos?

 

Quantas sedas aí vão,
quantos colarinhos,
são pedacinhos de pão
roubados aos pobrezinhos!

 

Quem nada tem, nada come;
e ao pé de quem tem de comer,
se alguém disser que tem fome,
comete um crime, sem querer

 

Falemos sinceramente,
Como p'ra nós mesmos, a sós;
Lá longe de toda a gente,
Do mundo, e até de nós

 

Após um dia tristonho
de mágoas e agonias
vem outro alegre e risonho:
são assim todos os dias

 

Embora os meus olhos sejam
Os mais pequenos do mundo,
O que importa é que eles sejam
O que os Homens são no fundo.

 

Julgam-me mui sabedor
E é tão grande o meu saber
Que desconheço o valor
Das quadras que sei fazer!

 

Quando não tenhas à mão
outro livro mais distinto,
lê estes versos que são
filhos da mágoa que sinto.

 

Queremos ver sempre à distância
o que não está descoberto,
Sem ligarmos importância
ao que está à vista e perto.

 

Tem a música o poder
de tornar o homem feliz;
nem há quem saiba dizer
tanto quanto ela nos diz.

 

Gosto do preto no branco,
como costumam dizer:
antes perder por ser franco
que ganhar por não ser. 
 

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Pagina 16

POR UMA SOCIEDADE HUMANA

 

    " Em Portugal, continuaremos atentos às carências que subsistem entre nós, tanto junto dos nossos compatriotas como junto daqueles que, impulsionados pela miséria nos seus países, escolheram o nosso país na esperança de recompôr as suas vidas. O Centro Porta Amiga de Gaia é um dos dez equipamentos sociais da AMI. Tal como todos os outros, pugna por tentar dar respostas sociais condignas, de assistência, orientação e formação, aos que nos batem à porta, marginalizados, ou auto-marginalizados, por uma sociedade humana cada vez mais competitiva e exclusiva".
       Do Professor Fernando Nobre, na revista AMI

 

O Brasil pós-independência

 

Dom Pedro I até o ano de 1831, período chamado de Primeiro Reinado, ano em que este abdicou em favor de seu filho, Dom Pedro II, então com cinco anos de idade.
Logo após a independência, e terminadas as lutas nas províncias contra a resistência portuguesa, foi necessário iniciar os trabalhos da Assembleia Constituinte. Esta havia sido convocada antes mesmo da separação, em Julho de 1822;
Logo se tornou claro que a Assembleia iria votar uma constituição restringindo os poderes imperiais. Porém, antes que ela fosse aprovada, as tropas do exército cercaram o prédio da Assembleia, e por ordens do imperador a mesma foi dissolvida, devendo a constituição ser elaborada por juristas da confiança de Dom Pedro I. Foi então outorgada a constituição de 1824, que trazia uma inovação: o Poder Moderador. Através dele, o imperador poderia fiscalizar os outros três poderes.
Surgiram diversas críticas ao autoritarismo imperial, e uma revolta importante aconteceu no Nordeste. Em 1831 o imperador decidiu visitar as províncias, numa última tentativa de estabelecer a paz interna. Ao voltar para o Rio de Janeiro, Dom Pedro deveria ser homenageado pelos portugueses, que lhe preparavam uma festa de apoio; mas os brasileiros, discordando da festa, entraram em conflito com os portugueses, no episódio conhecido como Noite das Garrafadas.
Dom Pedro tentou mais uma medida: nomeou um gabinete de ministros com suporte popular. Mas desentendeu-se com os ministros e logo depois demitiu o gabinete, substituindo-o por outro bastante impopular. Não restou nada ao imperador a não ser a renúncia, no dia 7 de abril de 1831.
Período regencial brasileiro
Durante o período de 1831 a 1840, o Brasil foi governado por diversos regentes, encarregados de administrar o país enquanto o herdeiro do trono, D. Pedro II, ainda era menor.
A princípio a regência era trina, ou seja, três governantes eram responsáveis pela política brasileira, no entanto com o acto adicional de 1834, que, além de dar mais autonomia para as províncias, substituiu o carácter tríplice da regência por um governo mais centralizador. Destacam-se neste período a instabilidade política e a actuação do tutor José Bonifácio, que garantiu o trono para D. Pedro II.
Segundo Reinado - Dom Pedro II
O Segundo Reinado teve início com o Golpe da Maioridade (1840), que elevou D. Pedro II ao trono, antes dos 18 anos, com 15 anos.
O período pode ser dividido em três etapas principais:
- A chamada fase de consolidação, que se estende de 1840 a 1850. As lutas internas são pacificadas.
- O chamado apogeu do Império, um período marcado por grande estabilidade política.
- O chamado declínio do Império, marcado pela Questão Militar, pela Questão Religiosa, pelas lutas abolicionistas e pelo movimento republicano, que conduzem ao fim do regime.
Libertação dos escravos
Os primeiros movimentos contra a escravidão foram feitos pelos missionários jesuítas, que combateram a escravização dos indígenas mas toleraram a dos africanos. O fim gradual do tráfico negreiro foi decidido no Congresso de Viena, ainda em 1815. Desde 1810, a Inglaterra fez uma série de exigências a Portugal e passou a reprimir violentamente o tráfico a partir de 1845, com a Lei Aberdeen. Em 1871, o Parlamento Brasileiro aprovou a Lei do Rio Branco ou Lei do Ventre Livre, determinando que todos os filhos de escravos nascidos desde então seriam livres a partir dos 21 anos. Em 29 de Setembro de 1885 promulgou-se a Lei dos Sexagenários que determinava que escravos a partir de 60 anos poderiam ser livres, mas na verdade era uma ironia, pois os escravos raramente passavam dos 45 anos. Em 1884, os governos do Ceará e do Amazonas resolveram abolir a escravidão, no que foram pioneiros.
A aristocracia escravista, oligarquia rural arruinada com a abolição sem indemnização, culpou o governo e aderiu ao Partido Republicano na oposição ao regime: uma das consequências da abolição seria a queda da Monarquia. A economia cafeeira paulista, porém, quando comparada à de outras regiões, não sofreu abalos, pois já se baseava na mão-de-obra livre, assalariada. O Brasil foi o último país das Américas a abolir a escravidão.
República da Espada
Em 15 de novembro de 1889, o Marechal Deodoro da Fonseca decretou o fim do período imperial numa quartelada quase sem força política e nenhum apoio popular (golpe militar de Estado), e o início de um período republicano ditatorial, destituindo o último imperador brasileiro, D. Pedro II, que teve de partir em exílio para a Europa, após 4 anos de ditadura com um caos e várias mortes de federalistas , negros lutando por seus direitos, entre outros, iniciou-se a era civil da República Velha. O nome do país mudou de Império do Brasil para Estados Unidos do Brasil.
A primeira constituição da República do Brasil foi feita no dia 15 de novembro de 1890.
República do Café
No século XIX o café começou a substituir a cana-de-açúcar como o principal produto de exportação. A riqueza trazida pelo café deu fama internacional e prestígio ao Brasil, o que atraiu muitos imigrantes, principalmente de Itália e Alemanha. O país desenvolveu uma base industrial e começou a expandir-se para o interior do país.
Era Vargas
Em 1934, no entanto, o país ganha uma Constituição. Getúlio Vargas é eleito presidente,estando três anos seguintes como governante constitucional.
Seguem-se anos conturbados, em que ocorre certa polarização na política nacional. De um lado ganha força a esquerda, representada principalmente pela Aliança Nacional Libertadora (ANL) e pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB); de outro a direita, que ganha forma num movimento de inspiração fascista chamado Integralismo.A censura oprime a expressão artística e científica: em 1939 é criado o DIP, Departamento de Imprensa e Propaganda. Além da censura, o DIP actuava na propaganda pró-Vargas, fazendo com que a imagem do presidente fosse exaltada ao extremo.
Com o fim da Segunda guerra mundial, fazia pouco sentido que Vargas continuasse no poder. O fascismo fora derrotado, e os brasileiros notaram isso. Getúlio Vargas é forçado a renunciar em 29 de Outubro de 1945 pelas forças armadas, seguindo para o seu estado natal, o Rio Grande do Sul, e elegendo-se senador.
República Nova (1945-1964)
O período conhecido como República Nova ou República de 46 inicia-se com a renúncia forçada de Vargas, em Outubro de 1945. O General Eurico Gaspar Dutra foi o presidente eleito e empossado no ano seguinte. Em 1946 foi promulgada nova Constituição, mais democrática que a anterior, restaurando direitos individuais.
Em 1950, Getúlio Vargas foi mais uma vez eleito presidente, desta vez pelo voto directo. Em seu segundo governo foi criada a Petrobrás, fruto de tendências nacionalistas que receberam suporte das camadas operárias, dos intelectuais e do movimento estudantil. Porém, os tempos não eram mais os mesmos, e Getúlio não conseguiu conduzir tão bem o seu governo. Pressionado por uma série de eventos, em 1954 Getúlio Vargas comete suicídio dentro do Palácio do Catete. Assumiu o vice-presidente, João Fernandes Campos Café Filho.
Em 1955, Juscelino Kubitschek foi eleito presidente e tomou posse em Janeiro de 1956.O seu governo caracterizou-se pelo chamado desenvolvimentismo, doutrina que se detinha nos avanços técnico-industriais como suposta evidência de um avanço geral do país. O lema do desenvolvimentismo sob Juscelino foi 50 anos em 5. Em 1960, Kubitschek inaugurou Brasília, a nova capital do Brasil.
Já em 1961, Jânio Quadros (eleito em 1960) assumiu a presidência, mas renunciou em Agosto do mesmo ano.
O vice-presidente João Goulart, conhecido como Jango, assumiu após uma rápida crise política o governo até 1964, com constantes problemas criados pela oposição militar, em parte devido ao seu nacionalismo.
O governo de João Goulart foi marcado por alta inflação, estagnação econômica e uma forte oposição das forças armadas. Em 31 de março de 1964 as Forças Armadas realizam um golpe, destituindo João Goulart.
Em 1965, todos os partidos políticos então existentes são declarados extintos, e teve início a intensificação da repressão política aos comunistas. Somente dois partidos eram permitidos, a Aliança Renovadora Nacional (ARENA), e o Movimento Democrático Brasileiro (MDB), que veio a servir de refúgio a toda a esquerda e extrema esquerda política. Porém, a divisão entre os dois partidos não era ideológica, mas sim atendia às divisões das oligarquias locais.
Em 1967, foi aprovada a sexta Constituição Brasileira pelo Congresso, institucionalizando o golpe/Revolução/Contra-revolução, e estabelecendo eleições indirectas para Presidente, realizada via Colégio eleitoral, este eleito directamente.
Artur da Costa e Silva, no mesmo ano, diante do crescimento dos movimentos de contestação, o General Arthur da Costa e Silva assumiu a presidência.
Em 1969, Costa e Silva sofreu uma trombose e ficou incapacitado;
Em Outubro, o General Médici foi eleito presidente no Congresso, e comandou o período mais sangrento da ditadura militar, com a mais forte repressão aos grupos de terroristas e guerrilheiros marxistas, com suspeitos e colaboradores sendo presos, ocasionalmente torturados, exilados ou mortos em confrontos com as forças policiais do Estado
Em 1974, o General Ernesto Geisel assumiu a presidência, tendo que enfrentar grandes problemas económicos, causados pela dívida externa criada pelo governo Médici, e agravados pela crise internacional do petróleo, e uma alta taxa de inflação.
Geisel iniciou a abertura democrática que foi continuada pelo seu sucessor, o General Figueiredo (1979-85). Figueiredo não só permitiu o retorno de políticos exilados ou banidos das actividades políticas durante os anos 60 e 70, mas também autorizou que concorressem nas eleições municipais e estaduais em 1982.
As eleições, as últimas indirectas da história brasileira, foram precedidas de uma enorme campanha popular em favor de eleições directas.
Nova República (1985-2008)
O primeiro Presidente civil eleito desde o golpe militar de 1964 foi Tancredo Neves não tendo chegado a assumir a presidencia. Em 15 de março de 1985, assume então José Sarney de modo interino, e após 21 de abril, data do falecimento de Tancredo Neves, como Presidente em carácter pleno.
Em 29 de abril de 1987, o governo substitui Funaro por Luis Carlos Bresser Pereira. Em 15 de Janeiro de 1989 Maílson lança o "plano verão", com o lançamento de uma nova moeda, o cruzado novo (Ncz$) valendo então 1000 cruzados.
.Fernando Collor foi eleito em 1989, na primeira eleição directa para Presidente da República desde 1964. O seu governo perdurou até 1992, quando renunciou devido a processo de "impeachment" movido contra ele. O processo de afastamento ocorreu em decorrência de uma série de denúncias envolvendo o Presidente Collor em esquemas de corrupção, que seriam comandados pelo seu ex-tesoureiro de campanha, Paulo César Farias.  Fernando Henrique Cardoso (FHC) foi eleito em 1994 e reeleito em 1998.
O candidato Luis Inácio Lula da Silva, do PT, foi eleito presidente do Brasil com aproximadamente 61% dos votos válidos. Lula repetiria o feito em 2006, sendo reeleito.
 
 

 

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