Terça-feira, 3 de Junho de 2008

Pagina 5

 

 

  O MENINO "ZÉZINHO" AO PODER...

 

 Por: Mafalda Amorim

 

Não podemos julgar o (mau) comportamento dos alunos de hoje sem questionarmos a formação cívida e comportamental que lhes foi transmitida pelos progenitores e pela sociedade adulta em geral. Porque o que colhemos hoje são os frutos das sementes que lançamos ontem à terra...

Se os pais mandam os filhos mal-comportados para o convívio escolar e a isso são obrigados, então têm que se sujeitar à impressão que eles causam nos outros, nomeadamente nos companheiros, nos professores e auxiliares que os acompanham durante o dia, às vezes mais horas do que aquelas que desfrutam com a família de sangue.
Como diagnosticou a auxiliar de uma escola com quem abordei o assunto: "O problema não é dos pais, nem dos professores, é do sistema!". Mas não é disto que trata este artigo, do sistema desumano e desumanizante que obriga os filhos a desfrutarem apenas das fracas sobras do tempo dos pais, as quais ainda assim têm que partilhar com as inúmeras necessidades e obrigações domésticas. 
Estamos numa fase do ensino (que nunca mais é ideal!), em que de um suposto excesso de autoridade dos professores se passou para o extremo oposto, que é como que: "o aluno tem sempre razão"!
Fez-se criar uma distância artificial entre o professor e o aluno, em que se passou a privilegiar o formal em detrimento do afectivo. Mais uma manobra de burocracia, tão recorrente na nossa terra. Traduzida na práctica, faz com que o professor seja apenas uma máquina de debitar matéria de estudo, e se torne practicamente cego, surdo e mudo em relação aos aspectos relacionais com os seus alunos.
Estes estão livres para se comportarem como lhes aprouver, e se por capricho lhes der para cruzar as pernas sobre a carteira e nesses modos tolerarem a heróica "lenga-lenga" do professor, este apenas lhes pode chamar a atenção, mil vezes que seja, e sempre de forma cordial. 
Se houver 2 ou 3 alunos, como há sempre nem que seja só 1, a perturbarem  a aula e a impedirem os outros 20 de aproveitar, o professor simplesmente tem que "engolir" a fatalidade, quanto muito violentar ainda mais as suas cordas vocais e o seu estado anímico. Porque não pode simplesmente nem da forma mais delicada, convidar o(s) elemento(s) de boicote sistemático a abandonar a sala, em favor dos 15, 20, 25, dispostos a partilhar a motivação do professor.

Qual é o argumento estafado, desde que na sociedade portuguesa deu entrada a palavra "liberdade", ainda misteriosa para muitos? Pois o argumento é que sendo a escola para todos, há que mimar os mais "coitadinhos". Ou seja, a escola parece orientada para os mais desinteressados e não para os participativos, que exclui, ao ignorá-los.
Era indispensável generalizar o ensino a todos sem excepção, e tenho-o como dogma, que a instrução é o motor de arranque do desenvolvimento humano, mas na ânsia de nivelar a satisfação das necessidades não se podem eternizar os excessos.     
Por favor, na escola, se há 1 aluno sobre o qual converge a opinião de que tem um comportamento desajustado que prejudica os colegas, intervenham maciçamente junto desse aluno e da família se necessário, com todos os instrumentos de apoio possível, ajudem-no realmente, e não admitam que pelo contrário se proceda como se esse aluno fosse invísivel, que é o que se passa quando obrigam o professor a ignorar a sua atitude abusiva e desafiante, e naturalmente crescente numa criança ou adolescente a quem se não põe limites.
Por favor, no concreto, comecem por arranjar maneira de acolher esse(a) aluno(a) fora da sala de aula, nesse espaço de tempo que resta ao professor e aos outros alunos para a natural interacção que tem que existir. Isso é que é Democracia!... E mais direi (diremos)! 

     Mas não se fique por aqui, faça-se também formação cívica e moral  englobando na matéria pedagógica  - e porque não? - os alunos com melhores comportamentos, para que todos eles  confiram a devida importância à superior condição humana a que pertencem  e desta forma se sintam dignificados. Sempre pelas boas causas...                                                                                                                         

 

TUDO ACONTECE DE REPENTE...

 

Por: Ana Cabrita
Psicóloga Clinica

 

 


De que vale querer mais cedo o que tem o seu tempo...?
A ansiedade torna-se cada vez mais constante na vida de muitas pessoas! A vida é uma correria e o tempo já não passa...corre! As pessoas acabam por correr atrás do próprio tempo atropelando-se e nem dando conta que o tempo tem horas, minutos, segundos...

Vamos dar mais valor ao que temos, ao que já conquistámos, ao que realmente importa e vamos então pegar nessa alegria e transformá-la em energia para continuar a lutar e sobretudo a  VIVER cada coisa a seu tempo...cada ano de cada vez e sobretudo cada dia com as suas 24horas!!
Para se pôr um travão nesta sociedade extremamente acelerada há que começar pela nossa própria vida -  " para se saborear um prato é necessário apreciar cada alimento que o compõe" por isso  não corram na vida, caminhem e apreciem cada pormenor que a compõe, pois a vida é o conjunto de todas as vivências!

 

Tudo acontece de repente. Já é raro fazer-se planos, consome-se a vida como algo descartável e urgente. Não se aprecia a passagem dos dias, o amanhecer...o entardecer e o anoitecer. Apenas se fala em dias..noites...horas! Mas na maior parte dos casos as pessoas esquecem-se que os anos passam e quanto mais corremos menos os aproveitamos e "saboreamos"!

Vivemos numa sociedade de consumismo, tudo é descartávei até mesmo os sentimentos. Cada vez menos confraternizamos socialmente. Trabalhamos, pagamos as contas, fazemos contas e comemos mal e depressa! Mal temos tempo para estarmos com quem amamos e com quem realmente é importante para nós! Nem connosco mesmo acabamos por estar. Quantas vezes nos olhamos ao espelho e constatamos que já passaram tantos anos desde a última vez que reparámos em nós! Já quase não nos reconhecemos. Estranhamos cada ruga, cada cabelo branco...

Corremos...corremos...mas para onde? Para quê? Com que finalidade?
Pensamos que corremos para um futuro que apesar de incerto não podemos deixar fugir, para tentarmos algum dia ser felizes e realizarmo-nos para que finalmente possamos descansar em paz!

Mas na verdade acabamos por "morrer" de cansaço devido a uma corrida que nos esgotou e de tão cansados que estamos não conseguimos admirar tudo o que nos rodeia e o que conseguimos conquistar! Por vezes o que conquistamos já não vamos a tempo de contemplar como é o caso dos nossos filhos, sobrinhos, netos que cresceram e nem nos demos conta! Corremos tanto que passamos por eles sem nos apercebermos! Fizemos tantas ultrapassagens sem reparar a quem e o que deixámos para trás!

 

Um exemplo disso é quanto falamos com uma pessoa de oitenta anos. Ela tem inúmeras historias para contar, fala-nos de uma vida de alegrias e tristezas, de vitórias e derrotas...ri e chora relembrando os vários anos que viveu e que ainda os saboreia numa recordação não vaga mas repleta de realismo e presença. No entanto chegamos perto de alguém por volta dos quarenta anos e quando esse alguém tem tempo para falar relata-nos a sua infância vagamente porque de seguida centra-se em sonhos que ainda não realizou sem dar valor ao que já conquistou e que a rodeia.
E, quando fala da sua vida actual no geral, queixa-se e nunca encontra realização naquilo que já tem! Daí tantas depressões e ansiedades....o ser humano actual é um Ser insatisfeito por excelência cujo escalão de felicidade é tão alto que se torna muito difícil de alcançar.

publicado por promover e dignificar às 11:38

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