Segunda-feira, 23 de Janeiro de 2012

VIDA ECONÓMICA EM TEMPOS DIFÍCEIS

 

As actividades económicas assentam em três normas principais: primeiro a produção de bens, em segundo as transações comerciais e em terceiro o consumo.
      A produção pretende ser dia a dia mais competitiva para sobreviver nos mercados da concorrência. O recurso às novas técnicas e a todos os processos de crescente rentabilidade é condição primordial para não se ficar pelo caminho. As transações comerciais são apoiadas pela publicidade e pelo marketing que conduzem à promoção dos produtos e à interligação comercial. O consumo é ativado pelo poder económico, cujas aquisições assentam numa seletiva escolha quanto à qualidade e preço.
      Embora pareça controverso perante os dias difíceis em que vivemos com o poder de compra em acentuada queda – e situando-nos na posição de Portugal -, as possibilidades de êxito situam-se na produção de produtos de qualidade. É que os mercados já estão invadidos de mercadorias de inferior qualidade e consequentes baixos preços. Mesmo quando se exporta para países com populações pobres e mesmo abaixo do nível da pobreza, casos da China, Índia, outros países asiáticos e africanos, existem aí populações ricas e com poder de compra, na ordem de 10 a 20%, para quem o grande desnível de preços não constitui obstáculo, pois os ricos deixam as crises à margem.
      Tenhamos em atenção uma concludente realidade: são bastantes os países em que as pessoas endinheiradas constituem populações superiores à totalidade da portuguesa e sabemos também que as empresas portuguesas actualmente com maior êxito nos mercados externos são as que produzem melhor qualidade, seja no calçado, vestuário, vinhos ou nas máquinas de maior tecnologia e qualidade. E para que Portugal possa duplicar as suas exportações tem de aumentar as produções em dobro pois, não basta que os nossos produtos tenham mercado assegurado, mas também que haja capacidade de oferta.
       Com a Europa em tremenda crise económica e social a que o nosso país não é alheio, resta a Portugal virar-se para outros países para lá do atlântico, como o Brasil, Índia, China, Brasil, Angola, Moçambique e tantos outros países, em que as possibilidades de penetração assentam em campos com enormes aberturas, dados os laços que nos ligam. Direi que o nosso país devia orientar a sua vida económica em 20% na Europa e 80% fora dela, como a melhor forma de fugirmos a este “barril de pólvora “ europeu.
      Depois de falarmos na vida económica virada para os ricos e para os êxitos comerciais, tenhamos agora em conta as economias das populações empobrecidas e a carecerem de Promoção e Dignificação. Quem tem pouco dinheiro e o conserva no banco para poder usar o cartão do multibanco, não só não recebe juros como ainda tem despesas de manutenção. Quando, ainda que de forma acidental, a conta apresenta saldo negativo ainda que só por um dia, surge uma forte penalização bancária. Isto significa que os pobres não podem acompanhar as modernas utilizações do dinheiro porque do pouco que têm ainda lhes é retirado algum sem qualquer contrapartida. Por outro lado, as pequenas economias que recorrem ao crédito têm de pagar juros muito mais altos em relação a quem tem uma conta bem recheada.
      Mas, entre os pobres, há os que não têm recursos de qualquer espécie para as despesas básicas, como alimentação, vestuário, água, luz e medicamentos. A gestão económica desenvolvida pelos países tem de ser dinâmica, orientada por entidades credíveis e responsáveis, com a gestão dos recursos virada para o combate à pobreza e nunca a pensar nos armamentos, nas despesas supérfluas e no esbanjamento, por se correr o risco de haver mais criminalidade e maior insegurança, malefícios que acabam por atingir também os ricos e a sociedade em geral. Seja qual for o estado económico que existir a cada momento, as prioridades devem ser equacionadas sempre a pensar nos mais pobres, bem como na promoção e dignificação.

publicado por promover e dignificar às 12:59

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1 comentário:
De João Pedro a 2 de Fevereiro de 2012 às 11:18
Seria importante Portugal investir, principalmente, num mercado especifico, onde poderá concorrer "ombro a ombro" com os grandes paises investidores. Falo na cortiça, azeite, vinhos, nas pescas... Então esta última vive completamente sub-aproveitada. Com uma "zona económica exclusiva" várias vezes a área de Portugal continental, poderia estar a ser realmente aproveitada, se não fosse as leis castrantes que a UE nos lança, numa tentativa bem conseguida de nos tornar completamente dependente destes. Nomeadamente da Alemanha. "Caímos" numa armadilha de todo o tamanho, Sr. Valdemiro. E não será fácil vermo-nos livres desta, para então nessa altura, começarmos a virar o nosso mercado de exportações para todos esses paises que menciona. Concordo consigo. Aliás, em muita coisa.
Abraço,
João Pedro

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